Ônibus Lilás em Teresina: Mais de 170 RGs emitidos no projeto são entregues na Zona Rural

Durante a passagem do Ônibus Lilás na zona Rural de Teresina no mês de agosto, a emissão de RGs foi um dos serviços oferecidos na programação do evento. Nesta quinta-feira (07), a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEPM-PI) realizaram a entrega de 180 documentos nas quatro comunidades atendidas pelo projeto.

Ao todo, foram entregues 33 documentos no povoado Boa Hora (Zona Norte), 27 no povoado Santa Teresa (Zona Leste), 55 no povoado Taboca do Pau Ferrado (Zona Sudeste) e 65 no povoado Cerâmica Cil (Zona Sul).

De acordo com a Secretária Karla Berger, as entregas beneficiam principalmente as mulheres da comunidade que possuem dificuldades de locomoção até aos pontos de emissão para retirar os documentos de suas crianças. “Conseguimos fazer a entrega desses documentos com a parceria da Coordenadoria Estadual em um evento que tem como objetivo informar sobre a rede de apoio contra a violência doméstica, mas também acessar garantias de direitos básicos”, destaca.

Karla ressalta ainda que a atividade foi importante para que a SMPM esteja cada vez mais ciente das demandas vividas pelas mulheres do campo, uma vez que ao estar distante dos serviços na zona urbana, acabam muitas vezes não acessando. “O compromisso da Secretaria da Mulher é acompanhar e entender os múltiplos problemas vivenciados pela mulher teresinense”, frisa. “Por isso, levar os serviços que possuímos e os que temos como parceiros ao seu dispor, garante melhoria na vida das mulheres”, complementa.

Sobre o Ônibus Lilás

O Ônibus Lilás, do programa “Mulher, Viver sem Violência”, do Governo Federal, percorreu a zona rural de Teresina no mês de agosto. O projeto disponibiliza informações sobre prevenção à violência contra a mulher e presta atendimento gratuito às vítimas.

Na capital o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEPM-PI) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), no qual o município fica responsável pela programação e execução das atividades.

O projeto destina unidades móveis de atendimento à mulher em comunidades rurais com ações voltadas para o enfrentamento às violências, em especial os serviços de justiça, saúde e assistência social. A técnica de articulação da SMPM, Jahyra Sousa destaca que as atividades desenvolvidas através do ônibus lilás têm sentido acolhedor, onde a mulher possa compartilhar a sua vida e tenha o sentimento de que existem serviços em que ela possa ser amparada.

Crianças atendidas pelo serviço Florescer retomam as atividades presenciais

As atividades presenciais das crianças atendidas nas três sedes do Serviço Florescer da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) retornaram nesta segunda-feira (4). As atividades acontecem no bairro Matadouro (Zona Norte), Alto da Ressurreição (Zona Sudeste) e no Povoado Salobro (Zona Rural).

Cada espaço conta com 100 vagas para crianças com idades entre 1 e 2 anos e 11 meses, sendo desenvolvidas atividades socioeducativas e recreativas. A secretária Karla Berger explica que o Serviço tem como estratégia acolher as crianças nessa faixa etária, para que as mulheres/mães possam ter a oportunidade de participarem de atividades socioeducativas e profissionalizantes oferecidas dentro e fora dos serviços.

A SMPM frisa que o retorno das atividades presenciais com as mulheres se deu de forma gradativa. Isso porque, nos últimos meses, o retorno das crianças vem seguindo todo o protocolo com as normas de segurança, tendo em vista que ainda estamos vivendo em momento de Pandemia da Covid-19.

O retorno é importante por ser um espaço onde as mulheres se sentem seguras, acolhidas e empoderadas, levando em consideração que durante a pandemia da covid-19, muitas mulheres não tiveram contato e apoio fora do ambiente doméstico. “Ademais, as crianças poderão participar de atividades voltadas para o acolhimento, desenvolvimento socioemocional, comportamento e interação social, por meio de atividades e brincadeiras”, detalha Nathalie Ciarlini, psicóloga de referência da SMPM.

Além disso, o retorno presencial das crianças é importante para que seja possível criar uma rotina para as crianças, e assim, ao serem encaminhadas às escolas regulares, não sintam dificuldade de inserção no ambiente escolar. “Esses aspectos são importantes, porque muitas crianças tiveram um aprendizado interrompido por conta do distanciamento e isolamento social do último ano vivido”, detalha a psicóloga.

A SMPM ressalta que toda e qualquer mulher teresinense que se encontra em situação de vulnerabilidade social, tendo ou não crianças nessa faixa etária, e queira se inscrever no Serviço Florescer, procure o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) – parceiro da SMPM para referenciamentos e encaminhamentos.

Mulheres atendidas pelo CREG participam de Workshop sobre mercado de trabalho

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) participaram de um Workshop acerca da inserção do mercado de trabalho nessa última quinta-feira (16). As atendidas já são graduadas pelo curso de Balconista de Farmácia, que foi ofertado em uma parceria da Secretaria de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM) e a Fundação Wall Ferraz (FWF).

O objetivo do workshop é prestar orientação profissional, visando levar informação técnica para as mulheres na hora das oportunidade. Para a Secretária da SMPM, Karla Berger, o encontro é importante por trazer mais qualificação durante o momento de transição que vivemos economicamente por conta da pandemia da covid-19, como também para as mulheres atendidas que buscam estabilidade financeira.

“Romper a violência e se reestruturar emocionalmente é um dos primeiros passos para essas mulheres. Porém, para avançar, cursos e workshops como esses fortalecem o empoderamento e garantem que não retornem ao lar violento ou a situação de vulnerabilidade vivida”, frisa a secretária.

Durante o workshop, as mulheres aprenderam a como se apresentarem durante uma entrevista de emprego, novos formatos de entrevista, apresentação e marketing pessoal. “Essas habilidades são importantes para garantir sucesso na busca de oportunidades”, reforça o coordenador do programa Balcão do Trabalhador da Fundação Wall Ferraz, Átila Araújo.

“Depois do workshop, sinto que vou me sentir mais confiante na área de trabalho. Acredito que posso refletir melhor sobre minhas competências e como oferecer meu serviço de forma melhor”, afirmou uma das mulheres atendidas pelo Creg.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM lança campanha alusiva aos 15 anos da Lei da Maria da Penha

Nesta sábado (7), a Lei Maria da Penha completa 15 anos de sua criação, entendendo a importância da lei e de estarmos no Agosto Lilás, mês alusivo ao Enfrentamento à Violência contra a Mulher, a Prefeitura de Teresina através, da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres fará a Campanha “Ela não se calou, nós não nos calaremos!”.

“O objetivo é alertar e chamar a atenção para esta data tão importante e significativa para nós mulheres, além de homenagear essa mulher corajosa chamada Maria da Penha”, disse a secretária da Mulher de Teresina, Karla Berger.
As violências de gênero contra as mulheres são históricas e se fundamentam em aspectos culturais de desigualdades, postos e reproduzidos por meio de normas sociais que diferenciam binariamente, de forma hierarquizada, homens e mulheres.

“A violência está muitas vezes associada a não correspondência das mulheres ao comportamento/conduta esperado pelo outro, seja enquanto mulher, esposa, dona de casa, mãe, etc, sendo uma forma de fortalecer a ordem patriarcal”, Jahyra Sousa.

A campanha tem o objetivo de informar e dar visibilidade a esta data significaria é que modifica a toda sociedade, segunda a secretária da mulher, a Lei é uma das grandes vitórias femininas.

Sobre a Campanha

Ocorrerá no Complexo Turístico da Ponte Estaiada, às 1730h, a ponte estará lilás em homenagem a data e as mulheres da rede enfrentamento soltaram balões lembrando as mulheres que foram vítimas de feminicídio no Piauí!

Ônibus Lilás: Projeto orienta sobre violência doméstica e presta assistência jurídica para mulheres

O projeto “Ônibus Lilás” tem como objetivo oferecer salas com atendimentos e orientações sobre a prevenção à violência contra à mulher de forma gratuita. A abertura aconteceu nesta terça-feira (03), na Escola Conselheiro Saraiva, no Povoado Boa Hora, zona Norte de Teresina, das 8h até às 16h00. A programação percorrerá outras zonas rurais até sexta-feira (06).

Fotos: Rômullo Piauilino / Semcom

“É muito importante um evento como esse estar presente para as mulheres da zona rural, que nem sempre possuem acesso à internet ou como chegar ao atendimento especializado de combate à violência. Ficamos muito contentes com essa abertura e feliz com a receptividade das mulheres participando das oficinas e atividades que estão sendo realizadas pelos nossos serviços da Secretaria da Mulher”, ressalta Karla Berger, secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

Todo o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a SMPM, no qual o município fica responsável pela programação e execução das atividades.

“É uma parceria muito importante para a retomada desse projeto na nossa capital. São várias mulheres que estão acessando esses canais de atendimento, fortalecendo as políticas de atendimento à mulher no município de Teresina”, declara Zenaide Lustosa, coordenadora da Cemp.

As atividades do evento foram abertas com uma roda de conversa sobre a rede de atendimento disponível à mulher em situação de violência com as mulheres do povoado Boa Hora. Estiveram no momento as representantes da Guarda Municipal de Teresina, OAB Mulher, Defensoria Pública e Ministério Público do Piauí. Em uma das salas, o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço oferecido pela SMPM para mulheres em situação de violência, estava presente fazendo orientações jurídicas e psicológicas para o público feminino da comunidade.

“Esse primeiro momento é importante porque explana para as mulheres os seus direitos, onde e como acessá-los se estiverem em uma situação de violência. É o momento que ela sabe que existe uma rede na qual ela pode procurar para sair do lar agressor”, detalha a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Além disso, os órgãos da justiça estavam presentes nas salas prestando atendimentos sobre processos e medidas judiciais, como pedidos de divórcios, atualização da medida protetiva, alimentos e pensão. Cortes de cabelos, designer de sobrancelhas e depilação também foram outros oferecidos em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Maria da Conceição, moradora do povoado, soube do projeto através das redes sociais da Secretaria da Mulher. Em processo de separação do ex-companheiro, acessou os serviços judiciais para dar entrada no processo de divórcio e aproveitou para usar os serviços de beleza.

“Como vou pouco ao Centro de Teresina, aproveitei o momento para dar entrada no meu processo de separação legal. Estou adorando o projeto aqui na comunidade e espero que sempre retorne. Hoje sou eu que preciso, mas amanhã pode ser minha vizinha, amiga ou minhas filhas”, declara Maria da Conceição.

A programação segue até sexta-feira (06) em povoados da zona rural de Teresina; confira:

Dia 04.08

Zona Leste – Comunidade Santa Teresina: Escola Municipal Santa Teresina

Dia 05.08

Zona Sudeste – Comunidade Taboca do Pau Ferrado: Escola Sagrado Coração de Jesus

Dia 06.08

Zona Sul – Comunidade Cerâmica Cil: Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Secretaria da Mulher vai dar início às atividades do ônibus Lilás na Zona Rural nesta terça-feira

Iniciam a partir desta terça-feira (3) as atividades do projeto Ônibus Lilás, que destina unidades móveis de atendimento à mulher em comunidades rurais com ações voltadas para o enfrentamento à violência, em especial os serviços de justiça, saúde e assistência social.

“Essa iniciativa vai proporcionar que a mulher da comunidade conheça os serviços da rede enfrentamento a violência, além de outras atividades que acolham e ajudem na sua vivência”, disse Karla Berger, secretária da SMPM.

Durante a passagem dos ônibus nas comunidades, as mulheres que enfrentam um processo judicial em decorrência da violência, poderão ter uma orientação do andamento do processo e a atualização sobre a medida protetiva. Além disso, poderão ter acesso ao acompanhamento psicológico mais direcionado, por meio Assessoria Jurídica do Centro de Referência Esperança Garcia vinculado à SMPM.

O Serviço Florescer da SMPM vai estar presente no local, oferecendo atividades lúdicas para as crianças que estiverem acompanhadas pelas mães. “As atividades desenvolvidas através do ônibus lilás tem sentido acolhedor, onde a mulher possa compartilhar a sua vida e tenha o sentimento de que existem serviços em que ela possa ser amparada”, ressalta a técnica de articulação da SMPM, Jahyra Sousa.

Outros serviços oferecidos através da articulação da secretaria da mulher, como a Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, SESAPI estarão presentes. Corte de cabelo, designer de sobrancelha, oficina de Artesanato, rodas de conversa sobre Violência farão parte de outras atividades executadas pela SMPM.

Sobre o Ônibus Lilás

A ação faz parte do pacto Nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e constitui uma das ações do Programa “Mulher, Viver sem Violência”, do Governo Federal. Em Teresina, o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

Datas e comunidades

Dia 03.08

Zona Norte – Comunidade Boa Hora: Escola Conselheiro Saraiva

Dia 04.08

Zona Leste – Comunidade Santa Teresa: Escola Municipal Santa Teresa

Dia 05.08

Zona Sudeste- Comunidade Taboca do Pau Ferrado: Escola Sagrado Coração de Jesus

Dia 06.08

Zona Sul – Comunidade Cerâmica Cil: Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

CREG realiza mais de 1000 atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica no último semestre em Teresina

Nos últimos seis meses, foram realizados mais de 1000 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Smpm). O local realiza atendimento a mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio a mulher, lá ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive, é importante ressaltar que o centro, não é um local de denúncia, mas sim de atendimento a esta mulher”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, entre abril e junho, houve um aumento na procura pelo serviço. Ao todo, 86 mulheres procuraram a unidade pela primeira vez para romper o ciclo de violência.

“A violência mais identificada pelas mulheres, foi a violência psicológica e sexual. Os serviços mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, com denúncias e pedidos de medidas protetivas. No entanto, há uma demanda para o suporte psicológico e social, uma vez que essa vítima está fragilizada emocionalmente e pela busca do seu empoderamento”, explicou Roberta.

Além disso, a pandemia evidenciou um aumento da violência dentro dos lares. Segundo o Anuário da Segurança Pública do Piauí, houve um aumento de 50% de feminicídio em Teresina, no ano de 2020. Mesmo com a queda no registro de boletins de ocorrência nos canais formais de denúncia, o CREG apontou aumento durante a procura dos serviços.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia, e o CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que por isso as mulheres teresinenses sintam-se mais a vontade de nos procurarem, do que a uma delegacia”, reforçou a coordenadora do CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma

Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.

(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Boletim eletrônico: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php

Mulheres em situação de violência doméstica atendidas pelo Creg iniciam cursos de capacitação profissional

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) iniciaram nesta segunda-feira (12) o curso de Balconista de Farmácia, através da parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) com a Fundação Wall Ferraz (FWF). Ao todo, 15 mulheres estão participando da formação profissional.

“Os cursos são uma oportunidade na vida dessas mulheres, um ponto de recomeço para essas mulheres que já chegam ao serviço em uma situação complicada, e agora podem se reerguer por meio de um acolhimento, uma profissionalização e também esperança por meio dos serviços da secretaria”, ressalta a secretária da SMPM, Karla Berger.

O Creg atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero que moram em Teresina, oferecendo assistência jurídica e psicossocial. Para Lidiane Silva, auxiliar administrativa do serviço, a capacitação promove com que essas mulheres saiam das dependências do lar violento e busque sua autonomia.

“Um dos fatores que fazem com que as mulheres permaneçam com os agressores é a dependência financeira e o serviço impacta nesse acolhimento. Esse curso vai fortalecer e emponderar essa mulher durante o ciclo da situação de violência, dando a elas o poder, confiança e capacitação para o mercado de trabalho”, relata Lidiane.

Uma das mulheres atendidas pelo serviço, concedeu entrevista, mas preferiu não se identificar, ela relatou que há dois anos estava sob situação de violência psicológica e física diariamente, como também mantida em cárcere privado. Em setembro de 2020, fugiu do lar de violência com os filhos pela madrugada e com a ajuda de um vizinho, que possuía conhecimento do Creg, encaminhou a mulher ao serviço. Durante o atendimento, foi recebida e acompanhada para os procedimentos jurídicos e legais para formalizar a denúncia e aderir a medida protetiva.

“Há quase dez meses de acompanhamento, tenho recebido toda a força e acompanhamento possível. Atualmente estou desempregada e tenho superado todos os dias, venho buscando me recuperar dos traumas que passei. Esse curso vem para melhorar minha autoestima e desenvolver uma habilidade para uma oportunidade”, diz a atendida.

Outros três cursos ainda serão desenvolvidos no espaço, entre eles, de empreendedorismo, panificação e corte de cabelo.

Sobre o Creg

O serviço realiza o atendimento as mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Como também, em parceria com a Guarda Maria da Penha, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha. Este atendimento visa a sua proteção

Onde encontrar o atendimento?
R. Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte
Segunda à Sexta, das 08:00 às 17:00
(86) 3233-3798 / 99416-9451

Mulheres atendidas pelo Florescer Norte finalizam curso de capacitação profissional

As mulheres atendidas pelo Florescer Norte finalizaram nesta quinta-feira (1) o curso de manicure e pedicure, realizado através da parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) com a Fundação Wall Ferraz (FWF). Ao todo, 11 mulheres foram formadas pela capacitação profissional, que celebraram ainda em clima de arraial.

“Assim que foi identificado que as mulheres atendidas precisavam de uma capacitação, foi feito um diálogo para qual curso fosse ofertado. Muitas são donas de casa e com o curso profissionalizante, poderão ter uma renda extra, se profissionalizando”, disse Iara Carvalho, técnica de articulação da SMPM.

Benildes Machado, que é atendida junto com seu filho de três anos, durante a finalização do curso relatou que não tinha habilidades com a área. Mas agora, já formada, pretende iniciar um empreendimento.

“O curso foi gratificante. É bom para gente que é dona de casa, a gente se empondera. A gente abraçou o curso com todas as garras, o Florescer e a Fundação Wall Ferraz acolheram a gente”, disse a atendida.

A parceria com a FWZ também ofertou cursos de Balconista de Farmácia para as mulheres acompanhadas pelo Florescer Sudeste, no bairro Alto da Ressureição. No Florescer da Zona Rural, no povoado Salobro, está sendo iniciado a articulação de um novo curso que será definido em breve pela coordenação do serviço.

“Esses cursos trazem muitas mudanças na vida da mulher. Ela não sai apenas formada, mas sai confiante, com a autoestima renovada. É um trabalho de valorização gigante na vida delas”, concluiu Iará Tupinambá, professora do curso.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM firma parceria com faculdade particular em benefício das mulheres

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina firmou uma parceira com o Núcleo de Prática Jurídica da faculdade FATEPI/FAESPI. O ato foi registrado nesta segunda-feira (28).

Na primeira atividade, foi desenvolvida uma roda de conversa sobre Direito da Mulher, com as mulheres atendidas pelo Serviço de Atendimento às Mulheres e suas Crianças, Florescer da zona Norte, além da entrega de Cestas Básicas e Kits Higiênicos.

Fotos: Ascom SMPM

“Essa parceria é importante. Ao tempo em que faz uma ação social, também promove a dignidade dessas mulheres, atendendo questões jurídicas que podem garantir seus direitos enquanto mulheres, mães e cidadãs”, frisa a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da FATEPI/FAESPI, Nathan Pinheiro, a faculdade iniciou essa ação durante a pandemia, quando problemas nas comunidades foram potencializados. Assim, foi feita uma seleção de alunos para atenderem voluntariamente as demandas jurídicas de algumas regiões de Teresina, e o serviço Florescer Norte, foi um dos escolhidos para desenvolver essa atividade.

“A gente compreendeu a dinâmica do Florescer nesse papel de atrair as mulheres e suas demandas. Dessa forma, a gente soma esforços para as políticas públicas implantadas e dar continuidade para a garantia de direito dessas mulheres”, disse o coordenador.

Ivoneide Rodrigues, uma das mulheres que fazem parte do Florescer Norte há quatro anos, declarou que a atividade veio a acrescentar com o que já ocorre dentro do serviço.

“A gente nunca tinha tido a oportunidade de estar aqui tendo essa conversa. É uma forma de ficar por dentro das coisas, e como mulher, mudar a nossa vida. Eu mesmo tenho uma ação de paternidade que está tramitando na justiça há 20 anos, e vou a partir de agora procurar essa assessoria para sabe como devo proceder”, finaliza Ivoneide.

A secretária da SMPM, Karla Berger, enxerga na parceria uma forma de garantir os direitos das mulheres atendidas pelos serviços e mobilizar uma integração dos setores públicos e privados.