Ministério da Saúde realiza pesquisa em Teresina para avaliar evolução da Covid-19

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina é parceira da pesquisa do Ministério da Saúde intitulada “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional”. A pesquisa está sendo coordenada pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A execução do trabalho de campo compete ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística – IBOPE. O estudo será dividido em três fases, sendo que em cada uma delas pessoas farão teste sanguíneo rápido que utiliza metodologia por punção digital.

“Vale ressaltar que Teresina tem agora duas pesquisas para avaliar a evolução da Covid-19:  uma realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar, que já fez sua quinta etapa, e agora esta do Ministério da Saúde”, explica Kledson Batista, diretor de Atenção Básica da FMS.

A coleta de dados durante a pesquisa do Ministério da Saúde se dá por meio da aplicação de um questionário sobre a existência de doenças preexistentes e possíveis sintomas de Covid-19 nos últimos 30 dias. “Somos parceiros do Ministério da Saúde na parte da divulgação da pesquisa a nível local, apoio logístico de execução e descarte correto dos materiais infectados utilizados”, afirma Kledson Batista.

A pesquisa do Ministério da Saúde em Teresina iniciou dia 14 de maio e segue até 12 de junho de 2020. O estudo de âmbito nacional foi submetido e aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Todos os indivíduos selecionados para a amostra do inquérito populacional são informados sobre os objetivos do estudo, riscos e vantagens.

O material e informações só serão coletados após assinatura do termo de consentimento livre e informado. Todos os indivíduos testados em campo terão um número de telefone celular registrado para que possam receber informações sobre o resultado do teste. Os casos positivos serão informados à Fundação Municipal de Saúde para as providências cabíveis.

Segundo nota técnica do Ministério da Saúde, a pesquisa envolve risco mínimo para a saúde do participante, pois consiste na aplicação de um questionário curto e realização de teste sorológico rápido.

Número de positivados para a Covid-19 em Teresina cresce 90%, revela pesquisa

O número de casos de pessoas positivadas para a Covid-19 em Teresina cresceu 90% na última semana. O dado foi comprovado pela quinta etapa da pesquisa realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar, que atestou também que 32.691 pessoas devem estar infectadas pelo novo Coronavírus na capital. A sondagem foi realizada entre os dias 15 e 17 de maio e demonstrou ainda que a quantidade de positivados é 42 vezes maior que os 786 confirmados oficialmente no domingo anterior à pesquisa. Os dados foram apresentados pelo prefeito Firmino Filho em videoconferência realizada nesta terça-feira.

O crescimento saltou de 38% da semana passada para 90% nesta etapa da sondagem. “Este dado é bastante preocupante se levarmos em consideração também a taxa de ocupação de leitos de UTIs da cidade para pessoas com a Covid-19. O Censo Hospitalar da Fundação Municipal de Saúde já aponta que 68,86% dos leitos de UTI exclusivos para tratamento de pacientes com Covid-19 existentes em Teresina estão ocupados. Teresina possui hoje, cadastrados para atendimento de pacientes com Covid-19, 167 leitos de UTI, sendo que 115 deles estão ocupados. Portanto, é perceptível a evolução do vírus na capital, o risco elevado de contaminação e poderemos ter dias dramáticos nas próximas semanas”, avalia o prefeito Firmino Filho.

Outro dado preocupante atestado pela pesquisa diz respeito à taxa de propagação do vírus, denominado de R0 (R-zero). Este número também cresceu e está em 1,62%. Na quarta etapa da sondagem a taxa estava em 1,24%. De acordo com o prefeito Firmino Filho, a meta é ter essa taxa menor do que 1. “Essa taxa maior do que 1 diz muito sobre o nosso comportamento e mostra que o isolamento social precisa ser levado a sério. O R0 corresponde ao número médio de contágio causado por cada pessoa, e o ideal é que este número esteja abaixo de 1, e aqui na capital esse número só tem crescido”, alerta Firmino.

Em relação ao comportamento do vírus pelas regiões da cidade, os dados mostram que os números estão se igualando em toda a cidade, mas o crescimento maior, nesta etapa, foi na zona Norte, que aparece com 29% – na quarta etapa o número foi de 21%. A zona Sul apresentou uma queda e agora são 29% de positivados na região.  A zona Sudeste aparece com 23% e a zona Leste figura ainda com a menor taxa, 19%.

“Já chegamos a marca de 40 óbitos em Teresina e a gente percebe que o isolamento está passando por uma redução bastante grande. Precisamos ter consciência que o isolamento social é uma das poucas armas que nós temos. A doença está em ascensão e temos que continuar fortalecendo as ações que nos levam a uma maior taxa de isolamento, que é grande instrumental para evitar a propagação do vírus na cidade, como também para termos tempo de expandir a nossa capacidade de atendimento hospitalar”, disse o prefeito.

Quanto à faixa etária, a pesquisa mostra que tem crescido o número de positivados nas pessoas acima de 70 anos, que já representam 7% dos casos – na etapa anterior este número estava em 3%.  Entre as pessoas de 55 a 69 anos também foi observada uma elevação nos números, que estão em 15% (na sondagem passada estava em 7%). O número também cresceu entre crianças e adolescentes e esta faixa etária já apresenta 14% dos casos (foram 11% na quarta sondagem), bem como na faixa etária de 35 a 44 anos, que agora são 18% dos positivados (na quarta etapa este número foi de 16%).

A população com idade entre 15 a 24 anos apresentou uma ligeira queda nos números e nesta etapa a taxa é de 17% (na quarta sondagem foi de 25%). Houve queda também entre as pessoas com idade entre 25 a 34 anos e agora são 17%. Na faixa etária de 45 a 54 anos o cenário é o mesmo da quarta etapa da sondagem e representa 14% dos positivados. A novidade desta etapa também é em relação ao número de positivados entre homens e mulheres, que se igualou e está em 47%. Em todas as outras quatro sondagens, o número de mulheres infectadas sempre foi superior ao de homens.

Confira AQUI a apresentação da pesquisa.

PMT inicia 5ª etapa da pesquisa para investigar a situação da Covid-19 em Teresina

Inicia hoje (15) e segue até domingo(17), a quinta etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar, para conhecer a situação da pandemia do novo Coronavírus na capital. De acordo com a quarta etapa da sondagem, realizada entre os dias 08 e 10 de maio, Teresina já apresenta 17.297 pessoas infectadas pela Covid-19.

Durante a sondagem, serão realizadas visitas residenciais com 15 equipes composta por pesquisadores, que aplicam os questionários, e técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que fazem os testes rápidos para Covid-19. A amostragem das pesquisas é aleatória por estratos de sexo e idade, conforme dados populacionais atualizados das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana. A cada etapa da pesquisa são testadas 900 pessoas.

Segundo dados da pesquisa, o índice de positivados na cidade saltou de 0,56%, quando foi realizada a primeira etapa da pesquisa entre os dias 16 a 19 de abril, para 2,0% na quarta etapa da sondagem. “Com essas pesquisas realmente sabemos a dimensão do problema e como está o vírus na capital. Está existindo o crescimento dos casos, o quadro ainda não é de estagnação e precisamos continuar tomando medidas para conter a disseminação do vírus”, afirma o prefeito Firmino Filho.

A pesquisa leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.  Os números da sondagem são baseados pelos índices positivos dos testes para Covid-19, e são levadas em consideração comorbidades ou doenças prévias, além do quadro atual de saúde do entrevistado.

Também são apresentadas as características demográficas coletadas (sexo, idade, nível de instrução, renda e situação de trabalho). As quatro últimas pesquisas foram realizadas entre os dias 16 e 19 de abril, a primeira etapa, a segunda entre os dias 24 a 26, a terceira etapa entre os dias 01 e 03 de maio e quarta etapa entre os dias 08 e 10 de maio.

“Precisamos seguir esse processos de testes, rastreamento e isolamento, pois se continuarmos com crescimento de casos positivados isso pode impactar na situação dos leitos clínicos e leitos de UTIs, que já estão com 64,46% da sua capacidade ocupada. E quanto mais soubermos onde estão as pessoas infectadas, mais teremos condições de tomarmos as medidas necessárias para conter a disseminação do novo Coronavírus na nossa cidade”, destacou o prefeito.

Estudo traça perfil de infectados com novo Coronavírus em Teresina

Dados da quarta etapa da pesquisa de investigação sorológica, encomendada pela Prefeitura de Teresina ao Instituto Opinar e realizada entre os dias 08 e 10 de maio, apontam o perfil das pessoas que testaram positivo para Covid-19. O estudo verificou que cerca de 16% tinha hipertensão, 11% eram obesos e 7% tinham diabetes. Pessoas com outras comorbidades como asma, doença cardíaca ou que tiveram AVC representaram 2% do total de casos positivos, cada.

A sondagem destaca também que, dentre as pessoas testadas positivas para Covid-19, a maioria (64%) apresentou dor de cabeça, 48% teve febre e dor no corpo, 43% coriza, 36% dor de garganta e dor nas juntas, 13% declarou não sentir gosto ou cheiro dos alimentos e 8% apresentou tosse. A falta de ar, que representa um sintoma grave da Covid-19, foi sentida por 20% desse público.

De acordo com o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Manoel de Moura Neto, a pesquisa sorológica pretende conhecer a situação da pandemia do Coronavírus na capital. “É dessa forma que iremos traçar o retrato da pandemia de Covid-19 em Teresina e certamente os resultados contribuirão para a criação de políticas públicas mais efetivas nessa área. O nosso intuito é aperfeiçoar cada vez mais o sistema e beneficiar a comunidade”, ressalta.

O médico infectologista da FMS, Kelsen Eulálio, alerta que pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis a apresentar sintomas graves da Covid-19, podendo evoluir para complicações ou até mesmo óbito: “As pessoas precisam redobrar os cuidados com a saúde, principalmente aquelas que fazem parte do grupo de risco. A recomendação do Ministério da Saúde é também seguir as normas de higiene e de distanciamento social para evitar proliferação desse vírus”.

Levantamento feito pela Fundação Municipal de Saúde, junto ao e-SUS, apontou que Teresina possui mais de 171 mil pessoas com doenças crônicas e que estão no grupo considerado de risco para a Covid-19. São pessoas que já recebem os acompanhamentos das equipes de atenção básica. A maior parte delas são hipertensos (87.693), diabéticos (29.325), acamados (21.465) e 12.492 pessoas com doenças respiratórias crônicas. Além disso, tem outros 9.486 pacientes com doenças cardíacas crônicas, 7.556 doentes renais crônicos e 3.191 que tem ou tiveram câncer. Além desses, outras 70.481 pessoas são idosas e 8.781 gestantes.

Quantidade de casos da Covid-19 em Teresina cresceu 38%, aponta pesquisa

Teresina já apresenta 17.297 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Foi o que atestou a quarta etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar. De acordo com a sondagem, a quantidade é 36 vezes maior que os 435 casos confirmados no domingo anterior à pesquisa, que foi realizada entre os dias 08 e 10 de maio, e houve um crescimento de 38% dos casos em relação à semana anterior.

O índice de positivados saltou de 0,56%, quando foi realizada a primeira etapa da pesquisa entre os dias 16 a 19 de abril, para 2,0% nesta quarta etapa da sondagem. “A queda do isolamento social coloca em risco a vida das pessoas. Já tivemos 23 óbitos na cidade de Teresina e a nossa única arma para evitar um desastre maior é a nossa atitude, e o apelo do poder público é para que as pessoas fiquem em casa. Com essas pesquisas tomamos a dimensão do problema e como está o vírus na capital. Está existindo o crescimento dos casos, o quadro ainda não é de estagnação e precisamos continuar tomando medidas para conter a disseminação do vírus”, avaliou o prefeito Firmino Filho.

Em relação à taxa de propagação do vírus, o conceito denominado de R0 (R-zero), que corresponde ao número médio de contágio causado por cada pessoa, nesta etapa apresentou uma queda e a taxa foi de 1,24%. A média mundial varia entre 2% e 2,5%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “O R0 (R-zero) caiu, mas ainda não temos o que comemorar. Essa taxa menor do que 1 é que vai definir a possibilidade da abertura das atividades. Enquanto tivermos essa taxa maior que 1, que ainda é o caso de Teresina, não podemos flexibilizar o isolamento social. Falar em abertura do processo antes disso é irresponsabilidade”, disse Firmino

Os dados da pesquisa mostram também que região Sul da cidade segue crescendo no número de registros e apresentou o maior percentual de casos, 36%. Os números na zona Norte também aumentaram em relação à terceira etapa da sondagem e agora são 21%.  A zona Sudeste permanece com os 23%, o mesmo registrado na última pesquisa, e a zona Leste apresentou uma queda no número de positivados, e agora são 20% dos casos.

Um outra novidade nesta etapa diz respeito à faixa etária. A terceira etapa da pesquisa apontou que as crianças e adolescente estavam preservados da infecção e não houve registro de infectados com a Covid-19 na faixa etária de 0 a 14 anos. Nesta etapa, o cenário mudou e esta faixa etária já apresenta 11% dos casos positivados. No entanto, a população com idade entre 15 a 24 anos continua representa a maioria dos casos, 25%.

Em seguida, com 20%, estão as pessoas com idade entre 25 a 34 anos. Nas pessoas entre 35 a 44 anos, o índice de infectados está em 16%, na faixa de idade entre 45 e 54 anos o índice também subiu em relação à última sondagem e está em 14%. E nas idades entre 55 e 69 anos e acima de 70 anos o índice foi de 7%. Os casos de mulheres confirmados nesta etapa da pesquisa continuam maiores em relação aos homens e é de 55%.

“Vamos continuar a pesquisa nas próximas semanas. A quantidade de casos é crescente, mas o número de casos subnotificados é cada vez menor devido as testagens que estão sendo realizadas na cidade. Precisamos seguir esse processos de testes, rastreamento e isolamento, pois se continuarmos com crescimento de casos positivados isso pode impactar na situação dos leitos clínicos e leitos de UTIs, que já estão com 50% da sua capacidade ocupada”, destacou o prefeito.

A sondagem é feita em visitas residenciais com equipes composta por pesquisadores da Opinar, responsáveis pelos questionários, e técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que fazem os testes rápidos para Covid-19. A pesquisa leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.

Confira AQUI os dados da pesquisa.

Quarta etapa da pesquisa sobre a situação da Covid-19 em Teresina inicia amanhã (08)

A Prefeitura de Teresina inicia amanhã (08) e segue até domingo (10) a quarta etapa da pesquisa de investigação sorológica para conhecer a situação da pandemia do Novo Coronavírus na capital. Teresina é a primeira cidade do Brasil a ter essa série de pesquisas em três etapas e já testou 2.700 pessoas.

De acordo com o prefeito Firmino Filho, os dados desta quarta etapa da pesquisa de investigação sorológica serão decisivos para a definição de novas medidas para o enfrentamento da crise sanitária na capital. “Se o número de infectados continuar crescendo na mesma proporção das semanas anteriores, vamos buscar iniciar o debate e o planejamento sobre um eventual lockdown ainda neste mês de maio”, informou.

Na terceira sondagem, que aconteceu entre os dias 01 e 03 de maio, o índice de pessoas com a doença foi de 1,44%, ou seja, a cidade tinha 12.492 infectados, quantidade 53 vezes maior que os 237 casos notificados no domingo anterior à pesquisa. Da primeira etapa da pesquisa para a segunda houve um crescimento de 59% no número de infectados. Já da segunda para terceira, o aumento foi de 62%.

“A pesquisa tem nos permitido acompanhar a evolução do vírus e mostra a luz que deveremos ter como guia para que possamos construir nossa curva epidemiológica. Precisamos de boas informações para que possamos tomar boas decisões. A terceira etapa da pesquisa nos mostrou que poderemos ter até o final do mês 10% da população de Teresina infectada, se continuarmos nessa projeção de aumento de 60% dos casos por semana. E com os dados desta quarta etapa nos guiaremos para mais tomadas de decisões. Nossa intenção é proteger a vida dos teresinenses”, destaca Firmino.

Durante a sondagem, serão realizadas visitas residenciais com 15 equipes composta por pesquisadores, que aplicam os questionários, e técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que fazem os testes rápidos para Covid-19. A amostragem das pesquisas é aleatória por estratos de sexo e idade, conforme dados populacionais atualizados das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana. A cada etapa da pesquisa são testadas 900 pessoas.

A pesquisa, realizada pela Prefeitura de Teresina em parceria com o Instituto Opinar, leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.  Os números da sondagem são baseados pelos índices positivos dos testes para Covid-19, e são levadas em consideração comorbidades ou doenças prévias, além do quadro atual de saúde do entrevistado.

Também são apresentadas as características demográficas coletadas (sexo, idade, nível de instrução, renda e situação de trabalho). As três últimas pesquisas foram realizadas entre os dias 16 e 19 de abril, a primeira etapa, a segunda entre os dias 24 a 26, e a terceira etapa entre os dias 01 e 03 de maio.

Pesquisa aponta que casos de Covid-19 crescem uma média de 60% por semana em Teresina

A média de crescimento do número de infectados pelo coronavírus em Teresina é de 60% a cada semana, segundo mostrou a terceira etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar. A sondagem, realizada no período de 1 a 3 deste mês, mostrou que a cidade já apresenta 12.492 pessoas com a Covid-19, um índice de 1,44%. Para cada uma pessoa infectada na capital, existem outras 52 não notificadas.

A partir dessa pesquisa foi possível identificar também a taxa de propagação do vírus, o conceito denominado de R0 (R-zero), que corresponde ao número médio de contágio causado por cada pessoa. Essa taxa em Teresina é de 1,6%, enquanto a média mundial varia entre 2% e 2,5%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Não estamos no pior cenário, mas também não estamos seguros. Temos agora mais clareza dos dados e podemos dizer que estamos no momento explosivo, perigoso, no meio de uma pandemia que está crescendo significativamente. Temos agora medidas precisas para mostrar o quão séria é a situação. Poderemos ter um final de maio dramático”, afirmou o prefeito.

Ele ressaltou o fato de Teresina ter sido a pioneira, tanto na realização das pesquisas por amostragem, como na definição da taxa de propagação do vírus, o R0 (R-zero). Muitas cidades iniciaram depois o trabalho para ter uma noção do nível de propagação da doença, uma vez que o número de testes ainda é insuficiente.

Da primeira etapa da pesquisa para a segunda houve um crescimento de 59% no número de infectados. Já da segunda para terceira, o aumento foi de 62%.  “Se a taxa de crescimento continuar subindo nessa mesma proporção de 60%, na próxima semana teremos quase 20 mil pessoas com a Covid-19. Em duas semanas podem ser 32 mil pessoas infectadas e, em menos de um mês, poderemos ter 10% da nossa população com o novo coronavírus, um número assustador”, destacou o prefeito Firmino Filho.

Nesta terceira sondagem o índice de pessoas com a doença foi de 1,44%, ou seja, a cidade tem 12.492 infectados, quantidade 53 vezes maior que os 237 casos registrados no domingo anterior à pesquisa. A primeira pesquisa havia apontado que 0,56% das pessoas estavam com a Covid-19, o que correspondente a 4.843 pessoas. O número foi 118 vezes superior aos 41 casos registrados pelo sistema de saúde da capital no domingo anterior a coleta de dados. Já no segundo levantamento, 0,89% dos pesquisados tinham atestado positivo para a Covid-19, o que totalizava 7.697 pessoas, quantidade 63 vezes maior que os positivos registrados no domingo anterior à pesquisa.

De acordo com a pesquisa, a maior parte dos registros de infectados está na zona Sul da cidade, com 31% dos casos. A zona Leste vem em seguida, com 27% dos casos positivados, a zona Sudeste com 23% e, por último, a zona Norte, com 19%.

Os casos de mulheres confirmados nesta etapa da pesquisa continuam na mesma proporção da sondagem anterior, de 54%. No que diz respeito à faixa etária, a população com idade entre 15 a 24 anos representa a maioria dos casos positivos, 35%.  Em seguida, com 27%, estão as pessoas com idade entre 25 a 34 anos. Nas pessoas entre 35 a 44, o índice de infectados está em 15%, nas faixas de idades entre 45 e 54 anos, de 55 e 69 anos e acima de 70 anos o índice foi de 8%.

“A cada semana estamos aumentando o número de pessoas com a doença. A taxa de isolamento social na última quinta-feira foi de 42%. Ontem, 53% das pessoas estavam na rua, quebrando o isolamento. Já tivemos média de 60%. À medida que a gente relaxa, o vírus circula mais, o contágio cresce, a quantidade de pessoas infectadas cresce, a quantidade de óbitos cresce. Passamos de 10 a 11 dias sem nenhum óbito, e agora quase todo dia temos um na cidade. Se a gente persistir nesse desrespeito ao isolamento social, temos que nos preparar para o pior. Precisamos ficar em casa, não queremos ver acontecer em Teresina o que está acontecendo em São Luís, em Fortaleza”, apelou Firmino.

Durante a sondagem, são realizadas visitas residenciais com equipes composta por pesquisadores da Opinar, que aplicam os questionários, e técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que fazem os testes rápidos para Covid-19. A amostragem das pesquisas é aleatória por estratos de sexo e idade, conforme dados populacionais atualizados das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana. Nesta terceira etapa foram realizados testes para Covid-19 com 900 pessoas.

A pesquisa leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.  Os números da pesquisa são baseados pelos índices positivos dos testes para Covid-19, e são levadas em consideração comorbidades ou doenças prévias, além do quadro atual de saúde do entrevistado. Também são apresentadas as características demográficas coletadas (sexo, idade, nível de instrução, renda e situação de trabalho).

Confira aqui os dados da pesquisa.

Isolamento social evitou morte de pelo menos 600 pessoas em Teresina, diz matemático

Pelo menos 600 pessoas poderiam ter morrido em Teresina por causa da Covid-19 se a Prefeitura não tivesse adotado o isolamento social de forma precoce. Caso os moradores estivessem circulando normalmente pela cidade, sem nenhuma medida restritiva, o total de infectados chegaria a 100 mil. Os cálculos são do professor doutor em Matemática, Jefferson Leite, com base nos registros oficiais de mortes e casos notificados.

Como não há testes suficientes para toda a população, os órgãos de saúde acreditam que os casos notificados na cidade não correspondem à realidade. Prova disso, é que um levantamento de investigação sorológica, com testes para a Covid-19, encomendado pela Prefeitura de Teresina, apontou que para cada uma pessoa infectada na cidade, existem outras 62 não notificadas.

A pesquisa evidencia que existe uma relação entre o crescimento exponencial dos infectados e a necessidade do isolamento social no combate à Covid-19, como adiantou o professor Jeferson Leite, que é doutor em Matemática Aplicada com ênfase em Modelos Matemáticos em Epidemiologia.

“O número de casos depende do percentual de isolamento que a cidade consegue atingir.  Segundo as projeções matemáticas, se o índice de isolamento social se mantiver na média de 55%, teremos cerca de 4,2 mil pessoas infectadas com a Covid-19. Se a taxa chegar em 60%, o número cai para 3,7 mil casos, podendo ficar em 2,8 mil casos se o percentual chegar a 70%”, frisou Jefferson Leite.

Considerando estas projeções, as estratégias adotadas pela Prefeitura foram decisivas para barrar o crescimento exponencial do novo coronavírus. Teresina iniciou as medidas restritivas junto com outros estados como São Paulo e Ceará, mas na curva epidemiológica, a capital saiu na frente com uma semana de antecedência, o que resultou em uma situação melhor do que outras cidades brasileiras. Segundo os dados do Ministério da Saúde, Teresina tem a menor curva de evolução dos casos do novo coronavírus entre as capitais do Nordeste, ao lado de Salvador (BA).

Mesmo com o cenário positivo, o prefeito Firmino Filho faz um alerta: “Encerramos o mês de abril com uma grande queda no índice de isolamento social em Teresina, quando registramos, no dia 30, que apenas 43% das pessoas ficaram em casa. Isso mostra que a população começa a sentir uma falsa segurança em relação à doença e passa a descumprir as recomendações estabelecidas pelas autoridades. É preciso agir com responsabilidade e, se for preciso, endurecer ainda mais as medidas para cuidar da vida das pessoas e minimizar os danos decorrentes do coronavírus”, disse.

Em um mês, o número de casos confirmados de Covid-19 em Teresina passou de 19 para 485. Esse aumento representa um percentual de 2.453% entre os meses de maio e abril. Da mesma forma, o número de mortes causadas pela doença passou de 02 para 14, um acréscimo de 600%.

Desde o dia 17 de maio, a Prefeitura de Teresina estabeleceu as primeiras medidas restritivas com o objetivo de conter o avanço do vírus na capital, quando foram decretadas a suspensão das aulas nas escolas públicas municipais, dos eventos culturais, eventos esportivos ou qualquer outro evento que gere aglomeração de pessoas em ambientes fechados ou abertos. Nas semanas seguintes, um novo decreto estabeleceu o fechamento do comércio e da indústria, mantendo abertos apenas alguns estabelecimentos que prestam serviços essenciais à população, como padarias, farmácias, supermercados, postos de gasolina, bancos e lotéricas.

Prefeitura inicia terceira etapa da pesquisa sobre a situação da COVID-19 em Teresina

Nesta sexta-feira (1º) será iniciada a terceira etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar, para conhecer a situação da pandemia do Novo Coronavírus na capital. Nesta etapa, serão realizados testes para COVID-19 com 900 pessoas.  Um total de 1.800 pessoas já foram testadas nas duas etapas já concluídas.

Durante a sondagem, serão realizadas visitas residenciais com 15 equipes composta por pesquisadores, que aplicam os questionários, e técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que fazem os testes rápidos para COVID-19. A amostragem das pesquisas é aleatória por estratos de sexo e idade, conforme dados populacionais atualizados das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana.

De acordo com a última fase da pesquisas, mais de 7.690 pessoas estão infectadas pelo Novo Coronavírus em Teresina. Os dados indicaram que, para cada uma pessoa infectada na cidade, existem outras 62 não notificadas.

A pesquisa leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.  Os números da pesquisa são baseados pelos índices positivos dos testes para COVID-19, e são levadas em consideração comorbidades ou doenças prévias, além do quadro atual de saúde do entrevistado. Também são apresentadas as características demográficas coletadas (sexo, idade, nível de instrução, renda e situação de trabalho).

As duas últimas pesquisas foram realizadas entre os dias 16 e 19 de abril, a primeira etapa, e a segunda entre os dias 24 a 26.  Uma quarta etapa já está contratada e deve ser realizada com intervalo de sete dias após a sondagem que será iniciada amanhã.