Crianças venezuelanas participam de atividades propostas pelo projeto Atividades Lúdicas

Teve início no último sábado (22) o projeto “Atividade Lúdicas”, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL), a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASP), o grupo Mestres do Bem e profissionais voluntários, para dar apoio, fornecer ajuda e entretenimento para as crianças Venezuelanas no abrigo Emater, e nos demais abrigos localizados nos Bairros Buenos Aires e Poti Velho, zona Norte de Teresina.

“Nós da SEMEL ficamos felizes em poder apoiar esse projeto, em contar com os nossos profissionais para ajudar a desenvolver esse projeto lindo e muito importante. Acredito que são parcerias como essas que podem nos ajudar a levar o melhor do esporte e lazer para todas as pessoas da no cidade”, destacou o secretário de esporte e lazer, Eduardo Draga Alana.

O projeto conta com a realização de danças, contação de histórias, pinturas e muitas brincadeiras, no intuito de proporcionar momentos mais reconfortantes e de lazer para as crianças.

“Não se pode pensar que abrigando os Waraos, a gente só precisa alimentá-los. Nós estamos com muitas outras propostas a serem executadas. Mas uma coisa que a gente não pode esquecer é que nós temos várias crianças e hoje lançamos este projeto lúdico. Criança é criança em qualquer lugar, criança precisa de atenção e precisa de brincadeiras. Como a nossa gestão na Semcaspi é participativa, em nome do Prefeito Doutor Pessoa, vamos, aos poucos, acertando e alinhando as situações”, pontuou a secretária da Semcaspi, Eliana Lago.

O projeto conta com a realização de várias atividades, no intuito de proporcionar momentos mais reconfortantes e de lazer para as crianças. Foto: Ascom (SEMEL)

Semcaspi lança projeto de educação financeira e empreendedorismo para indígenas venezuelanos

Fotos: Rafael Sérgio / Semcom

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), lançou na manhã desta terça-feira, (18/05), no auditório da pasta, o projeto de educação financeira e empreendedorismo para indígenas venezuelanos. O projeto será voltado para homens e mulheres indígenas, que já trabalham com artesanato, na confecção de colares, roupas e redes.

A iniciativa conta com a parceria entre a Semcaspi e o Enactus Estácio|CEUT, que é uma ONG sem fins lucrativos e irá desenvolver dentro dos abrigos para migrantes venezuelanos um projeto de educação financeira, tecnológica, e empreendedorismo. O objetivo é trazer independência financeira ao grupo de refugiados, por meio da produção de peças artesanais.

De acordo com Doutor Pessoa, prefeito de Teresina, os indígenas venezuelanos estão sendo acolhidos com a assistência social devida e a ideia é proporcionar trabalho, de maneira republicana e respeitosa, fornecendo condições para empreender.

“No nosso país tem as normas para ajudar a população que está em situação de vulnerabilidade. Nós estamos acolhendo os venezuelanos da mesma maneira como acolhemos os teresinenses. É um momento de transformação! Este governo é de transformação, ação e atitude. Do lado da Eliana Lago, eu tenho certeza que vai fluir bem este acolhimento dentro do olhar empreendedor ao povo venezuelano”, ressaltou o gestor.

Eliana Lago, secretária da Semcaspi, destaca que este projeto faz parte de um grupo de iniciativas que tem como finalidade capacitar e melhorar as condições de vida dos indígenas venezuelanos, que residem em três abrigos na capital.

“Este projeto vai desenvolver atividades, desde capacitação a atividades lúdicas de apoio financeiro. O objetivo é que nós, no decorrer do tempo, consigamos fazer com que os venezuelanos sejam autônomos e tenham suas casas e saiam dos abrigos. No entanto, a Prefeitura de Teresina, na gestão do Doutor pessoa, se preocupa em ofertar as condições, para que eles consigam estar dentro da nossa sociedade, não com a mendicância, mas que eles possam estar sendo produtivos, contribuindo com o crescimento de Teresina”, pontuou a secretária.

Os dados do mês de maio de 2021 apontam que Teresina acolhe nos três abrigos 66 famílias contabilizando, um total de 267 pessoas: sendo 105 crianças e 40 adolescentes.

Semcaspi, PM e Sasc firmam parceria para ações de combate às drogas e violência nos abrigos

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) firmou parceria, nessa segunda-feira (03/05), com a Polícia Militar do Piauí (PM/PI) e a Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc), para promover ações educativas de combate às drogas e violência nos três abrigos em Teresina, onde estão acolhidos indígenas venezuelanos. As ações estão previstas para acontecerem na próxima segunda-feira (10/05), e atuarão, inicialmente, com as crianças.

As ações socioeducativas serão realizadas por meio do Programa Educacional de Resistências às Drogas (Proerd), que tem como público-alvo crianças e os pais ou responsáveis.

Segundo Eliana Lago, secretária da Semcaspi, proporcionando a este público conhecimento e informações.

“A Prefeitura de Teresina está desenvolvendo um plano de autonomização dos indígenas venezuelanos para que os mesmos consigam sair do abrigo, trabalhando e se sustentando. Até porque o abrigo é uma situação temporária. E esta parceria com o Proerd vai contribuir para que os acolhidos tomem conhecimento das leis brasileiras e exerçam a cidadania”, pontuou a secretária.

Para a major Jocilene Dias, coordenadora estadual do Proerd da PM/PI, a iniciativa tem como objetivo levar informações a respeito de prevenção às drogas e à violência para as famílias acolhidas nos abrigos, por meio de palestras educativas e variadas ações educativas.

“Fomos convidados a participar desta ação com os venezuelanos a fim de levar ações educativas tanto para crianças quanto para adultos trazendo noções de algumas informações bem importantes para eles do cotidiano, tanto dentro destes locais quanto fora. Vamos atuar de forma educativa! Com crianças, vamos levar estas falas com algumas ações lúdicas e bem especiais. Já com os adultos, não será muito diferente, mas serão pontuadas informações sobre o perigo do uso de substâncias legais e ilegais, a fim de gerar este conhecimento e de colaborar com o fortalecimento deste grupo com ações positivas”, esclareceu.

De acordo com Santiago Oliveira, coordenador do abrigo do Buenos Aires, estas ações educativas ajudam os acolhidos a compreenderem o papel da Polícia Militar com informações e esclarecimentos de lei.

“É importante a participação da Polícia Militar nestas atividades educacionais para que os acolhidos possam compreender o papel da política de maneira educativa e não de maneira intimidadora. O que vai acontecer com projetos de esclarecimento e de informação pedagógica”, orientando sobre as leis do Brasil, inclusive, a Lei Maria da Penha”, destacou.

PATRULHA

Para trabalhar a prevenção da violência familiar nos abrigos dos indígenas venezuelanos em Teresina, a Semcaspi terá o apoio da Patrulha Maria da Penha, que vai desenvolver atividades, inicialmente, com as mulheres.

A capitã Solange Silva, subcomandante da Patrulha Maria da Penha, explica que o tema violência familiar terá como base a Lei Maria da Penha e será apresentado por meio de oficinas.

“Vamos trabalhar de forma preventiva e lúdica, de forma que os imigrantes entendam como a violência doméstica familiar é tratada aqui no Brasil e também conhecer o trabalho da Patrulha Maria da Penha. Além disto, queremos fortalecer e encorajar as mulheres que, de alguma forma, possam sofrer violência dentro dos abrigos”, pontuou.

A proposta da ação é promover a inclusão dos indígenas venezuelanos na sociedade civil brasileira Fotos(Ascom/Semcaspi)

 

Venezuelanos iniciam curso de capacitação de corte de cabelos nos abrigos

Fotos: Ascom Semcaspi

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) deu início nesta quarta-feira, (10/02), o curso de capacitação na área de estética para os venezuelanos que estão em abrigos na capital. A capacitação, que tem carga horária de 20 horas, vai profissionalizar os venezuelanos em corte de cabelos masculino e feminino.

A iniciativa é uma parceria firmada entre a Semcaspi e a Fundação Wall Ferraz e tem como objetivo oferecer oportunidades aos venezuelanos para adentrar no mercado de trabalho.

Segundo Cristina Moura, assessora técnica do gabinete da Semcaspi, a proposta de oferecer oportunidades profissionais aos venezuelanos, que estão em abrigos, é uma forma de possibilitar aos venezuelanos autonomia, cidadania e de adquirir a própria renda.

“A ideia é que os venezuelanos avancem, individualmente, e tenham uma profissão. A Semcaspi e a Fundação Wall Ferraz oferecerão outros cursos, este é só o primeiro. O curso de corte de cabelos foi uma das demandas deles mesmo, como uma das atividades que poderão exercer. Até porque, o trabalho com corte de cabelo é universal, todos os espaços, sejam bairros nobres ou regiões periféricas, necessitam deste cuidado com a beleza e com a higiene”, esclareceu Cristina Moura.
Para Lílian Gabriela, coordenadora do abrigo Ka-Ubanoko II, o curso de capacitação profissional representa aos venezuelanos muita expectativa de novas possibilidades de gerar renda.

“Antes de chegar a Teresina, estas famílias venezuelanas viviam da agricultura, pesca e artesanato e agora, estão frente a um novo ramo, vão poder desenvolver e ter um trabalho. Eles querem trabalhar! Esta iniciativa é de grande valor para eles, que vão se sentindo, de fato, incluídos na sociedade”, reforçou a coordenadora do abrigo Ka-Ubanoko II, Gabriela.

Vontade de aprender

Dentre os inscritos na capacitação profissional do curso de corte de cabelos, está o Jorge, que é um dos venezuelanos alojados em abrigos de Teresina, que tem muita vontade de aprender um novo ofício e dele conquistar sua renda.

Abrigos aplicam testes para controle da Covid-19 entre venezuelanos

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os abrigos que receberam as famílias venezuelanas em Teresina vêm desenvolvendo diversas atividades informativas e de conscientização, acompanhamento em saúde e a aplicação de testes para detectar a doença. Atualmente, 163 venezuelanos ocupam os abrigos destinados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas e 54 deles testaram positivo para a Covid-19. Um deles, paciente de 58 anos, veio a óbito e os demais 53 estão curados.

Em abril, a Semcaspi providenciou a transferência de 70 indígenas que estavam no abrigo CSU no bairro Buenos Aires para diminuir a aglomeração de pessoas e depois um outro espaço foi disponibilizado para receber famílias recém chegadas de outros estados, a fim de garantir um isolamento e testagem antes de adentrarem nos 3 acolhimentos disponíveis. “Desde o início da pandemia, as equipes dos abrigos de venezuelanos estão desenvolvendo uma série de ações de conscientização, com a distribuição de máscaras, produtos de higiene, exposição de cartazes na língua materna e palestras. A Semcaspi solicitou, junto à Fundação Municipal de Saúde (FMS), testes rápidos da covid-19. Uma primeira remessa de testagens foi feita em maio e outra em junho. Neste último, dos 78 testes aplicados, 54 deram positivados para a doença, que prontamente foram submetidos ao tratamento de saúde”, afirma Janaína Carvalho, secretária da Semcaspi.

Em uma destas ações, os migrantes receberam cartilhas informativas em sua língua materna “Warao” sobre cuidados e prevenção da doença. A distribuição das cartilhas ocorreu em uma palestra organizada pelas professoras Carmen Lima, Janaína Santos e Lílian Catenacci da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em junho. O material foi traduzido com a ajuda dos indígenas Yovini Eulalio e Ignacio Perez. “Ao final da palestra, os representantes de cada abrigo receberam, além da cartilha, galões de álcool em gel e máscaras. Eles ficaram responsáveis por repassar para as demais famílias as instruções aprendidas na palesta e também distribuírem os itens que receberam”, disse a antropóloga Lílian Castelo Branco, coordenadora do abrigo instalado no antigo prédio do Emater.

Outra atividade realizada no abrigo foi um bate-papo virtual com o indígena Elemir Martins da etnia Guarani Ñandeva, residente do município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Para a coordenadora do abrigo, o diálogo proporcionou a troca de experiência entre os grupos no que se refere ao enfrentamento da doença de acordo com a crença e a cultura indígena, e também para a maior conscientização quanto aos cuidados recomendados pelas instituições de saúde, aos quais parte tem resistência.

“Através desse diálogo, o Elemir tratou de alguns pontos das estratégias que eles têm adotado para a conscientização entre a comunidade, pois para eles tem sido muito complicado a compreensão, principalmente pelos mais idosos, que não compreendem a gravidade da doença. Então, os mais jovens estão engajados nesse trabalho de conscientização produzindo e distribuindo informações sobre a Covid-19. Fica mais fácil essa troca entre eles mesmos. Na cultura indígena é muito forte a questão da coletividade, então ele mostrou que por conta da doença, infelizmente eles teriam que adotar estas estratégias para que eles possam atravessar esse momento sem tantas perdas”, disse.

Um dos indígenas, com 58 anos, foi internado no HGV no dia 11 de junho e veio a óbito em 14 de julho. “No início dos sintomas, ele resistiu bastante a ir junto com a equipe para os serviços de saúde e a fazer um tratamento, o que gerou o agravamento dos sintomas. A equipe da secretaria acompanhou a família em todo o processo funerário. Todos os demais estão bem e não apresentam mais nenhum sintoma”, informou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

Semcaspi estrutura novo espaço para receber venezuelanos que testaram positivo para Covid-19

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) elabora plano de estruturação de um novo espaço para acolher venezuelanos que testaram positivo para Covid-19. Após realização de mais testes, em junho, foram registrados 78 casos da doença. Desde o início da pandemia, a Secretaria monitora os abrigos, junto com equipes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), e seguindo todas as medidas estabelecidas pelas autoridades de saúde para prevenção do contágio.

O Albergue Casa do Caminho será disponibilizado para isolamento dos venezuelanos infectados pelo coronavírus. A instituição de acolhimento para pessoas em situação de rua estava sem funcionamento desde a transferência do grupo para o abrigo provisório no Estádio Lindolfo Monteiro.

“Diante desse quadro de positivados, a Semcaspi está viabilizando um abrigo emergencial para onde estaremos remanejando estas pessoas. Uma medida tomada anteriormente foi voltada para os novos migrantes que chegam a Teresina. Recentemente recebemos mais 19 venezuelanos, somando 203 no total. Tendo em vista esta condição de trânsito, disponibilizamos o Albergue Casa do Caminho para que os novos acolhidos não fossem diretamente aos abrigos, antes de cumprir uma quarentena e, assim, garantir a proteção dos demais. Agora será destinado ao acolhimento das pessoas positivadas”, disse a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

As equipes de saúde estão acompanhando os abrigos para atendimento médico e disponibilização das medicações. Os educadores também trabalham intensamente para informar as medidas de segurança frente à doença, através de orientações e fixação de cartazes informativos na língua warao e espanhola nos espaços dos abrigos para que eles possam compreender a necessidade do isolamento.

“A Semcaspi tem garantido a proteção social dos indígenas venezuelanos e, desde o início da pandemia, tem dado todo o suporte para evitar a disseminação da doença. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado um novo espaço para minimizar os riscos de contágio entre os grupos que passou a contar com três abrigos na capital. Também foi feita distribuição de máscaras, produtos de higiene e reforço de normas dentro dos abrigos, de acordo com as recomendações dos serviços de saúde”, conclui a secretária.

 

Refugiados venezuelanos passam por testes de Covid-19 em Teresina

Acontecem hoje (25), nos três abrigos de venezuelanos de Teresina, testagens para diagnóstico da Covid-19. Os testes foram arrecadados pela Secretaria Estadual em Assistência Social (Sasc) em parceria com a Secretária Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e serão aplicados por equipes da Fundação Municipal de Saúde.

“A realização da testagem dos imigrantes venezuelanos faz parte das ações de assistência aos imigrantes, de acordo com o Protocolo de Acolhimento, e dá prosseguimento às diversas frentes que já vêm sendo realizadas nos três abrigos aos quais estão sendo acolhidos”, explicou a secretária executiva do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Mauricéia Carneiro.

A ação faz parte de um trabalho em curso de prevenção e combate ao Coronavírus junto aos refugiados. No final de abril, 60 venezuelanos acolhidos pelo Centro Social Urbano do Buenos Aires foram transferidos para o antigo prédio do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí (EMATER), com o objetivo de evitar aglomerações. Essa divisão foi feita considerando os laços familiares.

A Gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Mayra Veloso, ressalta que os todos os cuidados necessários estão sendo adotados para que não haja a contaminação nos espaços. “Orientações diárias são dadas pelas nossas equipes, bem como a disponibilização de equipamentos de proteção individual, para que a saúde seja preservada. É intuito nosso a garantia dos direitos dessas famílias e o atendimento socioassistencial é prestado com esse propósito”.

Covid-19: Abrigos fazem trabalho de conscientização com os Venezuelanos

Ascom\Semcaspi

Técnicos da Fundação Cajuína responsáveis pela manutenção dos abrigos do CSU do Buenos Aires e do Piratinga, que estão acolhendo os venezuelanos em Teresina, fizeram uma série de atividades para explicar sobre o trabalho de prevenção devido à pandemia da Covid-19.

Nos últimos dias, os profissionais estiveram nos espaços colocando cartazes com ilustrações na língua original da etnia “Warao” e ministraram palestras explicando sobre a pandemia e as medidas tomadas pelo município. As equipes contaram com o apoio da Antropóloga Lilia Gabriela Castelo Branco e do professor venezuelano, Yovini Eulálio, que é morador de um dos abrigos.

De acordo com Mayra Veloso, gerente de Proteção Social Básica (GPSB) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), as atividades diárias que estão sendo desenvolvidas nos abrigos fazem parte das medidas de conscientização da doença que foram tomadas pelo poder público nos últimos dias na cidade de Teresina.

“Cada abrigo tem uma equipe específica que faz o monitoramento diário das atividades que necessitam ser desenvolvidas dentro dos espaços. Estamos fornecendo toda a estrutura necessária para que seja feita da melhor forma possível e consiga fazer esse trabalho de prevenção com os venezuelanos“, disse a gerente.

Os venezuelanos tiveram acesso às informações sobre a doença através de vídeos e métodos de prevenção por meio de aulas de higienização das mãos, explicações sobre o isolamento social e de atendimento médico aos que apresentarem algum sintoma da doença.

“Nós mostramos vídeos e eles também tiveram acesso a outras informações com os venezuelanos que estão sendo acolhidos em outros estados. Fizemos ainda as palestras no espanhol e o professor Yovini Eulálio fez a tradução para a língua original deles, para que todos compreendessem o que estava sendo ministrado e adotassem uma nova rotina de cuidado e prevenção”, disse Maria Gorete, coordenadora do abrigo Piratinga.

Além das palestras, vários materiais explicativos foram espalhados pelos abrigos para que haja uma interiorização maior das informações e as crianças receberam alguns brinquedos educativos para manter as atividades lúdicas dentro dos espaços.

“Explicamos a proibição na entrada de pessoas que não foram chamadas pela coordenação dos abrigos e de maneira bem interativa sobre como se deve manter as mãos higienizadas, porque alguns deles ainda saem para comprar algum produto nos estabelecimentos comerciais da região. A equipe também conversou com eles sobre a necessidade de uma ajuda médica emergencial, caso algum sintoma seja constatado dentro do abrigo. Apesar da resistência inicial, eles acolheram todas as informações, perceberam a gravidade da pandemia e demonstraram cooperação”, explicou Ana Luiza Martins, coordenadora do Abrigo do CSU no bairro Buenos Aires.

Os migrantes indígenas da etnia Warao chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. Atualmente, 193 venezuelanos estão sendo acolhidos nos dois abrigos.

Prefeitura investe na cidadania de venezuelanos através de educação e profissionalização

Ascom/Semcaspi

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou, na manhã desta segunda-feira (17), uma reunião com os profissionais admitidos pela Prefeitura de Teresina, com repasse do Governo Federal, para atuar junto aos venezuelanos. A equipe multidisciplinar, contratada através da Fundação Cajuína, vai promover condições dignas de vida e inserção social, além de escolarização e profissionalização dos imigrantes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

A equipe, que conta com antropóloga, assistente social, educadores sociais e técnicos, vai implementar o Plano de Acolhimento Emergencial aos venezuelanos. O Plano consiste em estratégias para mediar a inserção na rede socioassistencial e o acesso aos serviços e benefícios garantidos por lei, a articulação junto à rede de políticas públicas para atender as demandas identificadas. Além da promoção e acesso ao trabalho e condições para geração de renda.

Para Mayra Veloso, gerente da Proteção Social Especial da Semcaspi, esse primeiro momento é de visita e diagnóstico sobre os venezuelanos para formatar como os trabalhos seguirão. “O trabalho inicial da equipe será entrar nos centros e conviver com os venezuelanos para entender mais sobre a cultura deles, só depois desse primeiro momento é que vamos proceder com os direcionamentos de forma gradativa. É preciso ter um diálogo, me colocar no lugar do outro, para entendê-lo melhor e a partir disso promover e atender as suas necessidades”, disse.

A antropóloga Lilian Castelo Branco, que fará parte da equipe, reforça a importância de uma equipe multidisciplinar para atender as mais variadas necessidades, principalmente, contando com um profissional da antropologia que contribuirá com o fator cultural.

“A Antropologia para além do objetivo que ela já possui ,que é estudar as culturas, ela também visa perceber as possibilidades. Nessa força tarefa com os indígenas da etnia Warao, a Antropologia permite trabalhar com as questões mais urgentes, porque ela se faz ancorada pela sabedoria e experiência dos próprios indígenas, que vão ajudar a intermediar essa fase, de modo que vai cooperar com a equipe que está envolvida com o projeto”, informou.

Os técnicos contratados serão capacitados para atuar junto aos venezuelanos conforme o andamento do projeto, é o que afirma Ana Luiza Ribeira, admitida para coordenar parte da equipe de profissionais. “A Secretaria, bem como a Prefeitura, segue comprometida a atender o mais rapidamente as necessidades dos imigrantes. Sabemos que se tratam de pessoas de outra nacionalidade e com outros costumes, por isso é fundamental uma equipe qualificada e multiprofissional que atenda desde as necessidades de serviços básicos de limpeza, como serviços gerais e de vigilância, até a antropóloga que nos ajudará a entender a cultura indígena venezuelana”, destacou.

Atualmente, encontram-se acolhidos 180 venezuelanos em dois espaços públicos coletivos, sendo 56 imigrantes no Clube Piratinga, no bairro Poti Velho, e 134 no Centro Social Urbano (CSU), no bairro Buenos Aires.

Mayra Veloso destaca ainda que o amparo aos indígenas se deu desde o momento em que chegaram à Teresina através de ações da Prefeitura, por meio da Semcaspi e demais órgãos da rede de assistência social, e que o projeto veio para beneficiar ainda mais essas pessoas. “A Secretaria já vem atuando com alimentação, kit de limpeza e higiene e, inclusive, através de suas equipes de CREAS, com articulação com as demais políticas públicas como educação e saúde. Estamos sempre trabalhando para que articulações sejam feitas, ou seja, não é um trabalho de agora”, lembra.

A Prefeitura de Teresina, através da Fundação Cajuína, instituição privada sem fins lucrativos responsável direta pela administração do plano de trabalho, deverá contribuir com a promoção social e o combate e prevenção de situações de risco, além de promover ações que propiciam a escolarização e profissionalização dos imigrantes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades e para a elevação da qualidade de vida das pessoas envolvidas nas ações e projetos.

Secretário discute situação dos venezuelanos em Teresina com representante do MPF

Ascom/Semcaspi

O secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, recebeu na tarde desta quinta-feira (23) a visita do antropólogo do Ministério Público Federal (MPF), Márcio Martins dos Santos. Junto com a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Mayra Sousa, eles trataram sobre a situação dos refugiados venezuelanos indígenas Warao, que estão residindo no abrigo do CSU do bairro Buenos Aires, que é coordenado pela Semcaspi, e no Piratinga, ambos na zona Norte de Teresina.

No encontro, o representante do MPF buscou informações sobre o acolhimento humanitário e assistência institucional aos migrantes por parte da Prefeitura de Teresina e a receptividade dos venezuelanos com os serviços no aspecto da atenção social, à saúde e à segurança alimentar que são ofertados pelo poder público.

“Nós estamos percorrendo todos os estados que estão abrigando os venezuelanos para a elaboração de um relatório antropológico sobre a situação dos refugiados, a acolhida nesses lugares e o acesso as políticas públicas”, disse Márcio Martins.

Samuel Silveira apresentou o planejamento para continuidade do acolhimento humanitário e as dificuldades de diálogo com os venezuelanos, já que alguns continuam praticando a mendicância e a infração das regras de convivência que foram definidas dentro do abrigo coordenado pela Semcaspi.

“Foi um encontro muito proveitoso, porque notamos que o trabalho executado na cidade de Teresina está inserido no contexto dos demais municípios brasileiros. Deixamos em aberto para que, caso haja sugestão de qualquer outro lugar que esteja com a mesma situação que a nossa, que a gente possa ajustar e prestar de maneira plena nosso dever humanitário e institucional”, disse o secretário da Semcaspi.

Entre as novidades apresentadas na reunião, o secretário anunciou que o recurso do governo federal foi repassado para o município e que uma empresa está sendo contratada para formação de equipes e acompanhamento dos venezuelanos.  “O recurso financeiro é de suma importância, porque vai garantir a estabilização e inserção destes refugiados, adultos e crianças, na comunidade através do mercado de trabalho e na escola”, finaliza o secretário Samuel Silveira.

Os venezuelanos chegaram a Teresina no dia 13 de maio de 2019 e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. O número deles na capital está em 187 divididos entre os dois abrigos.