Número de pessoas com potencial de transmitir a Covid-19 volta a crescer em Teresina

Teresina apresentou um crescimento de 9% na quantidade de pessoas com potencial de transmitir a Covid-19 em relação à semana passada. Segundo dados da 17ª Pesquisa de Investigação Sorológica, realizada pela Prefeitura de Teresina entre 07 a 09 de agosto, a cidade possui 11.502 pessoas com o vírus ativo e na fase de transmissão do Coronavírus. O R-zero, que é taxa de transmissibilidade da doença, também aumentou, e após três semanas seguidas com tendência de queda, nesta semana chegou a 1,09.

“Embora a reabertura da economia tenha desacelerado um pouco a descida da curva, não trouxe um crescimento repentino da Covid-19, o que nos leva a crer que a doença está em um momento estacionário. No caso do valor do R-zero, por estarmos trabalhando com estatísticas, é natural vermos esse número subindo e descendo. Esta semana ele voltou a subir, mas não de uma forma significativa e sim dentro da margem de oscilação normal nesse indicador”, comentou o prefeito Firmino Filho.

A quantidade de positivados, segundo a pesquisa, é 10 vezes maior que os 17.630 casos confirmados oficialmente pelo Centro de Operações de Emergência (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS) no momento da coleta dos dados. A cidade, nesta etapa da sondagem, registrou 172.969 pessoas com a doença. Este número teve uma queda de 5% em relação à semana passada, quando foram registrados 182.569 casos. Quanto ao número de imunes, a quantidade chegou a 90.290.

“Esta semana nos reuniremos com o COE para avaliar todos esses indicadores. Estamos no meio do processo de reabertura e sabíamos que o comportamento da doença mudaria, mas precisamos avaliar melhor. Vamos analisar também como a evolução da doença em outros municípios afeta a capacidade da rede de saúde em Teresina”, apontou Firmino.

A zona Leste aparece sem nenhum caso de positivado para a Covid-19 esta semana. A zona Sul lidera o ranking de casos e registrou 42% de pessoas infectadas com o Coronavírus. Em seguida aparece a zona Norte, com 33% dos casos. Já a zona Sudeste confirmou 25% das pessoas da região com a doença.

Esta etapa da sondagem também não registrou casos positivados nas pessoas com idade acima de 70 anos e nas crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. A faixa etária entre 25 a 34 anos continua sendo a mais infectada com o novo Coronavírus e apresentou 33% dos casos. Já nas idades entre 15 a 24 anos, 35 a 44 anos, 45 a 54 anos e 55 a 69 anos, foi registrado 17% dos casos positivos para a Covid-19 em cada uma delas.

Confira AQUI o resultado.

Teresina segue tendência de queda e diminui número de positivados para a Covid-19

A cidade de Teresina segue a tendência de queda no número de pessoas positivadas para a Covid-19. Dados da 16ª pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, no período de 31 de julho a 03 de agosto, demonstram que 182.569 pessoas estão com o novo Coronavírus na capital, o que representa uma queda de 8% em relação à semana anterior, quando foram registrados 197.963 casos.

A quantidade de positivados, segundo a pesquisa, é 12 vezes maior que os 15.502 casos confirmados oficialmente pelo Centro de Operações de Emergência da Fundação Municipal de Saúde (FMS) no momento da coleta dos dados. De acordo com o prefeito Firmino Filho, essa subnotificação da doença tem sido cada vez menor na cidade.

“Apesar de termos ainda uma subnotificação dos casos, podemos observar que, ao longo das várias etapas da pesquisa, esse índice vem caindo de forma bastante significativa.  Quando iniciamos as sondagens, no mês de abril, o número chegou a ser 118 vezes maior e reduziu para 12. Isso pode ser explicado pelo o aumento da testagem na cidade. Só a Fundação Municipal de Saúde faz uma média de 2 mil testes por dia, sem contar o que tem sido feito pela iniciativa privada. E essa testagem nos dá um panorama sobre a situação do vírus na capital”, comentou o prefeito

A pesquisa mostrou também que quantidade de pessoas com potencial de transmitir a Covid-19 também caiu 15% quando comparada com a sondagem anterior. Agora são 10.551 de pessoas com vírus ativo, quando na semana passada foram registradas 12.454 pessoas infectantes. A cidade conta ainda com 99.976 pessoas imunes à doença. A taxa de reprodução do vírus, o R-zero, também segue abaixo de 1 e ficou em 0,85.

“Observamos que a quantidade de positivados ativos fica cada vez menor que os positivados total, e a capacidade de propagação também tem caído. Hoje a quantidade de infectados, segundo a pesquisa, está em torno de 10 mil pessoas, basicamente o que tínhamos em maio, mas naquela época tinha pouca gente imunizada e hoje esse número chega a mais de 100 mil.  E mesmo após a abertura das atividades não houve movimento contrário na queda da curva, o que é bastante positivo”, avaliou o prefeito.

Quanto à disseminação do vírus pela cidade, a zona Leste voltou a pontuar na pesquisa e apareceu com 27% dos casos nesta etapa da sondagem, na semana anterior não foi registrado nenhum positivado nesta região. A zona Sudeste apresentou uma queda nos índices, com 9% dos positivados. A zona Sul também deu uma reclinada e registrou 32% de positivados para a Covid-19. Na semana anterior essa região preocupou ao apresentar 62% dos infectados. A zona Norte também apresentou queda nos números de positivados, 27%.

No que diz respeito à faixa etária, essa semana houve um aumento significativo na quantidade de pessoas positivadas entre 35 aos 44 anos, um índice de 45%. “Essa faixa corresponde à parcela da população economicamente ativa, e que cresceu o percentual de positivados, o que nos leva a crer que tem relação com a reabertura das atividades econômicas”, explicou Firmino.

O número também cresceu entre crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, que aparecem entre 18% dos infectados, mesmo índice registado entre as pessoas de 25 a 34 anos. Em seguida, com 9%, estão as pessoas com 15 a 24 anos e 55 a 69 anos. Os idosos maiores que 70 anos estão entre os 3% dos infectados. O dado satisfatório diz respeito às pessoas com idade entre 44 a 55 anos, que não pontuaram nesta etapa da sondagem.

“Nessas duas próximas semanas vamos continuar monitorando a situação da cidade por causa da reabertura de muitas atividades, como por exemplo, os serviços administrativos. A pesquisa do período de 14 a 16 de agosto será decisiva para revermos números, como da rede hospitalar, entre outros aspectos, para termos uma nova avaliação sobre a doença em Teresina”, disse o prefeito.

Confira AQUI o resultado da pesquisa.

Taxa de transmissão da Covid-19 cai em Teresina e aumenta número de pessoas imunes

O número de pessoas imunes à Covid-19 em Teresina chegou 93.230 e é maior do que o total de infectantes, que é de 20.151. Os dados foram informados pelo prefeito Firmino Filho em videoconferência com a imprensa nesta quarta-feira e são relativos aos resultados da 14ª etapa da pesquisa de investigação sorológica, realizada entre os dias 17 a 19 de julho. Ele ressaltou que a doença não está mais em expansão na cidade, onde a taxa de transmissão do vírus, o R-zero, está em 0,61.

A sondagem apontou que quantidade de pessoas com o vírus ativo, com potencial de transmitir a doença, caiu 35%, passando de 30.788 na semana passada para 20.151. “O percentual de positivados com doença ativa tem ficado cada vez menor, o que nos permite dizer que cada vez menos existe espaço para o vírus se espalhar na cidade”, destacou o prefeito. A quantidade total de positivados também apresentou queda de 7%. Essa semana, foram identificadas 201.768 pessoas, contra 217.163 registradas na etapa anterior da pesquisa.

Mesmo com os dados positivos nesta etapa da sondagem, o prefeito informa que a doença ainda está em um patamar elevado e que é preciso ter respeito e disciplina às regras de isolamento. “É importante ressaltar que a doença não desapareceu, embora tenhamos uma menor quantidade de casos. Ainda temos que ter muita precaução e continuar com os cuidados, especialmente porque estamos na fase de transição, reabrindo as atividades econômicas”, lembrou Firmino.

A pesquisa realizada em parceria com o Instituto Opinar faz também a amostra da distribuição do vírus pela cidade. Nesta etapa houve uma queda bastante significativa na quantidade de casos na zona Sudeste, que aparece com apenas 5% dos positivados. Em seguida, com menos casos, aparece a zona Norte, com 24%. As zonas Sul e Leste, esta semana, estão com os maiores índices, 38% e 33%, respectivamente.

Quanto à faixa etária, nesta etapa da sondagem, mais uma vez não foram registrados casos positivos entre os maiores de 70 anos. Os adultos entre 35 a 44 anos representam os mais contaminados, com 29% dos casos. Em seguida, com 19%, aparecem as pessoas com idades entre 15 a 24 anos e 25 a 34 anos. Já o adultos entre 45 a 54 anos estão entre os 14% dos positivados. As crianças e adolescentes de 0 a 14 anos aparecem entre os 10% dos casos.

“No início existia muita gente positivada entre os jovens e adultos e aumentou muito entre a população mais velha. Uma tendência interessante é que o pessoal maior de 70 anos está ficando mais protegida e não tem pontuado nas últimas pesquisas. E um detalhe interessante é que de 0 a 14 anos, como as aulas estão paralisadas e a meninada está dentro de casa, tem apenas 10% dos positivados, e não tivemos nenhum óbito nessa faixa etária”, explicou o prefeito.

Confira AQUI o resultado da pesquisa.

Prefeito diz que curva da Covid-19 em Teresina está próxima da estabilidade

A décima etapa da pesquisa de investigação sorológica sobre o Coronavírus em Teresina apresentou a menor taxa de crescimento da doença desde o início da sondagem, ficando em 17%. O R0 (R-zero) também apresentou certa estabilidade e está em torno de 1. Os resultados, divulgados pelo prefeito Firmino Filho nesta quarta-feira (24) durante videoconferência com a imprensa, apontam que a capital pode estar no pico ou perto de alcançar o pico da Covid-19.

Desde quando a Prefeitura de Teresina iniciou a pesquisa, em parceria com o Instituto Opinar, em 16 de abril, os índices de crescimento dos casos de Covid-19 variaram entre 31% e 91% em diferentes etapas. A maior taxa foi de 91%, identificada entre a quarta e a quinta fase da pesquisa.

“Quando iniciamos as sondagens, ainda em abril, a quantidade de casos foi só aumentando, mas vem caindo a partir da sétima etapa. Agora, tivemos a menor taxa de crescimento e isso pode ser o indício de que estamos na parte da curva que está crescendo, mas com menos intensidade. Isso pode evidenciar que estamos no pico ou perto do pico da doença”, acredita o prefeito, ressaltando que será necessário aguardar o resultado das próximas pesquisas para confirmar essa tendência.

Ele também destacou a estabilidade no número de pessoas infectantes, que estão na fase ativa da doença, e do R0 (R-zero). “Entre 5 a 7 de junho, na oitava etapa da pesquisa, houve um crescimento do IgM positivo. Eram 41.340 pessoas infectantes, que caiu para 34.594 na nona etapa e agora teve um leve crescimento na décima fase, onde tivemos 36.456 casos. Isso mostra que seguimos a mesma tendência da nona etapa, nos levando a concluir que esse IgM está estacionado. Quanto ao R0, a taxa de reprodução do vírus, nessa etapa ficou em 1,06, como se estivesse estável. São dados que nos permitem dizer que estamos flutuando, mais uma evidência de que estaríamos no pico ou próximo dele”, explicou Firmino.

A pesquisa mostrou que o número de pessoas positivadas para a Covid-19 na capital chegou a marca dos 156.623 casos, número 35 vezes maior que a quantidade de casos oficiais divulgados pelo Centro de Operações de Emergência da Fundação Municipal de Saúde (FMS) no domingo anterior à pesquisa, que é de 4.420. Desse total de positivados atestados pela pesquisa, 36.496 estão com o vírus ativo e podem transmitir a doença. A sondagem aponta também que 69.188 pessoas estão na fase intermediária do vírus, ou seja, estão imunizadas ou desenvolvendo a imunidade, e outras 59.939 estão imunes à doença.

Sobre a amostra da distribuição do vírus por toda a cidade, a pesquisa demonstrou que as zonas Norte e Sudeste continuam com o crescimento no número de casos. A zona Norte aparece com 33% dos casos e a zona Sudeste, com 18%. Já a zona Sul apresentou uma queda nos casos e representa 31% dos positivados. A zona Leste segue uma tendência de estabilidade no número e aparece com 18%.

Quanto à idade, a faixa etária de 25 a 34 anos continua sendo a mais infectada, com 23% dos casos. Em seguida aparecem os jovens entre 15 a 24 anos, que são 19% dos positivados. Nas crianças entre 0 a 14 anos o índice de positivados está em 17%. Logo abaixo, com 16%, estão os adultos com 35 a 44 anos. Em seguida, com 12%, aparecem as pessoas com 45 a 54 anos. Já as idades de 55 a 69 anos aparecem entre os 10% dos positivados. Os maiores de 70 anos permanecem entre os 3% dos casos atestados positivos.

“Todos esses dados nos mostram que, eventualmente, estamos próximos de sair desse pico e nossa capacidade de responder à crise estará bem posicionada. Se tivermos a confirmação no decréscimo de casos de internações nas próximas semanas e de óbitos, já estaremos preparados para dialogar sobre a retomada gradual das atividades. Nesse período das duas ou três próximas semanas, seria importante intensificar o isolamento, nosso próprio esforço na reta final é necessário para garantir de fato esse distanciamento, sentimento que precisa ser partilhado também entre as instituições e a sociedade para que todos possam fazer um pacto. E neste caso, um lockdown forte não está descartado”, alertou o prefeito.

CONFIRA AQUI O RESULTADO DA PESQUISA.

Número de positivados para a Covid-19 cresce na capital e já são 94.182 casos

O número de pessoas positivadas para a Covid-19 na capital continua crescendo e já chega a 94.182 casos. É que o revela a oitava etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada entre os dias 05 e 07 de junho em Teresina. Desse total, 41.388 estão com o vírus ativo e podem transmitir a doença. Estes dados foram informados nesta terça-feira (09) pelo prefeito Firmino Filho, em videoconferência com a imprensa.

A sondagem aponta também que 40.388 pessoas estão na fase intermediária do vírus, ou seja, estão imunizadas ou desenvolvendo a imunidade, e outras 12.454 estão imunes à doença. A pesquisa revela ainda que a quantidade de positivados é 41 vezes maior que os 2.304 casos confirmados oficialmente pelo Centro de Operações de Emergência da Fundação Municipal de Saúde (FMS) no domingo anterior à pesquisa.

“O grau de subnotificação é 41 vezes o número de casos oficiais confirmados. Desde a primeira etapa da sondagem, até agora, houve um crescimento gigantesco e ainda estamos no processo de crescimento da doença em Teresina, prova disso é que temos 41.388 pessoas com o vírus ativo e em fase de transmissão da doença. Tem uma pequena tendência de achatamento, mas nada confirmado, e é temerário fazer qualquer tipo de flexibilização”, explicou o prefeito.

Quanto a taxa de reprodução, denominada de R0 (R-zero), Firmino informou que foi feita uma releitura baseada nos dados do IgM positivo. “A sondagem mostra que passamos de 2,5, para 1,66 e agora estamos com 1,09. Esse grau de transmissibilidade tem diminuído, mas não chegamos na taxa ideal, que é menor do que 1. Portanto, a doença continua se propagando na cidade e não chegamos a uma taxa segura de estabilidade”, ressaltou.

Sobre a amostra da distribuição do vírus por toda a cidade, a pesquisa, que é realizada em parceria com o Instituto Opinar, demonstrou que a zona Norte continua liderando com o número de casos e representa 35% dos positivados. A zona Sul aparece em seguida, com 30%. A zona Sudeste tem apresentado uma tendência de queda no número de casos e, nesta etapa da pesquisa, representa 17% das pessoas positivas para a Covid-19. A zona Leste permanece com o mesmo percentual da sétima etapa, 17%.

No que diz respeito à faixa etária, as pessoas com idade entre 25 a 34 anos continuam liderando entre os positivados e representam 22%. Os jovens entre 15 e 24 anos estão logo em seguida, com 18%. Nas pessoas com idade entre 35 a 44 anos o índice de positivados está em 17%.  Logo abaixo, com 14%, estão as crianças e adolescentes nas faixas de 0 a 14 anos e os adultos com 45 a 54 anos. Já nas idades entre 55 a 69 a taxa está em 12%, a mesma apresentada na sétima etapa da sondagem, assim como entre maiores de 70 anos, que permanecem figurando entre os 3% dos casos atestados positivos.

“Nosso sentimento é de que a percepção da ameaça da doença ficou mais concreta por parte da população, no entanto, ainda não chegamos no momento de reversão da doença. Daí o nosso apelo para que as pessoas continuem com os cuidados necessários para se protegerem e evitarem a contaminação. Os números mostram que a quantidade de infectados continua crescendo. É em cima destes dados que estamos nos baseando para a tomada das nossas decisões, pois não trabalhamos com achismos e sim com dados técnicos”, enfatizou o prefeito.

Confira AQUI os dados da pesquisa.

Teresina registra 109 casos de COVID-19 em 24 horas

Teresina mais uma vez ultrapassa a marca dos 100 casos confirmados por COVID-19 em 24 horas. Segundo dados do painel epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a capital registrou ontem (03) 109 novos casos da doença, totalizando 2.650 pacientes com o novo coronavírus desde o início da pandemia.

Quanto aos óbitos, Teresina registrou seis novas ocorrências, totalizando 107 mortes. Dentre os casos registrados ontem (03), estão uma mulher de 70 anos, hipertensa e diabética, residente no bairro Três Andares; um homem de 73 anos, hipertenso, morador do bairro Dirceu II; um homem de 86 anos, ex-fumante e portador de hipertensão do bairro Matadouro; e uma mulher de 84 anos, com câncer, do bairro Mocambinho I. Outros dois casos são do dia 02: um homem de 71 anos, hipertenso, do Residencial Jacinta Andrade e um homem de 66 anos, hipertenso e diabético, morador do Parque Ideal.

Os números refletem o aumento já demonstrado pela pesquisa sorológica que está sendo realizada pela Prefeitura de Teresina. A sétima etapa do estudo, realizada entre os dias 29 e 31 de maio na capital, revela que no período de um mês e meio a quantidade de pessoas infectadas na cidade foi multiplicada por 14,8. A estimativa é que o município já tenha 72.042 pessoas que foram infectadas pela Covid-19, um crescimento de 44% em relação à sexta etapa, onde foram atestadas 49.988 pessoas.

A enfermeira Wesllany Santana, do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) da FMS, comenta que a redução destes números depende de um reforço nas medidas de prevenção individuais preconizadas pela FMS. “O esforço tem que ser de todos e de cada um. Sei que não é fácil dizer para as pessoas ficarem em casa e que muitos precisam sair para trabalhar. Mas todos nós precisamos nos esforçar ainda mais, aumentar a frequência de higienização das mãos com água e sabão, reduzir ao máximo o contato com outras pessoas. Temos que fazer todo o possível para reduzir a disseminação da infecção”, alerta a enfermeira.

 

68% dos teresinenses com Covid-19 têm comorbidades, diz pesquisa

Dados da sexta etapa da pesquisa de investigação sorológica, encomendada pela Prefeitura de Teresina e realizada entre os dias 22 a 24 de maio, apontam que 68% dos teresinenses que testaram positivo para Covid-19 têm algum tipo de comorbidade. As doenças crônicas mais recorrentes são hipertensão com 25%, obesidade com 14% e diabetes, que aparece em 12% dos entrevistados.

Outras comorbidades registradas entre os pacientes foram problemas cardíacos (5%), enfisema pulmonar (2%), asma (3%) e lúpus (1%). Além disso, 3% dos testados positivos eram gestantes e 3% já tiveram AVC. Os números são preocupantes porque estes grupos são mais suscetíveis a apresentar sintomas graves da Covid-19, podendo evoluir para complicações ou até mesmo óbito.

“É necessário redobrar os cuidados com a saúde, principalmente aquelas pessoas que fazem parte do grupo de risco. A nossa recomendação e das autoridades de saúde é para seguir as normas de higiene e de distanciamento social a fim de evitar a disseminação desse vírus”, alerta o infectologista Kelsen Eulálio, da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

O estudo destacou ainda que os sintomas mais frequentes entre as pessoas testadas positivas para o novo Coronavírus são a dor de cabeça e a ausência de sensação de gosto e cheiro, que aconteceu em 55% e 56% dos casos, respectivamente.

Além disso, 51% dos testados positivos apresentaram febre, 48% tiverem dor no corpo e 43% tiveram coriza. Dor de garganta foi um sintoma sentido por 37% das pessoas infectadas com o vírus nessa fase da pesquisa, assim como a tosse, que alcançou o mesmo percentual; e 35% declararam ter sentido dor nas juntas. A falta de ar, que representa um sintoma grave da Covid-19, foi sentida por 20% desse público.

Iniciada em 16 de abril, a pesquisa sorológica tem por objetivo conhecer a situação da pandemia do Coronavírus na capital. “Cada etapa da pesquisa nos permite traçar o retrato da pandemia de Covid-19 em Teresina e desenvolver as políticas públicas mais efetivas para combater o novo Coronavírus. O nosso objetivo é aperfeiçoar cada vez mais o sistema e beneficiar a comunidade”, ressalta Manoel de Moura Neto, presidente da FMS.

Ele orienta que as pessoas com sintomas de Covid-19 devem procurar uma das 19 Unidades Básicas de Saúde dedicadas exclusivamente ao atendimento de síndromes gripais. Há ainda os hospitais de bairro e as três UPAs para atender casos de urgência. Em caso de dúvidas, elas podem ligar para o Alô Saúde Teresina, por meio do número 0800 291 0084, em que podem receber atendimento de médicos da Estratégia de Saúde da Família.

Pesquisa identifica quase 6 mil pessoas imunes à Covid-19 em Teresina

A sexta etapa da pesquisa de investigação sorológica em Teresina mostrou que 49.998 pessoas já foram infectadas pela Covid-19 na capital. Desse total, 19.833 estão no estado ativo da doença, portanto, podem transmitir o vírus; outras 23.611 estão imunizadas ou desenvolvendo a imunidade; e 5.667 pessoas já estão imunes à doença. A sondagem revelou ainda que a quantidade de positivados é 40 vezes maior que os 1.260 casos confirmados oficialmente no domingo anterior à pesquisa.

Segundo o prefeito Firmino Filho, desde a quarta etapa da sondagem estão sendo realizados testes que distinguem os dois tipos de anticorpos para o vírus: o IgM e o IgG. “Os anticorpos IgM indicam infecção na fase ativa, recente. Já os anticorpos IgG também são uma resposta ao vírus, porém atuam na fase mais tardia da infecção, indicando já uma possível imunidade instalada contra o vírus. Inicialmente, eram realizados testes rápidos que detectavam os anticorpos totais das pessoas. Mas, passamos a realizar também os testes que fazem essa diferenciação das pessoas que estão infectantes das que foram infectadas há mais tempo, não transmitem mais o vírus e já tem uma defesa instalada. E esses dados são muito importantes e nos dão mais clareza sobre a situação do vírus na cidade e para a nossa tomada de decisões no enfrentamento à doença”, explicou.

Por meio da pesquisa, realizada em parceria com Instituo Opinar, é possível afirmar também que o vírus já está em toda a cidade, sem diferenciação de regiões. Nesta etapa, o número maior de casos está na zona Norte, com 35%. A zona Sul aparece em seguida, com 28%. A zona Sudeste permanece com 23% dos positivados e a zona Leste segue com o menor percentual, de 15%. “Isso mostra a evolução da doença, que iniciou pela zona Leste, depois seguiu para a Sudeste, e ficou por um tempo com a zona Sul apresentando os maiores índices de positivados. E agora, cresce bastante o número de casos pela zona Norte”, informou.

Quanto à faixa etária, a pesquisa mostra que já não há tanta diferença de contaminação entre as idades, com percentuais variando entre 15% e 18%.  O maior percentual está entre as idades de 15 a 24 anos e 35 a 44 anos, sendo de 18%.  Em seguida aparecem as pessoas com idade entre 25 e 34 anos, representando 17 % dos casos.  Na faixa de idade entre 45 e 54 anos o índice de positivados está em 16%. Já o número de casos entre crianças e adolescentes com idade entre 0 e 14 anos está em 11%. “A população maior de 70 anos na cidade corresponde a 3%  e o número de positivados chega a 5%. Isso é preocupante. A vida dos nossos idosos continua sendo colocada em risco”, lembrou Firmino.

Sobre a taxa de propagação do novo Coronavírus em Teresina, esta etapa da pesquisa apresentou crescimento e está em 1,89. “Em relação à taxa de reprodução do vírus, o conceito denominado de R0 (R-zero), que corresponde ao número médio de contágio causado por cada pessoa, houve crescimento considerável. A média mundial varia entre 2% e 2,5%, segundo a Organização Mundial de Saúde, e o ideal, que nos garante uma segurança para a flexibilização na quarentena, é que esta taxa esteja menor do que 1. Portanto, precisamos perseverar, fortalecer as medidas preventivas e volto a afirmar que a nossa grande arma continua sendo o isolamento social”, destacou o prefeito Firmino Filho.

A pesquisa leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.  Os números da sondagem são baseados pelos índices positivos dos testes para Covid-19, e são levadas em consideração comorbidades ou doenças prévias, além do quadro atual de saúde do entrevistado. Também são apresentadas as características demográficas coletadas. A última etapa da sondagem aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio.

Confira AQUI os dados da pesquisa.