Prefeitura de Teresina acompanha situação de abrigos temporários de imigrantes venezuelanos

Semcaspi (Foto: Jailson Soares/Semcom)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), iniciou o acompanhamento dos abrigos temporários que acolhem imigrantes venezuelanos da etnia Warao na capital.

Segundo levantamento feito pela equipe técnica da secretaria, atualmente 86 famílias estão acolhidas em diferentes espaços da cidade, totalizando 324 indígenas, em sua maioria mulheres e crianças.

De acordo com a Semcaspi, ainda nesta semana, será concluído o diagnóstico situacional dos abrigos. O relatório detalhado será apresentado na próxima semana para a equipe técnica da pasta, com o objetivo de traçar estratégias mais eficazes de acolhimento e assistência para a população Warao.

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, destacou a importância da ação. “A acolhida humanitária é um dever do poder público, especialmente diante da situação de vulnerabilidade em que se encontram essas famílias. Vamos atuar com responsabilidade e sensibilidade para garantir dignidade e condições mínimas de vida a essas pessoas que buscam refúgio em nossa cidade”, afirmou o prefeito.

Semcaspi celebra parceria com a Fazenda da Paz para acompanhamento dos venezuelanos em Teresina

Parceria Semcaspi e Fazenda da Paz (Foto: Jailson Soares/Semcom)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas de Teresina (Semcaspi) e a Fazenda da Paz celebraram parceria para o acompanhamento dos migrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade residentes em Teresina. A parceria, representa um avanço importante na garantia de direitos humanos e na promoção da dignidade dessas famílias.

A ação de assistência, trata-se de uma iniciativa que busca integrar os migrantes ao território, oferecendo apoio para o acesso a serviços essenciais como saúde, educação, moradia, trabalho e proteção social.

Ao proporcionar acompanhamento social qualificado, a parceria favorece o fortalecimento de vínculos comunitários, a inclusão produtiva e a redução das situações de risco e violação de direitos.

Estiveram presentes na solenidade a secretária da Semcaspi, Eliane Nogueira; a secretária-executiva de Políticas Públicas da Semcaspi, Alexandra Campelo; o coordenador geral da Fazenda da Paz, Célio Barbosa, os venezuelanos assistidos pelo projeto e membros das instituições participantes.

DADOS DO CENSO
De acordo com o Censo de 2022, os imigrantes venezuelanos são atualmente o maior grupo de estrangeiros no Brasil, superando os portugueses, com um número que cresceu significativamente desde 2010.

Em Teresina esse grupo vem crescendo a cada dia, somente nas casas de passagens, hoje somam mais de 89 famílias num total de aproximado de 321 pessoas exigindo do poder público ações de curto, médio e longo prazos para que seja possível acolher de forma humanizada essa população.

Venezuelanos realizam exames em ação da FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou nesta sexta-feira (16) atendimento aos adultos venezuelanos com exames de sangue na Casa de Passagem, no bairro Memorare (zona Norte) com o apoio da UBS dessa área de Teresina. Os atendimentos foram em 19 indígenas adultos com coleta de sangue para a realização de exames como hemogramas, glicemias, análise da tireoide, HIV, Sífilis além de exame de urina.

Segunda a enfermeira da FMS que presta assistência aos abrigos de venezuelanos, Eliene Vieira Borges, devido à resistência deles em se deslocarem a uma Unidade Básica de Saúde desenvolvemos as ações dos cuidados em saúde nos abrigos. Na semana passada, tivemos uma ação com consulta médica e vacinação contra febre amarela, tríplice viral, hepatite B, bivalente e antitetânica”, diz. Ela informa que o atendimento com exames para as crianças acontecerá em outra data.

A FMS faz atendimento com ações de saúde a 268 venezuelanos nos quatros abrigos, que são Casa da Passagem com 48 adultos e crianças, do Emater com 118 abrigados, do bairro Poti Velho com 78 pessoas e no abrigo do bairro Buenos Aires com 24 abrigados.

FMS presta serviços de assistência em saúde aos Venezuelanos

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) oferece acompanhamento e atendimentos de saúde diariamente aos 268 venezuelanos que vivem nos quatros abrigos em Teresina (Piratinga, Emater, Casa de Concórdia e Casa de Passagem) sob a responsabilidade da Prefeitura de Teresina. Os serviços são prestados pelas equipes de Saúde da Família das Unidades Básicas de Saúde.

Foto: Ascom FMS

Os profissionais de saúde da FMS realizam visitas aos abrigos, fazem encaminhamentos e acompanhamentos dos Venezuelanos nas Unidades Básicas de Saúde e Atenção Secundária para consultas e exames, palestras educativas com temas relacionados ao aleitamento materno, imunização, higiene ambiental e pessoal, saúde da mulher, saúde do homem, saúde da criança e saúde do idoso.

Os atendimentos realizados são de consultas médica e de enfermagem, avaliação do estado nutricional, consultas de puericultura (pós-parto), acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças de 0 a 12 anos, atualização do calendário vacinal e campanhas (Covid 19, gripe, vitamina A, pólio), além do fornecimento e administração de antiparasitários sob orientação dos médicos das UBS.

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, destaca que todos os atendimentos são para garantir que os venezuelanos tenham saúde. “Todos os serviços são prestados da mesma forma que é feito a qualquer cidadão teresinense, mas sabemos que eles têm cultura diferente da nossa e demonstram algumas resistências a uso de medicamentos e realização de exames, mas garantimos o acesso aos serviços indo aos abrigos para que eles sejam bem atendidos”, afirma.

Ao todo 268 Venezuelanos estão recebendo assistência de saúde através das UBS Estaca Zero, Poty Velho, Bela Vista e Memorare.

Indígenas venezuelanos recebem certificados das oficinas de corte de cabelos

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Fundação Wall Ferraz (FWF), realizou na manhã desta quinta-feira, (07), a solenidade de entrega de certificados das oficinas de corte de cabelos. As capacitações aconteceram no primeiro semestre deste ano, nos abrigos que acolhem os indígenas venezuelanos.

Segundo a Secretária Executiva do SUAS, Aline Teixeira, os cursos ofertados são importantes para reforçar a autonomia dos venezuelanos em Teresina.

“Os cursos são importantes para que eles estejam preparados para serem inseridos no mercado de trabalho, aqui, em Teresina. É que o que queremos! Que eles tenham autonomia necessária,  para que cada um tenha suas vidas organizadas fora dos abrigos” declarou.

(Foto: Ascom/Semcaspi)

O Superintendente da Fundação Wall Ferraz, Pedro Ferreira, elogiou o tratamento e as oportunidades oferecidas aos indígenas venezuelanos.

“Esse momento é um olhar do nosso prefeito Dr. Pessoa, de proporcionar o melhor tratamento a todos os venezuelanos, que já se consideram filhos de Teresina.  Essa parceria da Fundação e Semcaspi proporcionou aos nossos irmãos um momento de oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Uma iniciativa grandiosa, a nossa acolhida é qualificar, profissionalizar para quem já tem uma tendência, uma vocação na profissão melhore, e fortaleza cada vez mais e quem não tem, vai se inserir e desenvolver ao longo do processo.” ressaltou.

(Foto: Ascom/Semcaspi)

Para o Gerente Pedagógico da Fundação Wall Ferraz, Igor Araújo, os cursos são um caminho para a inserção dos venezuelanos no mercado de trabalho.

“Queria agradecer a Semcaspi por estar acolhendo esses venezuelanos indígenas, que juntamente com a Fundação Wall Ferraz, estamos oferecendo cursos de qualificação. Até mesmo para ter como possibilidade se inserir no mercado de trabalho e quero dizer que estamos à disposição da Semcaspi para parcerias futuras.” comentou.

PARTICIPAÇÃO NAS ESCOLHAS

A Secretária Executiva do SUAS, Aline Teixeira declarou que haverá um levantamento nos abrigos para que eles possam escolher quais são os próximos cursos profissionalizantes, que os indígenas venezuelanos sentem interesse em fazer.

“Em breve, nós teremos outros cursos, mas antes de fazermos esse levantamento de outros cursos, estamos preparando uma pesquisa. Vamos perguntar a eles quais são os próximos cursos que querem fazer, seja de corte e costura, design de sobrancelha, artesanato ou qualquer outro curso. Quando estivermos com esse levantamento, vamos em busca da Fundação Wall Ferraz e anunciaremos os próximos cursos”, esclareceu.

(Foto: Ascom/Semcaspi)

Semcaspi altera itens e proporção de cestas básicas para indígenas venezuelanos

As assembleias foram realizadas com os indígenas venezuelanos dos três abrigos Fotos(Ascom/Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou, neste mês de agosto, alterações nos itens que compõem as cestas básicas distribuídas aos indígenas venezuelanos, de etnia Warao, que estão nos abrigos de Teresina. As alterações são resultados de assembleias realizadas no mês de julho deste ano, em que foram ouvidas as demandas deste público.

As assembleias foram realizadas com os indígenas venezuelanos dos três abrigos com a secretaria executiva do Suas/Semcaspi, a Gerência de Proteção Social Especial e a Gerência de Nutrição.

Segundo Aline Teixeira, secretária executiva do SUAS/Semcaspi, as cestas básicas são distribuídas uma vez por semana nos abrigos e tiveram alterações em alguns itens de acordo com as necessidades das famílias acolhidas.

“Estivemos em assembleia discutindo os pontos sobre as cestas básicas que eles recebem. Os próprios Waraos declararam aquilo que gostariam que permanecesse e aquilo que queriam que suspendesse ou que alternasse. Por exemplo, o biscoito sempre ia o salgado e eles pediram que alternasse entre o salgado e o doce. Pediram que retornasse o café e acrescentasse o ovo e o peixe”, pontuou.

Aline Teixeira também explicou sobre a alteração no tamanho das cestas básicas, que agora é proporcional ao número de pessoas em uma família.

“Realizamos outra estratégia de distribuição de cestas básicas. Antes era uma cesta padronizada por família, e esta mudança aconteceu justamente porque as famílias possuem número de componentes diferentes. Eles vão recebendo a alimentação conforme a quantidade de pessoas que têm na família. Agora, quando a família tem quatro pessoas recebe duas, quando tem seis pessoas recebe três”, esclareceu.

Semcaspi promove assembleias com indígenas venezuelanos para debater itens das cestas básicas

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), promoveu assembleias nos abrigos de indígenas venezuelanos para debater sobre itens que compõem as cestas básicas deste público. As cestas básicas são distribuídas uma vez por semana as famílias dos abrigos da capital.

As assembleias aconteceram nos três abrigos de indígenas venezuelanos, na semana passada, e contaram com a presença das gerências de Proteção Social Especial e Segurança Alimentar Nutricional.

Segundo Aline Teixeira, secretária executiva do SUAS/Semcaspi, as assembleias tiveram como objetivo discutir com os indígenas venezuelanos, de forma dinâmica e pedagógica, sobre os itens que constam, atualmente, nas cestas básicas.

“Os acolhidos votaram item por item e explicaram como se alimentam nas três principais refeições do dia. Dentre as solicitações, foi proposto a alternância, semanal de produtos. Por exemplo, de biscoitos doces e salgados, de macarrão parafuso e espaguete. Além do retorno do café, item que eles já tinham pedido a suspensão num momento anterior. A nossa preocupação é manter os produtos que, realmente, estão sendo consumidos, para evitar desperdícios”, esclareceu.

Aline Teixeira destacou ainda que haverá alteração no tamanho das cestas básicas a partir do mês de agosto.

“Dentre as pautas que debatemos nas assembleias, foi o tamanho das cestas. As cestas são padrão para as famílias, independente do número de componentes. A Semcaspi está avaliando, juntamente, com as equipes técnicas dos abrigos e com as próprias comissões dos abrigos sobre a quantidade de pessoas por família. A ideia é fazer com que eles recebam cestas básicas proporcionais à quantidade de componentes em cada família assistida”, pontuou.

Foto: Divulgação (Semcaspi)

Semcaspi realiza visitas técnicas nos abrigos de indígenas venezuelanos

Os abrigos passaram por visitas técnicas, que visam o reconhecimento das atuais demandas dos acolhidos Fotos(Ascom/Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou visitas técnicas nos três abrigos onde residem os indígenas venezuelanos em Teresina. A ação aconteceu na última sexta-feira, (25) e teve como objetivo promover melhorias na estrutura dos abrigos.

Estas unidades receberam no mês de junho deste ano, ações de limpeza, envolvendo capina, sanitização e dedetização. Tais procedimentos tiveram como parceiros a Secretaria de Desenvolvimento e Habitação (Semduh), Consórcio Teresina Ambiental e a Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Vigilância em Saúde.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Márcio Allan, os abrigos passaram por visitas técnicas, que visam o reconhecimento das atuais demandas dos acolhidos, em termos de estrutura e até de melhorias nas condições de vida.

“Estamos realizando visitas técnicas a todas as unidades da Semcaspi. Buscamos compreender a realidade e quais são as atuais demandas. Tudo isso tem sido feito para que possamos buscar soluções cabíveis, o que vai refletir nas condições de trabalho dos servidores e de atendimento acolhidos nos abrigos. É o que temos buscado na gestão do Dr. Pessoa, cuidar de pessoas”, disse Márcio Allan.

Santiago Oliveira, coordenador do abrigo CSU do bairro Buenos Aires, conta que a visita do secretário Márcio Allan nos abrigos dos indígenas venezuelanos é importante pelo contato direto com a realidade das unidades.

“Estamos bastante otimistas e com expectativa de reestruturar os abrigos. A visita técnica da Semcaspi é uma oportunidade de presenciar as necessidades e buscar soluções para algumas situações dos abrigos dos venezuelanos”, ressaltou.

ESTRUTURA, EDUCAÇÃO E EMPREGO

Para Ribamar Filho, coordenador do abrigo Piratinga, no bairro Poti Velho, dentre as demandas nos abrigos, estão à reestruturação dos espaços e móveis para organização dos pertences das famílias.

“A visita técnica do secretário é positiva para ambos os lados. Tanto para o abrigo, quanto para a Semcaspi. Assim, ele conhece a realidade, as condições atuais e como é o trabalho nas unidades. Na ocasião, tivemos oportunidade de apontar algumas necessidades, o que vai melhorar as condições de vida deles nos abrigos”, destacou.

Antônio Neto, coordenador do abrigo Emater, relatou que dentre as demandas levadas ao secretário Márcio Allan, durante a visita técnica, foram ampliação de cursos de capacitação e a inclusão das crianças nas escolas.

“No abrigo Emater, os acolhidos apontaram à necessidade de mais cursos de capacitação, educação para as crianças e de inclusão no mercado de trabalho. Eles querem trabalhar e disponibilizar a mão de obra deles, o que têm sido difícil. A gente acredita que estas visitas possam estreitar, mais ainda, os laços entre os abrigos e a secretaria”, indicou.

Indígenas venezuelanos recebem segunda dose da vacina contra Covid-19

Indígenas venezuelanos, da etnia Warao que residem nos 3 abrigos recebem segunda dose da vacina contra Covid-19 (Foto: Ascom/Semcaspi)

Indígenas venezuelanos, da etnia Warao que residem nos 3 abrigos recebem segunda dose da vacina contra Covid-19 (Foto: Ascom/Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), realizou, na última sexta-feira (25/06), a aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19 nos indígenas venezuelanos, da etnia Warao, que residem nos três abrigos. Ao total, foram aplicadas 72 doses da vacina nos acolhidos para a conclusão do ciclo de imunização.

As 72 doses, que são da vacina AstraZeneca, foram aplicadas em:  30 acolhidos no abrigo CSU do Bairro Buenos Aires;  18 no  abrigo Piratinga do Bairro Poti Velho,  e 24 do abrigo Emater.
Segundo Graceane Neves, gerente da Proteção Social Especial (GPSE), os indígenas venezuelanos tiveram uma boa aceitação em tomar a vacina contra a Covid-19.

“Estamos buscando informar e combater as fake news, que eles recebem pelo celular e este trabalho tem sido feito junto com os coordenadores e assistentes sociais, para sensibilizar sobre a importância da imunização. Uma das nossas dificuldades é porque tem alguns acolhidos que não completaram o ciclo de imunização por não estar no abrigo e estão viajando para fora do estado, sem previsão de retornar”, ressaltou.

Para Santiago Oliveira, coordenador do abrigo CSU do Buenos Aires, a vacinação contra a Covid-19 vai promover mais segurança tanto aos venezuelanos, quanto aos funcionários que atuam nos abrigos.

“Essa vacina é de grande importância, tendo em vista, os hábitos dos próprios indígenas. Apesar das orientações e informações que os acolhidos recebem da equipe, eles têm resistência em usar máscaras e fazer a higienização das mãos. A imunização, sem dúvidas, traz um sentimento de segurança nos abrigos”, pontuou.

Abrigos de indígenas venezuelanos passam por capina, sanitização e dedetização

As ações de limpeza e higienização dos abrigos têm acontecido para a preservação da saúde e do bem-estar desta população Fotos(Asom/Semcaspi)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) tem promovido, ao longo desta semana, um processo de limpeza nos três abrigos, que acolhem indígenas venezuelanos em Teresina, envolvendo a capina, sanitização e dedetização. A iniciativa seguirá neste sábado (19) com a dedetização no abrigo Emater, que já foi submetido capina a sanitização.

O processo de limpeza nos três abrigos dos indígenas venezuelanos contou com a parceira da Secretaria de Desenvolvimento e Habitação (Semduh), Consórcio Teresina Ambiental e da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Vigilância em Saúde.

De acordo com Márcio Allan, secretário da Semcaspi, as ações de limpeza e higienização dos abrigos dos indígenas venezuelanos têm acontecido para a preservação da saúde e do bem-estar desta população.

“A população indígena venezuelana, antes de morar em Teresina, vivia em cidades ribeirinhas, locais em que até a cultura do descarte de lixo é bem distinto dos nossos costumes. A gente tem trabalho bastante, com o apoio dos nossos educadores sociais, à necessidade da higiene pessoal e do ambiente. Percebemos que há certa resistência, quanto às regras de convivência no tocante a manutenção da limpeza dos ambientes, no entanto, seguimos o nosso trabalho de orientar e promover a limpeza necessária nos abrigos”, esclareceu.

Segundo o coordenador do abrigo Piratinga/Poti Velho, antes de iniciar o processo de limpeza nos abrigos, os indígenas venezuelanos foram informados sobre a importância das ações e permitiram a realização.

“Este processo de limpeza é de extrema importância para prevenir doenças. A gente tem passado a eles todas as orientações sobre a higiene pessoal e do ambiente e orienta que eles precisam seguir. As nossas equipes de educadores sociais têm orientado aos acolhidos sobre a manutenção de ambientes limpos e higienizados, inclusive, com cuidados especiais com as crianças, que precisam de uma preocupação maior ainda, quanto à higiene pessoal e ao manuseio de alimentos”, pontuou.

Para o coordenador do CSU Buenos Aires, Santiago Oliveira, as limpezas ocorridas nos abrigos são para proporcionar ambientes limpos e saudáveis aos acolhidos.

“A nossa orientação tem sido conservar e preservar o ambiente limpo. Além de contarmos com os serviços disponibilizados pela própria Prefeitura de Teresina, orientamos aos acolhidos que cuidem dos espaços para evitar doenças e a atração de insetos e outros animais”, ressaltou.

GARANTIA DE SEGURANÇA
 
Antônio Neto, coordenador do abrigo Emater, conta que, além da higiene e limpeza dos espaços, estes trabalhos, inclusive, a capina, ajudam na questão da segurança.
“A preocupação da Semcaspi é também a questão da segurança dentro dos abrigos, evitando a entrada de pessoas desconhecidas nos espaços. Com a capina, conseguimos ter maior visibilidade do que está acontecendo nos espaços do abrigo. Quem está na portaria, controla a entrada e saída de pessoas, o que garante uma boa segurança”, esclareceu.