Alunos de escolas municipais se preparam para provas online da Olimpíada de Ciências

As escolas municipais de Teresina já estão preparando os alunos para a Olimpíada Nacional de Ciências, que tem sua primeira fase marcada para agosto. Com as aulas presenciais suspensas, os estudos acontecem em casa, utilizando ferramentas virtuais para o aprendizado.

A Olimpíada é organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e tem como principal objetivo despertar o interesse dos jovens pelo estudo das ciências. Em Teresina, participam alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental. A primeira prova será aplicada pela internet, com duas horas para completar as 20 questões objetivas.

O Programa Cidade Olímpica Educacional, que oferecia aulas em disciplinas específicas aos sábados, agora prepara os estudantes da Rede Municipal por uma plataforma online. A coordenadora de Ciências do Programa, Simone Rodrigues, explica que a preparação envolve dedicação de alunos e professores em um momento de reinvenção.

“Nossas aulas presenciais foram interrompidas, mas temos um histórico de excelentes resultados em olimpíadas de conhecimento, então não podemos deixar isso para trás. O grupo está envolvido no programa de estudos da ONC, que é complexo e contempla também outras disciplinas, mas nos adaptamos muito bem a essa nova realidade, utilizando a tecnologia ao nosso favor”, conta Simone.

A plataforma do Cidade Olímpica possibilita o compartilhamento de vídeos, textos e atividades para que os alunos estudem todos os dias. Os professores mantêm a aula semanal, mas agora online, interagindo com os alunos e motivando para a competição que está próxima.

“As chamadas de vídeo ajudam a tirar dúvidas e principalmente na socialização mais afetiva, extremamente importante para o desempenho nas competições. Estamos animados e com expectativas de medalhas”, conclui a coordenadora.

Rede de Ensino de Teresina celebra avanços em Ciências e se destaca no cenário nacional

Ascom/Semec

O Ensino Público de Teresina está em festa, é que os resultados exitosos em ensino na área das Ciências (Química, Física, Ciências e Astronomia) são animadores e representam o momento pelo qual passa a Rede, do ponto de vista de reestruturação do currículo. Esse campo de estudos vem passando por reformulações em todo o país, resultando em novas práticas e novas maneiras de ensinar e aprender Ciências.

Nos últimos anos, Teresina apostou num modelo de formação que coloca o aluno na dianteira do processo de ensino-aprendizagem. Para isso, lança mão de metodologias ativas, investe em formas atrativas que fazem com que os conteúdos das Ciências possam ser tratados de uma maneira significativa, sempre relacionando teoria e prática com vistas a obter sempre os melhores resultados nesse campo de estudos.

O projeto Cidade Olímpica Educacional tem papel importante nessa nova forma de trabalho com o componente curricular de Ciências, na medida em que funciona como um laboratório de práticas e metodologias, que podem ser testadas e ampliadas por toda a Rede.

“Eu nem sabia da existência da Olimpíada de Química, de repente pude ser medalhista em Química, Ciências e até Astronomia, acho que tudo por causa da maneira acessível que os professores têm de ensinar no Cidade Olímpica”, diz Evelyn Vitória, aluna do programa Cidade Olímpica Educacional.

O resultado desse investimento em formação tem sido a conquista de inúmeras medalhas em olimpíadas de conhecimento e uma rede inteira de alunos e professores motivados.

“A formação trouxe um ânimo para os professores de Ciências. Ela é voltada para a prática de metodologias e estratégias que buscam tornar as aulas mais dinâmicas, significativas e prazerosas, e isso certamente reflete no aprendizado dos alunos que se sentem atraídos pelas Ciências de maneira geral, despertando neles a vontade de descobrir muitas coisas que fazem parte da própria vivência deles. Aguçar a curiosidade e o espírito investigativo desses alunos é a chave para o sucesso das aulas de Ciências. E as conquistas virão com certeza”, destaca Valnete Rodrigues, formadora de ciências da Rede Municipal de Teresina.

Os efeitos positivos do ensino aprofundado das ciências nas escolas e no Cidade Olímpica Educacional é apreciado por quem aprende e motivo de muito orgulho para os que ensinam.

“Procuro sempre atuar aliando teoria e prática de modo a produzir uma aprendizagem significativa, com o objetivo de desenvolver as habilidades necessárias para que os alunos participem de olimpíadas e certames em geral, voltados para a área de Química. Quanto aos resultados alcançados, posso dizer que nos trazem muita alegria, por mostrarem que estamos no caminho certo”, pontua Fábio Junior, professor de Química do Cidade Olímpica Educacional.

Professores constroem garrafas térmicas e forno solar para dinamizar aulas de ciências

Ascom/Semec

Os professores de ciências das escolas da Prefeitura estão aprendendo a construir material prático para ser utilizado em sala de aula como instrumento facilitador da aprendizagem. As oficinas acontecem no Centro de Formação Professor Odilon Nunes como parte da capacitação continuada ofertada pela Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). Hoje (04), professores de turmas do 7º ano aprenderam a construir garrafas térmicas e forno solar.

Trabalhando calorimetria, transferência de calor por condição, convecção e irradiação, a formadora da disciplina, Valnet Rodrigues, trabalhou com os docentes a construção de material concreto utilizando isopor, papel alumino e resíduos descartáveis.

O objetivo é preparar os educadores para reproduzir a oficina em sala de aula. “Sabemos que as crianças aprendem de forma mais significativa quando podem aliar as teorias à pratica, então vamos tornar as aulas mais divertidas, trazendo o conteúdo para um formato que elas podem ver, sentir, tocar”, explica Valnet.

Alunos aprendem a construir vulcão durante as aulas de ciências

Ascom/SEMEC

Para facilitar o ensino do conteúdo na disciplina de Ciências, os professores da Escola Municipal Nossa Senhora do Perpetuo Socorro estão explorando cada vez mais o ambiente escolar para além da sala de aula. Em busca de fugir da rotina e levar mais significado para os conteúdos ensinados, a estratégia vem mantendo a turma mais interessada e melhorando os resultados dentro da sala de aula.

Segundo Moacir Escórcio de Brito, diretor da escola, o objetivo é preparar os estudantes para reproduzir na prática o que está sendo estudado em sala de aula. “Sabemos que as crianças aprendem de forma mais significativa quando podem aliar as teorias e a prática. Resolvemos tornar as aulas mais divertidas, trazendo o conteúdo para um formato que elas podem ver, sentir e tocar”, explica.

Para estudar sobre erupção vulcânica, os alunos tiveram uma aula de ciências diferente. O grupo construiu um mini vulcão de argila, que preenchido com vinagre, corante e bicarbonato de sódio, simula uma erupção. O experimento é um dos mais famosos nas feiras de ciências e costuma prender a atenção dos estudantes. Além de simples e fácil de construir, o vulcão serve para mostrar aos alunos a dinâmica de um grande fenômeno da natureza.