Alunos da Escola Municipal Jornalista João Emílio Falcão visitam Comunidade Mimbó

A Escola Municipal Jornalista João Emílio Falcão, localizada na zona Sul de Teresina, promoveu junto aos estudantes das turmas do 4º ano do Ensino Fundamental, uma aula-passeio à comunidade do Mimbó, em Amarante. A ação faz parte do Projeto “I Love Mimbó”, que teve o intuito de compreender profundamente a cultura negra, suas características enquanto comunidade, suas heranças genéticas e as condições de vida que lhe são oferecidas até hoje.

Durante todo o semestre foram arrecadados roupas, alimentos e brinquedos em bom estado de conservação para que fossem doados para a comunidade durante a visita. A atividade proporcionou conhecer as condições de vida da comunidade, o processo que levou a formação deste grupo e as dificuldades enfrentadas por eles até os dias atuais.

A aula-passeio proporcionou aos alunos conhecer a formação da comunidade quilombola localizada nas proximidades da cidade de Amarante e como ela se formou naquela região.

“Durante o semestre foram trabalhadas de forma didática informações sobre a comunidade Mimbó, além da mobilização de toda comunidade escolar na contribuição de arrecadação de roupas, brinquedos e alimentos. Enquanto gestão, ficamos felizes com o resultado, agradecendo a Secretaria Municipal de Educação (Semec) pelo apoio e em especial as professoras do 4 º ano pela dedicação”, destaca a diretora e professora Maria do Perpétuo Socorro Carvalho da Silva.

“O projeto I Love Mimbó foi muito bom, perfeito, exercitamos a solidariedade e conseguimos aprender bastante sobre os quilombolas. Nossas professoras foram essenciais nesse aprendizado”, diz Maysa Santos, aluna do 4º ano.

A comunidade foi fundada por dois casais de escravos que fugiram juntos do estado de Pernambuco, caminhando até a região. Ali viveram por anos em cavernas, próximo ao riacho Mimbó, para se esconder dos seus perseguidores. Recebe constantemente visitas, em prol de expor sua cultura de uma forma real, trazendo apresentações e histórias que caracterizam seu povo.

Cultura Negra Estaiada na Ponte reúne 49 empreendedores e 10 grupos de dança

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Direitos Humanos (GDH), deu início nesse sábado, (28), à Cultura Negra Estaiada na Ponte, no complexo da Ponte Estaiada. O evento segue até este domingo, (29), às 21h, com feira de produtos artesanais e danças culturais.

O Cultura Negra Estaiada na Ponte, que foi transmitido virtualmente pelas redes da Semcaspi, reuniu 49 empreendedores com estandes de produtos artesanais e 10 grupos de dança, trazendo as culturas: negra, o Boi-Bumbá, capoeira e até a dança cigana.

Foto: Asom/semcaspi

De acordo com o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, a 9ª edição do evento se propôs a trazer melhor estrutura, com cobertura, áreas com climatizadores, internet e um camarim aos artistas.

“Está é a primeira vez, dentro de nove edições, que a gestão conseguiu dar um suporte a mais, uma estrutura melhor e maior aos empreendedores e ainda o apoio logístico em todos os aspectos. A gente contou com o apoio de outras secretarias, como a Semest, a Semdec, a Fundação Monsenhor Chaves, Fundação Wall Ferraz e outras, dando todo o suporte necessário. Este evento mostra o sentimento da gestão do Doutor Pessoa, que é ser contra a intolerância religiosa, racial, seja qualquer tipo de intolerância e lembrar que somos todos iguais”, ressaltou.

Foto: Asom/Semcaspi

Segundo o gerente da GDH, André Santos, mesmo seguindo as normas sanitárias contra a Covid-19, o evento conseguiu realizar o que foi proposto entre a Prefeitura de Teresina e os grupos culturais envolvidos.

“De uma forma diferenciada, devido à pandemia e às normas da OMS, a gente consegue atender os grupos envolvidos com as feiras e os shows culturais. Antes, era feita a Caminhada do Axé, que infelizmente, este ano, não poderemos fazer. Mas, como tradição, foi entregue a oferenda, como eles fazem nas religiões, que eles cultuam. E a Semcaspi com as demais secretarias da Prefeitura de Teresina, não poderiam deixar de estar apoiando e fazendo este evento maravilhoso acontecer”, destacou.

Foto: Asom/Semcaspi

Para Fátima Zumbi, uma das organizadoras do evento, mesmo com todos os novos desafios, os grupos de empreendedores e artísticos estão satisfeitos com o acolhimento dado a eles.

“Nós estamos aqui para mostrar nossa cultura. Os grupos afro marcando presença e nós tivemos uma novidade a mais nesta edição, que foi o espaço vip de feira, de comercialização. Ou seja, nós não tínhamos nas edições passadas, um espaço todo coberto para nossa feira. Este acolhimento nos deixa bastante felizes. Porque nós estamos aqui para viver a resistência, resiliência da negritude e dos grupos de matrizes africanas”, pontuou.

Foto: Asom/Semcaspi

AMPLA PARTICIPAÇÃO

Cláudio Zumbi, um dos empreendedores, contou que esta é a primeira vez que a Feira trouxe empreendedores hippies, da Praça João Luís Ferreira e da Praça Pedro II e também o projeto “Mães da AMA”, que trabalham com a tipografia de bonecas negras

“Nós estamos comemorando, não apenas, o encerramento das festividades do aniversário de Teresina, mas também a receptividade com a comunidade negra neste evento. Este ano, tivemos um diferencial, percebemos aquilo que a Prefeitura, o próprio Doutor Pessoa fala, que é trabalhar o social. A Cultura Negra é isso, a gente trabalha a promoção da igualdade social, das pessoas”, explicou.

Foto: Asom/Semcaspi

Foto: Asom/Semcaspi

Semcaspi promove 9° edição da Cultura Negra na Ponte no sábado (28)

A Secretária Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Direitos Humanos (GDH), vai promover, neste sábado (28), às 14h, na Ponte Estaiada, zona Leste, a 9°edição da “Cultura Negra Estaiada na Ponte”. A ação, que será transmitida pelo canal no Youtube, TV Semcaspi, contará com apresentações culturais de 10 grupos artísticos da população de terreiros.

O Cultura Negra Estaiada na Ponte, que era conhecido como “Caminhada do Axé”, além da nova nomenclatura, ganhou uma nova proposta. A alteração no evento é a realização de feira de exposição, com produtos artesanais.

Segundo o Gerente de Direitos Humanos da Semcaspi, André Santos, a feira tem como objetivo promover a igualdade e a inclusão social dos povos de Matriz Africana e também revelar a capacidade de produção desses grupos oriundos de terreiros.

“É um evento que já tem vários anos e trabalha com a população negra e essa feira pretende dar oportunidade de divulgar o talento e trabalho dessas pessoas”, pontuou.

André Santos reforça sobre a importância do evento em atuar no combate às intolerâncias sofridas pela população negra.

“O Cultura Negra Estaiada na Ponte chega a sua nona edição com uma grande voz, pela expressão dos povos e pela importância de tratar sobre a intolerância religiosa e racial, que ainda se faz presente em nosso país”, reforçou.

A feira “Cultura Negra Estaiada na Ponte” conta os seguintes parceiros: Semdec; Semec; FMS; Semduh; Saad Leste; FMS; Semest; Semam; e SMPM.

Confira os grupos que irão se apresentar:

1- Movimentação Capoeira

2- Mangá Crioula

3- Grupo afro Coisa de Nêgo.

4- Capoeira Contemporânea

5- Boi Estrela da Noite.

6- Meninos de Ouro.

7- Ylu Ayê

8- Bailado da Salamandra.

9- Boi Dominante da ilha

10- Grupo Afro Oxaguiã.