Crianças e adolescentes venezuelanos terão atendimento educacional em Teresina

Técnicos da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) se reuniram na manhã desta segunda-feira (04), no Centro de Formação Professor Odilon Nunes, para discutir os detalhes finais das estratégias para alfabetização de cerca de 170 venezuelanos e também a EJA (Educação de Jovens e Adultos).

“A Semec elaborou um projeto que terá início ainda neste mês de abril. Inicialmente serão atendidas as crianças de 4 e 5 anos de idade e até o mês de julho será a vez da faixa etária entre 6 e 14 anos ter acesso à educação”, explica a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Graciane Neves.

O projeto de Alfabetização Especial elaborado pela equipe da Gerência de Ensino da Semec apresenta uma proposta de agregar em seu processo de aprendizagem de forma lúdica, ações culturais, dentre outras atividades.

“A gente vem dialogando com a Semcaspi com o objetivo de articular melhor o atendimento à comunidade venezuelana, integrando-a na Rede Municipal de Ensino, dando às crianças e adolescente mais dignidade com relação à escolarização. Já vimos os espaços e a melhor forma de atendê-los, tendo um acompanhamento mais sistematizado por parte da Secretaria Municipal de Educação”, garante a gerente de Ensino Fundamental da Semec, Geane Alves.

Foto: Ascom Semec

Crianças venezuelanas participam de atividades propostas pelo projeto Atividades Lúdicas

Teve início no último sábado (22) o projeto “Atividade Lúdicas”, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL), a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASP), o grupo Mestres do Bem e profissionais voluntários, para dar apoio, fornecer ajuda e entretenimento para as crianças Venezuelanas no abrigo Emater, e nos demais abrigos localizados nos Bairros Buenos Aires e Poti Velho, zona Norte de Teresina.

“Nós da SEMEL ficamos felizes em poder apoiar esse projeto, em contar com os nossos profissionais para ajudar a desenvolver esse projeto lindo e muito importante. Acredito que são parcerias como essas que podem nos ajudar a levar o melhor do esporte e lazer para todas as pessoas da no cidade”, destacou o secretário de esporte e lazer, Eduardo Draga Alana.

O projeto conta com a realização de danças, contação de histórias, pinturas e muitas brincadeiras, no intuito de proporcionar momentos mais reconfortantes e de lazer para as crianças.

“Não se pode pensar que abrigando os Waraos, a gente só precisa alimentá-los. Nós estamos com muitas outras propostas a serem executadas. Mas uma coisa que a gente não pode esquecer é que nós temos várias crianças e hoje lançamos este projeto lúdico. Criança é criança em qualquer lugar, criança precisa de atenção e precisa de brincadeiras. Como a nossa gestão na Semcaspi é participativa, em nome do Prefeito Doutor Pessoa, vamos, aos poucos, acertando e alinhando as situações”, pontuou a secretária da Semcaspi, Eliana Lago.

O projeto conta com a realização de várias atividades, no intuito de proporcionar momentos mais reconfortantes e de lazer para as crianças. Foto: Ascom (SEMEL)

Semec planeja atendimento educacional para crianças e adolescentes venezuelanos em Teresina

Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) vai garantir a quase 100 crianças e adolescentes venezuelanos acesso à educação de qualidade.

Nesta quinta-feira (20), equipes técnicas das duas Secretarias discutiram novas estratégias de acompanhamento destes imigrantes acolhidos em abrigos de Teresina.

Foto: Ascom Semec

A Semec está elaborando um projeto para alfabetizar as 58 crianças a partir de 3 anos de idade, além de 40 adolescentes venezuelanos. Atualmente, o grupo é acompanhado pela Semcaspi, que mantém dois educadores nos abrigos. Com a necessidade de avançar nas políticas educacionais, a Semec pretende formar grupos para aulas presenciais nas escolas municipais.

“A ideia é iniciar um processo de alfabetização e diálogos sobre cultura. Entender seus processos e incluí-los em nossas práticas. Em seguida, eles poderão ser enturmados, frequentando normalmente a escola, quando forem retomadas as atividades presenciais para todos. Tudo isso envolve também um debate aberto com alunos, professores e comunidade escolar, onde o respeito e a inclusão são prioridades”, explica a secretária executiva de Ensino, Edileuza Sampaio.

O projeto está em construção e o primeiro contato dos futuros alunos com a escola pode acontecer em agosto. Sem documentação escolar e com pouco domínio da língua portuguesa, os venezuelanos terão um programa exclusivo de aprendizagem.