Palácio da Música abre inscrições para cursos gratuitos

O Palácio da Música, localizado no Centro de Teresina, inicia nesta quinta-feira (04), as inscrições para os cursos de sanfona e violão juvenil. Por conta do distanciamento social provocado pela COVID-19, as inscrições e aulas acontecerão de forma remota, não havendo a necessidade do interessado ir até a sede do palácio.

As aulas do curso de violão juvenil ocorrerão nas segundas-feiras às 16h30 e nas quintas-feiras às 8hs, sendo que os interessados  em ocupar umas das vagas deve ter de 10 a 17 anos. Já o curso de sanfona ocorrerá nas terças-feiras às 14h e nas quintas-feiras às 8h e o interessado ou a interessada deverá ter idade a partir de 12 anos.

Para ambos os cursos os participantes deverão ter o próprio instrumento e celular ou computador (com webcam) com acesso à internet. As inscrições e aulas serão gratuitas dando oportunidade de aprendizado para todos, para participar basta enviar uma mensagem via WhatsApp para o número 99428-3023.

Segundo Scheyvan Lima, presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, desde o início da pandemia da COVID-19 as aulas presenciais foram canceladas e que, por isso, o órgão que gere a cultura no município teve que se adaptar a atual realidade a afim de continuar contribuindo com os munícipes. “Entendemos que sem a imunização completa de todos os munícipes não é viável a realização de atividades presenciais, por isso estamos reiniciando todas as nossas ofertas de forma on-line”, afirma Scheyvan Lima.

O Palácio da Música abriga diversos projetos culturais, o espaço é mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Cultural Monsenhor Chaves. Para se atualizar sobre as atividades e ofertas de cursos oferecidos pelo Palácio da Música, basta acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais das instituições mencionadas acima.

Antes de tudo e depois do feito: coletivo lança curso gratuito de artes visuais em Teresina

Nos últimos anos, tem sido crescente a procura por profissionalização na área cultural no estado do Piauí. Esse interesse tem partido pela intensa produção artística em nossa capital que tem incentivado a população a mergulhar  nesse mundo. Pensando nisso, o Coletivo Latinas lança o curso introdutório de práticas em Artes Visuais em Teresina. As inscrições já estão abertas e vão até o dia 10 de fevereiro.

Com o intuito de auxiliar artistas e agentes culturais a pensar na criação de portfólio e também conhecer as demandas da produção de uma exposição, a iniciativa é uma ação educativa de formação, funcionando como estímulo para refletir sobre a prática no eixo das artes visuais.

“Todos os profissionais envolvidos na iniciativa são artistas visuais e agentes da cultura. Estamos sempre atentos às demandas da cidade e em aprender cada vez mais dentro do nosso segmento. Todavia, percebemos que aqui no estado, no caso mais específico em Teresina, havia pouco direcionamento em ações educativas e de formação para quem é artista visual.”, afirma Alana Santos, uma das organizadoras da oficina.

Mesmo de maneira introdutória, o curso “Antes de tudo e depois do feito” abordará temas de pré-produção, produção e pós-produção, tais como: construção de portfólio, acessibilidade, planejamento, cronograma, expografia e programa educativo. A oficina terá carga horária de 30 horas e, ao todo, serão 20 vagas ofertadas. As aulas iniciam ainda este mês, no dia 22, e serão na modalidade online.

“Queremos começar uma formalização desse nicho das artes visuais para que, cada vez mais, possamos ter eventos bem articulados, exposições acessíveis, propostas nas artes visuais passando em editais tanto aqui como fora”, finaliza Alana.

A iniciativa é um dos projetos contemplados pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Monsenhor Chaves (FMC) através da Lei de Auxílio Emergencial Aldir Blanc, que atua como um incentivo para o setor artístico que enfrenta o forte impacto da pandemia da covid-19.

Para participar do curso, acesse as redes sociais do Coletivo Latinas (@coletivolatinas) e preencha o formulário. Lá, você também encontra o regulamento e a programação.

Orquestra Sinfônica de Teresina faz ensaio com distanciamento social

Músicos se protegem durante os ensaios / Fotos: Ascom FMC

O funcionamento de uma orquestra vai muito além da apresentação em cima dos palcos. Os ensaios são fundamentais para o sucesso dos concertos.

A pandemia do coronavírus modificou bastante a vida da Orquestra Sinfônica de Teresina (OST) e ao longo dos meses de isolamento social, os músicos da OST não pararam de trabalhar, dedicando esforços no desenvolvimento de ações em ambiente digital para garantir a excelência.

Em dezembro, com muito cuidado e após muitas discussões com especialistas e a vigilância sanitária com a diretoria, a Orquestra voltou a realizar ensaios abertos no Parque da Cidadania, seguindo rígidos protocolos de segurança e saúde. “Uma Orquestra é uma aglomeração por excelência, então foi preciso muita conversa e planejamento para voltarmos aos ensaios sem colocar as pessoas em risco, nem músicos e nem público”, conta o maestro Aurélio Melo.

Ainda em novembro de 2020, após meses de planejamento, a Orquestra voltou aos ensaios presenciais no Palácio da Música. As restrições, devido à pandemia de Covid-19, resultaram em uma série de mudanças no dia a dia da Orquestra, com disposição de álcool em gel em todas as dependências, higienização das salas entre cada ensaio e restrição de pessoas. As atividades com instrumentos que utilizam cordas têm acontecido de forma mais intensa e frequente.

Os naipes de sopro ensaiam em dias e horários diferentes para manter a segurança de todos os músicos. Pensando nisso, a diretoria da OST criou um cronograma para ajustar os ensaios. “Precisamos separar os músicos de sopro pois é mais delicado, assim, eles ensaiam em locais diferentes e com protocolos mais rígidos”, conta o maestro Hilson Costa.

Mesmo com todas as restrições, os músicos estão felizes com a volta dos ensaios. Daniel Vinicius é chefe do naipe das madeiras e toca flauta transversal. “Depois de quase um ano e toda a fatalidade que nos aconteceu, voltar aos ensaios é ter a certeza que estamos seguindo em frente. Nossos maestros, mesmo sendo grupo de risco, estão nos dando força para seguirmos”, conta o músico.

A Orquestra é mantida pela Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina com a ajuda da Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves.

Exposição Na folha, Na terra, Tem erê, Tem anciã continua na Galeria do Mercado Velho

Exposição segue aberta ao público/ Foto: Ascom FMC

Ainda dá tempo de conferir a exposição “Na folha, Na terra, Tem erê, Tem anciã”, que coloriu, nos últimos meses, as paredes da Galeria de Artes Visuais do Mercado Velho, localizado no Centro de Teresina. Com produção do Coletivo Latinas, a mostra que estava prevista para encerrar dia 3 de fevereiro, mas seguirá aberta por mais alguns dias devido a boa visitação.

“Na folha, Na terra, Tem erê, Tem anciã” marcou o retorno da Galeria, que teve de suspender suas atividades devido a pandemia da Covid-19, mas isso não impediu a exposição de ser um sucesso e contar com a presença de muitas pessoas em todo esse período.

As artistas Aline Guimarães (Línea) e Jamires Martins (Jamm), responsáveis pelas obras, apresentam em cada uma das telas e instalações, traços que trazem memórias da infância, aproximando-nos de laços ancestrais e também das ligações com a natureza.

“A gente traz, especialmente, uma pesquisa que temos desenvolvido sobre a tinta de terra (geotinta) que é natural e estamos investigando e usando em nossas obras essa nova forma de criar, pintar e entender arte como parte de nós”, diz Línea.

A exposição retrata a ancestralidade e espiritualidade e conta com a curadoria da artista Mika, que já teve participação em outros projetos da Galeria.

“Essa experiência em curadoria tem aberto mais o meu campo de conhecimento dentro das artes visuais, além dessa exposição trazer temáticas que dialogam com esse espaço que guarda muito da nossa memória local”, afirma Mika, produtora da exposição.

A exposição encontra-se na Galeria do Mercado Velho, que é mantida pela Prefeitura de Teresina por meio da FMC e desenvolve um importante trabalho ao contribuir com a revitalização do centro da cidade e ainda proporcionar um espaço para novos e consagrados artistas exporem seus trabalhos.

Lei Aldir Blanc: artistas desenvolvem projetos culturais em Teresina

A pandemia de Covid-19 tem afetado muitos setores em Teresina, um deles foi o da cultura, um dos primeiros atingidos com as medidas de distanciamento social. Na capital piauiense, 188 projetos culturais foram contemplados com o Edital da Lei Aldir Blanc, dentre eles, os que envolvem a gravação de DVDs promocionais, realização de lives, confecção de livros, apresentações folclóricas, dentre outros.

A cantora Beth Moreno foi uma das beneficiadas com o edital. Ela, que tem quase 30 anos de carreira, conta que a classe passou por momentos difíceis durante a pandemia, porém, com o auxílio recebido, ela pôde gerar renda para sua equipe gravando um DVD que também servirá como fonte de renda extra.

“Hoje, graças ao Edital da Lei Aldir Blanc, me sinto uma artista realizada, pois realizei meu sonho de gravar um DVD totalmente profissional com alto nível musical”, afirma a cantora, enfatizando ainda que seu novo material de trabalho vem com músicas autorais compostas por seu pai, o Maestro Luiz Santos e seu irmão José dos Santos.

Enquanto uns gravam DVDs, a Banda Os Cabas do Forró resolveu aplicar os recursos na realização de uma live que foi transmitida pelo YouTube no começo desta semana. Segundo o cantor Vicente Visgueira, de 61 anos, que é o responsável pela banda, os recursos recebidos ajudaram os músicos e ainda serviram para promover o trabalho dos artistas.

“Fiquei muito feliz por ter o meu projeto aprovado, pois como vivemos apenas da música, tem sido muito ruim enfrentar toda essa situação”, conta o músico reafirmando que os recursos da Lei Aldir Blanc chegaram na hora certa.

De acordo com Scheyvan Lima, presidente da Fundação Monsenhor Chaves, que é o órgão da administração pública municipal responsável pela política cultural, em Teresina foram investidos cerca de seis milhões de reais em projetos apresentados por artistas locais.

“Sabemos das dificuldades enfrentadas pela classe artística em nossa cidade, por isso os técnicos da FMC trabalharam para atender um grande número de profissionais e projetos”, conta o presidente, afirmando ainda que, por medida de segurança, está sendo estudando o adiamento de projetos que possam gerar aglomerações de pessoas.

A Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020), criada pelo Governo Federal, define ações emergenciais destinadas ao setor cultural durante o estado de calamidade, em função da Covid-19. Na capital piauiense, o edital foi executado pela Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves.

A cantora Beth Moreno foi uma das beneficiadas com o edital Foto (Ascom/FMC)

Fred Taimo é contemplado na Lei Aldir Blanc e faz live neste sábado (30)

Artista fará live com clássicos do samba, choro e bossa nova Foto: Divulgação

Para quem estava com saudade de prestigiar uma roda de samba, o cantor Fred Taimo fará uma live, neste sábado (30), a partir das 14h em seu canal no YouTube.

O artista foi um dos contemplados pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), na Lei de Auxílio Emergencial Aldir Blanc, que busca valorizar a nossa cultura e prestar apoio neste momento de pandemia.

O formato de live foi escolhido para garantir a segurança do artista e do público, uma vez que a pandemia segue atingindo vários teresinenses e os shows com público não podem ser realizados. “O setor artístico foi um dos mais afetados pela pandemia e esse benefício da lei veio para ajudar nós, artistas, que não podíamos traballhar”, conta Fred.

Fred Taimo é natural de São Paulo, mas mora em Teresina desde 2002. Começou a tocar aos 13 anos de forma intuitiva participando de rodas de samba e pagode ainda em sua cidade natal. Quando chegou a Teresina não demorou a participar das rodas de samba promovidas pelos grupos locais, como instrumentista e cantor. Atualmente, faz um trabalho voltado aos clássicos do samba, choro e bossa nova.

Para acompanhar a transmissão, acesse: www.youtube.com/fredtaimo.

 

Teatro do Boi abre inscrições para curso online de Violão Popular

O Teatro do Boi, através das suas oficinas culturais, está com inscrições abertas para o curso online de Violão Popular. O curso terá duração de três meses e as aulas serão ministradas dois dias na semana para alunos a partir de 10 anos de idade e que possuem computador ou celular com acesso à internet.

De acordo com Josué Nunes, diretor do Teatro do Boi, estão disponíveis pouquíssimas vagas. Segundo a direção “A procura pelas oficinas são muito grande e, por conta da pandemia, as oficinas e espetáculos foram cancelados e estamos buscando outras alternativas para aproximar a comunidade ao teatro.”

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no período de 26 de Janeiro ao dia 03 de Fevereiro. Os interessados poderão entrar em contato através do número (86) 3215 7829 ou (86) 3015 2327 no turno da manhã das 08:00 às 12:00.

Mantida pela Prefeitura de Teresina através da Fundação Monsenhor Chaves, a casa oferece, há 33 anos, diversas oficinas gratuitas como: teatro, danças, artes plásticas, música, capoeira, exposições e os mais variados eventos possibilitando uma movimentação artística não somente na região, como em toda a cidade.

Teatro do Boi abre inscrições para curso online de Violão Popular / Foto: Ascom FMC

 

FMC valoriza a cultura com apresentações de lives musicais

Começando a semana com boa música e muita animação, a banda “Os Caba do Forró” realizará uma live nesta terça-feira (26) em suas redes sociais. O tradicional arrasta pé será comandado pelo sanfoneiro Vicente Visgueira e inicia às 19 h.

O grupo foi um dos contemplados pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), na Lei de Auxílio Emergencial Aldir Blanc, que busca valorizar a nossa cultura, levando o forró pé de serra para todos os teresinenses.

“A banda surgiu há mais de 20 anos e, devido a pandemia, tivemos que parar. Mas, graças a Deus, conseguimos ser um dos grupos contemplados pela lei”, afirma Vicente Visgueira.

Os “Caba do Forró” se destaca tocando um ritmo mais tradicional em seu repertório. A banda já fez bastante sucesso em outras cidades do nordeste com as canções de Luiz Gonzaga, e também com os forrós mais atuais. Para esta apresentação, o grupo promete não deixar ninguém parado.

“Estaremos esperando vocês com muito forró pé de serra e, com certeza, vocês vão gostar muito”, conclui.

A live acontece no canal do YouTube do sanfoneiro Vicente.

Balé da Cidade busca alternativas para não parar durante o isolamento social

Coreógrafo e bailarino do Balé da Cidade, Adriano Abreu Foto (Ascom/FMC)

O isolamento social, necessário por conta da pandemia, pegou a todos de surpresa e fez com que muitos profissionais repensassem a forma de continuar produzindo dentro dessa realidade. Para quem trabalha com arte e público, foi um desafio olhar para as quatro paredes de sua casa e repensar seus modos de produzir.

Nesse período, o Balé da Cidade de Teresina não parou. A Companhia seguiu com sua rotina de encontros, à distância e online, e seguiu trabalhando através das plataformas digitais, compartilhando com o público aulas e conversas sobre dança e o fazer artístico.

E foi também nesse contexto que nasceram duas criações do Balé da Cidade: o espetáculo online Morada e a ação de rua Comensura. As duas produções buscaram na realidade da pandemia sua inspiração para dançar esse momento e apresentar um olhar artístico sobre esse “novo normal”.

Para Janaína Lobo, artista da dança e coordenadora artística do Balé da Cidade, três coisas serviram de inspiração: sua formação em arquitetura, pensar em um “registro” desse momento e o desejo de realizar uma criação pela Companhia. “Eu, como arquiteta de formação e interesse pessoal, sempre gostei muito das casas das pessoas. Sempre entendi que as casas são corpos, falam muito sobre quem mora em cada lugar. Então, sempre tive esse fascínio. Além disso, entendi que ainda iríamos passar um bom tempo trabalhando em casa. Quando me deu esse clique, pensei em usar esse momento para criar alguma coisa que vire um registro para a posteridade, da gente que passou por isso e como isso reverberou artisticamente. Um terceiro ponto é que eu já estava na pilha de criar para o Balé. Essa é a minha primeira criação com a Companhia”, diz.

Já para o coreógrafo e bailarino do Balé da Cidade, Adriano Abreu, tudo começou com uma inquietação que só crescia com o isolamento e a saudade de ter contato próximo com o público. “Foram meses morando sozinho e privado de exercer minhas ações corriqueiras que vinham desde a criação, apresentações e uma necessidade de se alimentar pelo contato com o outro. Estava sendo difícil não contar mais com o contato físico, mesmo reinventando a forma de criar dentro do Balé, ainda assim, eu enquanto artista buscava preencher o vazio que o não presencial trouxe. Foi incrível perceber as novas possibilidades nessa situação pandêmica, mas em mim existia a ânsia de voltar, de se encontrar e quebrar as impossibilidades que o virtual também traz consigo”, explica.

Morada foi à primeira criação. Janaína criou o espetáculo totalmente online. As reuniões com a equipe, o estudo de lugares para dançar dentro da casa de cada bailarino, a ideia de cada movimento, a forma de apresentar e a transmissão. Desta forma, foram apresentadas três temporadas através de plataformas de vídeo. “O Morada foi realmente feito à distância. Ficou como característica da obra ela ser ensaiada, pensada e todo o processo online; por exemplo: eu nunca fui à casa de ninguém. Teve muita insegurança no começo, tiveram momentos que me senti perdida. Foi um processo achar como funcionava a comunicação para essa criação. Apresentar também foi um experimento. Podia ter dado tudo errado. Eu, pelo menos, como criadora, ainda me sinto tateando essas plataformas, esses outros jeitos de criar. Então, acho que cada apresentação foi nos ensinando algumas coisas”, conta a coordenadora.
Já o Comensura se realizou como uma ação de rua. Por duas vezes, após a diminuição de casos de Covid-19 em Teresina e com a flexibilização, os bailarinos da Companhia ocuparam praças do centro da cidade.

“A minha proposição para os bailarinos do Balé da Cidade de Teresina veio justamente a fim de esmiuçar, compartilhar, e nos fazer questionar o novo modo de ir para o mundo, de trabalhar, se relacionar com o outro e ainda tentar se manter saudável. Os corpos reagiram de maneiras peculiares. A pesquisa em torno do contato se baseou no estudo de medos, encorajamento, preocupação e alerta. Observamos a medida exata permitida e a superproteção do corpo, que trouxeram dentro desse processo, ainda em descoberta, o confronto com a rua, com o contato mensurado, a informação e tentativa de conscientização para dizer que o fato de estarmos de volta não significa que tudo acabou”, finalizou Adriano.

Morada e Comensura são ações artísticas que têm como ponto de partida comum as vivências dos artistas do Balé da Cidade de Teresina na pandemia. As criações trazem sentimentos e questionamentos sobre o que foi vivido individualmente que, em algum grau, foi vivido pela população como um todo trazendo reflexões e criando possibilidades de relação, já que a arte opera trazendo possibilidades de realidade.

Sobre a Companhia

O Balé da Cidade de Teresina é uma companhia pública de Dança Contemporânea que vem atuando no cenário artístico local e nacional, contribuindo com o desenvolvimento e aprofundamento da dança piauiense. Vem aproximando a dança da cidade, através da sua atuação compromissada em diferentes ações, como temporadas de apresentações públicas, conversas e formação continuada.
O Balé da Cidade de Teresina conta com 18 bailarinos e é mantido pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Associação dos Amigos do Balé da Cidade de Teresina e da Fundação Monsenhor Chaves. Tem direção geral de Chica Silva, coordenação artística de Janaína Lobo e ensaios de Carla Fonseca.

Live da Banda Discobertos acontece hoje e terá o melhor da Jovem Guarda e Disco

Na noite desta quarta-feira (20), será realizada, via YouTube, a “Live Emoções” da Banda Discobertos, que promete canções inesquecíveis das décadas de 50, 60 e 70. A banda promete uma hora e meia de recordações, com músicas de artistas como: Os Incríveis, Roberto Carlos, Renato e Seus Blue Caps, Pholhas, Frenéticas, ABBA e outros.

Formada por Thiago Damasceno, Agatha Silva, Ynácio Adriano, Cauê de Lima, Ednardo Damasceno e Lucas Cardoso a Banda Discobertos tem três anos de existência e se apresenta em bares, restaurantes e em eventos particulares de Teresina. Por conta da pandemia do COVID-19, a banda parou suas atividades e agora retorna.

O cantor Thiago Damasceno conta que a live tem o apoio financeiro repassado por meio do Edital da Lei Aldir Blanc, executado pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Monsenhor Chaves.

“A Lei Aldir Blanc tem dado oportunidade para diversos artistas da capital e esse apoio é muito importante para nossa classe, pois fomos um dos setores mais prejudicados durante o isolamento social”, comenta Thiago Damasceno.

A Live Emoções começa às 20 horas e terá transmissão ao vivo pelo YouTube. Para assistir basta entrar no canal youtube.com/bandadiscobertos.

A Live Emoções começa às 20 horas e terá transmissão ao vivo pelo YouTube Foto (Ascom/FMC)