Projeto UPA na Comunidade discute acidentes de trânsito e suicídio

Ascom/FMS

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Satélite, localizada na zona leste de Teresina, tem atendido, frequentemente, pacientes vítimas de acidente de trânsito e tentativa de suicídio. Por isso, passou a levar informações sobre estes assunto para instituições, escolas e população, através de palestras ministradas por uma equipe de diretores da Unidade. Essa é uma forma que o projeto batizado de “UPA na Comunidade” encontrou para aproximar a UPA da sociedade.

Somente entre junho e dezembro de 2019, a UPA do bairro Satélite atendeu, a cada três dias, um caso de pessoas que tentaram suicídio, totalizando 109 atendimentos. Além disso, foram atendidas 1.053 pessoas vítimas de acidentes de trânsito, nesse período. “Nós desenvolvemos um cronograma de palestras para abordar essas temáticas, que são demandas frequentes atendidas na UPA”, explica a diretora da Unidade, Celina Tourinho.

Para ter acesso às palestras da “UPA na Comunidade”, instituições, escolas ou comunidade devem realizar a solicitação formal à coordenação da UPA do Satélite. “O projeto conta com psicólogo, médico e assistente social e irá abranger, inicialmente, cerca de 600 jovens. Essa abertura do canal de diálogo com a comunidade é muito importante e é também uma oportunidade de explicar o funcionamento da UPA”, ressalta Celina.

Celina Tourinho também destacou que o suicídio é um grave problema de saúde pública, que pode ocorrer por vários fatores e, segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos estão atrelados a transtornos mentais. “Precisamos falar de suicídio de maneira correta e útil. A gente não pode divulgar casos isolados, mas pode falar sobre doenças mentais e locais nos quais as pessoas podem buscar tratamento gratuito”.

Já o diretor médico da UPA Satélite, Thybério Giorgy, destacou que são inúmeros os problemas de saúde decorrentes de acidentes de trânsito. “Geralmente, são jovens que se envolvem nestes casos. Quando ficam com sequelas, podem ficar incapacitados e precisarem da assistência do SUS de forma contínua. Diante desse cenário, queremos unir forças para alertar às pessoas sobre os perigos de um acidente e, então, reduzir esses casos e proteger vidas”.

A UPA do Satélite é gerenciada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e atende casos de urgência e emergência 24 horas por dia. A Unidade conta com seis consultórios médicos, 16 leitos de observação, quatro leitos de estabilização e dois de isolamento. O atendimento das pessoas não é por ordem de chegada e sim por classificação de risco. Se houver necessidade, o usuário é estabilizado e transferido para outros hospitais da rede.

Semáforos são instalados a partir de análise de tráfego

Ascom/Strans

O desenvolvimento dos grandes centros urbanos resultou no aumento da frota de veículos. Em dez anos, esse número mais que dobrou em Teresina, saindo de 218 mil para 472,6 mil, em 2018. Esse aumento tornou necessárias algumas intervenções viárias para ordenar o trânsito, como a implantação de novos semáforos em vários pontos da cidade.

Nos últimos anos, vias importantes de Teresina tiveram seu trânsito organizado com a ajuda destes dispositivos. Para definir os locais onde os aparelhos são necessários, é feita uma contagem volumétrica dos veículos que transitam na região, como explica o engenheiro da Strans, Lucas Andrade.

“Uma equipe vai até o local onde será instalado o semáforo para verificar o fluxo de veículos. Com a contagem volumétrica temos uma ideia do tempo que terá o semáforo. Em um cruzamento, onde tem mais de um aparelho, a contagem é importante para que se defina o tempo ideal para cada via”, comenta.

Os semáforos nas capitais têm o objetivo de organizar o trânsito, dar fluidez ao tráfego de veículos e prevenir acidentes. Eles servem para orientar os condutores e pedestres ao cruzarem as vias com segurança.

No entanto, mesmo após instalados, estes dispositivos podem apresentar problemas devido à interferência de agentes externos, como ventos fortes, chuvas, falta ou oscilação de energia, problemas eletrônicos nos aparelhos e vandalismo. De acordo com dados da Diretoria de Trânsito e Sistema Viário da Strans, 100 semáforos apresentaram problemas no mês de dezembro do ano anterior por problemas de oscilação e falta de energia.

Lucas Andrade afirma que a maioria dos problemas que levam o semáforo a apagar ou ficar piscante no amarelo são direta e indiretamente ligados às oscilações e falta de energia que acontecem em vários pontos da capital. Também são identificados atos de vandalismo.

“As equipes de manutenção semafórica fazem rondas pela cidade resolvendo os problemas nos semáforos. Às vezes, é preciso apenas resetar o aparelho, ou seja, desligar e ligar de novo. Porém, algumas peças podem queimar por causa das oscilações de energia. Nesse caso, fazemos a substituição. Ventos fortes e chuvas também podem interferir no funcionamento do aparelho”, declara.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsitos (Strans) em conjunto com a Equatorial está desenvolvendo estudos para implantar sistemas de nobreak, a fim de minimizar os conflitos no trânsito quando ocorrer oscilação ou falta de energia. A presença dos agentes de trânsito também é fundamental na organização do trânsito nesses casos. A população pode solicitar esse serviço por meio do número 3122-7617.

Centro de Comando e Controle Operacional (CCO)

O Centro de Comando e Controle Operacional (CCO) deve ser entregue no primeiro semestre de 2020.

A Central contará, inicialmente, com 479 câmeras instaladas, através de um sistema de visualização profissional, estação de monitoramento, controle de semáforos, corredores, estações e terminais.

Dessa forma, será mais rápido identificar os pontos onde os semáforos apresentarem problemas e o atendimento também será mais ágil.

Teresina Transforma atinge 500 voluntários e quer atrair mais instituições

Ascom/Semcaspi

O Teresina Transforma, plataforma online de divulgação de vagas de voluntariado, realizou nesta segunda-feira (20) mais um encontro de orientação junto às Organizações Não Governamentais (ONGs) da capital. Com 500 voluntários cadastrados para prestar serviços, o objetivo da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) é atrair mais instituições para o projeto.

“Sabemos do volume de entidades que precisam de ajuda. Queremos que, a partir dos que já estão engajados, consigamos trazer novas ONGs”, afirmou o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, chamando atenção para o fato de que a plataforma tem justamente a missão de unir quem precisa de ajuda a quem pode ajudar.

Durante a reunião, mediada pela Coordenadora de Políticas Integradas da Semcaspi, Débora Ferraz, e pelo secretário Samuel Silveira, foi reforçada a importância de que mais entidades realizem o cadastro, em virtude da grande procura por parte da população teresinense. Débora destacou que, para que o Transforma chegue ao seu potencial extremo, é necessário não apenas o cadastramento por parte das organizações, mas também a movimentação e atualização constante e detalhada de informações para o público. “Deve-se colocar as necessidades, inserir as ações e mobilizar vagas. A população vem entrando em contato pedindo uma maior disponibilidade”, afirmou

O Teresina Transforma faz parte de um movimento nacional chamado Transforma Brasil, que tem uma experiência exitosa na cidade de Recife, onde em cerca de quatro anos a plataforma digital da capital pernambucana cadastrou mais se 180 mil pessoas e acumulou mais de um milhão de horas de trabalho voluntário.

Entre as causas ofertadas pelo Transforma, estão as contempladas por categorias como: “Ações Emergenciais”, “Combate à Pobreza”, “Igualdade de Gênero”, “Proteção Animal”, “Refugiados” e “Saúde”. A plataforma local está no endereço eletrônico teresinatransforma.pmt.pi.gov.br. A população também pode conhecer através do perfil no Instagram: @teresina.transforma.

Atenção Básica de Teresina realizou 876.768 atendimentos médicos e de enfermagem

Ascom/FMS

Em 2019, a Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS) prestou 876.768 atendimentos médicos e de enfermagem à população do município de Teresina. A capital tem 263 Equipes de Saúde da Família distribuídas em 90 Unidades Básicas de Saúde, que juntas realizaram 2.070.395 procedimentos de enfermagem, dentre eles coleta de exames laboratoriais, antropometria, administração de medicamentos, curativos, trocas de sonda vesical; 31.843 coleta de citopatólogico de colo uterino e 23.503 visitas domiciliares por profissional de nível superior (médico e enfermeiro).

A capital possui população de 861.442 habitantes com cobertura de 100% de atenção básica, organizada em quatro regionais de saúde a fim de facilitar o processo de gestão e organização das equipes. Atualmente, 35% do orçamento municipal de Teresina é gasto com saúde. “Segundo a Organização Mundial de Saúde, a atenção básica é um serviço eficaz e age sobre as principais causas de problemas de saúde e riscos ao bem-estar, lidando com os desafios emergentes que ameaçam a saúde das pessoas, constituindo a principal porta de entrada no Sistema Único de Saúde.  Seu objetivo é orientar sobre a prevenção de doenças, solucionar os possíveis casos de agravos e direcionar os mais graves para níveis de atendimento superiores em complexidade”, explica Karoline Alencar Rodrigues, gerente de Informações em Saúde da Atenção Básica da FMS.

A atenção básica funciona, portanto, como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos. No Brasil, há diversos programas governamentais relacionados à atenção básica, sendo um deles a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às comunidades por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por exemplo. Consultas, exames, vacinas e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas UBSs. A atenção básica também envolve outras iniciativas, como: as Equipes de Consultórios de Rua, que atendem pessoas em situação de rua; o Programa Brasil Sorridente, de saúde bucal; o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), que busca alternativas para melhorar as condições de saúde de suas comunidades.

Acesso ao cartão SUS está disponível em todas da Unidades de Saúde em Teresina

O Cartão Nacional de Saúde, também conhecido como Cartão SUS, é o documento de identificação do usuário do SUS, que possibilita o acesso a suas informações pelos profissionais de saúde. Em Teresina, o cidadão pode adquirir seu cartão em qualquer uma das 90 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.

O registro do Cartão SUS contém os dados dos pacientes da rede pública de saúde, o que possibilita a criação do histórico de atendimento de cada cidadão, por meio do acesso às Bases de Dados dos sistemas envolvidos neste histórico. Ele garante ao cidadão atendimento nas UBSs e hospitais que integram a rede do SUS, facilitando a marcação de consultas e assegurando o acesso a medicamentos gratuitos. Além disso, ele garante assistência integral à Saúde, desde o início, na Atenção Básica, até outros níveis de assistência, como especialidades e alta complexidade, caso seja necessário.

Kledson Batista, gerente de Ações Estratégicas da Fundação Municipal de Saúde (FMS), explica que o cartão SUS é vinculado ao CPF de cada pessoa. Para adquirir o seu, basta o usuário se dirigir ao setor de marcação de consultas (SAME) da UBS mais próxima. “Ele deve portar um documento de identidade e um comprovante de residência. Lá, o servidor do SAME vai entrar no Cadastro Nacional que emite o cartão e vai cadastrar o CPF, e vai sair um cadastro que é vinculado a este CPF”, afirma.

Ainda segundo o gerente, é importante que cada cidadão tenha o seu cartão SUS, pois a vinculação ao CPF viabiliza os dados que serão usados para financiamento da saúde. “A partir de agora, o financiamento não será mais per capita e sim por quantidade de pessoas que utilizam a atenção básica. Por isso, é importante que os usuários não apenas tenham o Cartão SUS como também se cadastrem nas Unidades Básicas de Saúde”, disse Kledson Bastista.

Em Teresina, a meta é cadastrar 344 mil pessoas nas UBS até abril de 2020, pois a capital possui 864 mil habitantes e 520 mil já são cadastrados. Para realizar esse cadastramento da população, os Agentes Comunitários de Saúde da FMS, devidamente fardados, estão visitando os domicílios de Teresina. Mas a recomendação da FMS é de aqueles que não receberam essa visita e que não são cadastradas nas Unidades Básicas de Saúde devem se dirigir a uma das 90 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela capital, portando os documentos pessoais, como o CPF e o cartão do SUS, se tiverem.