Universitários recebem do HUT certificado de qualidade e segurança no serviço de fisioterapia

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) entregou hoje (14) a estudantes de ensino superior um certificado de conclusão do curso em Ações de Qualidade e Segurança no Serviço de Fisioterapia do hospital. A certificação, de 240 horas de atividades, reconhece o empenho e dedicação dos universitários ao longo do programa.

Tal curso teve duração de seis meses e contou com a participação de 16 alunos de instituições tanto da rede pública quanto privada. A seleção foi realizada através da análise de currículo, após a realização de inscrição.

A ação ofereceu a oportunidade para acadêmicos, do 6º ao 10º período de Fisioterapia, de desenvolver habilidades em ações de qualidade e segurança do paciente no HUT, esclareceu Danila Vieira, coordenadora de fisioterapia do HUT. Durante o curso, os extensionistas acompanharam os profissionais do HUT, adquirindo mais conhecimento prático, enfatiza a coordenadora.

“O projeto impulsionou a efetividade das metas de segurança do paciente, evidenciando a essencialidade do fisioterapeuta na equipe multiprofissional”, disse Danila Vieira.

Hospital de Urgência de Teresina abre seleção para Projeto de Extensão em Fisioterapia

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) anuncia o início das inscrições para o Projeto de Extensão em Ações de Qualidade e Segurança no Serviço de Fisioterapia do HUT. Este projeto oferece uma oportunidade única para acadêmicos de Fisioterapia, do 6º ao 10ºperíodo, das instituições de ensino superior, públicas e privadas, que desejam desenvolver habilidades em ações de qualidade e segurança do paciente no HUT. Com início das atividades previsto para o semestre de 2024.2, o programa de extensão tem duração de seis meses, podendo ser prorrogado por igual período, mediante interesse das partes.

Durante esse período, os extensionistas terão a oportunidade de acompanhar profissionais experientes do HUT, adquirindo conhecimento valioso na área de Fisioterapia envolvendo qualidade e segurança aos pacientes. A seleção dos candidatos será realizada em duas etapas: inscrição e análise de currículo. Os interessados devem se inscrever até o dia 22 de maio, através do link disponibilizado no edital.

O resultado final será divulgado no dia 07 de junho, com início das atividades previsto para o dia 24 de junho. A participação no projeto é voluntária, sem concessão de bolsa. Ao final das atividades, os estudantes receberão um certificado de 240 horas de atividades, reconhecendo seu empenho e dedicação ao longo do programa.

Para mais informações e para acessar o edital completo, os candidatos podem clicar no seguinte link: https://drive.google.com/file/d/1F1490aJJsyZbPkjOqlKV04iHgbZWRUUk/view?usp=sharing.

Não perca a oportunidade de fazer parte participar de um projeto que impulsiona a efetividade das metas de Segurança do Paciente, evidenciando a essencialidade do profissional Fisioterapeuta na equipe multiprofissional. Inscreva-se e faça a diferença na vida de quem mais precisa.

EDITAL

 

Hospital de Urgência realiza 5ª Semana da Fisioterapia em homenagem ao dia da profissão

Hospital de Urgência realiza 5ª Semana da Fisioterapia em homenagem ao dia da profissão. Foto (Ascom/HUT).

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realizou entre os dias 9 a 11 de Outubro a 5ª Semana da Fisioterapia da instituição. O evento é uma homenagem ao Dia do Fisioterapeuta, celebrado em 13 de outubro. A semana especial contou com programação interna, voltada aos profissionais de fisioterapia do hospital. O tema deste ano foi “aprimorando qualidade técnica na assistência”.

Experiências exitosas do serviço de fisioterapia do Hospital foram apresentados em palestras e discussões, além de um curso sobre estimulação elétrica neuromuscular em pacientes críticos com uma das maiores autoridades em Neuromodulação por Estímulos Elétricos, Paulo Eugênio Silva, PhD em Ciência e Tecnologia em Saúde e pesquisador sobre esse tratamento inovador que faz parte das inovações tecnológicas das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Durante a solenidade em homenagem ao dia do fisioterapeuta, a coordenadora do serviço, Danila Miranda, enalteceu o trabalho dos profissionais da equipe do HUT pelo trabalho desenvolvido e pelo importante papel que desempenham na reabilitação e recuperação dos pacientes.

“Por meio desse evento, apresentamos dicas, conceitos e situações para que possamos atuar de maneira ampla dentro das nossas atividades e proporcionar a prevenção e ou evitar debilidades que acarretarão dependências no pós-internação”, completa Danila.

O Serviço de Fisioterapia do HUT já realizou mais de 100 mil atendimentos somente em 2023, é composto por 73 profissionais da área que realizam procedimentos de reabilitação em pacientes do trauma, neurologia, pediatria, cardiorrespiratório entre outros com uma taxa de mobilização precoce de 92% aumentando a funcionalidade, além de contribuir para diminuição das complicações secundárias dos pacientes das UTIs.

Hospital de Urgência de Teresina realiza 3ª Semana da Fisioterapia

Em comemoração ao Dia do Fisioterapeuta, celebrado hoje (13 de Outubro) será realizado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), nessa quarta, quinta e sexta (13 à 15-Out) a 3ª Semana da Fisioterapia com o tema: mobilizar é preciso.

Na programação será ofertado no auditório para o público interessado o mini curso de terapia a laser voltada para a cicatrização de tecidos e alivio da dor de pacientes críticos; além da apresentação de um protocolo da área e uma ação denominada “Cuidador Capacitado, Paciente Seguro” visando orientar os familiares um auxílio mais seguro, enquanto paciente no Hospital como na recuperação pós-alta hospitalar.

A abertura da Semana da Fisioterapia do HUT contou com a participação dos representantes máximo do Conselho Regional de Fisioterapia do Piauí (Crefito), Dr. Rodrigo Amorim e Dr. Saulo Carvalho da Associação Brasileira de Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir), da gerente de atenção hospitalar, enfermeira Roberta Berté e dos diretores do HUT, médicos Fábio Marcos e Hormone Rodrigues.

Classificado como um dos profissionais de saúde que fazem a diferença na assistência ao paciente, a fisioterapia hospitalar trabalha no tratamento dos pacientes internados para prevenir complicações respiratórias, neurológicas e motoras e na recuperação de lesões.

Dados da Revista Brasileira de Terapia Intensiva revelam que até 60% dos pacientes internados em unidades de terapias intensiva (UTIs) desenvolvem fraqueza generalizada relacionada ao imobilismo, logo a mobilização precoce dos nossos pacientes críticos se faz necessário para a redução do tempo de ventilação mecânica e a base para a recuperação funcional e a retorno para casa com qualidade de vida, declara Danila Vieira, coordenadora do serviço no HUT.

Para o paciente Benjamin Aragão que ficou 45 dias internado, “os médicos me curaram, mas a fisioterapia me deu a vontade de viver”. Declarou.

O Serviço de Fisioterapia do HUT conta hoje com 69 profissionais realizando nesse ultimo bimestre cerca de 16.109 atendimentos, apresentando um crescimento de 134% de faturamento no período.

Foto: Divulgação (Ascom/HUT)

Foto: Divulgação (Ascom/HUT)

Fisioterapia é fundamental para o tratamento de sintomas respiratórios na COVID-19

A COVID-19 é uma doença que afeta principalmente os pulmões. Por isso, sintomas ligados à respiração, como saturação de oxigênio e frequência respiratória, devem ser acompanhados constantemente. Esta é a tarefa do fisioterapeuta, que acompanha os pacientes que fazem uso de respiradores e evita complicações.

Diante desta necessidade, a Prefeitura de Teresina está reforçando o quadro de fisioterapeutas da linha de frente de enfrentamento ao novo coronavírus. Até ontem (08), foram contratados 15 profissionais por processo seletivo emergencial. Eles foram lotados no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), UPA do Renascença e o novo Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi, em regime plantonista. Hoje (09), a FMS está convocando mais oito profissionais para a rede hospitalar.

Nos hospitais, os profissionais de fisioterapia ficam a cargo da ventilação mecânica, que se torna necessária em casos mais graves da doença. “Estamos aptos a fazer ajustes, como correção de problemas de sincronia entre a respiração do paciente e o respirador, e também no processo de retirada do aparelho, quando os exames mostram que ele já está em condições para isso”, explica a fisioterapeuta Laís Freitas, que atua na área de COVID da UPA do Promorar.

Já a necessidade da ventilação é indicada por uma avaliação dos sinais vitais do paciente, como saturação de oxigênio, temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória. Avaliação esta que também é feita pelo fisioterapeuta, sempre em coordenação com médicos e enfermeiros. “Caso aconteça alguma alteração, nós podemos interceder na prevenção de agravamentos no quadro do paciente, evitando danos que podem ser irreversíveis”, informa Laís Freitas.

Eles podem ainda realizar exercícios com o paciente para melhorar a capacidade pulmonar, promovendo assim uma melhora mais rápida, com menor uso de medicamentos e mais chance do paciente ter altas sem sequelas, ou mesmo evitar que ele necessite de suporte ventilatório. Para isso, eles fazem uso da fisioterapia respiratória, técnica que tem a função de recuperar e prevenir disfunções relacionadas ao processo de respiração.

Ao mesmo tempo, o paciente passa por exercícios de fisioterapia motora, para evitar problemas decorrentes de internações prolongadas. “Procuramos iniciar este trabalho o mais cedo possível, respeitando a clínica e limitações do paciente”, ressalta Laís Freitas. Os exercícios têm como objetivo fazer com que o paciente recupere a força muscular perdida nesse período de imobilização.

Prefeitura autoriza abertura de serviços de fisioterapia em Teresina

A Prefeitura de Teresina autorizou, após solicitação da Sociedade Brasileira de Fisioterapia (SBF), a abertura de alguns serviços desta área na capital. A medida tem como base protocolo de segurança definido pela entidade, além de critérios definidos pela Prefeitura, por meio de decreto municipal que dispõe sobre o funcionamento de estabelecimentos de saúde na capital.

Estão autorizados a funcionar os serviços de fisioterapia para atendimento de pacientes portadores de disfunção, cuja assistência seja inadiável e implique em danos à saúde da população. Os serviços devem ser desempenhados seguindo todas as regras sanitárias previstas pelos órgãos de saúde, com o objetivo de manter a segurança de pacientes e trabalhadores, sob pena de serem aplicadas penalidades prevista na lei.

Dentre as medidas de segurança a serem adotadas, o protocolo prevê uso de máscara de proteção por clientes, trabalhadores e prestadores de serviços diversos, disponibilização de lavatórios e álcool em gel, restrição de 50% de ocupação do estabelecimento, dentre outros. As clínicas funcionarão de segunda a quinta-feira, das 14h às 18h, e todos os atendimentos deverão ser agendados previamente.

O pedido da Sociedade Brasileira de Fisioterapia foi analisado pelo Comitê Gestor de Medidas para Enfrentamento da Pandemia Coronavírus (Covid-19), que se baseia em recomendações de órgãos de saúde, bem como em critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina. A medida deve durar enquanto permanecerem as determinações restritivas adotadas no período de pandemia do novo coronavírus, em Teresina.

Fisioterapia do HUT recupera mais de 80% dos pacientes sem mobilidade

O Programa de Mobilização implantado pela equipe de Fisioterapia do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), gerido pela Fundação Municipal de Saúde, vem mostrando excelentes resultados. Dos 170 pacientes atendidos pelo Programa na Clínica Médica, entre os meses de junho de 2018 a março de 2019, 84% receberam alta com algum ganho na mobilidade.

Os dados coletados pelos indicadores como, por exemplo, o IMS (ICU Mobility Scale), que mostra o nível de funcionalidade do paciente internado, revelaram que em média o paciente é admitido com um IMS entre 1 e 2, ou seja, que apresenta alguma movimentação ativa no leito e com condições de sentar em uma cadeira e recebe alta em média com IMS 4, aquele paciente com capacidade de ficar em pé.

De acordo com Thiago Barreto, fisioterapeuta do HUT, o IMS é uma escala criada em um estudo australiano, utilizada também no Brasil. Segundo ele, é o valor do IMS do paciente que define qual será o plano inicial de tratamento, de acordo com o protocolo de mobilização. “O IMS é uma escala que varia de 0 a 10. Quando o paciente é classificado com IMS zero significa que ele não tem nenhuma movimentação no leito e IMS 10 é um paciente que consegue caminhar sozinho sem ajuda de terceiros ou suportes como, por exemplo, bengalas”, explica.

Ricardo Barros, gerente da fisioterapia do HUT, disse que é comum pacientes críticos em internações hospitalares prolongadas desenvolverem fraqueza muscular e comprometimentos funcionais que podem persistir por longos períodos após a alta hospitalar. Para mudar essa realidade, segundo ele, é preciso iniciar a reabilitação ainda no ambiente hospitalar.

“Esses comprometimentos funcionais podem impedir o paciente de realizar atividades básicas do dia a dia. Quando iniciamos o Programa, nossa meta inicial era mobilizar 50% dos pacientes por turno. Entretanto, já no primeiro bimestre de acompanhamento (Junho/Julho de 2018) conseguimos alcançar 70% de taxa de mobilização. No bimestre Fevereiro/Março de 2019 essa taxa já subiu para 83,53% de pacientes mobilizados por turno, o que nos iguala aos valores recomendados pelos serviços de fisioterapia de países de primeiro mundo e grandes centros de reabilitação”, destacou Ricardo.

Novos Recursos e Educação Continuada

Há alguns anos a equipe de Fisioterapia do HUT com apoio da Fundação Municipal de Saúde (FMS) vem se estruturando de forma a aumentar a quantidade de profissionais e melhorar seus recursos tecnológicos a fim de possibilitar a implantação de protocolos e a gestão de seus processos de trabalho. Assim, além dos equipamentos que já são utilizados rotineiramente como as pranchas e bicicletas, o HUT adquiriu também, nos últimos três anos, eletroestimuladores, um parapodium elétrico e um Powerbreathe. De acordo com Ricardo Barros, esses aparelhos estão auxiliando no processo de recuperação do paciente, proporcionando benefícios nos sistemas circulatório, respiratório e digestivo.

“Esses aparelhos são importantes também para o tratamento e a prevenção da perda de massa muscular, pois potencializam a recuperação da capacidade dos movimentos dos pacientes acamados”, explicou.

Para reforçar as equipes, foram contratados ainda, nos últimos dois anos, mais cinco fisioterapeutas que estão contribuindo no tratamento dos pacientes internados nas unidades de cuidados intensivos. “Ao todo, o HUT conta com 51 profissionais de fisioterapia. É uma equipe qualificada no atendimento de pacientes graves, especialmente de vítimas de trauma”, observou Ricardo Brito.

Além disso, em 2017 foi realizada uma pesquisa interna com o objetivo de identificar as principais barreiras que impediam a prática da mobilização do paciente. A partir dos resultados obtidos foi possível traçar estratégias para superar essas barreiras e implantar as rotinas de mobilização do paciente de forma sistematizada.

Com esse start, a equipe de Fisioterapia do HUT organizou um Programa de Aperfeiçoamento em Fisioterapia Hospitalar como uma dessas estratégias. Com apoio da Unidade de Educação Continuada do Hospital e do CREFITO-14, foram ministrados 20 módulos divididos em palestras quinzenais. Ao todo, participaram do treinamento 344 profissionais.

Ricardo Barros explicou também que o resultado desse trabalho foi percebido pelas mudanças de comportamento individual e institucional a respeito da importância da mobilização precoce do paciente crítico. “Trabalhamos com as atualizações sobre diversos temas relacionados à área hospitalar e de terapia intensiva. Isso nos possibilitou a padronização dos processos de trabalho e desenvolvimento de protocolos baseados nas mais recentes evidências científicas”, comentou.

A diretora geral do HUT, Clara Leal, comentou os bons resultados da fisioterapia e os projetos para o ano de 2019. “Vamos trabalhar melhor a parceria entre instituições de ensino superior e o HUT com o intuito de melhor qualificar e implementar as rotinas fisioterapêuticas no âmbito hospitalar. Com isso, vamos contribuir não só para o melhor manejo da fraqueza muscular pacientes, mas também todos os aspectos que envolvem as metas de segurança do paciente. Além disso, é também projeto para o ano de 2019 implementar realização de pesquisas com maior envolvimento dos profissionais de Fisioterapia para que possamos estimular e aprimorar as boas práticas”, disse a diretora.