Guarda Civil de Teresina participa de blitz de combate à violência contra a mulher

Panfletagem no Dirceu e praças do centro de Teresina /Fotos: Ascom CGM

A Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM), por meio da Guarda Maria da Penha, participou de blitz educativa para o combate à violência contra a mulher. Atualmente, a equipe especializada da GCM  monitora 81 mulheres vítimas de violência doméstica para  garantir o cumprimento das medidas protetivas determinadas pela Justiça.

A panfletagem ocorreu nesta quinta-feira (28) na Avenida Joaquim Nelson, no Grande Dirceu, e em praças do centro de Teresina.

“Participar dessa blitz educativa da Polícia Militar só fortalece o combate à violência contra a mulher. A Policia Militar tem a Patrulha Maria da Penha e a Guarda Civil Municipal tem a Guarda Maria da Penha que existe desde maio do ano passado e essa integração é excelente para a sociedade”, pontua a guarda municipal Amanda Café, coordenadora da Guarda Maria da Penha.

O comandante da GCM, coronel Nixon Frota, reforça a importância da integração entre as duas instituições no combate à violência contra a mulher e em outros projetos com impacto social. “É importante esse trabalho de conscientização. A experiência foi muito positiva para divulgar a importância de ambos os programas e futuras parcerias”, completa Nixon Frota.

Campanha Janeiro Branco é desenvolvida em Teresina pela Secretaria da Mulher

Durante este mês é desenvolvida em todo o país a Campanha Janeiro Branco para chamar a atenção para a saúde mental e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) deu início a essa campanha com o tema “mulher que cuida da mente, cuida vida”,  com a prioridade para a saúde mental das mulheres em Teresina, principalmente as que estão em situação de vulnerabilidade.

“Vamos intensificar a divulgação de todos os nossos canais de atendimentos para que as mulheres tenham conhecimento e acesso imediato ao atendimento na rede”, disse a secretária da SMPM, Karla Berger.

Em Teresina, o Diagnóstico de Enfrentamento a Violência contra a Mulher, produzido em 2018, aponta que 46,7% das mulheres em situação de violência em Teresina desenvolveram algum tipo de transtorno mental, por isso a importância de ampliar a discussão sobre o tema, bem como divulgar a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade do mundo e o segundo em casos de depressão. As mulheres são as mais afetadas por estes transtornos, devido a uma conjunção de fatores biológicos, hormonais e culturais a que estão expostas, um problema que foi ainda mais agravado, em decorrência da pandemia onde se observou o expressivo aumento dos casos de violência doméstica.

Em todas as zonas da cidade a Prefeitura de Teresina mantém uma rede de atenção psicossocial. As mulheres em situação de violência doméstica podem procurar atendimento no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte. Fone 3233-3798. whatsapp 99416-9451

O atendimento às mulheres também está disponível nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

CAPS Leste

Rua Visconde da Parnaíba, 2435 – Horto Florestal. Fone 3216-3967

CAPS Norte

Rua Presidente Lincoln, 2978 – São Joaquim. Fone 3213-2080

CAPS Sudeste

Rua Poncion Caldas – Bairro Colorado / Loteamento Parque Sol. Renascença

(ao lado da UBS Redonda)

Fones: 3236-8747 / 3234-2506

Serviço Amor de Tia realiza programação pela não violência contra a mulher em Teresina

As unidades do Amor de Tia, serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), iniciaram hoje (25) uma programação de 16 dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa faz uma alusão ao Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, lembrado na data de hoje.

O momento contou com atividade de conscientização das mães acompanhadas pelo serviço, exposição de vídeos e entrega de materiais informativos. Segundo a gerente de Articulação e Transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho, o momento é bastante importante, pois serve como forma de sensibilizar também a população para o problema.

“Devemos levar para a sociedade uma reflexão de igualdade, de respeito e de valores para que nós mulheres possamos viver e conviver em uma sociedade mais justa e mais igualitária”, destacou a gerente.

Nesta quarta-feira, homens e mulheres também foram às ruas com faixas e cartazes para protestar e conscientizar a população sobre a problemática em Teresina. A ação foi uma iniciativa da Associação de Prostitutas Estado do Piauí (APROSPI) e do movimento Mulheres Articuladas, com apoio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). A caminhada partiu da Avenida Frei Serafim, em frente à igreja São Benedito, e encerrou no Tribunal de Justiça do Piauí.

Segundo Célia Gomes, presidente da APROSPI, esse dia não poderia passar em branco na capital. “Muitas mulheres na nossa cidade e no mundo estão sofrendo as diversas formas de violência, feminicídios, algo que não deveria pra acontecer. Essa é também mais uma forma de mostrar que elas não estão sozinhas, além de encorajá-las à denúncia e ao engajamento nessa luta”, esclareceu.

Dia 25 de novembro

Esta data foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs Mirabal. Las Mariposas, como eram conhecidas, as irmãs Mirabal Patria, (Minerva e Maria Teresa), foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960, na República Dominicana.

Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente.

Instituições de ensino superior recebem certificado do programa Laboratório Maria da Penha

Ascom/SMPM

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) e o Núcleo das Promotorias de Justiça e Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID ), órgão do Ministério Público do Piauí (MP-PI), realizaram a entrega dos certificados às instituições de ensino superior que participaram do programa Laboratório Maria da Penha no ano de 2019.

O programa, que é executado desde o ano de 2014 como um projeto de extensão universitária, tem como objetivo abordar com os estudantes a temática de enfrentamento à violência contra a mulher sob a perspectiva de gênero. Para isso, são trabalhados com os acadêmicos análise da Lei Maria da Penha, identificação dos avanços e desafios da rede de atendimento à mulher, entre outras temáticas.

A secretária executiva da SMPM, Maria Helena Santos, destacou que o Laboratório só tem a agregar ao conhecimento dos estudantes e professores, contribuindo bastante para o avanço do enfrentamento à violência contra as mulheres.

“O programa evoluiu bastante desde que foi implantado, hoje podemos considerá-lo um exemplo para a cidade de Teresina e para outros estados. Que possamos expandir ainda mais o Laboratório, com muita pesquisa, estudo, para continuarmos levando esse conhecimento sobre esse tema tão importante”, pontua a secretária executiva.

Segundo a coordenadora laboratorial da instituição de ensino CESVALE, Layza Maciel, a experiência de participar do programa possibilitou um esclarecimento maior sobre a realidade das mulheres.

“Tive a oportunidade de estar do outro lado, porque eu tinha muito pouco contato com as pessoas que tinham sido vítimas, então conhecer de perto essa outra realidade abre muito a nossa mente. Eu posso dizer que cresci muito como profissional e como pessoa durante o programa. Ministrei a disciplina englobando a Lei Maria da Penha e isso despertou muito a curiosidade dos alunos, pois é uma causa muito importante”, finalizou a coordenadora.

Durante a solenidade de entrega dos documentos, receberam certificação as seguintes instituições de ensino superior: CESVALE, CEUPI, FACID, FAEPI, FAETE, ICEV, UFPI, UNINASSAU e UNINOVAFAPI.

Mulheres que romperam ciclo de violência relatam suas experiências no Colóquio Vozes

A IV edição do “Colóquio Vozes: rompendo o silêncio da violência contra a mulher” reuniu nesta sexta-feira (28), em evento virtual, mulheres que sofreram violência doméstica e que fizeram relatos de suas experiências. O evento foi promovido pelo Centro de Referência Esperança Garcia e faz parte da programação do Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, e também do aniversário de Teresina.

Além dos relatos da superação da violência, três mulheres tiveram a oportunidade de falar um pouco sobre suas experiências, o que as encorajou a buscar ajuda, como conseguiram romper o ciclo de violência e todo o processo de acolhimento que receberam pela Rede de apoio.

M.V.L.A (abreviação do nome da vítima por sigilo e segurança), de 40 anos, afirmou que sofreu violência física, psicológica e moral do antigo companheiro. Na época, ela procurou a Defensoria Pública e foi encaminhada ao Centro de Referência Esperança Garcia.

“No Centro de Referência eu tive orientações, ajuda com psicólogas, terapeutas, elas me acolheram super bem. Só assim eu tive uma noção mais clara de tudo que eu estava passando, e que aquilo não era certo.  Assim tive mais força para seguir com todo o processo judicial. Hoje eu só tenho que agradecer essa casa e todas as instituições que me acolheram”, desabafou.

Já R.R.S (abreviação do nome da vítima por sigilo e segurança), relatou todo o processo que passou desde que resolveu denunciar a violência sofrida com o  ex-companheiro, e destaca que se sente mais segura com o acompanhamento recebido através da Guarda Maria da Penha

“Fui encaminhada para o Centro de Referência por uma das instituições judiciais que passei, e sempre fui bem acolhida nesse espaço. Como tenho medida protetiva, sou acompanhada pela Guarda Maria da Penha. É muito bom receber a visita deles em casa, a gente se sente mais segura. Estou me superando cada vez mais, cheguei aqui com a autoestima muito baixa e só tem melhorado”, relatou.

O Centro de Referência Esperança Garcia é um órgão vinculado à SMPM e acolhe mulheres em situação de violência doméstica e familiar na cidade de Teresina, com orientações nas áreas social, jurídica e psicológica. Por ocasião da pandemia do novo coronavírus, o atendimento está sendo realizado de maneira remota através do número: 0800 033 0302 (Alô Mulher Teresina), nos turnos manhã e tarde, e também aos fins de semana.

Participaram do evento online representantes do Ministério Público do Piauí, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Fundação Municipal de Saúde (FMS), Guarda Municipal, entre outras.

 

Mulheres relatam como romperam ciclo de violência em evento virtual nesta sexta-feira (28)

Como parte da programação do Aniversário de 168 anos de Teresina e em alusão ao Agosto Lilás, o Centro de Referência Esperança Garcia promove a IV edição do “Colóquio Vozes: rompendo silêncio da violência contra a mulher”. O evento será realizado virtualmente pela plataforma Google Meet, nesta sexta-feira (28) a partir das 11h.

O momento servirá como um espaço para relato de experiência das mulheres em situação de violência atendidas pela Rede, reforçar o fortalecimento do fluxograma de atendimento, além de possibilitar uma reflexão sobre a assistência oferecida.

Durante a atividade, cinco mulheres terão alguns minutos para compartilhar suas histórias de enfrentamento à violência, o que as encorajou a procurar ajuda e como conseguiram superar a situação vivenciada.

De acordo com a gestora da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), Macilane Gomes, o Colóquio é um espaço de protagonismo para as mulheres, que a partir do acesso aos serviços da Rede de atendimento, conseguiram romper o ciclo da violência.

“É um momento de voz para essas mulheres, oportunidade em que elas poderão relatar como estão se sentindo, como foi todo o processo que vivenciaram, toda sua experiência. Através Colóquio podemos perceber como essas mulheres encorajam outras e como elas veem a própria atuação da Rede. Dessa forma elas acabam contribuindo para melhorar cada vez mais esse trabalho. É um momento ímpar”, declara a secretária.

Segundo a Coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia, Roberta Mara, as mulheres terão oportunidade de relatar como estão sendo atendidas pela Rede, e assim contribuir para o aperfeiçoamento do serviço.

“Cada ano percebemos que ele fortalece mais ainda essa relação entre as instituições, pois é uma avaliação que a própria mulher faz sobre o atendimento que está recebendo. Esses relatos possibilitam, que nós enquanto instituições, melhoremos cada vez mais o trabalho realizado com elas”, explica Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia é um órgão vinculado à SMPM e acolhe mulheres em situação de violência doméstica e familiar na cidade de Teresina, com orientações nas áreas social, jurídica e psicológica. Por ocasião da pandemia do novo coronavírus, o atendimento está sendo realizado de maneira remota através do número: 0800 033 0302 (Alô Mulher Teresina), nos turnos manhã e tarde, e também aos fins de semana.

Amor de Tia disponibiliza vagas para oficina virtual de biscoito caseiro

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia Sudeste promoverá uma oficina virtual para a fabricação de biscoito caseiro. Ao todo serão ofertadas 15 vagas. As interessadas devem realizar sua inscrição a partir desta quinta (13) até o dia (19) de agosto, na própria unidade, localizada na Rua Santa Luzia, s/n, bairro Alto da Ressurreição.

A iniciativa faz parte do conjunto de atividades que já são realizadas pelas unidades do Amor de Tia, mas que precisaram ser adaptadas de forma virtual, devido às medidas de isolamento social. 

O minicurso será realizado em forma de tutoriais com a professora Marta Gomes, por meio de vídeos que serão enviados no whatsapp para as mulheres acessarem de casa. As participantes também receberão todos os ingredientes necessários para a fabricação dos biscoitos.

Segundo a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, a iniciativa é uma forma de oferecer uma maior segurança na fabricação desses materiais, além de funcionar como um aprimoramento e permitir novas possibilidades para as que já possuem algum conhecimento.

“Essa é uma oportunidade de aprendizado para as que ainda não sabem fazer e um aperfeiçoamento, para as que já têm algum domínio sobre o assunto. E nesse momento, a oficina pode ser uma forma delas conseguirem uma renda extra. Temos exemplos de muitas mães que fizeram oficinas como essa e montaram seu próprio negócio”, explica a coordenadora.

Ana Paula de Sousa, 26 anos, participou da oficina de bombons caseiros realizada no ano passado, no Amor de Tia Sudeste. Ela conta que a atividade ajudou bastante a aprimorar o que ela já sabia e que pretende fazer outras oficinas, inclusive a de biscoitos.

“Os cursos são bastante proveitosos. Participei de uma oficina de produtos com chocolate, e aprendi a fazer ovos da páscoa, de colher, os bombons, as trufas. Pretendo também participar do curso de biscoitos, pois é mais uma forma de conseguir um dinheiro extra”, relata.

O Amor de Tia Sudeste, unidade vinculada a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), atende mulheres em situação de vulnerabilidade em Teresina. Nas unidades Norte e Sudeste, são desenvolvidas atividades que promovem a qualificação profissional, empoderamento feminino às mulheres, além de estimular o desenvolvimento psicossocial das crianças.  

Prefeitura retoma obras de unidades do Serviço Amor de Tia


A Prefeitura de Teresina retomou nesta quarta-feira (05) as obras das duas unidades do Serviço Amor de Tia na zona Sul. Os espaços, que estão em fase de conclusão, ficam localizadas na Vila Santa Rita e no Povoado Salobro, zona Rural da capital, foram projetados para atender 100 mulheres e 100 crianças. Além de trabalhar o empoderamento feminino, o serviço envolve diversas políticas, como saúde, assistência social e o componente econômico.

Segundo o Superintendente da SDU Sul, Paulo Roberto, responsável pela unidade da Vila Santa Rita, a obra teve uma pausa por conta da pandemia, mas deve ser concluída no mês de outubro deste ano. “Neste espaço funcionava o Centro de Produção da Vila Santa Rita e a Prefeitura investiu cerca de R$ 299 mil para transformar no Amor de Tia Sul I. A estrutura contará com auditório para realização de eventos, salas, coordenação e banheiros, entre outros”, explica.

Já o Amor de Tia Sul II, localizado no povoado Salobro na zona rural Sul, deve ser entregue ainda no mês de agosto. O espaço, onde funcionava uma creche, passou por reformas e adaptações em sua estrutura.

O Serviço Integral de atendimento às mulheres e suas crianças – Amor de Tia é um projeto único no Brasil. “É muito importante que a Prefeitura esteja ampliando esse atendimento.  Teresina já conta com duas unidades em funcionamento, zona norte e Sudeste. Além disso, outra será construída na região norte e está na fase de processo licitatório”, ressaltou a Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Para a vendedora Kelly Andreni, moradora da zona Sul há cerca de 23 anos, o espaço foi muito esperado. “Eu, por exemplo, desejo ser uma das beneficiadas e já estou na expectativa do início das atividades. Tenho certeza que deixando meu filho no local posso trabalhar tranquilamente. Sei que ele será bem acompanhado e cuidado”, afirma Kelly, que ganha um salário mínimo e não tem condições de contratar uma babá.

A dona de casa Claudete Vieira acredita que o serviço vai fazer muita diferença para a comunidade do povoado Salobro. “Muitas mulheres que moram aqui não trabalham por não terem com quem deixar seus filhos ou não tiveram acesso a algum tipo de curso de capacitação, que possibilitasse o trabalho autônomo. Com esse serviço, elas terão acesso à diversos cursos”, pontua.

Prefeitura lança Guarda Maria da Penha para atender mulheres em situação de violência


A partir de agora, a Guarda Civil Municipal passa a ter também a missão de cuidar das mulheres em situação de violência doméstica. Nesta sexta-feira (29), a Prefeitura lançou o serviço Guarda Maria da Penha, disponibilizando uma equipe exclusiva para fazer o monitoramento das medidas protetivas a 57 mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia.

Segundo o prefeito Firmino Filho, neste momento em que a pandemia do Coronavírus ameaça a todos, tem sido observado também o aumento da violência doméstica contra a mulher. “Estamos no meio dessa grave crise epidêmica e, infelizmente o seu mais importante instrumento de enfrentamento, que é o isolamento social, tem permitido o aumento da violência contra a mulher. Além do apoio do Centro de Referência Esperança Garcia, estamos oferecendo também o serviço da Guarda Maria da Penha, reforçando o trabalho de enfrentamento desse tipo de violência”, destacou.

A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM). A equipe é composta por dois guardas: um homem e uma mulher, que foram capacitados para a realização do trabalho.

“O acompanhamento será feito de forma sistemática, com visitas diárias às residências das mulheres assistidas pelo serviço”, explicou a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, ressaltando que, inicialmente, serão acompanhadas pela Guarda apenas aquelas mulheres que tiveram a decisão judicial de medida protetiva homologada antes do período de isolamento.

O secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, afirma que o projeto é mais um importante instrumento de proteção às mulheres, principalmente nesse momento de isolamento social causado pela pandemia, onde os casos de violência têm se intensificado. “Com a implantação da Guarda Municipal Maria da Penha, estamos ampliando a rede de proteção às mulheres para reduzir os índices de violência doméstica na capital e também construir práticas educativas de respeito e proteção aos direitos das mulheres”, disse.

Desde o início do isolamento social, o Centro de Referência Esperança Garcia modificou sua forma de atendimento às mulheres. A maioria daquelas que precisam de ajuda passou a utilizar o WhatsApp para buscar orientações ou fazer denúncia. “É uma situação em que a mulher está junto com o agressor e o contato pelo WhatsApp facilita essa conversa, essa busca por informações e formas de denúncias”, ressaltou a coordenadora do Centro, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência em Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento, a unidade realiza atendimentos por ligações ou via Whatsapp pelo telefone: (86) 9 9416-9451, de segunda à sexta, das 8h às 14h.