Teresina inicia vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para proteção de gestantes e recém-nascidos

Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (Foto: Ascom FMS)

A partir da próxima quinta-feira (11), Teresina iniciará a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês. O município recebeu 2.660 doses, enviadas pelo Ministério da Saúde, para dar início à estratégia de proteção materno-infantil.

A vacina estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), nas maternidades, no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo, Hospital da Polícia Militar e no ponto de vacinação do Teresina Shopping, ampliando o acesso e facilitando a adesão das gestantes.

Quem pode receber a vacina?

A imunização é destinada às gestantes a partir de 28 semanas de gravidez, conforme orientação do Ministério da Saúde. A proteção ocorre por meio da transferência de anticorpos maternos para o bebê, reduzindo de forma significativa o risco de formas graves de doença nos primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade.

A FMS informa que todas as unidades já estão sendo abastecidas e preparadas para iniciar a aplicação. Para se vacinar, a gestante deve apresentar documento de identificação, cartão de pré-natal e cartão de vacinação.

“A chegada da vacina contra o VSR representa um avanço fundamental para a proteção dos bebês de Teresina. As formas graves da doença são mais frequentes nos primeiros meses de vida, e a imunização das gestantes é a forma mais eficaz de garantir essa proteção. Estamos preparando todas as unidades para iniciar a aplicação e orientar as famílias”, fala Emanuelle Dias, coordenadora de vacinação da FMS.

Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (Foto: Ascom FMS)

Situação epidemiológica do VSR em Teresina

O VSR foi o vírus respiratório mais prevalente em Teresina em 2025, com exceção do coronavírus, superando inclusive o vírus Influenza.

Das 2.293 amostras analisadas pelo Lacen-PI para pesquisa de vírus respiratórios, 213 foram positivas para VSR. As amostras são provenientes de pacientes internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e das unidades sentinelas de síndromes gripais.

A maior incidência ocorre em crianças menores de 2 anos, sendo o VSR a principal causa de internação por infecções respiratórias, especialmente nos primeiros meses de vida. No Nordeste, a sazonalidade do VSR abrange os meses de março a julho, período de maior circulação viral.

No Brasil, até 22 de novembro de 2025, foram registrados 43,2 mil casos de SRAG causados por VSR.

O vírus é responsável, por aproximadamente, 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.

Segurança e eficácia

A vacinação materna contra o VSR tem eficácia comprovada. Segundo o Estudo Matisse, a estratégia demonstrou 81,8% de eficácia na prevenção de formas graves da doença nos bebês durante os primeiros 90 dias de vida.

A recomendação é de dose única por gestação, sem restrição de idade materna.

Capacitação profissional

Uma capacitação das equipes será realizada na terça-feira, 9 de dezembro, garantindo alinhamento técnico para início da estratégia.

A estratégia reforça o compromisso do município em proteger a saúde materno-infantil, prevenir internações e ampliar o acesso a medidas de imunização baseadas em evidências.

Gestantes passam a ter acesso ao exame de HTLV nas unidades de saúde

O HTLV pertence à mesma família do HIV (Foto: Ascom FMS)

Nesta segunda-feira (10), Dia Mundial do HTLV, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina reforçou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do vírus linfotrópico humano (HTLV). Desde outubro de 2025, o exame para detecção da infecção passou a integrar a rotina de pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, voltado especialmente para gestantes.

De acordo com Teresa Moura, coordenadora do Laboratório Raul Bacelar da FMS, o acesso ao exame ocorre por meio de consulta médica na Estratégia de Saúde da Família. O profissional avalia cada caso e, quando necessário, solicita o teste. A medida busca reduzir a transmissão vertical, da mãe para o bebê, que pode acontecer durante a gestação, o parto ou a amamentação.

O HTLV pertence à mesma família do HIV, mas não causa AIDS. A transmissão ocorre por contato com sangue contaminado, relações sexuais sem proteção e pelo leite materno. Embora a maioria dos infectados não desenvolva sintomas, entre 5% e 10% dos casos podem evoluir para doenças graves, como leucemia/linfoma de células T e paraparesia espástica tropical. Os sinais mais comuns incluem fraqueza nas pernas, dores, dificuldade para urinar e prisão de ventre.

Para Teresa Moura, a inclusão do exame de HTLV na rotina do pré-natal representa um avanço significativo. “Com a medida, Teresina se junta a outras capitais brasileiras que vêm fortalecendo políticas de prevenção e diagnóstico do HTLV, ampliando a proteção às gestantes e aos recém-nascidos e contribuindo para a conscientização sobre um vírus ainda pouco conhecido, mas de grande impacto clínico e social”.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas vivem com o HTLV no mundo, com maior prevalência na América Latina, África e Japão. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a ampliação da testagem em gestantes como estratégia para reduzir a transmissão vertical.

FMS apresenta projeto Lean com o objetivo de reduzir o tempo de espera de pacientes nas Unidades de Saúde

 

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, recebeu nesta quinta-feira (8), no Palácio da Cidade, a equipe da Fundação Municipal de Saúde (FMS) que apresentou resultados do Projeto Lean que é uma metodologia que tem por objetivo aprimorar o fluxo de cuidados com os pacientes e organizar a rede de assistência, aumentando a eficiência das equipes.

Projeto Lean na Unidade de Pronto Atendimento  (UPA) é uma iniciativa do Ministério da Saúde conduzido pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Em Teresina, ele já foi implementado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) em sua primeira etapa e desde abril está nas UPAs.

Fotos: Dantécio Cardoso / Semcom

O prefeito Dr. Pessoa, disse que ficou surpreendido positivamente com os resultados do projeto, pois houve uma melhoria significativa para o paciente.

“Estou orgulhoso de saber que temos uma equipe que cuida das pessoas com respeito e avançando nos resultados dos indicadores, principalmente no tempo de chegada do paciente até o atendimento médico em cada UPA. Somos referência nas vacinações no Brasil, no Covid fomos destaque nacional, estamos melhorando cada vez mais”, disse o gestor municipal.

Nesses seis meses de execução do Projeto Lean, os indicadores de melhoria avaliados pela equipe foram satisfatórios. Por exemplo, houve uma grande diminuição no tempo de chegada do paciente até o atendimento médico em cada UPA. No Promorar, o paciente que antes levava em média 3h para ser atendido teve esse tempo diminuído para 1h, uma melhoria de 200%. O mesmo aconteceu com todas as outras duas UPAs da capital onde o paciente passou a esperar menos pelo atendimento.

Houve melhorias ainda com relação ao tempo do paciente dentro da UPA com relação a realização de exames, tempo de espera para laboratórios, sala de medicação mais rápida, fluxo pediátrico, redução do trajeto do paciente entre outros.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Gilberto Albuquerque, enfatizou a melhoria do atendimento após a implantação do projeto Lean.

“Esse projeto visa a melhoria do atendimento nas nossas unidades de saúde, reduzindo o tempo de espera, aumentando resolutividade, evitando desperdício de mão de obra e tempo. Estamos apresentado a primeira parte do projeto que são as UPAS que também faz parte do sistema de reorganização do serviço de saúde pós-covid. Tivemos bons resultados, as outras unidades também estão recebendo o início desse projeto e até o final do ano já teremos todos os nossos hospitais nesse ritmo do projeto Lean”, ressaltou.

Há cerca de um mês o projeto foi iniciado em hospitais de pequeno porte da capital. “Já iniciamos o projeto nos hospitais de pequeno porte e futuramente, levaremos para às Unidades Básicas de Saúde. Teresina será mais uma vez um modelo e um exemplo de organização para todo o Brasil”, diz o presidente da FMS.

FMS recebe doação de 1.250 litros de álcool para as unidades de saúde

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) recebeu uma doação de 1.250 litros de álcool para higienização de mãos e superfícies. A doação é do Instituto Federal do Piauí (IFPI), que produziu o material em parceria com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e foi entregue na última terça (21).

O álcool foi doado em três apresentações: em gel, glicerinado e álcool líquido 70%, em embalagens de 5 litros e 500 ml. Foi produzido nos laboratórios do IFPI, com insumos doados pela Igreja. “Decidimos dividir a doação entre o Estado e o Município, levando em consideração que Teresina acolhe uma grande parte dos pacientes acometidos de Covid-19 do Piauí. Nós entendemos que a estrutura hospitalar é grande e necessita, por isso fizemos a opção de doar”, pontua o reitor do IFPI Paulo Henrique Gomes.

Harley Azevedo, do comitê de assuntos públicos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, explicou que a produção do material faz parte do projeto Mãos que Ajudam, desenvolvido em todo o país. “Além do insumo, que foi repassado para produção do álcool pelo IFPI, nossos membros ajudaram no processo de envase, rotulagem, fechamento, empacotamento e entrega”, disse. O material foi encaminhado para o almoxarifado da FMS, que fará a distribuição de acordo com as necessidades das unidades de saúde de Teresina.

O presidente da FMS, Manoel de Moura, ressaltou a importância da colaboração entre diversos setores da sociedade no combate à Covid-19. “Esse ato de solidariedade tem uma grande relevância social, nesse momento atípico e desafiador que o mundo enfrenta. A FMS e o município de Teresina só têm a agradecer, e enaltece esta parceria”, afirmou o presidente.

Prefeitura realiza 287 ações de sanitização em Teresina

 

Ascom/Semduh

A Prefeitura de Teresina realizou 287 ações de sanitização nos cinco primeiros dias da implantação do plano de combate a COVID-19, por meio da desinfecção da área externa de espaços públicos utilizando bombas costais, caminhões pipas e carros fumaceiros para a pulverização de uma solução de água com hipoclorito de sódio. As medidas seguem acontecendo de segunda a sábado, nos turnos manhã e tarde.

Dentre as 287 sanitizações, 132 foram realizadas em Unidades de Saúde, 51 em grandes supermercados, 21 em terminais de ônibus, 71 em avenidas e praças, 8 em mercados municipais, duas em calçadões do Centro e duas no Polo de Saúde.

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marco Antônio Ayres, reforça que mesmo com as ações de sanitização, as orientações da Prefeitura é que a população permaneça em isolamento social. ” A Prefeitura está tomando uma série de medidas para conseguirmos controlar a disseminação do novo coronavírus e, a sanitização da área externa de locais com grande circulação de pessoas, é uma forma de garantirmos que esses espaços públicos não sejam focos de transmissão do vírus, mas reforçamos para que todos fiquem em casa”, completou o gestor.

Aquisição de tablets vai acelerar cadastramento de 289 mil pessoas nas Unidades de Saúde

Ascom/FMS

Os Agentes de Comunitários de Saúde (ACS) irão usar tablets para acelerar o cadastramento de 289 mil teresinenses nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), ação necessária para o envio de recurso do Governo Federal, que financia a Atenção Básica. A iniciativa partiu da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a solenidade de entrega de 200 equipamentos eletrônicos acontecerá na quarta-feira (12), às 9h, na UBS do bairro Memorare.

Em Teresina, a meta é cadastrar mais 289 mil teresinenses nas Unidades Básicas de Saúde. “Houve mudança na forma de financiamento da Atenção Básica e o Governo Federal quer que Teresina cadastre 70% da população. Já cadastramos 66%, mas a nossa meta é cadastrar 100%. Para isso, os nossos agentes, devidamente fardados e com tablets, estão visitando as casas. A população também pode se dirigir às UBS, portando documentos pessoais”, afirma o presidente da FMS, Charles Silveira.

Atualmente, os ACS fazem visitas domiciliares e preenchem os formulários de saúde manualmente e, depois, repassam as informações para os computadores. “O nosso intuito é agilizar o trabalho desses profissionais, utilizando a tecnologia a favor da saúde. Inicialmente serão entregues 200 tablets, mas a previsão é de que todos os agentes, que são mais de 1.300, recebam esse dispositivo”, finaliza o presidente.

“Os tablets contém o sistema E-SUS, onde os agentes irão registrar informações relevantes sobre condições de saúde e de vida das famílias. Isso irá contribuir para traçar, no tempo oportuno, o perfil epidemiológico das regiões da cidade, contribuindo para criação de políticas públicas na saúde. Ficamos felizes com essas melhorias que estão sendo implementadas na Atenção Básica”, destaca o diretor de Atenção Básica da FMS, Francisco Pádua.

Os Agentes Comunitários são profissionais que estão vinculados às Unidades Básicas de Saúde e atuam como elo entre a equipe da Unidade e a comunidade. “Eles também desenvolvem ações para promoção da saúde e prevenção de doenças; realizam visita domiciliar e comunicam à equipe sobre a situação de saúde das famílias acompanhadas”, explica o gerente de ações estratégicas da FMS, Kledson Batista.

Conheça o trabalho desenvolvido nas Unidades de Saúde

A FMS mantém 91 Unidades Básicas de Saúde espalhadas em Teresina, todas informatizadas. Nestes locais, os usuários podem receber atendimento básico nas áreas clínicas. São ofertadas consultas médicas e de enfermagem, inalações, injeções, curativos, vacinas, exames, tratamento odontológico, fornecimento de medicação básica e encaminhamento para consultas especializadas.

FMS irá lançar aplicativo para emitir alertas e informações sobre consultas

Até o final do ano de 2019, a população poderá baixar no celular aplicativo inovador do SUS e ter na palma das mãos informações sobre consultas especializadas na rede municipal. A iniciativa é da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que pretende diminuir deslocamentos desnecessários às unidades de saúde para saber sobre agendamentos. O “app” também emitirá alerta para lembrar o usuário de comparecer à consulta.

O aplicativo foi intitulado de “Gestor Saúde Cidadão” e está sendo desenvolvido pela empresa que criou o “Gestor Saúde”, sistema da FMS que permite que os teresinenses e os habitantes dos 223 municípios do Piauí tenham acesso ao atendimento especializado em Teresina. Uma grande novidade é que este “app” será um canal de comunicação entre a Fundação e a comunidade, permitindo que ela emita comunicados e a comunidade interaja com a gestão.

“É fascinante como a tecnologia evoluiu e com ela podemos “importar” certos recursos para beneficiar o cidadão. Os estabelecimentos de saúde da FMS já são informatizados e têm prontuário eletrônico. O monitoramento das consultas e o resultado de exames também podem ser visualizados em nosso site. Mas com o novo aplicativo, pretendemos oferecer maior comodidade a todos e trazer mais agilidade aos processos”, ressalta o presidente da FMS, Charles Silveira.

O gestor explica, ainda, outro benefício da criação desse aplicativo para monitoramento de consultas e exames especializados. “Estima-se que cerca de 30% das pessoas agendadas não comparecem no dia das consultas especializadas. Isso pode acontecer por vários motivos, mas traz prejuízos à fluidez do atendimento no Sistema. Com o aplicativo, a gente também busca diminuir a falta dos usuários registrada no SUS de Teresina”.