Fundação Wall Ferraz conclui primeira turma do curso de culinária e inicia novo ciclo de formações

Turma do curso de culinária (Foto: Ascom FWF)

A Fundação Wall Ferraz (FWF), em parceria com o Instituto Projetando o Resgate da Cidadania de Crianças e Adolescentes (PREÇA), encerrou a primeira turma do curso Boas Práticas e Manipulação de Alimentos, totalizando 50 horas de atividades teóricas e práticas.

As aulas foram realizadas na sede do Instituto, e, na semana passada, as alunas finalizaram a formação após semanas de aprendizado, troca de experiências e desenvolvimento de novas habilidades culinárias.

Durante o curso, as participantes aprenderam técnicas fundamentais de preparo, manipulação e higiene dos alimentos, além de produzirem diversas receitas que ampliaram seu repertório gastronômico e fortaleceram o trabalho em equipe.

Turma do curso de culinária (Foto: Ascom FWF)

A aluna Milena Rodrigues destacou a importância da experiência. “Estou gostando muito do curso. A professora tem ensinado várias receitas importantes. Aprendi a fazer pizza doce, pizza salgada, pão de trança, escondidinho de frango e várias receitas que eu não conhecia. Também pude ensinar um pouco do meu conhecimento para as meninas.”

A instrutora Elineusa Duarte, responsável pela turma, celebrou o encerramento e elogiou o empenho das participantes. “Esse curso é uma parceria com a Fundação Wall Ferraz e hoje estamos finalizando com muita gratidão. As alunas foram muito interessadas, têm muito desejo de aprender e vão sair daqui com novas visões.”

Turma do curso de culinária (Foto: Ascom FWF)

Nova turma iniciada na zona norte

Nesta segunda-feira (24), a Fundação Wall Ferraz deu início às aulas da segunda turma do curso, que funcionará de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, na Casa Santa Dulce dos Pobres, no bairro Santa Maria da Codipi.

O presidente da Fundação Wall Ferraz, Kleber Montezuma, destacou como cursos dessa área ampliam oportunidades e geram renda. “Às vezes a pessoa até já cozinha, mas aqui aprende muito mais e pode preparar comida para vender, trabalhar em eventos. Quem passa pelas avenidas de Teresina vê várias mulheres com panelas, mesas e cadeiras, vendendo comida e ganhando dinheiro. Isso possibilita várias formas de empreender e conquistar renda com dignidade.”

Formações que transformam oportunidades

Os cursos são realizados por meio de emenda parlamentar do vereador Joaquim Caldas, distribuídos em 15 turmas em diferentes regiões de Teresina. As capacitações têm como objetivo promover qualificação profissional, ampliar oportunidades de renda e fortalecer a autonomia dos teresinenses — compromisso central da Fundação Wall Ferraz.

Escola municipal realiza projeto sobre feminicídio a pedido de alunas

Partiu das meninas da Escola Municipal Barjas Negri, na zona sudeste de Teresina, a ideia de um projeto que dialogue sobre violência contra a mulher. As alunas queriam que todos entendessem os malefícios de atitudes machistas, que são reproduzidas até mesmo no ambiente escolar.

A unidade de ensino apoiou a ação e ajudou a organizar uma palestra com a delegada titular do Núcleo de Feminicídio do Piauí, Anamelka Cadena. No pátio foi feita uma exposição fruto das pesquisas dos alunos sobre casos reais de violência contra mulheres em Teresina, no Piauí e no Brasil.

O professor Alcidon, das disciplinas de história e artes, conduziu os trabalhos, estimulando a turma a ler sobre o assunto. Durante os debates em sala de aula, muitas alunas afirmaram que se sentem incomodadas com xingamentos, empurrões e falta de respeito por parte dos meninos.

“Muitas vezes, isso é reflexo do que eles vivem em casa e acabam naturalizando, então precisamos conversar sobre o assunto”, afirma a diretora Joice Daniele. Ela conta que a escola formou uma rede de apoio com a ajuda de uma professora que também é assistente social. “Os alunos podem contar conosco para relatar tudo que acontece em casa, na rua, na escola. Situações de violência física e psicológicas transformam a vida desses jovens, precisamos estar atentos”, destacou.

Na culminância do projeto, um grupo de alunas protagonizou uma intervenção teatral sobre a temática. A delegada Anamelka aproveitou a plateia jovem para lembrar que o silêncio precisa ser quebrado. “As mulheres conquistaram direitos e não podem mais aceitar situações de violência. Todos nós somos responsáveis por quebrar esse ciclo enraizado na sociedade. Agressão é crime, isso precisa ser entendido desde criança”, alertou.