Prefeitura institui Plano de Ação Novo Centro Teresina

Visando promover a reabilitação urbana no centro da capital por meio de projetos estruturantes, a Prefeitura de Teresina instituiu através do Decreto nº 18.913, de 8 de agosto de 2019, o Plano de Ação Novo Centro Teresina, que objetiva requalificar e valorizar a área central da cidade.

Entre os objetivos previstos pelo Plano estão estimular o aumento da densidade populacional do bairro Centro; melhorar a mobilidade a partir da priorização do transporte coletivo; preservar o patrimônio histórico e cultural; induzir, por meio da atividade habitacional, o uso do estoque obsoleto construído do bairro; estimular a utilização dos espaços públicos além do horário comercial tradicional; revitalizar praças e parques; propiciar espaços de criatividade e desenvolvimento para novas tecnologias; introduzir cota de solidariedade (adoção de percentuais e critérios de acessibilidade econômica em novos empreendimentos) no bairro Centro e criar espaços e rotas acessíveis a todos os grupos que frequentam o Centro.

A arquiteta coordenadora da área central de Teresina, Constance Jabob, explica que o decreto define todas as ações que irão promover a reabilitação urbana do bairro Centro. “Entendemos que o centro precisa de valorização e ressignificação e queremos estimular que mais pessoas morem e frequentem o bairro através deste Plano de Ação”, completa a arquiteta.

Um dos projetos estruturais incluso no Plano de Ação Novo Centro Teresina a ser executado pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro Norte é a revitalização do calçadão do centro, que vai contemplar a Rua Simplício Mendes, na altura da Praça Saraiva até a Praça do Liceu, e Rua Coelho Rodrigues, no trecho entre a Praça do Fripisa e Avenida Maranhão.

Ambas as vias receberão pavimentação com piso em placas de concreto, drenagem para águas pluviais, melhorias de iluminação e sinalização horizontal e vertical, com faixas e placas. Além disso, em alguns trechos terão separações entre a calçada e a via, sendo inseridos canteiros e bancos, para uma melhor segurança de quem transita a pé pela região. No momento, o projeto está em fase de licitação e seu investimento total será de aproximadamente R$ 16 milhões.

O superintendente da SDU Centro Norte, Weldon Bandeira, afirma que o projeto vem para dar mais segurança aos pedestres que circulam pelo centro da cidade. “Essa obra é muito importante para a mobilidade urbana da capital, afinal o centro recebe muitos pedestres diariamente. A licitação já está em andamento e esperamos executar esse projeto em breve”, diz Weldon.

 

ONU Habitat vai elaborar plano para combater ameaças a Teresina

Teresina será a primeira cidade brasileira a desenvolver parceria com a ONU Habitat para a construção de um plano de resiliência urbana, que vai identificar ameaças à capital e apontar medidas para prevenir e combater esses problemas. Na semana passada, o prefeito Firmino Filho assinou um termo de cooperação com o órgão internacional para a realização desse trabalho.

“Esta parceria vem se somar aos nossos esforços para garantir a sustentabilidade urbana de Teresina. Queremos qualificar as ações do município de forma que estejamos preparados para possíveis riscos envolvendo diversas áreas, como economia, meio ambiente, desenvolvimento urbano, serviços sociais básicos, prestação de serviços urbanos como saneamento, etc”, ressaltou o prefeito.

O modelo de cooperação entre a ONU Habitat e a Prefeitura de Teresina servirá de modelo para as demais cidades do país. O trabalho envolve diversas etapas, como capacitação de servidores de diversas áreas, elaboração de um diagnóstico com as possíveis ameaças à cidade e a identificação de ações que possam prevení-las ou combatê-las.

“A partir daí será feito um mapeamento dos atores envolvidos e um plano de ação para a cidade, identificando quais são as maiores ameaças, de maneira que possamos avançar e nos preparar para possíveis desastres”, explicou Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

O programa será executado em dois anos e inclui treinamento dos servidores da Prefeitura de Teresina com os técnicos do programa de resiliência urbana da ONU. O treinamento também será expandido para a sociedade civil por meio de seminários.

Gabriela ressalta outros pontos positivos da parceria com a ONU, como maior visibilidade de Teresina no cenário internacional, integração da cidade nas redes de resiliência global, maior facilidade ao acesso a fundos e parceiros internacionais, além do aumento da capacidade de resiliência do governo local.

Alunos participam de simulação de plano de abandono em caso de emergência

Ascom/Semec

As crianças do Centro Municipal de Educação Infantil Thereza Christina, localizado no Cento de Teresina,  participaram de treinamento e simulação de situação de emergência sobre o Plano de Abandono. A ação faz parte do programa Brigada Escolares – Defesa Civil nas Escolas.

A atividade teve orientação dos Bombeiros Civis Alisjenny e Aguiar, que buscam preparar a equipe escolar para retirar as crianças do prédio em caso de emergência de incêndio. “A ideia é preparar as professoras e toda a equipe da escola. A simulação do Plano de Abando foi um sucesso como havíamos planejado. As crianças foram retiradas com segurança pela equipe escolar. As professoras fizeram a contagem de todas antes de encerrar a simulação”, explicou os bombeiros.

Segundo Raimunda Soares, gestora do CMEI, a importância da atividade é a prevenção. “Todos os professores e demais colaboradores da escola se prepararam muito bem durante os treinamentos que participamos. Esta simulação foi muito importante, pois capacitou a equipe para retirar as crianças do prédio com segurança caso ocorra alguma situação de emergência. Além de preparar também os alunos para que, em uma situação emergencial, eles sigam todas as orientações de comando da equipe escolar”, destaca. A gestora conta ainda que ao escutarem a sirene, as crianças já sabem que devem formar fila para evacuação do prédio e também proteger a mascote da unidade escolar.

Antes de realizar o plano de evacuação, os bombeiros promoveram um treinamento para a formação da brigada de incêndio. Os pais das crianças também foram informados sobre o simulado, que segue as normas contidas na Instrução Técnica 17 do Corpo de Bombeiros.

A atividade permite que a equipe vivencie, na prática, os procedimentos necessários para a utilização das rotas de fuga, o uso dos extintores e hidrantes, assim como a responsabilidade de cada brigadista no processo de evacuação.

Câmara Técnica monitora ações do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres

Ascom SMPM

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou hoje (14), mais uma reunião da Câmara Técnica de Gestão e Monitoramento das Políticas Públicas Para Mulheres de Teresina.

 O principal objetivo da reunião foi monitorar as ações do I Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres em cada secretaria. Segundo Lísian Oliveira, gerente de articulação e transversalidade da SMPM, as reuniões são importantes porque ajudam a perceber o que está melhorando nas políticas públicas e o que pode melhorar, pensando na mulher e nas questões de gênero. “A proposta é que todo o monitoramento dessas 150 ações seja finalizado até o mês de junho e possamos ter dados qualificados suficientes para sabermos de fato qual a porcentagem do Plano realizado. A partir do mês de setembro, já queremos fazer uma segunda versão”, diz. 

A  reunião contou com a presença de representantes das seguintes secretarias: Secretaria Municipal de Financias de Teresina – SEMF, Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas – SEMCASPI, Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo – SEMPLAN, Superintendência de Desenvolvimento Urbano – SDU, Centro/Norte, SDU Sul, SDU Sudeste e  Fundação Wall Ferraz.

Prefeitura investirá mais de R$ 100 milhões em obras de drenagem nos próximos anos

Alagamentos durante o período chuvoso são um problema comum à maioria das cidades brasileiras de médio e grande porte, exigindo altos investimentos em obras complexas de drenagem para serem resolvidos. Para lidar com esta questão, a Prefeitura de Teresina elaborou um Plano Municipal de Saneamento Básico, colocando a capital piauiense entre 1/3 das cidades brasileiras que dispõem desta ferramenta, que facilita a captação de recursos federais em intervenções desta área. Com o plano, foi possível identificar oito sub-bacias que necessitam de intervenções mais urgentes e mais de R$ 100 milhões de reais serão investidos nos próximos anos para realizar estes serviços.

O Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDru/THE), incluído no plano de saneamento, aponta a existência de 70 sub-bacias na zona urbana da capital piauiense. Entre as oito com maior urgência de intervenção a PE31, localizada na região dos bairros Portal da Alegria, Esplanada, Torquato Neto e Polo Empresarial Sul, encontra-se em estágio mais avançado para resolução do problema. Serão construídos aproximadamente 28 km de galerias na primeira etapa da obra, que está em fase de licitação e demandará um investimento de R$ 70 milhões. A previsão é que este trecho seja concluído em 20 meses. Na segunda etapa, serão construídos aproximadamente mais 18 km, totalizando 46 km de galerias na região, que serão também urbanizadas com equipamentos urbanos, como academia popular, pista de skate e quiosques, entre outros.

Outra obra de grande impacto na questão da drenagem é a galeria da zona Leste. Os trabalhos, retomados ainda em 2018 após problemas com a primeira empreiteira contratada, compreendem a construção de 7 km de galeria que passarão por alguns dos principais trechos da região, como a Avenida João XXIII, totalizando cerca de R$ 50 milhões em investimentos. Apenas estas duas obras totalizam aproximadamente R$ 120 milhões de investimento em drenagem.

Mais ações

Outras sete sub-bacias da zona urbana de Teresina passarão por intervenções nos próximos anos, em diferentes bairros da cidade, como o Horto, Jóquei Clube, Tabajaras, Socopo, Morros, Verde Lar, Porto do Centro, Satélite, Samapi, Piçarreira e Zoobotânico, na zona Leste; Itararé, Extrema, Beira Rio, Parque Ideal, Novo Horizonte, Redonda, Tancredo Neves e Comprida, na zona Sudeste; e Vermelha, Nossa Senhora das Graças, Monte Castelo, São Pedro, Macaúba, Pio XII, Redenção e Tabuleta, na zona Sul.

Atualmente, está em desenvolvimento a elaboração do projeto para intervenções em quatro destas sub-bacias, enquanto outras três estão cadastradas no sistema do Ministério do Desenvolvimento Regional aguardando a liberação de recursos para execução das obras.

O Programa Lagoas do Norte também é responsável pela visível qualidade da melhoria da drenagem na zona Norte, onde não há muitos registros de famílias desabrigadas a cada período chuvoso, como acontecia antes do início do programa. Com obras como construção de canais, instalação de bombas e interligação entre lagoas e o Rio Parnaíba, grande parte da população da região deixou de ser afetada drasticamente pelas chuvas.

Mas não é só com obras que a Prefeitura busca solucionar os problemas com alagamentos. Outro recurso é a Lei 4.724/015 que, entre outras medidas, torna obrigatória a construção de um tanque de retenção das águas das chuvas em todo empreendimento com área impermeabilizada superior a 500m². Assim, essas águas serão liberadas de forma controlada e gradual, impedindo alagamentos.

“A Prefeitura tem feito um grande esforço na questão da drenagem, com obras e leis que regulamentam construções que impermeabilizam o solo, tudo visando minimizar um problema que é comum a todas as grandes cidades brasileira. Nos próximos anos, com a execução desses investimentos, a tendência é que boa parte dos transtornos seja reduzida”, afirma o secretário municipal de planejamento e coordenação, José João Braga.

Profissionais se reúnem para traçar plano de redução de mortalidade materna em Teresina

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizará amanhã, 3 de abril, das 8h às 12h, no auditório da Diretoria de Assistência Especializada (DAE), o I Workshop Multidisciplinar para Redução da Mortalidade Materna em Teresina. O público alvo do evento são técnicos e gestores da FMS.

Indicadores de mortalidade materna dos últimos três anos serão apresentados aos presentes, além de o Comitê Hospitalar para Análise e Prevenção de Óbito Materno realizar uma apresentação falando da sua composição, funcionamento, competências e ações executadas. “Nosso principal objetivo é apresentar os indicadores e discutí-los com os profissionais para que juntos possamos elaborar um plano de ação para reduzir a mortalidade materna. Já realizamos diversos trabalhos relacionados a isso, mas nossa intenção é sempre melhorar para que possamos alcançar indicadores de países de primeiro mundo”, diz Íris Amaral, gerente de assistência hospitalar da FMS.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a mortalidade materna é inaceitavelmente alta. Cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas à gravidez ou ao parto em todo o mundo. Estima-se que, em 2015, cerca de 303 mil mulheres morreram durante a gravidez e após o parto. Quase todas essas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos; a maioria delas poderia ter sido evitada.

O alto número de mortes maternas em algumas áreas do mundo reflete desigualdades no acesso aos serviços de saúde e destaca a lacuna entre ricos e pobres. Quase todas as mortes maternas (99%) ocorrem em países em desenvolvimento. Mais da metade delas ocorre na África Subsaariana e quase um terço no sul da Ásia. Mais da metade das mortes maternas ocorrem em ambientes frágeis e em contextos de crises humanitárias.