A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) visitou nesta segunda-feira, (03), famílias que estão desabrigadas devido a enchente e alagamento na zona Norte, com o intuito de orientá-las sobre a assistência ofertada. As escolas que estão acolhendo estas famílias são: Escola Municipal Antonio Dilson Fernandes, localizada no Bairro São Joaquim, e a Unidade Escolar Iolanda Raulino, no Bairro Mafrense.

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, as famílias em situação de desabrigo são inseridas no Programa Cidade Solidária.
“O prefeito Dr. Pessoa está muito antenado e preocupado com esta situação. Infelizmente, são mais de 30 anos vividos e o poder público nunca se preocupou em resolver de forma efetiva a situação, que vemos hoje. A Semcaspi, particularmente, tem ações que já estão sendo executadas. Inclusive, já encaminhamos cestas básicas para famílias que já estão alojadas em escolas. Estamos também cadastrando algumas famílias que estão em residências de familiares ou de algum conhecido, no Programa Cidade Solidária. Estas são duas ações pontuais executadas pela Semcaspi”, esclareceu.
Para Allan Cavalcante, a área mais afetada com as chuvas na capital, até então, tem sido a zona Norte, nos bairros: Mafrense, Poti Velho e a região do Lagoas do Norte.
“Até esta segunda, temos um total de 50 famílias desabrigadas na zona Norte, sendo que 17 estão em escolas e as demais abrigadas em residências. Infelizmente, este número vai crescer, porque as chuvas não cessaram e o nível dos rios estão aumentando. Tudo isso vai fazendo com que este número de pessoas em situação de desabrigo aumente”, ressaltou.
Famílias abrigadas
A dona de casa, Dinaely dos Santos, é moradora Rua 07, na Vila Apolônio, e ao ver sua residência alagada aceitou o acolhimento. “Moro na Vila Apolônio há quatro anos e nunca tinha passado por isso. Perdi algumas coisas. Consegui salvar o fogão e geladeira. Agora, vim para cá para proteger minhas filhas”, ressaltou.
Já Cristiano Pereira, que possui deficiência física, viu sua casa alagada e trouxe a esposa e seus três filhos a uma escola, que tem servido de abrigo. “É uma situação triste. Principalmente, porque estou desempregado. Ver minha família nesta situação é doloroso”, pontuou.


















