Ascom Semec

Nem só de brincadeiras e jogos se faz a hora do recreio nas unidades de ensino da Prefeitura de Teresina. Na Escola Municipal Roberto Cerqueira Dantas, localizada na zona Norte, a turma de 4º ano do professor Francisco Rodrigues viu no intervalo entre as aulas uma oportunidade para exercitar as habilidades de leitura com um dos gêneros literários preferidos: os gibis.

O projeto “Boteco da Leitura” disponibiliza revistas em quadrinhos e livros paradidáticos para a apreciação no pátio da escola. A ideia partiu diretamente dos alunos, que já estão praticando junto com outros sete projetos desenvolvidos na turma. Com o “Leitura em Família”, por exemplo, criaram o hábito de levar livros para casa e compartilhar com os familiares. Algumas ações envolvem teatro, poesia e inclusão.

O mais novo espaço, organizado em forma de boteco, mas onde o principal item do cardápio são os livros, deixou os estudantes empolgados. A escola contou com doações de gibis para a construção de um acervo com mais de 200 exemplares. Além de desenvolver a competência da leitura e o trabalho em grupo, já que o espaço será coordenado pelos próprios estudantes, o professor Francisco ressalta que o projeto promove interações significativas entre a turma do 4º ano e a própria escola.

“Estamos trabalhando, sobretudo, valores como o protagonismo, focando nas habilidades de leitura e escrita. Uma postura tradicional em sala de aula não seria apropriada para o potencial dessas crianças, então pensamos em projetos integrados que colocam o aluno como protagonista do processo de ensino e aprendizagem. A ideia é também envolver toda a escola, criando o hábito da leitura por prazer”, explica o professor.

De acordo com a aluna Geovanna Grazielle, de 10 anos, a turma é exemplo de fluência em leitura na escola. “Estamos mostrando como pode ser divertido exercitar a leitura. Desenvolvemos bastante com gibis e paradidáticos, levando também para casa, mostrando para os irmãos, pais e outros familiares. Na volta para a sala de aula, recriamos as histórias, treinando a criatividade” conta.

Thalles, de 9 anos, também acredita que esse é um caminho para exercitar as habilidades. “Vamos ter que ler e escrever durante toda a vida, então temos que praticar mesmo, para mais na frente não correr o risco de não saber interpretar o que os outros escrevem”, finaliza o menino.