SAAD Norte aguarda licitação para dar ordem de serviço e concluir obras da Ponte da UFPI

Atualmente, 17% da obra da ponte está concluída Fotos(Ascom/Saad Norte)

A superintendente executiva da SAAD Norte, Luana Barradas, informou que uma nova licitação está em andamento para a continuação das obras da Ponte João Claudino Fernandes, a Ponte da UFPI.

Atualmente, a obra segue com cerca de 17% dos serviços executados. A ponte vai ligar a zona Leste à zona Norte de Teresina. A empresa responsável solicitou o destrato, pois alegou não ter capacidade para finalizar os serviços.

“Recebemos essa obra parada e começamos a pressionar a empresa para retomar a obra e acelerar. Daí iniciou todo o trâmite burocrático de fazer uma nova licitação. Atualizamos a planilha orçamentária e remetemos à Caixa Econômica, que é o órgão financiador da obra. Eles autorizaram e depois fizemos o pacote licitatório e encaminhamos para a Secretaria Municipal de Administração (SEMA), que é quem licita. Essa parte de licitação ainda se encontra na SEMA e estamos aguardando a licitação ocorrer, mas os serviços não pararam na SAAD”, destacou.

No entanto, enquanto a obra não avança na parte física, a SAAD Norte procedeu com as negociações para desapropriação das famílias que moram no entorno da obra. Ao todo, 40 famílias estão sendo desapropriadas.

“Paralelamente, estávamos realizando as negociações para desapropriações que estavam ocorrendo lá. Inclusive, na última semana, realizamos as últimas conversas com os moradores que irão ser desapropriados. Sempre estamos mandando equipes de limpeza para realizarem a remoção de entulho e limpeza completa. Estamos agora aguardando a licitação para, então, darmos a ordem de serviço e cumprirmos o cronograma de 12 meses para entregarmos a obra completa para a população de Teresina”, disse Luana Barradas.

O orçamento total está avaliado em R$ 38 milhões com recursos oriundos da Caixa Econômica Federal. A previsão de conclusão é para o final de 2022.

Mulheres se destacam tocando instrumentos e provam que talento independe de sexo

De fato, a música tem a essência feminina, não só na etimologia, mas no fervor da emoção e, sobretudo, na delicadeza da sonoridade. Os investimentos feitos pela gestão municipal, através das ações da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), têm cada vez mais atraído um número maior de mulheres em espaços instrumentistas que antes eram ocupados apenas por pessoas do sexo masculino.

Em Teresina, o mercado musical vem se abrindo para o novo e a sociedade vem acompanhando essa mudança. As mulheres passaram a comandar instrumentos como sanfona, violino, violão, fagote, trompete, entre outros, quebrando barreiras e, claro, se destacando em suas áreas, como é o caso da sanfoneira e professora Écore Nascimento, única mulher que integra a Orquestra Sanfônica de Teresina.

Écore Nascimento. Foto: Ascom FMC

 

“Para chegar até aqui não foi fácil, pois não é comum termos mulheres tocando esse lindo e pesado instrumento. Comecei meus primeiros passos como aluna e aos poucos, com muito esforço, conquistei uma vaga na Orquestra Sanfônica de Teresina, que antes era formada apenas por homens”, conta Écore Nascimento, enfatizando ainda que além de fazer parte de uma outra banda formada apenas por mulheres, ela passou a ministrar aulas de sanfona no Palácio da Música, que é a maior referência em ensino musical do Estado do Piauí.

Na Banda 16 de Agosto, que é a banda oficial do município de Teresina, são três mulheres, elas tocam trompete, bateria e bombardino, instrumentos que geralmente são ligados a pessoas do sexo masculino. Apesar de parecer pequeno, esse número de mulheres já é considerado como um avanço, já que a banda foi criada em 1968, e a chegada da primeira mulher na equipe só ocorreu cerca de 35 anos depois, sendo que hoje elas estão em evidência.

Há mais de 20 anos atuando como instrumentista, Irisneide Araújo é trompetista da Banda 16 de Agosto. Ela fala que no passado, apesar de já ter mulheres atuando no mercado, elas tocavam apenas em instrumentos específicos. Porém ela se apaixonou pelo som do trompete e resolveu se dedicar ao instrumento, superando as dificuldades de aprender a tocá-lo, se qualificou e conseguiu representar as mulheres na mais tradicional banda da cidade, comprovando que o talento independe do sexo.

Há mais de 20 anos, Irisneide Araújo, da Banda 16 de Agosto se dedica ao trompete. Foto: Ascom FMC

 

“Os desafios foram muitos, pois por ser mulher, tinha que me dedicar aos filhos, além dos estudos e a trabalhos secundários, pois no passado era bem mais difícil viver apenas da música. No caminho até aqui ví muitos olharem com olhos tortos, havia um certo preconceito, muitos afirmavam que eu deveria buscar outro tipo de instrumento, porém, soube lidar com isso e hoje sigo aqui firme e feliz por não ter desistido desse sonho”, conta Irisneide Araújo, afirmando ainda que já teve inclusive experiências em outros estados, fato que contribuiu com o seu crescimento profissional.

Com o seu fagote, Miranísia Freitas faz sucesso na Orquestra Sinfônica de Teresina. Foto: Ascom FMC

As mulheres também vêm ganhando outros espaços dentro dos demais projetos musicais mantidos pela Prefeitura de Teresina, como por exemplo na Orquestra Sinfônica de Teresina, na Orquestra de Violões e no Projeto Banda Escola. Apesar de pequeno, o número de mulheres instrumentistas vem aumentando e esse número de integrantes femininas pode aumentar, isso por conta do crescente número de mulheres inscritas em projetos como o Banda Escola, que é uma espécie de porta de entrada para quem deseja ingressar nas orquestras e na banda municipal.

Silvana Lys e Sorane Costa, integrantes da Orquestra de Violões de Teresina. Foto: Ascom FMC

HUT registra aumento de 24% nos atendimentos no carnaval desse ano em relação ao de 2021

Neste carnaval, o pronto atendimento do Hospital de Urgência de Teresina, Zenon Rocha (HUT) registrou aumento de 24%, com 997 atendimentos, em relação ao carnaval do ano passado.

O HUT também registrou aumento de 10% nas cirurgias de urgência de alta e média complexidade e 5% a mais no número total de internações. O balanço da unidade de estatística tem como base as entradas realizadas a partir da sexta (25/02) até as 23h59h dessa quarta (02/03).

Durante o período, as ocorrências envolvendo traumas lideraram as entradas da emergência, 161 pessoas foram vítimas de acidentes de trânsito, 144 envolvendo motocicletas. Os números mostram que houve um crescimento de 10% nesse perfil em relação a 2021. “A exemplo das vítimas por trauma tivemos 32% a mais nesse período de agressões físicas por arma de fogo ou instrumentos perfuro-cortantes”, explica Fábio Marcos de Sousa, diretor geral do HUT.
Outros motivos de procura registradas com destaque na unidade de saúde foram corpo estranho no olho, dor abdominal pélvica, queda mesmo nível, dor no ouvido e nos membros inferiores.

A faixa etária de 21 aos 40 anos foi responsável pela maioria das entradas na instituição. Já em relação aos municípios, Teresina liderou com 70% dos atendimentos, 23% de cidades do interior do Piauí e 7% de outros estados.
O Hospital de Urgência de Teresina é referência em trauma para todo o Piauí, além de alguns municípios do Maranhão, Pará e Tocantins.

Centro de Diagnóstico Raul Bacellar aumentou em mais de 63% os exames realizados em 2021

O Centro de Diagnóstico por Exames Raul Bacellar, da Prefeitura de Teresina, aumentou em 63,54% os exames realizados em 2021 em comparação ao ano de 2020. Em 2021 foram atendidos 375.652 pacientes e realizados 3.307.206 exames. Em 2020 foram atendidos 250.345 pacientes e realizados 1.984,351. Em 2021 o Raul Bacellar batendo recorde de exames anual desde a criação em 1997.

Esse centro de diagnóstico atende toda a rede municipal de saúde, incluindo 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 10 Hospitais, quatro maternidades e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAS). Realiza exames nas especialidades de Bioquímica, Hematologia, Imunologia, hormônios, Uroanálise, Microbiologia (Tuberculose), Parasitologia e Citologia. Em 2021 o Laboratório do Raul Bacellar recebeu dois novos equipamentos o de Bioquímica Seca e de Tipagem Sanguínea.

Para o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, o serviço desse laboratório melhora o atendimento da rede de saúde pública do município. “Diariamente são atendidas milhares de pessoas que realizaram consultas em Unidades Básicas de Saúde, Upas e nos hospitais e essas pessoas necessitam realizar exames. Com esse centro de exames moderno e bem equipado temos dado mais resolutividade no atendimento à população”, fala.

A diretora do Centro de Diagnóstico Dr. Raul Bacellar, Lilibeth Sales, explica que foram feitas muitas mudanças para atender as demanda por exames. “No ano passado foram adquiridos novos equipamentos o de Química Seca e de Tipagem Sanguínea, foram feitas capacitações dos servidores e alterações no fluxo de trabalho para dar mais agilidade em todos os serviços. Assim foi possível esse aumento expressivo”, cita.

Outra inovação foi garantir a satisfação dos usuários e a diretora explica que está otimizando a rotina laboratorial. “Do primeiro atendimento até a entrega do laudo trabalhamos para que seja o menor tempo possível e, assim, garantir uma maior agilidade. Por isso, estamos trabalhando diversos aspectos como os processos internos, equipamentos, atendimento e informatização, para oferecermos um serviço cada vez melhor”, diz.

Para o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, a otimização dos processos de trabalho e esses novos equipamentos melhorou a qualidade dos serviços. “Diariamente o Centro de Diagnóstico Raul Bacellar funciona para atender a demanda por exames de toda a rede de saúde da Prefeitura de Teresina que tem aumentado nos últimos anos”, analisa.

Equipamentos
No ano passado foram adquiridos novos equipamentos de ponta, o de Bioquímica Seca que não utiliza água em suas reações, contribuindo com o meio ambiente na economia de água e utilizando o que tem de mais atual no mercado de diagnóstico médico no mundo. O equipamento é o primeiro e único automatizado do estado para a realização de imunohematologia (qualificação do sangue ) pelo método de Aglutinação em Coluna no equipamento Ortho Vision, dando maior qualidade e segurança nas tipagens sanguíneas realizadas na rede pública municipal.
Para aumentar a capacidade de produção foi instalada uma câmara fria, que expandiu o espaço para armazenar os reagentes que precisam ter suas temperaturas controladas.

Laboratório tem modernos equipamentos. Fotos: Lucas Dias (Semcom)

Parceria entre Semec e Uespi garante artes nos muros

A Secretaria Municipal de Educação (Semec), em parceria com a coordenadoria de estágio do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), recebeu o projeto “Colorindo Os Muros Da Escola: Uma Proposta Lúdica E Pedagógica”. O projeto foi desenvolvido no Centro Municipal de Ensino Infantil – CMEI Maria José Arcoverde, localizado no bairro Dirceu I, zona Sudeste de Teresina.

Com o intuito de colorir os muros da escola com formas geométricas e vogais, entre outros desenhos educativos, o projeto usou elementos nas paredes da unidade que trouxeram mais vida ao ambiente, proporcionando, através da arte, mais um recurso pedagógico para contribuir no processo de aprendizagem das crianças além da sala de aula.

“O projeto Colorindo Muros foi muito significativo para o CMEI; pois trouxe vida e cor para nosso centro. A parceria com os alunos do estágio supervisionado pela UESPI garantiu a concretização de um sonho em comum meu e da vice-diretora do Centro em dar vida aos muros de forma lúdica e educativa. Estamos muito gratas e satisfeitas com o resultado”, finaliza a diretora Jane Medeiros.

Prefeitura realiza melhoria habitacional em residência deteriorada no Dirceu I

A SAAD Sudeste está reformando a casa de dona Maria Elizabete Fotos(Ascom/SAAD Sudeste)

Representantes da Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD) Sudeste, tem realizado visitas em todas as partes da região. O objetivo é verificar as solicitações e necessidades dos moradores. Foi assim que conheceram a história da Maria Elizabete Mota Maciel, uma idosa que vivia em uma casa deteriorada com outros quatro membros da família.

Após uma visita técnica da equipe da Gerência de Habitação (GHAB), foi constatada a difícil realidade da família que vive no bairro Dirceu Arcoverde I com a renda de um salário mínimo.

“A atual gestão do prefeito Dr. Pessoa vem prezando muito pelo bem-estar social dos moradores, por isso nossa equipe tem realizado muitas visitas. O objetivo é conhecer as histórias e dificuldades da população, assim estiveram no local e observaram que a casa se encontrava do mesmo jeito que foi entregue pela Cohab, ainda nos anos 70, com muitos danos causados pelo tempo e por isso foi solicitada uma reforma estrutural”, afirmou o superintendente da SAAD Sudeste, Zé Nito.

Maria Elizabete vive há 30 anos na mesma casa e em todo esse tempo o local não passou por nenhum tipo de reforma o que provocou paredes rachadas e caindo, teto com falhas, e muito lixo acumulado no quintal, um risco à saúde de todos os moradores.

“Está ficando linda e boa graças a Deus e a todos que me ajudaram”, declarou Elizabete, que está muito contente com o resultado das melhorias e agora se sente mais segura para seguir com a vida.

Casa da Mulher Brasileira em Teresina deve ser licitada ainda neste primeiro semestre de 2022

A Prefeitura de Teresina tem avançado no processo licitatório de implementação da Casa da Mulher Brasileira para que a sua conclusão seja efetivada. A proposta do local é ser um espaço de acolhimento que disponibilizará atendimento para mulheres em situação de violência doméstica. Além de garantir condições para o enfrentamento da violência vivenciada, e o devido suporte psicológico para essas mulheres. É um projeto inovador no meio das políticas públicas voltadas para esse público na capital.

Foto: Ascom Semplan

O espaço vai contar com um investimento estimado em cerca de R$ 5,9 milhões. A construção da Casa da Mulher Brasileira no município foi solicitada pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), com auxílio da Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLAN). O espaço será construído em um terreno cedido pela Prefeitura de Teresina, e contará com serviços que vão desde a recepção, acolhimento e triagem, apoio psicossocial, centro judiciário da mulher, promotoria especializada, defensoria pública, serviço de promoção de autonomia econômica, dentre outros.

“Nosso objetivo é andar o mais rápido possível com este projeto que é importantíssimo para nossa sociedade, pois entendemos que é necessário esse ambiente de amparo para as mulheres. O planejamento tem analisado muitos projetos e esse é um dos nossos focos de acompanhamento, pois trará um marco para a gestão do prefeito Dr. Pessoa e será modelo para as demais gestões municipais”, pontua João Henrique Sousa, secretário de Planejamento e Coordenação.

A Casa da Mulher Brasileira tem por objetivo facilitar o acesso dessas mulheres aos serviços especializados de atendimento, de forma a garantir condições para o enfrentamento da violência vivenciada, o empoderamento da mulher e sua autonomia econômica. Atualmente está em funcionamento em seis capitais, sendo elas: Curitiba, São Paulo, Campo Grande, Fortaleza, São Luís e Boa Vista.

“Com a chegada da Casa da Mulher Brasileira, será possível ampliar serviços de justiça, assistência social e garantir o combate mais ágil e eficaz no enfrentamento às violências contra as mulheres em Teresina”, garante a gestora da secretaria da mulher, Karla Berger. “A Prefeitura de Teresina tem se empenhado, desde o início da gestão, através da SMPM e da Semplan, para provocar ações descentralizadas à população em vulnerabilidade, em especial, o gênero feminino”, conclui.

Dr. Pessoa visita as obras emergenciais no bairro Satélite

Dr. Pessoa visitou as obras na rua Bela, bairro Satélite

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, visitou, nesta segunda-feira, 28, as obras emergenciais que estão sendo realizadas na rua Bela, bairro Satélite, zona Leste da capital. As obras, que visam evitar os alagamentos na região, estão em estágio avançado e a estimativa é que devem ser entregues à população dentro de algumas semanas.

Dr. Pessoa quer celeridade nos serviços. “Questionei sobre se a obra é temporária ou definitiva e soube que, juntamente as outras que estão sendo feitas, ela pode ter uma duração longa. Sobre a galeria da avenida Homero Castelo Branco, queremos que ela ultrapasse a avenida o mais rápido possível”, disse.

A rua Bela foi o ponto do bairro mais atingido, em termos de estrutura, pelas fortes chuvas que caíram em Teresina. A rua foi cortada e necessita de uma obra eficaz de infraestrutura.

“Fizemos algumas intervenções na parte mais acima para evitar que a água desça com tanta velocidade. Essa é a área do piscinão. Identificamos também aqui um novo ponto de água que a gente vai fazer uma intervenção, na altura do bairro Santa Lia, que são os dois pontos que jogam água nesse trecho”, disse o superintendente de Ações Administrativas (SAAD) Leste, James Guerra.

A obra vai fazer com que passagem da água pela rua seja suavizada nos dois pontos. Estão sendo colocados pisos com concreto argamassado, com estrutura de ferro para que o piso fique mais resistente e a água passe em uma velocidade mais aceitável evitando prejuízos para as pessoas.

Os serviços nos outros pontos atingidos pelas chuvas no bairro Satélite já foram finalizados com a recomposição do calçamento e limpeza das galerias. As reformas emergenciais são realizadas em condições de material e engenharia superiores, em termos de qualidade, aos que existiam antes.

Prefeitura inicia fiscalização de condomínios dia 3 de março; veja todas as regras

Antes das ações de incentivo à adesão, apenas 1% desses conjuntos habitacionais praticavam a Coleta Seletiva Fotos(Ascom/Semduh)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH), iniciará, a partir do dia 3 de março (quinta-feira), a fiscalização de condomínios para verificar se estão adequados à coleta seletiva na capital.

Antes das ações de incentivo à adesão, apenas 1% desses conjuntos habitacionais praticavam a Coleta Seletiva, cuja lei foi promulgada ainda em 2009. Caso a fiscalização constate que o condomínio não se adequou à lei, será aplicada uma notificação e, em seguida, o Ministério Público será comunicado para que o condomínio seja acionado judicialmente.

A técnica operacional da Coordenação de Limpeza Pública da SEMDUH, Michelly Noleto, destaca que a Secretaria faz um constante trabalho de orientação dos condomínios e administradoras desses empreendimentos em Teresina. Equipes da SEMDUH visitaram esses conjuntos habitacionais e auxiliaram os síndicos na implantação desta Lei.

“A prática da coleta começa dentro do apartamento. Os condôminos precisam separar seu lixo, de acordo com o que é reciclável, limpar e secar todo esse material e colocar em suas respectivas lixeiras disponibilizadas pelo síndico na área comum do condomínio. É fundamental que todas as partes cumpram seu dever. A administração disponibiliza os contentores, os moradores separam e limpam seus materiais que podem ser recicláveis e a Prefeitura faz a coleta seletiva”, explica Michelly.

O dever do condomínio

A administração desses lugares deve implantar lixeiras específicas para a coleta seletiva e conscientizar seus condôminos sobre a destinação correta dos materiais recicláveis, explicando o que pode ou não pode ser depositado nas lixeiras. Veja a classificação das lixeiras por cor:

– Azul: papel
– Vermelho: plástico
– Verde: vidro
– Amarelo: metal

As lixeiras devem ser colocadas em local de fácil acesso e devidamente reservado para este fim. É fundamental que o síndico coloque cartazes informativos sobre a coleta seletiva e placas indicando a localização das lixeiras.

Também é preciso manter o local das lixeiras sempre limpo. Tanto as lixeiras de lixo orgânico quanto as de lixo reciclável devem ser mantidas fechadas para evitar o mau cheiro e a proliferação de insetos e roedores. Uma boa estratégia é utilizar lixeiras com tampas acionadas por pedal, que são de fácil uso e limpeza.

Atribuir um responsável para acompanhar o processo, verificar as lixeiras diariamente e fazer a limpeza do local com frequência é importante para que a ação não caia no esquecimento.

Para implantar a coleta seletiva em seu condomínio, os administradores devem entrar em contato com o órgão por telefone (86 3218-1126), para que as equipes de educação ambiental se dirijam aos locais e orientem síndicos e condôminos sobre o conceito de material seletivo e a forma correta de como deve ser descartado.

O dever dos moradores

Não é preciso ter lixeiras diferentes dentro dos apartamentos ou casas dos condomínios. Basta colocar o material em sacos separados. Os moradores devem limpar, secar e ensacar esses materiais dentro de casa e depois levar tudo para as lixeiras específicas instaladas na área comum do condomínio.

É importante que os moradores estejam atentos ao que pode e ao que não pode ser colocado nas lixeiras.

O que colocar nas lixeiras para metal: panelas sem cabo, chapas de metal, canos de metal, molduras de quadros, objetos de alumínio ou aço sem resíduos de alimentos.
O que não pode colocar nas lixeiras para metal: marmitex e palha de aço (bombril).

O que pode colocar nas lixeiras de plástico: garrafas PET, sacolas plásticas, canos e tubos PVC, embalagem de produtos de higiene.
O que não pode colocar nas lixeiras para plástico: descartáveis (copos, talheres, pratos, marmitex de isopor).

O que colocar nas lixeiras para papel: jornal, revistas, caixas de papelão desmontadas, rascunhos, cartolinas, papel cartão, impressos em geral.
O que não pode colocar nas lixeiras para papel: papel adesivo, fotográfico, carbono e papel radiográfico.

O que colocar nas lixeiras para vidro: garrafas de vidro (inteiras ou quebradas), potes de vidros sem resíduos de alimentos.
O que não pode colocar nas lixeiras para vidro: vidro temperado, espelhos, vidro plano, louças, lâmpadas, frascos de remédio, perfumes e cosméticos.

Mais de 70 famílias venezuelanas são assistidas pela Prefeitura de Teresina

Os imigrantes, que fugiram da crise na Venezuela, encontram-se em Teresina, desde maio de 2019: acolhimento, alimentação, orientações e encaminhamentos para os mais diversos serviços dos órgãos públicos. Atualmente, cerca de 306 indígenas venezuelanos, subdivididos em 76 famílias, são acolhidos em três abrigos na capital.

Fotos: Ascom Semcaspi

Segundo levantamento de acolhidos venezuelanos realizados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Proteção Social Especial (GPSB), no mês de fevereiro deste ano, as famílias estão subdivididas: no abrigo Piratinga, localizado no Bairro Poti Velho, acolhe 13 famílias; no abrigo CSU Buenos Aires, no Bairro Buenos Aires, 29 famílias; e o abrigo Emater, localizado na BR 343, está com 34 famílias.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, as famílias venezuelanas encontram nos abrigos uma equipe multiprofissional, que presta os atendimentos e orientações necessárias.

“Temos uma parceria com a entidade, a qual executa este trabalho de assistência a estas famílias. Nos abrigos, são oferecidos os trabalhos de profissionais, como: assistentes sociais, psicólogos e educador social, fazendo com que estas famílias indígenas possam ter os esclarecimentos, os encaminhamentos necessários e especialmente, dignidade na nossa capital”, ressaltou o secretário.

Para Allan Cavalcante, por se tratar de população com outras culturas, há tentativas de manutenção, mas devido a inserção, houve a necessidade de apresentar novas possibilidades a estas famílias.

“A ideia é torná-los, futuramente, independentes, saindo deste universo institucional e passem a viver em um ambiente familiar. Buscamos manter a cultura deles, dentro das possibilidades e também apresentamos as nossas vivências, como a necessidade de profissionalização, ofertando oficinas, orientações sobre as leis brasileiras, especialmente, a proibição de levar crianças para a prática da mendicância”, esclareceu.

CESTAS BÁSICAS SEMANAIS

As 76 famílias venezuelanas recebem semanalmente, mais especificamente, todas as terças-feiras, cestas básicas padronizadas, gás de cozinha e kits de higiene e limpeza, que auxiliam na alimentação e nos cuidados com a saúde.

“Nós temos um tratamento diferenciado com este grupo indígena, em vista de sua peculiaridade. Um dos atendimentos diferenciados é o atendimento semanal com relação a cesta básica e os kits higiene e limpeza. Toda a semana, todos os abrigos são contemplados com cestas básicas e estes kits. As cestas básicas são diferenciadas, por conter itens que a nossa cesta básica brasileira não contém, por exemplo, trigo e o macarrão parafuso. Os itens são proporcionais a quantidade de pessoas que têm em cada família”, disse Allan Cavalcante.