SMPM debate assédio a mulheres em ambientes de trabalho

No mês de fevereiro, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), lançou a campanha “Assédio: isso não é brincadeira”, com o objetivo de prevenir que esse tipo de violência aconteça. Dentro da programação a SMPM preparou diversas atividades e na noite de sexta-feira (25) promoveu a segunda live da grade no instagram @smpmteresina.

O encontro virtual denominado “Assédio a mulheres em ambientes de trabalho” contou com a advogada e diretora da Comissão da Mulher Advogada (CMA) da OAB-PI, Dra. Beatriz Sousa e a Mestra em Sociologia, com pesquisa em Gênero e sexualidades, Jullyane Alves Teixeira.

“O assédio no ambiente de trabalho é considerado o assédio moral que atentem a integridade, identidade, dignidade do trabalhador, seja por meio de degradação, das relações no ambiente, na exigência de tarefas desnecessárias ou exorbitantes, da discriminação, difamação e até o abalo psicológico”, pontuou Beatriz Sousa.

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De acordo com Jullyane Alves, o debate sobre o assunto deve pressionar as companhias e governo a implementarem adoção de políticas de equidade de gênero. “Dentro dessas empresas existem pessoas que estão mais expostas a violência e consequentemente o assédio, como as pessoas LGBTs. Muitas vezes quando elas não se assumem no ambiente de trabalho isso pode impactar tanto em oportunidades quanto no exercício de direitos trabalhistas”, analisa a especialista de acordo com relatos em sua pesquisa.

A advogada lembra que é crime, passível de prisão, se o assédio vier de um superior, com promessas em troca de vantagem sexual. “O assédio sexual ainda é narrado na brincadeira, porém para a vítima exposta a essa violência há indenização por dano moral e também material”, conclui Beatriz Sousa.

Onde denunciar?

As denúncias de assédio moral podem ser encaminhadas para a ouvidoria da própria empresa ou ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Em caso de assédio sexual a vítima deve procurar a Delegacia da Mulher.

Os canais de denúncias para combater os abusos também estão disponíveis pelo telefone 190. O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, resistentes em Teresina. A sede está localizada na Rua Benjamin Constant, 2170 Centro/Norte. (86) 3233-3798/ (86)99416-9451.

Prefeitura faz blitz com campanha educativa para prevenir assédio no Carnaval

No mês de fevereiro, a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), está visitando bares e restaurantes de Teresina para falar com os proprietários dos locais para falar sobre assédio. Nesta sexta-feira (25), o segundo dia da Blitz esteve presente nas regiões Sul e Sudeste da Capital.

Ao todo foram abordados dezenas de estabelecimentos em Teresina. A ação faz parte da campanha “Assédio: isso não é brincadeira”, que tem o objetivo de conscientizar e prevenir que esse tipo de violência aconteça nos ambientes públicos e privados.

“O foco é conscientizar os donos destes estabelecimentos, mais os funcionários e a população para que saibam lidar quando alguma situação de assédio aconteça. Se a mulher não quer, o corpo e o desejo dela devem ser respeitados”, explica Gabriele Rodrigues, do Núcleo de Articulação da SMPM.

A equipe conversou com funcionários para alertar sobre a prática, que se intensifica durante o período de Carnaval. Além disso, os banheiros femininos dos locais receberam colagens de materiais. A equipe da SMPM também divulgou os serviços especializados da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia existentes.

Para a cozinheira Katyy Silva, que trabalha há três anos num restaurante no bairro Redenção, a ação é necessária. “Acho muito importante e a campanha ajuda bastante até porque muitas mulheres passam por isso nesses locais em público e ficam caladas, são agredidas verbalmente ou psicologicamente”, afirmou.

Na quinta-feira (24) a blitz percorreu as zonas Leste e Centro. Além disso, durante todo o mês de fevereiro, nas redes sociais da SMPM, estão ocorrendo uma série de postagens, vídeos educativos e lives com especialistas sobre a conscientização do assédio.

Onde pedir ajuda?

Para denunciar qualquer caso de assédio, basta acionar o telefone 190. O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, resistentes em Teresina. A sede está localizada na Rua Benjamin Constant, 2170 Centro/Norte. (86) 3233-3798/ (86)99416-9451.

SMPM define estratégias do serviço Florescer com os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), promoveu na manhã desta quarta-feira (23), uma reunião remota de alinhamento técnico para traçar estratégias de divulgação e fortalecimento de articulação do serviço Florescer com os Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), das regiões Sul, Norte e Sudeste.

De acordo com a psicóloga e técnica da gerência da SMPM, Nathalie Ciarlini, ficou estabelecido na reunião que serão realizadas ações de forma conjunta entre as pastas dentro do serviço da secretaria.

“As equipes de monitoramento e coordenação dos Florescer fizeram uma apresentação dos serviços desenvolvidos nas suas respectivas sedes para as equipes dos CRAS. Ficou pontuada uma ficha de encaminhamentos que dará fortalecimento dessa parceria entre as duas entidades”, detalha a psicóloga.

O Florescer é um dos serviços oferecidos pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses. Além disso, as assistidas recebem qualificação profissional e acompanhamento psicológico e jurídico. Ao todo são quatro unidades, sendo que o Florescer Sul, localizado na Vila Santa Rita – Promorar, tem previsão de inauguração para o dia 8 de março.

Os CRAS são unidades públicas presentes em todas as zonas da Capital, vinculadas à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), que levam assistência social, possibilitam o acesso ao direito e a cidadania; além de fortalecer o protagonismo e a autonomia dos indivíduos e grupos da comunidade.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM apresenta serviços e reforça parcerias com a comunidade LGBTQIA+

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) esteve reunida, na manhã desta terça-feira (22), para discutir ações e serviços para a comunidade LGBTQIA+ em Teresina com o Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTrans).O encontro ocorreu na sede do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg).

A reunião apresentou as ações desenvolvidas pela Secretaria e discutiu a qualificação profissional das mulheres travestis e transsexuais além de otimizar ideias para o enfrentamento a violência de gênero.

“Estes encontros nos possibilita entender a realidade do grupo, queremos é o fim da violência e buscar a equidade de gênero”, pontuou a coordenadora do Creg, Marcela Mara. “Prestamos o atendimento à mulher vítima de violência mais também prestamos atendimento à questão da violência de gênero”, reforça Marcela.

As demandas discutidas serão encaminhadas para o Balançando a Rede que inclui diversos órgãos que atuam no enfrentamento a violência na Capital. Conforme a coordenadora do GPTrans, Maria Laura Reis, a discussão pauta ferramentas projetando políticas públicas para esse público em Teresina.

“Viemos traçar junto a Secretária da Mulher, estratégias para a inserção no mercado de trabalho com qualificação profissional que é um desafio muito grande para nós – travestis e transsexuais- que não temos muitas oportunidades” atenta.

A coordenadora reforçou ainda, que mesmo com os avanços de políticas públicas no Piauí, muitos travestis e transexuais ainda são alvos de discriminação envolvendo a Transfobia. “Vivenciamos um ciclo de violência pela questão de gênero, as pessoas tentam nos invisibilisar”, finaliza a coordenadora do GPTrans.

O Creg é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, por meio da SMPM que presta assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade. O Centro, promove a cada mês, encontros com grupos abordando temáticas diferentes nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Foto: Divulgação

SMPM lança campanha de combate ao assédio em bares e restaurantes

Durante o mês de fevereiro, diversas festividades são desenvolvidas para celebrar o Carnaval. Neste ano, em decorrência do Decreto Municipal n°22.091 para conter os casos de Covid-19, as atividades não serão permitidas para não gerar aglomerações. Porém, em alusão às comemorações carnavalescas, o mês é dedicado para combater o assédio sexual contra as mulheres em locais públicos e privados.

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), lança a campanha “Assédio: isso não é brincadeira” com o objetivo de prevenir que esse tipo de violência aconteça em bares e restaurantes. A ideia é que a medida sirva de alerta e referência em toda Teresina, para além do mês de fevereiro.

“A campanha tem o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar a sociedade pelo fim da violência contra as mulheres, ainda mais com o assédio tão presente em nossos dias”, destaca a secretária da Mulher, Karla Berger. “Apesar da suspensão das festas carnavalescas, não podemos deixar de frisar em uma mazela tão presente na nossa sociedade e para as mulheres teresinenses”, destaca Karla.

Gabriele Rodrigues, do Núcleo de Articulação da SMPM, destaca detalhes da programação. “Entre as atividades irão ocorrer postagens de uma série de vídeos educativos sobre a conscientização do assédio em que abordamos situações em que as mulheres são submetidas a essa violência, levaremos publicações informativas nas redes sociais, além de lives sobre o tema”, antecipa. A primeira live terá participação da Mestre em Direitos Humanos, Mailô Andrade.

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Além disso, a equipe da SMPM irá realizar panfletagens em bares e restaurantes para falar do assédio com os proprietários e frequentadores dos locais, em várias regiões da capital, como forma de conscientizar a população. A ação será executada de forma descentralizada, devendo acontecer em todas as regiões de Teresina, ao longo dos dias 21 e 25 de fevereiro.

“Ainda iremos fazer colagens de materiais, sobretudo nos banheiros femininos desses estabelecimentos, que possam alcançar essas mulheres e que elas possam conhecer os nossos serviços e também a campanha”, finaliza Gabriela Rodrigues.

A técnica também explica que uma cartilha sobre assédio e violências virtuais será lançada onde serão apresentadas suas formas, dados nacionais, regulações e serviços. A secretária Karla Berger comenta que muitas mulheres sofrem assédio no local de trabalho, mas que, por falta de informação, medo ou constrangimento, não denunciam.

“Queremos tocar as mulheres que, muitas vezes, não entendem que aquilo que sofreram é também um crime, que existe punição e que elas precisam denunciar”, reforça Karla Berger.

Decreto proíbe festas carnavalescas

Ainda diante da preocupação com a pandemia, o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, assinou, no dia 9 de fevereiro de 2022, o Decreto Municipal n°22.091 que determina que não haverá ponto facultativo no período de carnaval nos órgãos que compõem a prefeitura de Teresina. Com a medida, será expediente normal para os servidores do município nos dias 28 de fevereiro, 1° e 2 de março. Assim, o poder executivo municipal busca evitar a promoção de grandes aglomerações de pessoas como culturalmente acontece nas festas carnavalescas.

  

Mais 500 mulheres do serviço Florescer receberão atendimento odontológico

Mais de 500 mulheres acolhidas pelo serviço Florescer, da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), receberão atendimento odontológico em março. Os serviços clínicos serão disponibilizados em parceria com a rede de clínicas odontológicas Coife Odonto Teresina e a SMPM.

O Florescer atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses. Apenas em 2021, mais de 400 mulheres foram atendidas pelas unidades do serviço, localizadas na zona Sudeste, zona Norte e zona Rural de Teresina. Com a inauguração do novo Florescer Sul, no bairro Promorar, a capacidade de atendimento chegará a mais de 500 mulheres.

Foto: Divulgação (SPMP)

A secretária da Mulher, Karla Berger reforça que os atendimentos “são voltados para a promoção da saúde, com ações para prevenir doenças, inicialmente com as mulheres”, afirma. “Será mais um dos atendimentos que levamos para nossas assistidas nas sedes dos serviços”, acrescenta.

“Essa parceria é gratificante e prazerosa para contribuir para a sociedade e para a mulher, a Coife Odonto está de portas abertas”, relatou o coordenador da rede clínicas em Teresina, Marcos Cavalcante.

O cronograma dos atendimento odontológicos indicam em março e será divulgado semanalmente. A coordenadora dos Florescer, Caroline Leal explica que a rede de clínicas disponibilizará dois profissionais para realizarem os atendimentos de avaliação inicial, aplicação de flúor e higienização nos nossos serviços.

Além disso, os filhos das atendidas no serviço também receberão os atendimentos. “Os atendimentos de aplicação de flúor serão estendidos também para todas as crianças. O que queremos é que caso a mulher necessite fazer procedimentos após essa avaliação, a empresa irá fornecer um valor diferenciado para esta mulher que está em situação de vulnerabilidade social ou enfrentando alguma situação de violência”, observa Caroline Leal.

A coordenadora do Florescer Salobro, na zona Rural, Francisca Araújo, que atende 100 mulheres na sede, avalia que a ação é necessária para as beneficiárias. “Esses atendimentos vão ser muito positivos porque as mulheres não têm tanta condição de irem ao dentista, e tendo essa parceria, teremos uma aceitação de 100% delas em procura, sendo mais um serviço de atendimentos voltado para as assistidas”, conclui.

Foto: Divulgação (SPMP)

SMPM dialoga com Ação Social Arquidiocesana (ASA) sobre termo de cooperação tėcnica

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o procurador-geral do município, Aurélio Lobão, estiveram em tratativa com o Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, na casa Episcopal, da Arquidiocese de Teresina, na manhã desta terça-feira (8), para discutir o termo de cooperação tėcnica do plano de trabalho da Ação Social Arquidiocesana (ASA) para o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg).

Os gestores dialogaram, especificamente, do prosseguimento da parceria entre as duas entidades. “Viemos estabelecer essa relação de parceria através do novo termo de cooperação tėcnica. Nós da Secretária da Mulher e a ASA estamos estreitando a execução desses serviços que prioriza as Mulheres em situação de vulnerabilidade”, afirma a secretária, Karla Berger.

Conforme Aurélio Lobão, o termo atua em serviços sociais que a Prefeitura de Teresina precisa manter de atendimento às populações mais necessitadas.
“A procuradoria já fez uma análise preliminar com um parecer favorável para que a parceria se concretize”, frisa o procurador-geral.

O arcebispo se mostrou otimista pela visita, mostrando-se grato pela parceria da ASA e a secretaria. A secretária também discutiu com o bispo ações sociais que podem ter a Arquidiocese e a SMPM atuando conjuntamente. “Vamos solicitar junto a ASA um outro termo de cooperação para que a parceria possa estar presente no novo Florescer do bairro Santa Maria da Codipi”, acrescenta Karla Berger.

A ASA é uma instituição social ligada à Igreja Católica que presta serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o espaço presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Foto: Divulgação (SMPM)

Prefeito visita obra em etapa de conclusão do novo Florescer Sul

Prefeito Dr. Pessoa e secretários visitam as obras do Florescer Sul Fotos: Rômulo Piauilino / SEMCOM

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o superintendente das Ações Administrativas Descentralizadas (Saad-Sul), Juca Alves, visitaram, na manhã desta quarta-feira (2), a etapa de conclusão da obra do novo Florescer Sul, no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. O serviço atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses.

Equipes de engenharia finalizam os últimos ajustes na parte elétrica, pintura, limpeza e acessibilidade do espaço. Com a finalização da obra, o serviço deve entrar em funcionamento em março.

“As mulheres serão bem acolhidos no nosso quarto Florescer”, destaca o prefeito. “O serviço é feito com recurso próprio da Prefeitura de Teresina. Vamos mudar o cenário de vulnerabilidade das mulheres e crianças da nossa capital”, finaliza Dr. Pessoa.

A secretária da Mulher reforça que o Florescer Sul é mais um compromisso assumido pela Prefeitura de Teresina com as mulheres da capital. Em 2021, mais de 400 mulheres foram atendidas pelas outras unidades do serviço, localizadas na zona Sudeste, zona Norte e zona Rural de Teresina.

“Com a pandemia da Covid-19, muitas mulheres ficaram expostas às vulnerabilidades sociais”, observa Karla. “Com a obra, poderemos atingir mais mulheres, por meio da Prefeitura de Teresina, oferecendo os serviços de cidadania, assistência social e justiça para elas e suas crianças”, pontua a secretária.

Ainda na zona Sul, será realizada uma busca ativa na região para poder localizar e atender as mulheres. O Florescer Sul disponibilizará um total de 120 vagas na unidade para crianças, mediante inscrições. O serviço não tem limite de vagas para mulheres e pode ser realizado durante todo o ano.

Um dos objetivos é o enfoque no gênero feminino, explica Iara Carvalho, coordenadora do Florescer Sul. Dentro do espaço, estão sendo elaborados cursos profissionalizantes para que possam ser inseridas no mercado de trabalho, como também empoderá-las. “A zona Sul é a 2° região da capital que mais possuem mulheres que, em sua maioria, dividem duplas jornadas entre trabalho e maternidade”, frisa Iara. “O serviço vem para somar com a realidade das nossas teresinenses”.

O superintendente da Saad Sul, Juca Alves, detalha que a obra foi avaliada em mais de 500 mil reais, através dos recursos próprios da Prefeitura Municipal. A construção foi pensada para garantir acessibilidade e segurança à região.

“Temos um grande contingente de mulheres que serão atingidas, provenientes da vila Santa Rita, Vila Paraíso, Vila Bom Jesus e do Grande Promorar”, detalha Juca. “Todos os equipamentos necessários foram pensados para crianças e as mulheres, contando banheiros, playground, uma praça, cozinha e academia”, acrescenta o superintendente.

O Florescer Sul disponibilizará um total de 100 vagas na unidade. O serviço não tem limite de vagas para mulheres e podem ser realizadas durante todo o ano.
Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Número de mulheres que romperam com o ciclo da violência através do CREG aumentou em 2021

Um levantamento do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) por meio da Prefeitura de Teresina, apontou que em 2021, aumentou o número de mulheres que conseguiram romper com o ciclo de violência através dos atendimentos no espaço.

Conforme o levantamento das profissionais do CREG, os dados mostram ainda que em 2020 ocorreram apenas 10% dos desligamentos, em 2021 foram 38,4%, um comparativo três vezes maior. Para a coordenadora do CREG, o crescimento dos números de desligamentos do centro é um indicativo positivo, visto que mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Compreendemos que realmente o serviço está direcionado para um objetivo. O que a gente mais quer é que a mulher rompa com o ciclo da violência, inclusive este é um dos nossos indicadores se a mulher venceu e superou a violência”, pontua Roberta Mara, coordenadora do Creg.

Dos atendimentos em 2012, cerca de 278 mulheres fizeram o desligamento do CREG, 107 foram por rompimento do ciclo de violência. Em comparação com 2020, foram 100 ocorrências, destes apenas 10 foram por rompimento do ciclo de violência.

Roberta explica que um fator indispensável para que se alcance esse desligamento vem da intervenção da própria mulher. Ela esclarece que o centro não tem ligação com a família da vítima, mas que o seu papel é fundamental visando evitar que a violência volte a acontecer.

“A família é imprescindível nesse processo, mas temos o contato com a mulher. Em certos casos, algumas mulheres desistem do serviço e não temos o retorno dela, mas de fato confiamos na fala delas”, explica Roberta Mara. De janeiro a dezembro de 2021, foram realizados 2.620 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina.

Para a secretária da SMPM, Karla Berger, o GREG é um importante instrumento de proteção à mulher. “O Serviço não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. No CREG as mulheres encontram o atendimento jurídico, psicológico e social assim ela quebra o silêncio saindo do ciclo de violência em que vive”, destaca Karla.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Secretários visitam obra de conclusão do Florescer Sul no Promorar

A secretária Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o superintendente das Ações Administrativas Descentralizadas Sul (Saad-Sul), Juca Alves visitarão, às 8h da manhã desta quarta-feira (2), a etapa de conclusão da obra do Novo Florescer Sul, no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. O serviço atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, residentes em Teresina, que tenham crianças na faixa etária de um ano a um ano e onze meses.

A comitiva acompanhará o trabalho de conclusão da obra onde as equipes de engenharia finalizam os últimos ajustes na parte elétrica, pintura, limpeza e acessibilidade do espaço. A inauguração da sede do Novo Florescer Sul será no Dia Internacional da Mulher: 8 de março.

Diante dos tristes casos de feminicídios de mulheres na capital no último mês, há uma maior preocupação da Prefeitura de Teresina, através da SMPM, para dar celeridade à obra. A nova sede do Serviço Florescer visa implementar serviços que levem acolhimento e proteção às mulheres em situações de vulnerabilidade e que passam por várias situações de violência em Teresina. O Florescer Sul é mais um compromisso assumido pela gestão da Prefeitura de Teresina para dar cumprimento em 2022 a um maior número de atividades integrativas para mulheres.

Segundo dados da Polícia Civil, ao todo, menos de 15% das mulheres que sofrem algum tipo de violência chegam às delegacias e com a pandemia esse número pode ser ainda maior. Entre janeiro e setembro do ano passado, no Piauí, foram cerca de 4.909 boletins de ocorrências registrados nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) – segundo último levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-PI), e a maioria dos caso ocorreu na Capital. O número alarma um crescimento de quase 30%, se comparado ao mesmo período no ano de 2020.

“Esse novo serviço vai poder beneficiar as mulheres da zona sul e adjacências. É importante um espaço como esse de empoderamento feminino onde as mulheres e suas crianças vão ser atendidas”, destaca Karla. “O serviço pretende atender o máximo de mulheres possível no ano de 2022”, acrescenta a secretária.

Em funcionamento, ao todo, são quatro unidades: Florescer Norte, Florescer Sudeste, Florescer Salobro, na zona Rural de Teresina e, agora, o Florescer Sul.

Serviço: Florescer Sul
Hora: 8h
Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar, próximo ao Caic.