CREG promove roda de conversa para reforçar os cuidados com a saúde integral da mulher

Mente sã, corpo são. O estado emocional pode influenciar e afetar a nossa saúde. E atento a isso, o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço veiculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, realizou nesta segunda-feira (31) mais um grupo reflexivo para reforçar e estimular a os cuidados com a saúde mental e emocional das mulheres em situação de violência.

Desta vez o grupo reflexivo foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet em prevenção ao aumento de casos da Covid-19 e síndromes gripais. O encontro fez alusão ao Janeiro Branco com o tema “Que tal montar seu projeto de vida?” e contou com a participação da psicóloga do Creg, Vivian Alexia. Ela esclarece que o objetivo do grupo é proporcionar alegria, interação e bem-estar às mulheres atendidas.

“É importante tratar disso, ainda mais nesse mês de Janeiro Branco. Queremos refletir que se não estamos conseguindo resolver algumas coisas sozinhas, precisamos pedir ajuda”, explica a psicóloga. “O projeto de vida é isso: é o que você pensa para o futuro e como se colocar em prática, no hoje e no agora. É um autocuidado de olhar para si”, avalia Vivian.

Cerca de quinze mulheres atendidas no serviço discutiram o tema durante o encontro online. Maria Luiza* que frequenta a unidade há seis meses, considera que o momento é bastante atrativo e com diversos benefícios, avalia. “Esses encontros nos fortalecem. Quando eu me descubro e converso com gente assim no grupo eu sei o quanto sou forte. Nós que sofremos violência estamos na mesma situação e estou tendo esse autoconhecimento aqui”, expressou.

Diferentes temáticas foram discutidas durante os encontros, entre elas o empoderamento feminino, saúde mental, rede de atendimento à mulher, entre outros assuntos.

*Nome fictício para preservar a identidade da atendida

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a secretária da SMPM Karla Berger, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa Karla.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara, coordenadora do Creg. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse Roberta. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

SMPM reúne especialistas e religiosas para tratar do cuidado à saúde mental e do empoderamento das mulheres

No mundo onde há intolerância, violência, os direitos das mulheres são desrespeitados. Essa e outras questões nortearam a mesa de discussão “Interface da Saúde Mental e da religião no empoderamento das mulheres”, que foi realizada pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) no auditório da Faculdade UniNassau (unidade Redenção) na manhã desta quinta-feira (27).

O encontro reuniu especialistas da saúde psíquica e representantes das religiões evangélica, umbanda e candomblé que fomentaram diálogos sobre as interfaces de experiências exitosas relativas à promoção e atenção do cuidado e fortalecimento da saúde mental das mulheres, numa perspectiva de gênero.

A secretária da Mulher, Karla Berger, defende que o momento oferece uma conexão de outras pastas para o enfrentamento de vulnerabilidades que acometem as mulheres com maior frequência. “Acreditamos que debater em outras interfaces, como a saúde e a religião, também pode provocar outros instrumentos para o empoderamento feminino”, detalha. “Vimos a religiosidade como um fator importante no seu desenvolvimento”, avalia a secretária.

O evento seguiu as normas sanitárias devido ao aumento de casos da Covid-19 e foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet, onde os participantes interagiram com perguntas. A educadora social e representante do candomblé, Assunção Aguiar lembrou que a saúde da mulher “foi a mais afetada por episódios extremos de violações, principalmente se ela for negra, e sofrer racismo isso a fragiliza”, observa.

Presente à mesa, o médico psiquiatra Samuel Robson refletiu dois pontos: “na perspectiva da saúde vemos o adoecimento das mulheres por conta do aumento da violência que elas sofrem, no empoderamento elas tendem a buscar um poder do que é justo. A condição é que a sociedade busque um nível de paz para alcançar a transformação”, considerou o psiquiatra.

 

A saúde mental das mulheres teresinenses foi discutida como peça chave pelo psicólogo Wellington Rodrigues. “São 11 mil medidas protetivas só no Piauí e isso tem adoecido as mulheres. São elas que buscam mais os atendimentos psicológicos e isso reflete que ela quer ficar bem”, atentou.

“O que entendo como a religiosidade pode estar auxiliando para as mulheres é na forma dela construir seus espaços na vida, na forma dela vivenciar e enfrentar o seu sofrimento além de ter uma buscar por um alívio e a religião promove isso na vida”, sintetizou, ainda durante a roda, a professora evangélica, Layone Holanda.

Para debater os assuntos finais, os especialistas sustentam que é preciso ter um diálogo com para um cenário de transformação. “A espiritualidade tem que trazer o acolhimento mais é com o empoderamento das mulheres que conseguimos reduzir a desigualdade” concluiu a Terapeuta Holística e representante da Umbanda, Mãe Eufrazina de Iansã.

Mulheres atendidas pela SMPM participam de roda de conversa sobre saúde mental

O bate-papo “Você está de olho na sua saúde mental” envolveu em torno de 15 mulheres Fotos(Ascom/SMPM)

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a saúde emocional das mulheres brasileiras piorou ou piorou muito durante a pandemia. Diante desse quadro, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) promoveu, na manhã desta terça-feira (25), uma roda de conversa com as assistidas do serviço Florescer Sudeste em alusão a campanha Janeiro Branco – que tem como foco os cuidados com a saúde mental e emocional.

O bate-papo “Você está de olho na sua saúde mental” envolveu em torno de 15 mulheres e contou com a participação da psicóloga da SMPM, Nathalie Ciarlini, que debateu junto às atendidas no centro os principais problemas enfrentados pelas mulheres nesse período.

“Tivemos uma sobrecarregada emocional muito maior e as mulheres foram mais afetadas na pandemia seja em casa, no trabalho ou com a questão hormonal. Levamos uma escuta qualificada com a roda para ajudar na saúde mental e física delas, é algo prazeroso para gente conversar mais, todo mundo precisa de escuta e o Janeiro Branco intensifica isso”, observa a psicóloga da SMPM. “É importante construir estratégias para priorizar a saúde: fazer exercícios, ler, procurar manter as relações que nos fazem bem, principalmente agora”, indicou Nathalie Ciarlini.

Na ocasião, algumas mulheres debruçaram sobre suas experiências pessoais, destacando as dificuldades enfrentadas. É o caso de Juliana Sousa participante do serviço florescer. Ela relata que conheceu o serviço há seis meses e que é de suma importância à realização dessas ações.

“Tem muitas mães que têm coisas guardadas e necessitam muito de ajuda profissional”, pontua a atendida há seis meses pelo Florescer. “Gostei muito e até quero que a psicóloga e assistentes sociais venham mais vezes”, ressaltou. Ela frisa que Serviço tem ajudado a estabelecer ferramentas que oferecem alternativas para cuidados com o corpo, saúde mental e auxiliado no seu empoderamento pessoal.

O Janeiro Branco é uma Campanha que visa disseminar debates em áreas sociais a respeito de como anda a saúde mental da população. As rodas de conversa serão realizadas em todas as unidades do Serviço Florescer e no Centro de Referência Esperança Garcia, serviços veiculados à Secretaria da Mulher em Teresina.

 

Mulheres atendidas pelo Florescer Sudeste recebem capacitação do Qualifica Mulher

As mulheres teresinenses em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo serviço Florescer, na zona Sudeste de Teresina, iniciaram na tarde desta sexta-feira(21), o Programa Qualifica Mulher, ação do Governo Federal que promove cursos de capacitação e empreendedorismo feminino. A ação é uma parceria da Prefeitura Municipal de Teresina com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

A Secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, pontua que o objetivo é promover a autonomia produtiva e financeira das mulheres. “O foco é promover ações que contribuam para o reconhecimento e a valorização dos direitos e da cidadania das mulheres e aumentar a capacidade de empregabilidade delas”, observa Karla.

Karla completa que todas as mulheres atendidas pelo serviço terão acesso aos cursos e que a parceria com o programa foi instituída por meio da SMPM com o gabinete da ministra Damares Alves.. Em todo o país já são mais de 100 mil mulheres beneficiadas pelo Qualifica Mulher.

Com o difícil reflexo da pandemia no mercado de trabalho, Samara Raquel, que é mãe de quatro filhos e está desempregada, começou a confeccionar laços de cabelo. Ela é uma das inscritas e quer impulsionar suas vendas. “O curso vai me ajudar nas vendas porque até o momento eu vendo de porta em porta, essa será uma nova forma de como me reinventar com as ferramentas digitais”, comentou.

O Florescer Sudeste, no bairro Alto da Ressurreição, ofertou curso voltado para vendas digitais. “Hoje um primeiro grupo de 15 mulheres estão fazendo o curso ‘Como Arrasar nas Vendas Online com o mercado pago’. Para fevereiro já temos mais oficinas e inscrições, o que mostra que aqui as mulheres são muito comunicativas”, relata a coordenadora do Florescer Sudeste, Maria de Lourdes.

“Creio que o curso vai contribuir bastante porque já conheço as ferramentas e quero aprender a manuseá-las”, acrescenta Suzana Maria, outra beneficiada atendida pela sede, garantindo que a qualificação também contribui para sua autonomia produtiva. “Quero trabalhar com vendas de mantas e redes”, analisa ela.

De acordo com a psicóloga da SMPM, Nathalie Ciarlini, as outras sedes do Serviço Florescer – Zona Norte e Zona Rural, no povoado Salobro – irão receber as capacitações. “Ao todo o programa ofertará 300 vagas nos serviços. O piloto iniciou no Sudeste porque já temos os netebooks conectados à internet. Teremos outros cursos voltados ao interesse das mulheres”, concluiu.

SMPM e TJ-PI estreitam parceria para levar serviços para Casa da Mulher Brasileira

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI), desembargador Ribamar Oliveira, recebeu nesta quinta-feira (20), a secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, para tratar de parcerias entre o órgão e das ações da Casa da Mulher Brasileira (CMB) em Teresina.

Na tratativa foi pensando uma parceria, inicialmente, entre o TJ-PI e o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg) para a criação de um novo serviço, um plantão de atendimento 24h para mulheres.

Fotos: Ascom SMPM

Karla Berger apresentou um relatório técnico ao magistrado. “Com essa parceria vamos trilhar um modelo de como trabalhar dentro da sede, a prioridade é garantir o funcionamento e execução da CBM de Teresina. Temos previsão que até 2023 a casa seja inaugurada”, destaca Karla. “Queremos que Teresina se torne uma cidade segura para toda e qualquer mulher”, frisa a secretária.

Com a inauguração da Casa da Mulher, o TJ-PI projeta criar um núcleo de atendimento especializado para as mulheres que tenham medidas protetivas dentro da unidade da CMB.

O desembargador ressaltou que a Casa será um meio importante para que as mulheres em situações vulneráveis se sintam mais seguras.

“O judiciário está sempre aberto para atender às demandas relacionadas às políticas públicas voltada para as mulheres. Queremos dar uma atenção imediata a essa mulher com profissionais para dar acolhimento e que ela tenha apoio maior da patrulha Maria da Penha”, disse o magistrado que ressaltou que o TJ-PI está empenhado com a parceria.

A CMB será mais uma ação afirmativa de reconhecimento aos direitos das mulheres através da Prefeitura de Teresina e oferecerá diversos serviços em um sistema integrado. A reunião também foi acompanhada pela Dra. Keila Daniele, da Comissão da Coordenadoria da Justiça do TJ.

Dr. Pessoa sanciona lei que garante matrícula na escola para filhos de mulheres em situação de violência

O Prefeito de Teresina, Dr. Pessoa sancionou a lei n°5.702/2022 que garante o acesso prioritário à vaga para matrículas nas escolas do ensino público municipal para os filhos de mulheres em situação de violência em Teresina. Com a lei, a mulher que sofre violência doméstica, física, sexual, moral, psicológica e patrimonial terá a prioridade da vaga nas instituições municipais para suas crianças.

Prefeito de Teresina, Dr. Pessoa e a secretária de Políticas Públicas para Mulheres / foto: Ascom SMPM

O prefeito de Teresina Dr. Pessoa e a secretaria de Políticas Públicas para Mulheres / foto: Ascom SMPM
“Nossa gestão trabalha em cuidar de gente, e para isso, não abrimos mão de acolher a todos inclusive essas mulheres que precisam de um olhar especial. Vamos garantir a educação aos seus filhos, assim como toda assistência necessária para ter uma vida digna”, disse o prefeito.

Para ter acesso à prioridade, a mulher deverá apresentar uma cópia do boletim de ocorrência – expedido pela Delegacia de Atendimento à Mulher – e cópia do exame de corpo e delito ou prontuário de atendimento em um Hospital ou Posto de Saúde. A matrícula é sigilosa e caso seja preciso, garante a transferência de uma instituição para a outra no município, conforme haja a necessidade de mudança de endereço da mãe e da criança.

De acordo com Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), a lei reforça a importância do ambiente de ensino para enfrentar a violência contra à mulher. Dessa forma, é possível fortalecer políticas integradas de proteção ao gênero feminino, e ainda assim, estender aos seus filhos.

“Os filhos das mulheres também são vítimas, uma vez que muitos presenciam o ciclo da violência”, destaca Karla. “O avanço desses tipos de leis pontuam o compromisso de Teresina em combater a violência contra nossas mulheres. São formas de amenizar os danos suportados pelas mulheres agredidas”, conclui a secretária.

Atualmente, o Centro de Referência Esperança Garcia, através da Secretaria da Mulher e da PMT, realiza atendimento a mais de 280 mulheres em situação de violência. No espaço, elas recebem acompanhamento social, psicológico e jurídico para poder romper o ciclo da violência. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade para nos procurarem”, reforçou a coordenadora do Serviço, Roberta Mara,, destacando que o Centro de Referência não atua como lugar de denúncia, mas de acolhimento.

Além disso, a Prefeitura de Teresina disponibiliza o Serviço Florescer, distribuídos em três zonas da cidade: Sudeste, no bairro Alto da Ressurreição; Norte, no bairro Matadouro e Zona Rural, no Povoado Salobro. Até o final do primeiro semestre, mais uma unidade será inaugurada, na zona Sul da capital.

O Florescer atende mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. Após passar por reformulação na nova gestão, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta Karla. No espaço, a mulher tem acesso aos serviços de justiça, cidadania, beleza, capacitação profissional e atendimento psicológico gratuito.

Portanto, a mulher que está em situação de violência doméstica – atendida pelo Creg e/ou Florescer ou não -, e possui uma criança que não atingiu idade para ser encaminhada para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil), pode ser encaminhada para a unidade mais próxima da sua casa do Serviço Florescer.

De acordo com a assistente social, Caroline Leal, o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua Caroline.

SMPM e Semdec iniciam preparativos para 3° Edição do Selo Dona Saló

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), deram início na manhã desta quarta-feira (19), aos preparativos para a terceira edição do Selo Dona Saló.

Por conta da pandemia, a entrega do selo não ocorreu no ano passado. Agora, os trabalhos foram retomados para dar continuidade ao prêmio. Uma comissão das duas pastas discutiu as próximas medidas a serem tomadas com as modificações no termo de cooperação, regulamento e o edital para a submissão das inscrições da edição do selo 2022.

A iniciativa do “Selo Dona Saló – Empresa Promotora da Equidade de Gênero” reconhece as empresas privadas localizadas em Teresin. A intenção é provocar uma melhor atuação de ações que estabelecem projetos, programas ou ações em prol da equidade de gênero nas relações de emprego, qualidade de vida no ambiente de trabalho, ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

“É cada vez mais importante que a gente pense a mulher em vários espaços da cidade”, frisa a secretária Karla Berger. “Assim, fazemos com que o setor privado possa abraçar os interesses das mulheres teresinenses através de ações afirmativas, como identificar assédio moral, sexual e psicólogico, dentro e fora do trabalho”, afirmou a secretária.

O selo é concedido anualmente. A expectativa é que a cerimônia da entrega do prêmio ocorra no primeiro semestre de 2022 com um número maior de instituições privadas participantes.

As empresas inscritas devem alcançar cinco critérios de responsabilidade social: empregabilidade e liderança de mulheres, igualdade salarial, saúde e qualidade de vida, incentivo à educação e prevenção à violência. O edital será lançado através do site da Secretaria da Mulher.

 

Foto: Divulgação (SMPM)

Mais de 2.200 mulheres em situação de violência receberam atendimento no CREG em Teresina este ano

Entre janeiro a novembro de 2021 foram realizados 2.274 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo serviço Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que é vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

No CREG é feito atendimento às mulheres que vivem em situação de violência na capital. “O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirma a secretária da SMPM, Karla Berger.

Ao longo do ano, foram acompanhadas 350 mulheres, das quais 264 foram inseridas pela primeira vez no serviço. A coordenadora do Creg, Roberta Mara, destaca que durante o ano foram realizadas diversas atividades que publicizaram  através do serviço – principalmente nas zonas rurais e mais afastadas do Centro. Além disso, as campanhas realizadas durante 2021, com enfoque nos meses de março, agosto e novembro provocaram um engajamento da sociedade e da mídia para falar desses temas.

Roberta pontua que o crescimento dos números de atendimentos é um indicativo positivo, uma vez que demonstra mais mulheres rompendo o ciclo de violência. Os atendimentos, que vão desde assistência jurídica, social e psicológica, ofertam Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional, podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Em janeiro, assim que a nova gestão assumiu a pasta, o serviço apresentou 39 atendimentos, o que pode significar um silêncio das mulheres em situação de violência. Em contrapartida, o mês de novembro apresentou 215 atendimentos, quantidade quase dez vezes mais nos atendimentos.

Mulheres buscam atendimento por serem vitimas de violência. Fotos: Ascom SMPM

Além disso, a pandemia da covid-19 demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, frisa Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade de nos procurarem”, reforçou a coordenadora, destacando que o Centro de Referência não atua como lugar de denúncia.

Mulheres participam de cursos de capacitação. Foto: Ascom SMPM

Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Fones (86) 3233 – 3798 e 99416 – 9451.

Onde denunciar?

Em Teresina as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher localizadas nas regiões:
Centro Sul, (86) 3233-2323
Sudeste (86) 3220-3858
Norte (86) 3216-1572 e no (86) 99454-3940.

PMT e Primeira Infância: Sistema otimiza trabalho prestado por secretarias

Nesta segunda-feira (20) ocorreu na sede da Prefeitura de Teresina a primeira reunião de integração entre as secretarias que irão compor a linha de frente na execução de políticas públicas voltadas para primeira infância.

Durante a reunião foram alinhados pontos referentes ao sistema técnico que será utilizado para identificação e registro de dados da Primeira Infância e vai possibilitar a integração entre a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (Smpm), Secretaria Municipal de Educação (Semec) e Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Durante a reunião foi ressaltada a importância dessa integração entre as pastas e o sistema que será implementado vai fazer com que isso ocorra dentro das próprias secretarias como também com as outras em questão. O sistema utilizado consiste na integração de bancos de dados, facilitando o acesso da Prefeitura e fazendo com que seja dado o devido direcionamento através de serviços direcionados à crianças de até 6 anos que utilizem os serviços ofertados pela Prefeitura de Teresina.

A integração entre as pastas é uma das prioridades dentro da atual gestão. “É um trabalho continuo, a nossa intenção é fazer com que seja criada uma dinâmica de trabalho melhor dentro da gestão, onde todas as pastas trabalhem juntas de forma que atendam a criança assistida pelos nossos serviços de maneira plena. Esse sistema busca uma melhora de forma que a Prefeitura de Teresina tenha acesso mais rápido e dinâmico ao que vem sendo executado dentro de cada secretaria”, complementa Kárita Allen, Secretária Executiva de Planejamento e Gestão.

O sistema ainda está em fase de implementação dentro da capital, mas já é utilizado por outros municípios como Caruaru (PE) e Sobral (CE), que compõe a rede Urban95. E busca uma melhoria na execução de políticas públicas da Prefeitura e o público da primeira infância e seus cuidadores, com previsão de que seja implementada uma amostra piloto ainda no primeiro semestre de 2022. Esse piloto será aplicado de forma estratégica em para que seja testada a otimização dos serviços e o aumento do fluxo de eficiência dentro de cada órgão.

“Após a implementação do projeto piloto a Prefeitura vai contar com a capacitação de técnicos que atuem dentro das secretarias para que se aperfeiçoem nesse novo sistema integrado, possibilitando que o processo de adaptação com o novo sistema flua de forma mais rápida para que atenda a população da 1º Infância da melhor forma possível e para Prefeitura represente otimização de custos na prestação desses serviços para nossas crianças”, conclui a Secretária Executiva.

Fotos: Ascom Semplan

Mulheres atendidas pelo Serviço Florescer Norte encerram atividades com confraternização de Natal

As atividades de 2021 no Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças – Florescer, unidade da Zona Norte, no bairro Matadouro, foram encerradas nesta quarta-feira (15). Em celebração, a unidade realizou uma confraternização de Natal com as mulheres e crianças atendidas pelo serviço na região.

Serviço Florescer atende mulheres e nesta data teve confraternização. Fotos: Ascom SMPM

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, destacou as atividades desenvolvidas pelo serviço ao longo do ano – cursos, palestras e oficinas. Fundado em 2015, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e para atender crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. Neste ano, as três unidades passaram por mudanças significativas no formato e atendimento.

“Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade do serviço ser voltado para o gênero feminino”, explica Karla. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Dr. Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Nesta manhã, mais de quarenta famílias entre mães, pais, avós e crianças estiveram presentes na confraternização que teve dança das mulheres e suas crianças. Entre elas, Joseane Lopes, 35 anos, que foi inserida no serviço neste ano. “Significa muito pra mim, abri muito meus olhos, aprendi muita coisa. Foi um abrigo para mim e para meu filho. Também aprendi a me reconhecer como mulher, minha autoestima mudou significativamente”, ressalta Joseane.

Larissa Maria, de 40 anos, teve um ano difícil e através do Florescer, conseguiu se reerguer. “Infelizmente, perdi minha mãe e o serviço foi como um acolhida”, contou a mulher. Ainda dentro do espaço, ela chegou a realizar cursos e oficinas. Agora, ela se prepara para em 2022 ser dona de um empreendimento.

O Serviço também funciona como uma rede de amparo para as mulheres que vivem na região. Francisca Maria, de 38 anos, estava em situação de violência de gênero e o espaço foi crucial para poder romper o ciclo de violência. Ela foi uma das mulheres que participou das sessões de escuta psicológica especializada – uma ação implementada no serviço neste ano.

“Conheci o Florescer através de uma amiga, estava passando por um relacionamento abusivo”, confidencia Francisca. “Hoje, me sinto muito mais segura, sei o meu valor: sou uma mulher muito mais empoderada”, relata Francisca.

A celebração foi realizada sob fortes emoções. Aline Heira Guajajara, coordenadora do Florescer Norte, foi homenageada pelas mulheres atendidas. “Foi muito especial ver após esse ano o avanço das mulheres e suas crianças. Hoje temos mulheres desinibidas, dona da sua própria voz”, conta Aline. “As crianças, muitas que possuem deficiência, hoje possuem um grande avanço em atividades motoras e pedagógicas que oferecemos. O serviço floresceu na zona Norte”, finaliza Aline.