Estudantes da E. M. Barjas Negri participam de palestra sobre empreendedorismo

A Escola Municipal Barjas Negri, localizada na zona Sudeste de Teresina, realizou, em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Piauí (Sebrae/PI), a palestra “Qual o tamanho do seu Mundo”, com o instrutor e consultor, Marcelo Viveiros. O evento foi voltado para alunos do 9° ano e teve como intuito despertar os estudantes para o planejamento das metas para o futuro.

“A ação, em parceria com o Projeto Educação Empreendedora do Sebrae, teve como objetivo trabalhar a motivação nos alunos, fazendo-os refletir sobre o que eles querem transformar, se existe foco, organização, disciplina para alcançar os objetivos. O que os move a mudar? Fazer com que eles percebam a importância de ser o agente de mudança da sua vida e a importância das escolhas”, explica a diretora da escola, Joice Pinheiro.

Além de trabalhar a motivação através do empreendedorismo como agente de mudança, a parceria com o Sebrae abre portas para outras palestras com agentes empreendedores que têm por objetivo despertar no alunado a importância do planejamento para suas vidas no presente e no futuro.

“Os alunos ficaram bem empolgados, visto que usamos a nós mesmos como exemplo de sucesso, fazendo uso de um projeto de vida, para crescermos como pessoas e profissionais. Temos outras palestras para serem trabalhadas ao longo deste semestre, trabalhando outros temas importantes”, conclui Joice Pinheiro.

Escola municipal realiza projeto sobre feminicídio a pedido de alunas

Partiu das meninas da Escola Municipal Barjas Negri, na zona sudeste de Teresina, a ideia de um projeto que dialogue sobre violência contra a mulher. As alunas queriam que todos entendessem os malefícios de atitudes machistas, que são reproduzidas até mesmo no ambiente escolar.

A unidade de ensino apoiou a ação e ajudou a organizar uma palestra com a delegada titular do Núcleo de Feminicídio do Piauí, Anamelka Cadena. No pátio foi feita uma exposição fruto das pesquisas dos alunos sobre casos reais de violência contra mulheres em Teresina, no Piauí e no Brasil.

O professor Alcidon, das disciplinas de história e artes, conduziu os trabalhos, estimulando a turma a ler sobre o assunto. Durante os debates em sala de aula, muitas alunas afirmaram que se sentem incomodadas com xingamentos, empurrões e falta de respeito por parte dos meninos.

“Muitas vezes, isso é reflexo do que eles vivem em casa e acabam naturalizando, então precisamos conversar sobre o assunto”, afirma a diretora Joice Daniele. Ela conta que a escola formou uma rede de apoio com a ajuda de uma professora que também é assistente social. “Os alunos podem contar conosco para relatar tudo que acontece em casa, na rua, na escola. Situações de violência física e psicológicas transformam a vida desses jovens, precisamos estar atentos”, destacou.

Na culminância do projeto, um grupo de alunas protagonizou uma intervenção teatral sobre a temática. A delegada Anamelka aproveitou a plateia jovem para lembrar que o silêncio precisa ser quebrado. “As mulheres conquistaram direitos e não podem mais aceitar situações de violência. Todos nós somos responsáveis por quebrar esse ciclo enraizado na sociedade. Agressão é crime, isso precisa ser entendido desde criança”, alertou.