Equipe do Viver+Teresina usa compostagem para produzir adubo que será usado em jardim de obra na zona Norte

Equipe do Viver+Teresina usa compostagem para produzir adubo que será usado em jardim. Foto: Ascom/Semplan

As práticas sustentáveis que fazem parte do dia-a-dia da equipe do Viver+Teresina estão sendo reproduzidas em sua primeira obra. O Viver+Teresina está aplicando a técnica de compostagem, com reaproveitamento das sobras de alimentos consumidos pelos operários, para a produção de adubo.

A obra, localizada no bairro Nova Brasília, está modificando a realidade da comunidade que vive no entorno da lagoa do Mazerine, que está totalmente degradada por conta da prática contínua de depósito de lixo em suas margens. No local, estão sendo construídos uma quadra poliesportiva com arquibancada, equipamento de futmesa, quadra de areia, playground, academia de força e outros equipamentos de urbanismo.

Além disso, o paisagismo é uma prioridade no projeto. As árvores que existiam no local estão sendo cuidadas e novas mudas deverão ser plantadas no início do período chuvoso. E, para reforçar o plantio e garantir a saúde dessas mudas, a equipe do Viver+Teresina implementou uma composteira.

“Estamos reaproveitando as sobras da alimentação dos operários e funcionários que trabalham na obra, os restos de podas e outros orgânicos para produzir o adubo. Essa prática ambientalmente sustentável, que a gente já utiliza em casa, é uma ótima alternativa para os jardins que estamos implantando na nossa obra”, relata Fernanda Duarte, técnica do Viver+Teresina.

O programa, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan, tem como foco a execução de obras e ações voltadas para a adaptação da cidade aos efeitos da emergência climática. A sustentabilidade, inovação e adoção de soluções baseadas na natureza são norteadores dos projetos desenvolvidos pela equipe.

Viver+Teresina participa de curso da Fundação Grupo Boticário sobre abordagem da emergência climática na comunicação

A assessoria de imprensa do Viver+Teresina e mais de 100 jornalistas e comunicadores de todo Brasil participaram do curso on line “O Clima em Pauta: informar para transformar” da Fundação Grupo Boticário. A capacitação teve como objetivo abordar a relevância da emergência climática nas notícias atuais e embasamento científico para relacionar a cobertura de eventos climáticos extremos com as suas causas e soluções.

Os especialistas que participaram do evento afirmaram que ações e medidas, como por exemplo, a adoção de soluções baseadas na natureza (SBN) podem contribuir significativamente para reduzir os efeitos negativos desse cenário. E esse é um dos focos de atuação do Viver+Teresina.

O grupo trabalha na elaboração de projetos que contemplem as SBNs, como jardins de chuva. Atualmente, há uma obra em licitação que proporcionará a transformação de uma área de lagoa na zona norte da cidade. Essa lagoa está degradada e sua recuperação em conjunto com a urbanização das suas margens, contemplando a implementação de um jardim de chuva, permitirá que as comunidades próximas estejam protegidas dos efeitos das chuvas, que tendem a se extremar, segundo as projeções científicas, e ainda terão um espaço verde para convivência, prática de esportes e lazer.

A diretora executiva da Fundação Grupo Boticário (FGB), Malu Nunes, fez a abertura do evento e ressaltou a importância da pauta da emergência climática nesse contexto. “Estamos enfrentando desafios sem precedentes, que afetam toda a humanidade de diferentes maneiras e são uma realidade, não uma questão de futuro e estão na nossa vida diariamente. Esses eventos extremos afetam a biodiversidade e nossa vida humana. Estudo recente do Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais] revelou que 8,3 milhões de pessoas no Brasil estão em áreas de risco climático. E o que a gente pode fazer diante disso? Não temos respostas simples e rápidas. Mas uma coisa é certa: todos precisamos nos responsabilizar. Precisamos de união global, financiamento e a capacidade de agir rapidamente. Temos a cultura de postergar e precisamos mudar isso e agir rapidamente. A Fundação sempre acreditou e defendeu que a conservação da natureza é essencial para manter a vida”, afirmou.

Participaram ainda do curso Fabio Eon, coordenador de Ciênciais Naturais da UNESCO no Brasil; Andréa Santos, professora do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da COPPE UFRJ e representante do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC); Claudio Angelo, jornalista, especialista em mudanças climáticas e coordenador de comunicação do Observatório do Clima; Paulo Artaxo, professor de física da USP, especialista em mudanças climáticas; Juliana B. Ribeiro, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário; Cecília Herzog, professora, paisagista urbana e especialista em Soluções baseadas na natureza; e Cínthia Leone, jornalista do Clima Info, mestre e doutora em ciência ambiental, dedicada a pesquisas sobre diplomacia em temas ambientais e financiamento climático.

Servidores da Prefeitura se unem em aula presencial do curso sobre urgência climática

Nesta segunda-feira (23), os servidores da Prefeitura de Teresina que estão inscritos no curso “Urgência Climática: implementando soluções em territórios urbanos vulneráveis” tiveram o primeiro encontro presencial. Até então, as aulas estavam sendo virtuais. Por intermédio da Agenda Teresina 2030, a capacitação é oferecida pelo Instituto Lincoln de Políticas do Solo, com apoio do WRI Brasil e da Frente Nacional de Prefeitos, do Fórum Unicidades e do Ministério das Cidades.

Ela tem como finalidade desenvolver nos gestores da Prefeitura habilidades e estratégias para a formulação e implementação de políticas públicas específicas de redução dos riscos e efeitos em decorrência da urgência climática, e ainda promover a formação de uma comunidade profissional ativa no compartilhamento de experiências e conhecimentos na gestão da crise.

“Estamos muito satisfeitos com o engajamento dos servidores nessa temática, que é tão relevante para nossa cidade. A Agenda Teresina 2030 acaba de entregar para a população o Plano de Ação Climática, documento que passa a nortear toda a formulação de políticas públicas voltadas para a resiliência, medidas de adaptação e mitigação da urgência climática. E esse curso é consonante com o plano”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030, departamento vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação.

Participam do curso gestores da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan; Secretaria Municipal de Meio Ambiente – Semam; Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas – Semcaspi; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – Semdec; Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito – Strans; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação – Semduh; e Fundação Municipal de Saúde – FMS.

Além de Teresina, integrantes do setor público de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Campo Grande, Recife, Ribeirão Preto e Salvador também integram os inscritos no curso.

Viver+Teresina avança para entregar obra de drenagem e urbanização para comunidade da Nova Brasília

A primeira obra do Viver+Teresina teve início no mês de julho e segue avançando para ser finalizada no primeiro semestre de 2024 à população do bairro Nova Brasília, zona Norte da capital. A intervenção feita pelo Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), está transformando a região, que antes era utilizada como lixão.

Carroceiros e população em geral iam até o local para despejar todo tipo de resíduo: desde o lixo doméstico até restos de podas, de entulho de obras até animais mortos. Tudo isso ao lado de uma Unidade Básica de Saúde, uma escola e uma lagoa, que está completamente degradada.

Orçada em R$ 2,1 milhões, a obra está implementando equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização. A intervenção está sendo feita no trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS.

O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de volei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

“Nossa equipe tem trabalhado intensamente para transformar Teresina em uma cidade mais resiliente e adaptada aos efeitos da emergência climática. Precisamos de mais áreas verdes, de lagoas preservadas e com total capacidade de contribuir com a drenagem da região. Teresina está aquecendo mais intensamente que a média do resto do mundo e por isso precisamos agir. Essa é a nossa primeira obra e já temos projetos para várias outras”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do programa.

O Viver+Teresina trabalha com a elaboração de projetos e ações voltados à adaptação da cidade a essa nova realidade imposta pela emergência climática. “Teresina precisa se adaptar aos riscos de alagamentos, queimadas, arboviroses e ondas de calor, que serão cada vez mais frequentes, como está acontecendo agora, com a influência do El Niño. Os fenômenos extremos precisam ser mapeados e a cidade preparada para que eles afetem o mínimo possível a vida da população”, explica Bruno Quaresma.

Viver+Teresina transforma área de lixão em parque focado no esporte, lazer e arborização

Teresina vai se transformando em uma capital voltada para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Com esse propósito, o Viver+Teresina, grupo da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, trabalha seus projetos com os conceitos mais modernos de cidades inteligentes: sustentabilidade, inovação e resiliência urbana. É o caso da obra que o grupo vem realizando no bairro Nova Brasília, zona norte, em uma área que era usada pela população como lixão.

Tradicionalmente, carroceiros e população em geral do entorno da lagoa do bairro iam diariamente depositar lixo de forma irregular, inclusive animais mortos. O problema não se refletia apenas no mau cheiro e aparecimento de parasitas, mosquitos e roedores. Ambientalmente falando, o lixo afetou por muitos anos a lagoa, provocando sua degradação.

Ao redor desse problema existem uma Unidade Básica de Saúde, igrejas, residências, comércio, terminal de integração de transporte e uma escola. O trânsito de veículos e pedestres é intenso.

A obra de urbanização que o Viver+Teresina está realizando no local iniciou em julho e tem orçamento de pouco mais de R$ 2 milhões, com recursos da CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril.

Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital e esse será o primeiro espaço público da cidade a receber o equipamento; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de vôlei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

Teresina aquece

A cidade já tem sofrido os efeitos das mudanças climáticas. O aquecimento da temperatura em nível crítico – o dobro da média mundial – se reflete em períodos mais prolongados de B-R-O Bró, chuvas mais intensas e, com isso, impactos na infraestrutura urbana (alagamentos, deslizamentos de terra, arboviroses e outros).

Uma forma de mitigar esses efeitos é construindo e destinando à população espaços arborizados, com respeito às lagoas e aos rios e toda a fauna existente, para prática esportiva ao ar livre.

Resiliência urbana: Viver+Teresina licita obra de drenagem que vai resolver problema de alagamento no Parque Alvorada

O Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, está licitando a contratação de uma empresa que fará a obra de drenagem que resolverá o problema de alagamento em alguns pontos do bairro Parque Alvorada, zona norte da capital. A obra está orçada em cerca de R$ 1 milhão, com recursos oriundos de financiamento do Banco do Brasil.

O Parque Alvorada tem um problema corriqueiro, anual, de inundações localizadas. Com a intensificação dos efeitos das mudanças climáticas, Teresina deverá receber um volume maior de chuvas nos próximos anos. E essa obra vai prevenir o agravamento dos alagamentos na região. Além desse efeito, as mudanças climáticas também estão provocando o aumento do período de B-R-O Bró.

“Estamos implementando projetos com foco em sustentabilidade para que Teresina se torne uma cidade mais resiliente, capaz de gerenciar seus problemas de infraestrutura de forma ambientalmente responsável. Nós temos o mapeamento desses problemas e estamos nos debruçando sobre ele”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

O projeto buscou atender às necessidades de se utilizar uma solução baseada na natureza. Por isso, além da construção de galerias, a água será drenada para a lagoa localizada no bairro Nova Brasília.

“Como a gente sabe, as mudanças climáticas têm provocado efeitos em todo o mundo e Teresina não é diferente. Existe a expectativa de que o volume de chuvas aumente consideravelmente. Então, essa obra faz parte de um planejamento do Viver+Teresina para impedir que vários pontos da cidade sofram ainda mais com esse problema no futuro”, afirma Renan Gomes, engenheiro do Viver+Teresina.

Agenda 2030 e IAB reúnem gestores em oficina para formatação de plano com foco na primeira infância

A Agenda 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), a Urban95 e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) realizaram hoje (28) uma oficina junto a representantes de diversos órgãos da Prefeitura de Teresina para a formatação do Plano Bairro Amigável à Primeira Infância.

A iniciativa tem como principal objetivo fazer um levantamento de todas as ações que possam estar sendo planejadas ou executadas que tenham como foco as crianças de 0 a 6 anos e, com base nisso, unificar as estratégias de atuação.

“Teresina tem um Plano Municipal para a Primeira Infância e lá estão previstas diversas ações transversais e essas secretarias e superintendências são protagonistas dessas ações. O que estamos fazendo é a convergência delas com o único propósito de proporcionar às nossas crianças uma cidade que as possa oferecer um ambiente mais acolhedor, estimulante, saudável e seguro”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

O encontro aconteceu na sede do programa Viver+Teresina, também integrante da Semplan. O grupo tem em fase de planejamento diversas obras e iniciativas voltadas para a construção de espaços de brincadeira, estímulo e aprendizado.

“Para nós essa oficina proporcionou um contato mais estreito com esses outros órgãos que serão aqueles que utilizarão e coordenarão esses equipamentos que estamos projetando. Então, é muito importante que possamos trabalhar em conjunto”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Além da equipe do Viver+Teresina, participaram da oficina representantes da Secretaria Municipal de Educação – Semec; Fundação Municipal de Saúde – FMS; Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP); Superintendência Municipal de Ações Descentralizadas – SAAD Norte; e Guarda Municipal.

Viver+Teresina: ao completar 171 anos, Teresina vive desafios de se tornar sustentável e inovadora

Teresina sempre conviveu com esse calor, que estimulou até a criação de uma expressão para caracterizar o período do ano em que ele se intensifica: B R O Bró (terminação “bro” dos meses setembro, outubro, novembro e dezembro). E nesses 171 anos, a cidade que se criou nas margens de rios, lagoas e riachos, já sente os efeitos das mudanças climáticas e inicia um trabalho para preservar suas reservas naturais, com respeito ao meio ambiente e foco na sustentabilidade. Trata-se do Viver+Teresina, que tem como proposta para utilizar soluções de engenharia e arquitetura baseadas na natureza de forma inovadora para que a cidade possa conviver melhor com essa quentura que está se intensificando a cada ano por conta das mudanças climáticas.

Lançado em abril deste ano, o Viver+Teresina é um grupo ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan que se baseia em estudos sobre a real e atual situação da capital no contexto da emergência climática para buscar um freio desse processo.

Com base nos estudos realizados pela equipe da Agenda 2030, também ligada à Semplan, constatou-se que Teresina tem apresentado nível de aquecimento superior ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

Causas e efeitos

A localização de Teresina, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Ainda de acordo com estudo do Cesu, “quando se trata da crise climática, a situação de Teresina é de risco a extremo risco, de acordo com dados do Índice de Vulnerabilidade do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, 2014). Teresina apresenta valores que performam abaixo da média nacional, para as variáveis “vulnerabilidade à mudança climática”4, “exposição”5, “sensibilidade”6 e “capacidade adaptativa”7. Teresina apresenta, portanto, alta vulnerabilidade à mudança climática, extrema exposição, alta sensibilidade e baixo risco com relação à capacidade adaptativa (que apresenta resultados apenas em nível nacional) (CAF, 2014 apud TERESINA, 2018c). É importante reconhecer que a mudança climática impacta nos territórios dentro da cidade de forma diferente, expondo populações vulneráveis a um risco maior de sofrerem com efeitos mais severos. Nesse caso, o índice reflete uma média da realidade local, mas não evidencia os pontos de maior fragilidade.”

De acordo com o Relatório de Vulnerabilidade Climática do Piauí, publicado em 2019, Teresina apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. A cidade já sofreu com eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em 2019 e 2020, que resultaram em prejuízos para as famílias e para o comércio local.
Em consonância com os ODS, a Prefeitura também tem adotado medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como a elaboração do Plano de Ação Climática e a Análise de Risco Climático, objeto deste produto, visando minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população. A avaliação de risco climático inclui a avaliação da exposição, das ameaças climáticas e das vulnerabilidades das cidades ao longo do tempo.

O Viver+Teresina, como braço operacional, propõe iniciativas que busquem, por exemplo, a diminuição dos pontos de calor na cidade. Além de novos parques, aumentando a cobertura vegetal, alguns equipamentos públicos deverão ser reformulados, como os mercados públicos. Esses locais concentram grande número de pessoas principalmente aos fins de semana e deverão ter sua estrutura repensada para que sejam pontos em que a temperatura seja mais amena, propício ao caminhar dos frequentadores, e com melhor organização do seu funcionamento. Também estão no escopo dos investimentos, a urbanização de áreas alagáveis degradadas, transformando-as em locais de prática esportiva, cultural e social, com foco na sustentabilidade e recuperação ambiental. Ainda estão no radar, projetos que buscam melhorar a drenagem e acesso ao saneamento, criação de um ecossistema de inovação e fortalecimento social a partir de fomento à economia sustentável.

A equipe é multidisciplinar e busca desenvolver um trabalho transversal com outros órgãos do município, elaborando projetos e ações com foco em inovação e soluções baseadas na natureza. Ela vem passando por qualificações técnicas e se aperfeiçoando constantemente. A preocupação é em desenvolver e aplicar novas soluções baseadas na natureza, com foco em sustentabilidade, utilização de materiais reaproveitados, inovação e uma nova forma de implementação de obras públicas.

Para este ano, estão programados R$ 17 milhões em investimentos. Entre as obras estão: Urbanização Nova Brasília

Já iniciada, a obra que já está sendo licitada é trata da urbanização de uma área próxima à lagoa no bairro Nova Brasília, orçada mais de R$ 2 milhões. Serão implementados equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização. A obra compreende o trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS da Nova Brasília.

O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de volei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

Parque Primeira Infância

Em parceria com a Urban95 e Agenda 2030, o Viver+Teresina está elaborando o projeto de um parque totalmente voltado para a primeira infância que será construído no residencial Parque Brasil, localizado na Grande Santa Maria da Codipi. O parque tem uma proposta inovadora, tanto no uso de materiais não convencionais como no seu objetivo.

As equipes realizaram processos de escuta ativa e elaboraram um diagnóstico da situação de vulnerabilidade dessa comunidade e das condições de vida das crianças de 0 a 6 anos e seus cuidadores. Com base nesse diagnóstico, concluiu-se que há a necessidade de um espaço de convivência, brincadeira e ludicidade para essas crianças. O projeto está sendo pensado para contemplar áreas de brincar, jardins, convivência e experimentação da natureza, além de espaços para que os cuidadores também possam socializar. Estarão contidos nesse projeto diversos tipos de materiais inovadores para que as crianças possam desenvolver a motricidade, os sentidos e a socialização entre elas. Além disso, o espaço será totalmente arborizado, contribuindo para que a comunidade possa ter uma área verde, o que ajuda na queda das temperaturas e sensação térmica.

O projeto está em fase de elaboração e deverá ser licitado no segundo semestre desse ano.

Fossas ecológicas

Esse projeto-piloto contempla a construção de 50 fossas ecológicas no povoado Santa Luz, zona rural leste de Teresina. O projeto, já finalizado, utiliza pneus e resto de entulho para construir os equipamentos e proporcionar que famílias em situação de vulnerabilidade possam ter acesso a saneamento, atendendo a um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU.

O sistema da fossa ecológica é sustentável porque reutiliza pneus e restos de entulho de construção. A camada de pneus funciona como uma câmara de fermentação do material que vem do vaso do banheiro. Ao redor da camada e pneus, é colocada uma outra de entulho cerâmico que abrigam os microorganismos que decompõem o esgoto. Por cima fica uma camada grossa de brita, seguida por uma de areia e outra de terra. Esse sistema permite a perfeita decomposição de todo o material que vem do vaso do banheiro e finaliza com a evaporação do que sobra, que é água.

Na camada mais superficial, estão plantas de espécies frutíferas com folhas grandes, como bananeiras. É essencial que sejam desse tipo porque elas requerem mais água para se desenvolverem.

Se houver nos dejetos qualquer agente que cause doenças nos dejetos que chegam ao sistema fica retido, já que o sistema é todo fechado por uma parede de cimento. Por isso, os frutos produzidos pelas plantas são comestíveis. Existem estudos comprovando a qualidade dos alimentos produzidos e a inexistência de microorganismos provenientes dos dejetos.
Em cada sistema de fossas são utilizados 28 pneus. Elas medem 1,40m de altura; 1,30m de largura e 5m de comprimento. A construção segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Cada família beneficiada será atendida também com treinamento sobre o manejo adequado do sistema, para que ele funcione plenamente.

O projeto piloto contemplará a construção de 50 fossas na comunidade Santa Luz, zona rural leste de Teresina. A equipe de agentes de saúde da região estão fazendo um mapeamento para a definição das famílias que serão beneficiadas. E a equipe social do Viver+Teresina está fazendo o reconhecimento de campo para, em breve, iniciar o processo de escuta ativa junto à comunidade.

 

Jardins de chuva

Quando se pensa em drenagem, a imagem que se cria na mente é de um conjunto de galerias e canais por onde a água da chuva deve se escoada, com alto investimento e obras que demoram para serem finalizadas.

Porém, o Viver+Teresina está elaborando um projeto que objetiva diminuir o impacto das fortes chuvas nos bairros mais atingidos em todas as zonas da cidade. Os jardins de chuva são estruturas com camadas filtrantes no solo e plantas que permitem o escoamento de parte da água das chuvas de forma mais rápida. Por não necessitarem de grande espaço para serem construídas, essas estruturas podem ser espalhadas por toda a cidade.
O projeto está em fase de concepção e elaboração.

Urbanização do São Joaquim

O Viver+Teresina vai iniciar em breve a urbanização de uma área de degradação ambiental no bairro São Joaquim. O projeto foi construído em parceria com a população e contemplará a instalação de equipamentos esportivos, de lazer e socialização para todas as faixas etárias.

Além disso, voltará um olhar especial para a lagoa, degradada por conta do acúmulo de lixo ao longo de muitos anos. Além do lixo que é jogado pela população, a lagoa recebe esgoto, o que compromete sua fauna e flora. O projeto está em fase de finalização e em breve será licitado.

Semplan participa do FinanCidades e apresenta desafios de Teresina para se tornar uma cidade sustentável

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) participou nesta quinta-feira (10) do FinanCidades, uma rodada de negócios promovida pela instituto WRI Brasil e pela Rede para Financiamento de Infraestrutura Sustentável em Cidades, na qual mais de dez instituições financeiras avaliarão propostas voltadas à sustentabilidade urbana.

O evento teve o objetivo de catalisar parcerias e impulsionar a implementação de projetos verdes e de baixo carbono por cidades brasileiras. Além de Teresina, outras 41 cidades expuseram seus projetos e desafios.

A capital piauiense foi representada pela Agenda 2030 da Semplan, através do seu coordenador Leonardo Madeira.

“Esse evento foi muito importante para Teresina. Nele, pudemos apresentar nossos desafios e propostas para instituições que financiam projetos em todo o mundo. Com nossa expertise e mostrando resultados que já temos alcançado nos últimos anos, demonstramos que Teresina tem interesse em se tornar uma cidade sustentável e inteligente”, disse Leonardo Madeira.

Durante o FinanCidades, o coordenador da Agenda 2030 teve a oportunidade de estabelecer diálogos com os representantes de quatro instituições: Alexandre Takahashi, do New Development Bank (BRICS); Eri Taniguchi, da JICA; João Paulo de Oliveira, da Caixa; e André Luís Souto, do BNDES.

Expertise

A cidade de Teresina já vem desenvolvendo obras e ações com foco em sustentabilidade e no enfrentamento das mudanças climáticas através do Viver+Teresina.

A equipe tem se debruçado sobre as análises climáticas e desenvolvido projetos de engenharia e arquitetura, utilizando soluções baseadas na natureza, para minimizar os efeitos extremos, como alagamentos e o calor, que impactam a vida da população.

O Viver+Teresina é um braço da Semplan que executa os projetos em parceria com diversos organismos financeiros, como Banco do Brasil e CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

 

Equipe do Viver+Teresina participa de treinamento de atualização do SEI

A equipe técnica do Viver+Teresina, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) participou, nesta sexta-feira (4) de um treinamento realizado pela Prodater (Empresa Teresinense de Processamento de Dados) sobre o Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

No treinamento, os profissionais repassaram informações sobre a atualização das funcionalidades do sistema, que passou por uma atualização com a implantação de novos recursos, como também um novo manual de instruções.

É através do SEI que tramitam todos os processos eletrônicos da Prefeitura de Teresina, desde um simples memorando até processos de licitação. “Por isso, é necessário que os servidores estejam sempre atualizados sobre o seu funcionamento”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

O treinamento aconteceu no Centro de Formação Odilon Nunes e contou com a participação de servidores de várias secretarias.

Foto: Ascom Semplan