A Escola Municipal Professor Ubiraci Carvalho recebeu representantes do Tribunal de Justiça do Piauí para uma roda de conversa do Projeto Flores Incultas.
O projeto recebe o nome em referência à autora piauiense Luíza Amélia Queiroz, que assim nomeou sua obra poética que denunciou a falta de direitos que as mulheres eram submetidas em 1875.

Fotos: Ascom Semec
O projeto Flores Incultas está percorrendo unidades de ensino das redes públicas e privadas realizando rodas de conversas com toda a comunidade escolar com intuito de conscientizá-los na identificação precoce de relações abusivas e na importância de instruir as vítimas de violência a denunciarem.
Durante o bate-papo, foram explicadas o que se caracteriza como agressão e o que fazer para denunciá-la. “A violência doméstica só cessará quando todos estivermos conscientes de nossos papéis sociais e agirmos”, pontuou o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça do Piauí, Lirton Nogueira.
O diretor da E. M. Professor Ubiraci Carvalho, Jonilson Chaves, diz que se interessou em trazer o projeto para a escola, pois observa no cotidiano a existência de muitas relações abusivas, machistas, submissas, tanto no seio familiar dos estudantes, como dentro da unidade.
“Por isso, a relevância do projeto na escola para conversar com esses estudantes – do 9º ano – que estão crescendo e que adquiram a consciência de não abusarem e de não aceitarem nenhum tipo de relação abusiva, seja consigo mesmos ou seja em suas famílias. Nós esperamos que a conversa de hoje retire o véu desses estudantes para que eles vejam com clareza e possam viver dignamente em todas as suas relações”, finaliza o professor.

