Professores, gerentes e coordenadores de ensino da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e alunos do curso de psicologia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) participaram nesta segunda-feira (26), no Centro de Formação Odilon Nunes, na zona Norte de Teresina, do 6° Encontro Formativo do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O tema abordado foi “Capacitismo: conhecer para desconstruir”, com os professores Misael Weslley e Rogéria Rodrigues.

Fotos: Ascom Semec
Capacitismo é a prática que consiste em conferir a pessoas com deficiência tratamento desigual (desfavorável ou exageradamente favorável), baseando-se na crença equivocada de que elas são menos aptas às tarefas da vida comum.
“O termo capacitismo é relativamente novo, mas as práticas existem desde quando iniciou o processo de socialização, onde se dita o que é normal, padrão, e quem não se encaixa sofre preconceito. Temos que ter em mente que ser diferente é uma característica humana e não uma determinante e formações como esta contribuem para desconstruir o preconceito”, afirma a professora Rogéria Rodrigues, que é cega.
O professor surdo e influenciador digital Misael Weslley completa. “A pessoa precisa aprender a não ser capacitista porque é algo que está intrínseco no dia a dia e o surdo sente muito. Eu acredito que ainda vai demorar um pouco, mas podemos mudar esta realidade.”
O secretário municipal de Educação, professor Nouga Cardoso, enfatizou a sua preocupação com políticas públicas voltadas para a educação inclusiva. “Desde que fui reitor da Uespi que venho buscando implementar projetos voltados para a capacitação de professores e na Semec temos nos esforçado muito neste sentido e ampliando as salas de AEE”.

