Desfile ‘’Meu Jeito de Ser’’ reforça a importância do CAPS no cuidado com a saúde mental

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Realizado nesta quinta-feira (25), o desfile “Meu Jeito de Ser” chamou a atenção para a conscientização sobre o acolhimento aos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A ação reuniu usuários e profissionais do CAPS II Sul, que desfilaram com cartazes e mensagens voltadas ao entendimento correto da saúde mental e ao combate ao preconceito, mesmo quando ele se apresenta de forma sutil.

O evento aconteceu na sede do CAPS II Sul, localizada na avenida Barão de Gurguéia, nº 2913, bairro Pio XII. Além de reforçar a importância de um tratamento humanizado e livre de preconceitos, o desfile também destacou o papel fundamental do centro como ferramenta de cuidado e promoção da saúde mental.

Maria Clara, psicóloga do CAPS II Sul e uma das idealizadoras do evento, ressaltou que o modelo adotado pelo CAPS representa um avanço significativo, reforçando a importância do cuidado em liberdade e rompendo o modelo manicomial.

“Essa transformação significa mais humanidade, solidariedade e respeito. O evento de hoje também desmistifica a visão hegemônica de parte da sociedade acerca do CAPS. Longe de ser apenas um local de convivência de pacientes em situação psicossocial vulnerável, trata-se de um espaço que garante cidadania e dignidade a quem é acolhido”, afirmou.

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM) 

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Desfile “Meu Jeito de Ser” celebra diversidade e combate estigmas na saúde mental em Teresina

Desfile “Meu Jeito de Ser” (Foto: ASCOM/FMS)

Nesta quinta-feira (25), a partir das 9h, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza o desfile “Meu Jeito de Ser” com os usuários do CAPS II Sul. O evento convida os pacientes a desfilarem em um tapete vermelho vestindo o que quiserem e segurando placas com mensagens de conscientização, como, por exemplo, “fazer piada com transtorno mental não é humor”.

A iniciativa busca valorizar o papel dos CAPS e combater os preconceitos ainda associados aos serviços de saúde mental. “A ideia surgiu da psicóloga Maria Clara e recebeu total apoio da direção. Mais do que um desfile, o evento é um ato de afirmação, liberdade e respeito à diversidade humana”, explica Aureni Batista, coordenadora do CAPS II Sul.

A proposta reforça o compromisso dos CAPS com uma atenção humanizada, gratuita e especializada, realizada por equipes multidisciplinares que incluem psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, educadores físicos, nutricionistas e profissionais de apoio. Os serviços oferecidos vão desde atendimentos individuais e em grupo até oficinas terapêuticas e atividades comunitárias, incluindo suporte às famílias.

“A criação dos CAPS marcou uma virada na reforma psiquiátrica brasileira. Teresina também tem avançado significativamente com dispositivos de base comunitária, como ambulatórios e residências terapêuticas, que promovem cuidado qualificado e acolhedor”, destaca Luanna Bueno, gerente de saúde mental da FMS.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) funcionam de segunda a sexta-feira e atendem homens e mulheres que possuem transtornos mentais severos e persistentes. O acesso pode ser direto ou por encaminhamentos de outros serviços. O ideal é procurar a unidade que atende a região onde o paciente reside.

FMS e grupo MATIZES capacitam profissionais de saúde mental para atendimento à população LGBT

A conversa faz parte da programação promovida pela FMS durante o setembro amarelo (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com o grupo MATIZES, promoveu na manhã de hoje (12) a palestra “Cuidado em saúde mental para a população LGBT” no auditório da instituição. O objetivo foi capacitar os profissionais da rede para o cuidado com essa população, que passa por questões específicas de preconceito que afetam diretamente a saúde mental.

A conversa faz parte da programação promovida pela FMS, por meio da Gerência de Saúde Mental (GSM) durante o setembro amarelo, mês de conscientização sobre a valorização da vida. Participaram os profissionais de saúde que atuam nos sete Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município, além de outros dispositivos da área de saúde mental da capital.

A gerente de Saúde Mental da FMS, Luana Bueno explicou sobre a importância e urgência de capacitar os profissionais da rede de saúde mental do município, para que eles estejam preparados para ofertar um atendimento em saúde mental de forma acessível e sem julgamentos. “Esse é um momento para alertar quanto ao cuidado empático e com dignidade a população LGBTQIAPN+, já que é uma comunidade que vem enfrentando um processo de adoecimento mental, muitas vezes em decorrência do preconceito, estigma e rejeição”, disse.

De acordo com o Relatório Tensões Culturais (Quiddity, 2023), 50% dos brasileiros LGBT+ sofrem de ansiedade, 24% sofrem de depressão e 15% enfrentam crise de pânico, em contraposição a 34%, 15% e 6%, respectivamente, entre heterossexuais.

“A saúde mental é uma questão que durante muito tempo foi negligenciada nos estudos e no cotidiano, mas que expõe pessoas a processos no campo das emoções, especificamente os LGBTs. Ela perpassa as questões de gênero e sexualidade, mas temos que entender que ser gay, lésbica, pessoa trans, bissexual, importa na forma como nós vamos construir a nossa identidade e a nossa relação com a própria saúde mental”, explica o sociólogo Weriquis Sales, colaborador do grupo MATIZES e um dos palestrantes.

Diante da relevância das questões de gênero e sexualidade na formação e adoecimento mental, o sociólogo entende que para que haja uma visão integral do paciente é importante trazer este debate ao Sistema Único de Saúde. “Assim, você pode olhar para esse sujeito de forma completa, como um ser humano com múltiplas dimensões e não a partir de locais que muitas vezes reproduzem o que gerou, inclusive, esse processo de adoecimento para ele e para ela”, conclui.

19ª edição da Semana do Orgulho de Ser conta com o apoio da Prefeitura de Teresina

Foto: Jailson Soares/SEMCOM

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), está apoiando a 19ª edição da Semana do Orgulho de Ser.  

Organizada pelo grupo Matizes, a edição deste ano será realizada entre os dias 09 e 12 de setembro, contando com uma extensa programação de atividades que abarcam temas como diversidade, capacitação de profissionais e políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+.  

Com o apoio da Prefeitura de Teresina e outras instituições públicas e privadas, o evento será realizado em locais como a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Estadual do Piauí (UESPI). 

O coordenador do grupo Matizes, Herbert Medeiros, descreve o que é alcançado pelo evento por parte da prefeitura no atendimento ao público-alvo. ‘’No caso da prefeitura, a gente vai ter uma capacitação com profissionais na área do CAPS, da saúde mental. Foi um diálogo com a gerência de saúde mental, por considerarmos importante que esses profissionais que atuam – enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos assistentes – possam estar devidamente habilitados com as demandas de grupos vulneráveis, no caso os LGBTI e outros grupos da diversidade, para quando chegar aos serviços eles possam ter um atendimento humanizado e respeitoso’’, pontua. 

Além disso, ele também realça a importância da colaboração com o poder público municipal. ‘’Como a gente já tem uma parceria de longo prazo com a Prefeitura, tanto na parte de formação e capacitação envolvendo SEMEC, Fundação Municipal de Saúde e Fundação Wall Ferraz, já tivemos projetos e iniciativas em parceria com a questão de emprego, renda, capacitação para o mercado de trabalho, enfim, nós sempre tivemos um diálogo com várias secretarias. Sabemos do impacto que o poder municipal tem nas políticas públicas da cidade, então a gente considera de uma importância significativa’’ finalizou. 

Com tal parceria, a Prefeitura de Teresina reforça o seu compromisso com uma cidade inclusiva e acolhedora a todos os seus cidadãos. 

FMS promove encontro para fortalecer ações de saúde mental nas escolas de Teresina

Foto: Ascom FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio do Programa Saúde na Escola, realizou na última sexta-feira (29) um encontro com pedagogos da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) para discutir estratégias de promoção da saúde mental no ambiente escolar e ampliar o conhecimento dos profissionais da educação sobre os serviços de referência nessa área.

A técnica da Gerência de Ações Estratégicas da FMS, Luci Santiago, explicou que o evento foi conduzido pelo Grupo de Trabalho do programa, pela Gerência de Saúde Mental da FMS e por profissionais dos CAPS. “Esse trabalho é essencial, pois reconhecemos a escola como espaço estratégico para o cuidado e a prevenção em saúde mental”, destacou.

O Programa Saúde na Escola, criado pelo Governo Federal, é realizado a cada dois anos e tem como objetivo integrar ações das áreas de saúde e educação para melhorar a qualidade de vida dos estudantes e suas famílias. Em Teresina, a expectativa é que mais de 314 escolas sejam contempladas em 2025/2026, por meio de ações coordenadas pela FMS em parceria com a SEMEC.

Além da saúde mental, o programa aborda outras 13 temáticas, entre elas: atualização do calendário vacinal, alimentação saudável e prevenção da obesidade, saúde sexual e reprodutiva, promoção da cultura de paz e dos direitos humanos. A proposta é que essas ações sejam desenvolvidas de forma integrada, com o apoio de professores, saúde e gestores escolares

IPMT homenageia aposentados e destaca importância da saúde mental na terceira idade

Foto: Ascom IPMT

Como parte das comemorações do aniversário de Teresina, o Instituto de Previdência do Município de Teresina (IPMT) realizou, nesta quarta-feira (27), na sede do instituto, uma homenagem especial aos servidores aposentados, em reconhecimento ao trabalho prestado ao longo dos anos em prol da cidade.

A manhã iniciou com um momento musical conduzido por saxofonista da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, trazendo emoção e descontração aos presentes. O destaque do evento foi à palestra da mestra e assistente social Ires Neiva, que falou sobre os desafios e possibilidades da saúde mental na terceira idade.

Na oportunidade, Ires ressaltou a importância da socialização, da prática de atividades físicas, da alimentação saudável e o estímulo da mente como fatores essenciais para prevenir problemas como depressão e ansiedade. “A integração fortalece os vínculos, renova a autoestima e ajuda os aposentados a enfrentarem com mais leveza as mudanças dessa fase da vida”, destacou a palestrante.

A palestrante também fez questão de reforçar o trabalho desenvolvido nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Prefeitura de Teresina, que oferece atendimento médico, psicológico, nutricional e de educadores físicos.

Para a aposentada Tânia Vanderlei, a homenagem foi um momento de emoção e gratidão. “Sinto-me valorizada e reconhecida. É como fechar um ciclo com a certeza de que tudo valeu a pena”, afirmou.

 Durante a solenidade, os aposentados receberam placas de reconhecimento ao mérito pelos serviços desenvolvidos enquanto servidores públicos, reafirmando o compromisso da Prefeitura de Teresina e do IPMT em valorizar seus aposentados, promovendo iniciativas que incentivem a qualidade de vida e o bem-estar na terceira idade.

CAPS de Teresina realizaram mais de 69 mil atendimentos no primeiro semestre

CAPS de Teresina realizaram mais de 69 mil atendimentos (Foto: Ascom FMS)

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), são um dos pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial. E Teresina dispõe de sete CAPS, sendo eles: CAPS II Sul, CAPS II Norte, CAPS II Leste, CAPS II Sudeste, CAPS AD, CAPS III, CAPS infanto juvenil. No primeiro semestre, os CAPS de Teresina realizaram ao todo 69.678 atendimentos de janeiro a junho de 2025. Foram 30.315 atendimentos individuais, 20.605 atendimentos familiares, 15.598 atendimentos em grupo, 419 matriciamentos de Equipes de Atenção Básica, 1.630 atendimentos psicológicos, 918 atendimentos psiquiátricos e 193 atendimentos com assistentes sociais.

“Os Centros de Atenção Psicossocial são referência no cuidado das pessoas com intenso sofrimento psíquico. É um dispositivo de atenção em saúde mental, constituindo-se em um serviço substitutivo ao modelo asilar, de assistência extra-hospitalar que busca diminuir e evitar reinternações psiquiátricas, buscando a ressocialização do indivíduo”, explica Sayonara Lima, da coordenação de Saúde Mental da FMS. Ela completa ainda que o objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população realizando o acompanhamento psicossocial dos usuários, contribuindo para o resgate da cidadania e da reinserção social.

Os CAPS II acolhem homens e mulheres maiores de 18 anos, o CAPS infantil acolhe o público infanto juvenil. O atendimento é voltado para o público com intenso sofrimento psíquico, que estejam em situações de sofrimento que inviabilizam a realização de seus projetos de vida. Para serem atendidos, os pacientes devem procurar diretamente o serviço ou ser encaminhado pelo Programa de Saúde da Família (PSF) ou por qualquer serviço de saúde.

O horário de funcionamento dos CAPS é de 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. No CAPS, o usuário encontra psiquiatra, psicólogo, enfermeira, terapeuta ocupacional, assistente social e uma equipe de apoio, que oferece atendimentos individuais, em grupo, atividades comunitárias, oficinas terapêuticas e atendimento para a família (visita domiciliar, grupo de familiares).

Ambulatório ProVida realizou quase 2.500 atendimentos de janeiro a junho

O ProVida funciona atendendo pessoas com tentativa de suicídio e ideação ativa com planejamento (Foto: Ascom FMS)

O Ambulatório Especializado de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio (ProVida) realizou, de janeiro a junho de 2025, 2.496 atendimentos. Foram 918 psiquiátricos, 1.385 com psicólogos e 193 com assistentes sociais. O ProVida funciona atendendo pessoas com tentativa de suicídio e ideação ativa com planejamento. O ambulatório fica localizado na rua Álvaro Mendes 1557, região central de Teresina e atende de segunda a sexta, das 8h às 12h e de 14h às 17h.

A modalidade de tratamento adotada pelo Provida é o de psicoterapia de crise, que consiste numa intervenção emergencial de curto prazo, com duração média de seis a oito semanas, com objetivo de reduzir a perturbação mental e, consequentemente, o risco de suicídio, requerendo um atendimento especializado.

“Após a cessação da crise, o paciente é encaminhado para continuidade no serviço mais adequado na rede de saúde mental, por meio dos CAPS e dos ambulatórios de saúde mental”, explica Thiago Pires, coordenador do ProVida.

Para atender a comunidade, funcionam em Teresina, sete Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS), o serviço Residencial Terapêutico e o ambulatório ProVida (atendimento para quem tem ideação suicida). A Fundação Municipal de Saúde (FMS) dispõe do Ambulatório Essencialmente, que acompanha servidores para acompanhamento psicológico; e as Unidades Básicas de Saúde fazem encaminhamentos para a Rede de Atenção Psicossocial de pacientes com sintomas psiquiátricos, além de atender aqueles com transtornos leves.

O suicídio é um grave problema de saúde pública, que pode ocorrer por múltiplos fatores. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, que podem ser prevenidos e tratados. Além disso, uma vez informada sobre o tema, a população pode contribuir com a diminuição dos fatores de risco e com o aumento dos fatores de proteção.

FMS amplia vagas para consultas na área de saúde mental

As consultas estão disponíveis nos hospitais do Parque Piauí, Satélite, Dirceu, Promorar e Primavera, além do Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está reorganizando seus serviços na área de saúde mental e ampliando a oferta de consultas ambulatoriais nas áreas de psiquiatria e psicologia. O serviço é ofertado nos hospitais do município para pessoas que não se encaixam nos casos atendidos pelos CAPS.

Com a ampliação, foi observado um aumento significativo na oferta de vagas entre os meses de fevereiro e abril, sendo 42,86% na área de psicologia infantil, 39,52% em psicologia adulta, 52,33% em psiquiatria adulta e 200% em psiquiatria infantil. Além disso, no mês de fevereiro foi implantado o atendimento para psicopedagogia Hospital do Parque Piauí, que oferta 50 vagas por semana.

As consultas estão disponíveis nos hospitais do Parque Piauí, Satélite, Dirceu, Promorar e Primavera, além do Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo.

Segundo Luana Bueno, gerente de Saúde Mental da FMS, o acréscimo foi possível graças a um trabalho de avaliação da produção realizado pela nova gestão, que identificou falhas e readequou as escalas por profissional. “Além disso, tivemos um aumento na disponibilidade com a inclusão de novos profissionais aprovados no concurso público, o que nos permitiu ofertar ainda mais vagas e reduzir as filas”, acrescenta a gerente.

Para ter acesso às consultas nas áreas de psiquiatria, psicologia e psicopedagogia, o paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e solicitar uma consulta com o médico da família, que fará uma avaliação inicial e providenciará o devido encaminhamento caso necessário. Em seguida, ele deve realizar o agendamento no serviço de marcação de consultas (SAME) da unidade, e comparecer no local, dia e horário marcado.

FMS disponibiliza serviço de psicologia para atender mulheres vítimas de violência na Casa da Mulher Brasileira

FMS disponibiliza serviço de psicologia na Casa da Mulher Brasileira (Foto: Ascom FMS)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), passou a disponibilizar serviço de psicologia para atender mulheres vítimas de violência na Casa da Mulher Brasileira e no Centro de Saúde Lineu Araújo. A iniciativa resulta de uma parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), visando ampliar o acesso a serviços de saúde mental e apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Av. Roraima, 2563, bairro Aeroporto, tem uma equipe de psicólogos que realizam o acolhimento de mulheres. Já no Centro de Saúde Lineu Araújo serão ofertadas as terapias para essas mulheres, quando for necessário.

O presidente da FMS, Charles Silveira, destaca que esse serviço visa proporcionar um espaço seguro e de acesso ágil às mulheres, evitando burocracias e longas esperas que poderiam dificultar o suporte necessário. “Com isso, busca-se fortalecer emocionalmente as pacientes e contribuir para a reconstrução de suas vidas após situações de violência”, afirma.

Segundo Luanna Bueno, gerente de Saúde Mental da FMS , nos casos em que forem identificados transtornos mentais mais graves, as mulheres poderão ser encaminhadas para os CAPS ou ambulatórios psiquiátricos. “Nosso objetivo é acolher essas mulheres, que já se encontram em situação de fragilidade, oferecendo cuidado especializado em saúde mental e assegurando um acesso rápido aos serviços. Estamos felizes com isso porque esse serviço salva vidas e famílias”.

FMS disponibiliza serviço de psicologia na Casa da Mulher Brasileira (Foto: Arquivo SEMCOM)

A diretora de Atenção Especializada da FMS, Gina Nogueira, ressalta que a equipe gestora da rede de saúde do município estava em articulação com o Ministério Público do Piauí, buscando formas de fortalecer a rede de apoio às vítimas de violência. O MPPI, por meio do Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, também desenvolve o projeto Mente em Foco, uma iniciativa voltada à promoção da saúde mental. “O objetivo dessa parceria é garantir o acolhimento e o suporte psicológico às vítimas e mudar realidades”.

De acordo com a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Rosa Neide Lopes, a equipe da Casa da Mulher Brasileira é multidisciplinar e os profissionais das áreas de psicologia tem o papel de prestar atendimento psicológico continuado dando suporte aos demais serviços da Casa. “Queremos auxiliar as mulheres a superar o impacto da violência vivenciada e a resgatar a autoestima, autonomia e cidadania”, finaliza.

Conheça o trabalho da Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é um serviço compartilhado entre o Governo do Estado e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), sendo referência no enfrentamento à violência contra a mulher. Com funcionamento 24 horas por dia, a unidade oferece atendimento humanizado e multidisciplinar às mulheres vítimas de violência.