Acidentes com motocicletas reduziram após liberação da faixa de ônibus em Teresina

Acidentes com motocicletas reduziram após liberação da faixa de ônibus em Teresina (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

No início da atual gestão, o prefeito de Teresina, Silvio Mendes, determinou que a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS), liberasse para motocicletas, a faixa que antes era exclusiva para ônibus e táxis. Essa liberação se deu por conta do alarmante número de acidentes envolvendo motos na capital.

Com a medida adotada ao longo dos meses, o número dos acidentes reduziram em 45%, de acordo com o perfil dos pacientes que dão entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Em sua grande maioria, os pacientes atendidos no hospital, são vítimas envolvendo motocicletas. A STRANS esclarece que, quando há um acidente com vítima, o atendimento da ocorrência é feito pela Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros, enquanto a Superintendência, apenas faz o isolamento da área para controlar ou desviar o trânsito.

As faixas dos ônibus são permitidas para o tráfego também de táxis, motos e veículos oficiais como viaturas da Polícia, Bombeiros e Ambulância. As motos foram liberadas para dar mais segurança e fluidez no trânsito e o monitoramento é feito com cuidado o que deixa os motociclistas isento de multas.

Cresce o número de motociclistas atendidos no HUT

 

Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Foto ( Ascom/HUT).

O dia 27 de julho é comemorado o Dia do Motociclista, a data serve para um alerta: as motocicletas continuam sendo as principais vilãs nas notificações de acidentes de trânsito em Teresina. Os traumas provocados por esse meio de transporte lideram como principal causa individual de entradas e internações no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) que é a referência em Traumato-Ortopedia, Cirurgias da Face e Cirurgia Geral, a unidade de saúde é mais procurada pelas vítimas de acidentes de trânsito graves ocorridos na região.

Nos seis primeiros meses de 2023, o HUT recebeu 4.861 vítimas de trânsito, sejam com carros, motocicletas, bicicletas e pedestres, desse total 87% dos acidentados envolviam motos, quase metade desses pacientes apresentam lesões graves que exigem internação e cirurgias.

O perfil das vítimas é quase sempre o mesmo, a maioria (70%) do sexo masculino e numa faixa etária entre 21 e 39 anos. As lesões atingem principalmente estruturas ósseas com fraturas de membros (pernas, braços e quadril) e entre as mais complexas estão os traumas cranianos e torácicos.

Os dados são preocupantes e representam um aumento de 13% em relação à igual período do ano passado, nesse recorte semestral 4.832 cirurgias ortopédicas foram realizadas, grande parte atendendo vítimas de acidentes de trânsito, “É importante que o motociclista entenda o quanto é necessário dirigir com cuidado e atenção, respeitando sinalizações, não pilotar se utilizado bebidas alcoólicas e não esquecer os equipamentos de segurança, a exemplo do capacete. As sequelas, além de físicas, também são emocionais”, lembra Anderson Dantas, médico e diretor geral da unidade.

O HUT é vinculado a Fundação Municipal de Saúde (FMS), pertencente à Prefeitura de Teresina e presta atendimento 100% gratuito, é especializado no atendimento de casos de urgência e emergência de média e alta complexidade.

Alunos fazem intervenção em via para alertar motociclistas sobre o uso do capacete

Uma ação dos alunos da Escola Municipal Roberto Cerqueira Dantas, na zona norte de Teresina, alertou os condutores de veículos que passavam pelas ruas próximas à unidade sobre a importância de obedecer às regras de trânsito. O grupo destacou, principalmente, o uso do capacete para os motociclistas.

A atividade faz parte do projeto “Ei, motociclista, cadê teu capacete?”, desenvolvida pelos alunos do 4º ano com a ajuda do professor Francisco Rodrigues. Em sala de aula, discutiram temáticas relacionadas à educação no trânsito e realizaram uma pesquisa para identificar, entre os próprios alunos, quantos dos seus familiares respeitam as normas.

Segundo a pesquisa, mais de 95% dos pais utilizam motocicleta diariamente, mas menos de 20% fazem uso do capacete. Os dados são alarmantes, tendo em vista que o desrespeito à lei é a principal causa de acidentes, levando perigo para condutores, passageiros e pedestres.

“Inclusive, muitos jovens deixam de vir para a aula porque os pais estão acidentados. Decidimos, então, fazer esse momento de conscientização nas ruas próximas, que deve começar de dentro da escola. Os estudantes fizeram panfletagem e transmitiram aos motoristas tudo que aprenderam nos últimos dias”, conta o professor Francisco.

A turma contou com o apoio de agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), que pararam os carros e motos enquanto as crianças faziam a intervenção. A atividade foi de panfletagem e exposição de cartazes em forma de apelo aos motociclistas que passavam sem proteção.