Pesquisa aponta perfil de usuário do transporte público na pandemia

Uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), entre os dias 13 e 14 de abril, revela que 55,7% de pessoas que precisam sair de casa para trabalhar, mesmo com o isolamento social, são mulheres. A maior parte delas atua em setores considerados essenciais.

Para realizar o levantamento, foram aplicados 125 questionários nos oito Terminais de Integração espalhados pela cidade (Bela Vista, Buenos Aires, Itararé, Livramento, Parque Piauí, Rui Barbosa, Santa Lia e Zoobotânico), no período de 6h às 8h da manhã, os quais tinham como objetivo observar o comportamento de pessoas que continuam precisando se locomover diariamente pela cidade.

Segundo os dados levantados, 88% dos entrevistados precisam sair de casa, pelo menos uma vez na semana, para cumprir jornada de trabalho, 60,8% dos quais são do setor privado. Desse total, 45,5% dos pesquisados revelaram que precisam sair para trabalhar diariamente, e apenas 17,6% são do setor público.

Outro dado que chamou bastante atenção é que 30,4% dos entrevistados eram pessoas entre 36 e 50 anos, grupo bastante atingido pelos efeitos provocados pelo vírus. A pesquisa apontou também que alguns destes trabalhadores não atuam em áreas consideradas essenciais, o que pode contribuir com a facilitação do contágio na capital.

De acordo com o secretário da Semdec, Raul Ferraz, a pesquisa vai ajudar o poder público municipal a entender por que ainda há uma parcela considerável de pessoas que precisam sair de casa. “O levantamento nos fez perceber que muita gente, em especial as mulheres, precisa sair de casa para trabalhar. O que preocupa é que uma parcela dos entrevistados não precisaria estar nas ruas, enquanto outros são completamente necessários por atuarem em setores considerados essenciais”, explica.

Para o coordenador da pesquisa, Eneas Barros, que é coordenador de Turismo da Semdec, os dados servirão para que a Prefeitura de Teresina possa adotar medidas espelhadas no comportamento das pessoas. “As pesquisas retratam momentos e situações específicas, servindo como balizamento para a tomada de decisões. Ao ouvir a opinião do passageiro de transporte coletivo, a Prefeitura de Teresina pode adotar medidas espelhadas na mobilidade urbana dessas pessoas, levando a atos fundamentados pelos números, que com certeza trarão maiores benefícios sociais na luta contra o avanço do coronavírus em nossa cidade”, esclarece.

Estudo aponta maior sensação de segurança na região do Parque Lagoas do Norte da capital

Renato Bezerra

Teresina e seus moradores foram, mais uma vez, objeto de pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O órgão entrevistou 400 jovens de 15 a 24 anos, residentes dos 13 bairros que compõem o Parque Lagoas do Norte, sobre suas percepções e experiências em relação à violência. Os resultados da pesquisa serão apresentados na próxima segunda-feira (09), às 10h, no salão nobre do Palácio da Cidade, com a presença do prefeito Firmino Filho.

“Será apresentado o modelo desenvolvido na área de segurança pública pela Prefeitura Municipal de Teresina desde a primeira visita dos representantes do Fórum em 2016. A população vai conhecer os resultados dessa experiência que está sendo aplicada há mais de um ano naquela região”, disse o secretário de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira.

Entre os resultados positivos, encontram-se as consequências do trabalho realizado pelo programa Vila Bairro Segurança (VBS), que vem revitalizando os espaços públicos, combatendo e prevenindo a violência e aumentando a sensação de segurança desde sua implantação, em 2018.

“Em 2015, os representantes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública estiveram em Teresina para fazer um diagnóstico da região dos bairros que compõe o programa Lagoas do Norte, nos apresentaram uma realidade de violência e a partir dessa concepção, várias ações foram desenvolvidas, dentre elas, a criação da Guarda Municipal e o Vila Bairro Segurança. Esse encontro será o retorno desses representantes para apresentar a sociedade uma nova pesquisa que foi feita na região depois da intervenção do poder público”, disse Débora Ferraz, assessora de Políticas Integradas da Semcaspi.

Os dados foram colhidos entre os dias 16 de agosto e 02 de setembro de 2019, por meio de abordagem domiciliar e serão apresentados paralelamente aos obtidos em estudo semelhante conduzido em 2016, de forma a evidenciar os avanços.  Embora a intenção do estudo conduzido não fosse delimitar ações governamentais específicas, foi observado diversos pontos positivos aos relatórios do Vila Bairro.

“Pelo que já tivemos acesso, a nova pesquisa aponta que houve uma mudança considerável de 2016 para os dias de hoje. As ações desenvolvidas pelo poder público contribuíram para o aumento da sensação de segurança através do Vila Bairro Segurança e da presença da Guarda Civil Municipal”, explicou a assessora.

O programa revitalizou cerca de 50% das praças da região por meio da iluminação, do calçamento e da realização de atividades de lazer e culturais, ação com consequência direta na pesquisa. Hoje, apenas 17% dos entrevistados notam a falta de iluminação pública como um problema presente. O estudo aponta ainda uma diminuição na percepção da venda e uso de drogas em espaços públicos, do furto de veículos e residências e das “bagunças noturnas”, fatores delimitados como os principais pontos de combate pelo VBS, com participação direta da Blitz Sufoco e Teresina Protege.

“Essa pesquisa vai nortear também as pretensões da equipe de trabalho e que serão apresentados ao prefeito Firmino Filho um melhoramento na ação do programa Vila Bairro Segurança. Nossa ideia é ter mais ações em curto, médio e longo prazo nas áreas de prevenção nas escolas, expansão do Blitz Sufoco e Teresina Protege, e a incorporação de tecnologia através dos recursos obtidos do BNDES”, concluiu Samuel Silveira.

Pesquisa revela que 78% dos usuários de ônibus aprovam estações no canteiro da Frei Serafim

Pesquisa feita com usuários de transporte público na Avenida Frei Serafim revelou a opinião da população sobre as estações de ônibus no canteiro central. De acordo com os resultados, 78% dos usuários acreditam que as atuais paradas devem ser substituídas pelas novas estações.  O levantamento foi feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN).

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 a 31 de janeiro de 2020, quando foram entrevistadas 302 pessoas em pontos de ônibus distribuídos pela Avenida Frei Serafim. O objetivo era identificar a avaliação dos usuários que utilizam o transporte na avenida, principal corredor de transporte público da cidade, e sua opinião sobre as alterações propostas pelo poder público.

De acordo com a pesquisa, 85,1% das pessoas acham que as calçadas e os pontos de ônibus atuais da avenida Frei Serafim não comportam todos os passageiros que passam por ali diariamente, e 94,4% dos entrevistados reforçam que as paradas e calçadas não protegem a população do sol e chuva. É neste cenário que a maioria dos entrevistados acredita que implantar as estações no canteiro central é uma solução para melhorar o conforto das pessoas que utilizam o transporte público.

Para 63,2% dos entrevistados, as estações instaladas em meio à arborização do canteiro favorece o conforto dos usuários e 66,6% consideram que é mais seguro fazer o trajeto de chegar e sair das estações pelo canteiro central ao invés das calçadas.

Questionados sobre quais seriam os pontos positivos das estações no canteiro central, os entrevistados apontaram principalmente o conforto e a proteção de fenômenos naturais, como sol e chuva. Perguntados sobre pontos negativos, 11,6% afirmaram que as estações afetariam a paisagem natural. No entanto, 71,9% disseram acreditar que as estações irão melhorar a paisagem da via.

De acordo com a secretária executiva de planejamento urbano, Jhamille Almeida, foi percebida através dessa pesquisa a importância das estações de ônibus na Avenida Frei Serafim. “Após a pesquisa podemos confirmar que mais de 60% dos entrevistados entenderam que a construção das estações de ônibus irá trazer conforto, segurança e acessibilidade para os usuários de ônibus e, urbanisticamente falando, as estações são um excelente projeto, onde não irá ser retirada nenhuma árvore e não irá diminuir o tamanho do canteiro central”, informou a secretária.

O projeto

As estações de ônibus da Avenida Frei Serafim foram projetadas visando manter a preservação do patrimônio histórico e ambiental da mais importante via da cidade. O modelo foi pensado especialmente para o espaço e é diferente das demais estações do Inthegra, sistema de integração de transporte público.

Na Frei Serafim, os abrigos ficarão recuados e suspensos alguns metros acima do canteiro, em uma plataforma metálica fincada em apenas um ponto, causando pouco impacto. De acordo com o projeto, além de recuados, os abrigos das estações serão construídos com material mais leve, sem alvenaria. A estrutura será de vidro e metal, mantendo a visão do entorno.

Além disso, nos pontos em que os abrigos se localizarem próximos às árvores, o teto será vazado, de forma que a copa possa crescer por cima da instalação. Assim, se mantém a arborização e a sombra para os usuários do transporte público e pedestres passando pelo canteiro central.

Cerca de 1.500 motoristas foram ouvidos para o Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável

Ascom/Strans

As pesquisas de campo realizadas em trechos rodoviários da capital, no último mês de janeiro, tiveram cerca de 1.500 motoristas de transporte de cargas ouvidos no total. A etapa faz parte da construção do novo Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável (PDMUS).

O objetivo das entrevistas foi traçar o perfil do setor de transporte de carga que tem a cidade de Teresina como destino ou passagem. Foram feitas perguntas como a origem e destino dos caminhões, o tipo de carga e modelo dos veículos.

Durante a pesquisa foi realizada a parada de veículos nas margens dos trechos rodoviários, em ambos os sentidos, com a presença de pesquisadores fardados e identificados com crachá.

Cláudio Souza, supervisor de campo da pesquisa, espera obter bons resultados com os dados coletados. “Foram ouvidos em torno de 1.500 motoristas de transporte de cargas no total, e a partir desses dados coletados, vamos traçar um perfil do setor de transporte de carga da cidade de Teresina”, disse o supervisor.

O assessor técnico da Strans, Ricardo Freitas, explica que conhecer a realidade da mobilidade urbana da capital é o primeiro passo para se alcançar um trânsito sustentável.

“A partir de agora será traçado o perfil do funcionamento dos veículos de carga e detectado os seus focos de saída, destino e distribuição. É muito importante avaliar isso para alcançarmos uma mobilidade sustentável”, destacou Ricardo.

Alunos de Turismo da Uespi farão pesquisa para a Semdec no Corso 2020

Ascom/Semdec

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) recebeu, na manhã desta quarta-feira (05), 14 estudantes universitários que foram selecionados para somar à equipe de pesquisa da Coordenação de Turismo. O objetivo é que realizem levantamento de dados sobre o Corso de Teresina, cuja aplicação dos questionários ocorrerá no sábado (15).

Os pesquisadores são alunos do curso de Turismo da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e estarão entrevistando pessoas a partir das 17h, ao longo de toda a avenida Raul Lopes. De acordo com o coordenador de Turismo da Semdec, Eneas Barros, eles irão se movimentar em duplas para entrevistar pessoas no corredor da folia ou mesmo espectadores que se posicionam nas calçadas, assistindo ao desfile, e pessoas dentro de camarotes.

“Serão aplicados 300 questionários, com margem de erro de 5,5%. A ideia é que cada pesquisador aplique cerca de 20 questionários até o final do evento”, explicou Eneas Barros. “Em contrapartida a SEMDEC oferecerá Certificado de Participação, com carga horária de 60 horas/aula, e uma bolsa-auxílio”, explica.

As questões terão como base a análise do perfil socioeconômico do entrevistado, como local de residência, faixa etária, sexo, atividade econômica principal e renda, além da identificação de suas avaliações sobre o Corso. Caso o entrevistado seja turista, o questionário aborda local de hospedagem, dias de permanência, gasto em função do evento e se veio à Teresina tendo o Corso como principal motivo da viagem.

“A Semdec aplica essa pesquisa há seis anos. Estudar o perfil das pessoas que estão no Corso de Teresina é cada vez mais importante para a Prefeitura, inclusive para balizar suas ações para o ano seguinte. Com esse estudo, podemos ver quem é o nosso turista, de onde ele vem, se vem em grupo ou sozinho, se é homem ou mulher, o quanto ele gasta, entre outras coisas. São números essenciais para que não só o poder público saiba se movimentar, mas também para que a iniciativa privada possa saber nortear seus investimentos”, afirma o secretário da Semdec, Venâncio Cardoso.

A Semdec dispõe de uma equipe de pesquisadores instalada em 2018, com quatro estudantes universitários, sendo três do curso de Turismo (Uespi) e um do curso de Economia (Ufpi). Os pesquisadores da Semdec atuarão como supervisores dos outros 14 estudantes, os quais juntamente com a equipe técnica da Secretaria farão tabulação online dos dados.

Pesquisa de 2019

De acordo com dados do levantamento realizado no ano anterior, e com base em cálculos, desde que recebeu o título, em 2012, de maior corso do mundo, pelo Guinness Book, o público no Corso de Teresina teve um crescimento de 475% nos últimos sete anos. Além disso, a pesquisa de 2019 identificou que o fluxo de turistas de outros estados brasileiros teve um crescimento de 64,3%, em relação a 2018, enquanto a permanência média do turista saltou de 5,1 dias por pessoa em 2018 para 7,1 dias em 2019.

Usuários de ônibus respondem pesquisa do Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável

Foto: Renato Bezerra

 

Está sendo priorizada a participação dos usuários de transportes coletivos de Teresina para a elaboração do novo Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável (PDMUS), que começou a ser elaborado pela Prefeitura de Teresina.

 

Durante esta semana pesquisadores estão em todos os terminais para ouvir os usuários sobre a origem e destino dos deslocamentos em ônibus. Nesta quinta-feira, 28, a pesquisa acontece no Terminal Itararé e na sexta-feira, 29, no Terminal Livramento, ambos na zona Sudeste.

 

O objetivo da pesquisa é coletar dados quanto às origens e destinos dos usuários de transporte coletivo, número e locais de transferências e motivo de viagem. Uma atenção especial está sendo dada ao conhecimento das demandas dos usuários com deficiência ou mobilidade reduzida, como idosos, obesos e gestantes.

 

O assessor técnico da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Ricardo Freitas, ressalta que com a análise dos dados das pesquisas serão elaboradas propostas para o novo Plano Diretor. “Com esses dados serão elaborados os diagnósticos dos deslocamentos dos usuários de transportes coletivos a fim de elaborar as propostas de melhorias do sistema de transporte público”, diz.

 

Uma segunda pesquisa está sendo realizada esta semana com a contagem volumétrica classificada. Nessa pesquisa são contados os veículos que circulam em algumas vias, o objetivo é ter um conhecimento geral da circulação e dos níveis de serviço do trânsito nas vias mais significativas do sistema viário de Teresina.

 

Com os dados poderão ser avaliados o grau de saturação do sistema viário, identificar os pontos críticos e definir as áreas que necessitam de intervenções. Uma outra pesquisa foi realizada em domicílios, em outubro passado, para identificar os hábitos e necessidades das pessoas de uma mesma família em relação aos meios de transporte que utilizam.

 

Sobre o PDMUS

No Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável de Teresina (PDMUS) irão constar os objetivos, metas e ações a curto, médio e longo prazo para até 20 anos e serão incluídos alguns aspectos relativos às cidades que compõem a grande Teresina. O Plano deve ser transformado em Lei aprovado pela Câmara de Vereadores.

 

O PDMUS vai priorizar o melhor aproveitamento das vias, redução de emissão de poluentes, de consumo de combustível e a otimização do sistema de transportes e trânsito. 

93% da população de Teresina aprova o Programa Lagoas do Norte

Foto: Renato Bezerra 

“Antes a gente sentia o preconceito por morar num lugar fedido, cheio de mato, que escondia uma beleza extraordinária: duas lagoas lindas. Hoje, temos orgulho de falar que moramos na melhor área de Teresina”, relata Beronizia Gomes da Silva, moradora do bairro São Joaquim, zona norte da capital. A opinião de Beronizia é compartilhada por 93,43% da população de Teresina, que aprova as obras e ações realizadas pelo Programa Lagoas do Norte.

O Programa também foi associado ao conceito de melhoria da qualidade de vida por 42,27% dos entrevistados. A maioria, 79,26%, também confia que todas as obras programadas pelo Lagoas do Norte serão realizadas.

Os dados foram contabilizado em pesquisa realizada pelo Instituto Amostragem, com um total de 4 mil domicílios visitados neste segundo semestre. O instituto entrevistou a população de todas as regiões, com maior número de questionários aplicados na zona Norte da cidade, área atendida pelo Programa. Segundo o levantamento, 89,29% da população total acredita que o Programa Lagoas do Norte melhora a vida das comunidades atendidas com obras e serviços.

Beronizia mora em uma área que foi transformada durante a primeira fase do Programa, nas proximidades do Parque Lagoas do Norte. A moradora foi testemunha do quanto o planejamento e as obras conseguiram modificar a vida da população. “Há sete anos eu morava em uma área de risco, a 30 metros de um bueiro a céu aberto. Na lateral da minha casa tinha um terreno baldio que era depósito de lixo diário. Depois que o Programa Lagoas do Norte começou, mudou totalmente a capacidade de visão do que a gente tinha antes e do que é hoje”, conta.

Atualmente, o Programa está na sua segunda fase. Entre as obras estão a finalização da construção do Canal do Matadouro; a requalificação urbana e ambiental das lagoas dos Oleiros, Piçarreira, Mazerine e São Joaquim; e ainda a elaboração de um projeto de reestruturação dos diques dos rios Poti e Parnaíba.

Em breve reiniciará a etapa final do Canal do Matadouro, importante intervenção para a região. O projeto prevê finalização da drenagem, requalificação de oito vias de acesso ao canal e a urbanização do local, com instalação de iluminação pública, melhorias habitacionais, bancos, academia popular, paisagismo, playground, ciclovia e passeios. A empresa licitada está iniciando a instalação do canteiro de obras.

“Melhorar a condição de vida das pessoas é a missão primordial do Programa Lagoas do Norte. O resultado dessa pesquisa é extremamente gratificante porque é a certeza de que as pessoas reconhecem isso e enxergam que o nosso propósito é proporcionar uma transformação não apenas física, com obras, mas que essas pessoas possam ter dignidade para o resto de suas vidas”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Lagoas do Norte.

Dentro dessa missão, o Programa Lagoas do Norte acompanha de perto as condições de vida das pessoas que vivem em sua área de abrangência e trabalha sempre para diminuir a quantidade de reassentamentos. Para as famílias que permanecem, os técnicos avaliam as condições de moradia e, caso necessário, são feitas melhorias nos imóveis, como construção ou reforma de banheiros, cozinhas e esgotamento. Para aqueles que não têm condições de permanecer, principalmente levando em conta a insalubridade dos imóveis, são oferecidas três alternativas de reassentamento – indenização, reassentamento monitorado e casa ou apartamento novo no Residencial Parque Brasil.

“Com esse contato e acompanhamento, o Programa cumpre sua missão de garantir que as pessoas que moram na zona norte de Teresina possam viver melhor, com saúde e qualidade de vida”, ressalta a coordenadora do Programa.

Teresina foi a capital que mais cresceu em oportunidades educacionais no Brasil

Enquanto metade dos municípios brasileiros está abaixo do ideal no oferecimento de oportunidades educacionais, Teresina foi destaque mais uma vez pelo seu crescimento na área, sendo a capital com o maior índice de evolução nos últimos anos. A fonte dos dados é de uma pesquisa do Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB) que acaba de ser divulgada pela comunidade educativa Cedac.

A capital é a 3ª colocada do Brasil e 5ª do Piauí no IOEB 2019, com 5.1 pontos. Isso é maior que a média nacional e também acima da estadual. O índice considera os principais fatores que levam as redes de ensino a bons resultados educacionais, como IDEB, matrícula, atendimento da Educação Infantil e até a experiência dos diretores. A média reúne resultados de toda a educação básica, das redes municipal, estadual e particular, além da quantidade de moradores em idade escolar (e não apenas o que estão efetivamente na escola).

De 2015 a 2019, Teresina cresceu 0,9 pontos, mais que as primeiras colocadas do ranking. São Paulo, que hoje ocupa o primeiro lugar (com 5.4), e Rio Branco, a segunda colocada (com 5.2), cresceram apenas 0,6 pontos desde 2015.

“A rede municipal contribui muito para nosso bom posicionamento a nível nacional, atendendo grande parte da educação infantil e ensino fundamental do município. Tivemos excelentes resultados nos últimos anos exatamente em aspectos que são considerados na pesquisa: atendimento, aprendizado e aproveitamento escolar”, comemora a secretária executiva de Ensino da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Irene Lustosa.

Arquivo Público Municipal será nova ferramenta de pesquisa para a população

A partir de 2020, os teresinenses irão contar com uma importante ferramenta de pesquisa: o Arquivo Público Municipal. A criação do novo espaço foi aprovada pela Câmara Municipal de Teresina e sancionada pelo prefeito Firmino Filho nesta semana.

De acordo com o secretário municipal de Administração e Recursos Humanos (SEMA), Nonato Moura, a implantação do arquivo surge da necessidade de modernizar a gestão de documentos e facilitar o acesso às informações públicas, conforme legislação federal, e vai beneficiar diretamente à sociedade, estudantes e pesquisadores.

“O Arquivo é necessário, não apenas por conta do armazenamento de dados e registros dos servidores municipais, mas também para a população ter acesso à pesquisa de forma mais rápida, precisa, para embasar suas consultas com documentos históricos e oficiais”, pondera o gestor.

Com toda a parte legal definida, a Sema agora trabalha para a estruturação física do local. “Vamos criar o manual do Arquivo, iniciar os trabalhos de higienização dos materiais, digitalização, indexação. Vamos estruturar toda a parte física e tecnológica para que, em fevereiro de 2020, a gente possa abrir o prédio para a população”, conclui Nonato Moura.