Escola Municipal realiza 2º festival de valorização afrodescendente

Escola Municipal realiza 2º festival de valorização afrodescendente. Foto: (Ascom/SEMEC).

A Escola Municipal Poeta da Costa e Silva, realizou seu 2º ano consecutivo do festival de Valorização da Diversidade Cultural e Étnica. Em 2022, foi realizado o Festival da Consciência Negra e neste ano, 2023, o destaque foi o Festival de Arte e Cultura Negra do Poeta na quadra da instituição. A realização do evento é institucionalizada pela gestão da escola através do Plano Político Pedagógico (PPP), através do qual as escolas instrumentalizam o cronograma de ações e projetos junto à Secretaria Municipal de Educação (Semec).

O projeto idealizado pelos professores Luciane Ferreira e José Manoel. O projeto ocorre todos os anos, de modo a estimular cultura de respeito à diversidade étnica e combate à intolerância religiosa dentro da comunidade escolar. “Procuramos explorar essa temática nesta luta pelos direitos da igualdade racial, a própria professora Luciene é integrante do Movimento Negro. Colocamos no papel e fortalecemos essa discussão”, destaca o gestor.

No primeiro dia de evento deste ano, foi apresentada uma feira de artesanato, culinária e personalidades históricas negras reconhecidas pela luta contra o racismo, realizada pelos estudantes da própria instituição. Contou ainda com pintura corporal com simbologias próprias da cultura africana e nativa brasileira. No segundo dia de evento, a escola recebeu convidados: apresentação de dança do grupo Coisa de Negro, oficina de turbantes com a Associação das Pastorais das Mulheres Negras (APNs), apresentação da arte marcial capoeira, apresentação relativa à umbanda por alunos da instituição e o desfile da Beleza Negra, concurso de beleza realizado com estudantes.

O professor José Manoel reforça que as atividades do festival anual pretendem valorizar a arte e cultura a afro-brasileira por meio da mobilização desde a infância e a adolescência, além dos profissionais da instituição também. “A cada ano melhoramos a estrutura e amplitude do festival, bem como a propagação das atividades. Busca-se a inclusão e uma mentalidade livre da discriminação e do preconceito racial”, pontua o diretor adjunto.

O festival teve uma boa repercussão na comunidade local e nas vizinhanças. O professor afirma que ele, integrante da gestão da EM Poeta da Costa e Silva, foi convidado para prestar suporte e agregar positivamente em ações de valorização da diversidade étnica da Escola Municipal Santa Maria da Codipi, a serem realizadas em 1 de dezembro de 2023.

CMEI Helena Medeiros realiza oficina de artesanato da cultura afrodescendente

O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Helena Medeiros, bairro Matadouro, zona Norte de Teresina, realizou uma oficina de confecção de objetos da cultura africana com alunos das turmas de Maternal e I Período da instituição. A ação faz parte das Sequências Didáticas do projeto ‘Mundo da criança: Viva a Infância’, implementado na Rede pela Secretaria Municipal de Educação (Semec).

Segundo a diretora do CMEI Helena Medeiros, professora Adriana Vaz, a atividade é uma implementação prática dos conhecimentos aprendidos durante a semana acerca da cultura afrodescendente. “Trazer a atividade é importante para que as crianças valorizem a diversidade cultural. Ao produzirem a boneca Abayomi em sala de aula, uma boneca de pano tradicionalmente feita à mão, originária da cultura afro-brasileira, pretendemos fortalecer a autoestima e o vínculo dos alunos com suas raízes históricas”, pondera a gestora.

A semana também foi um momento para as crianças desenvolverem a consciência ambiental, na medida que foram construídos tambores musicais de forma artesanal com materiais reciclados.

“Alguns instrumentos musicais de origem africana podem ser confeccionados com materiais recicláveis, a exemplo do ‘shaker’, feito com garrafas plásticas, tambores de lata, chocalhos feitos com latas de refrigerante, entre outros. A criatividade na reutilização de materiais pode resultar em instrumentos únicos e sustentáveis”, enfatiza a professora Adriana.

Abayomi é uma palavra originária da língua yorubá, que significa “encontro precioso”, “meu presente”. A boneca é uma representação de mulheres negras e da cultura africana e afrodescendente brasileira. As sequências didáticas do ‘Mundo da Criança’, enviadas às unidades de ensino, servem de apoio ao plano pedagógico. Em suas medidas, constam a valorização da cultura brasileira e de seus povos originários.

Sexta Nagô debate educação e cultura afrodescendente

O Centro de Formação Professor Odilon Nunes recebeu ontem (19) o “Sexta Nagô”, evento de valorização da cultura afrodescentende, organizado pelo Grupo de Cultura Afro Afoxá. Como parte da programação, teve uma audiência pública com o tema “Por uma Cultura e uma Educação de respeito”, que contou com a participação do secretário municipal de Educação, Nouga Cardoso.

Fotos: Ascom Semec

A audiência contou com a participação de diversos órgãos da administração pública, onde se debateu a necessidade de um olhar mais cuidadoso para as pautas da comunidade afro.

“O Sexta Nagô é um evento que inclui todas as políticas públicas, em especial a educação, voltada para a formação do indivíduo, do povo afrodescendente. Hoje reunimos diversos setores do poder público para discutir políticas públicas e efetivação das mesmas”, diz a coordenadora geral do grupo Afro Afoxá e idealizadora do Sexta Nagô, Artenilse Silva.

O secretário Nouga Cardoso garantiu dar atenção às demandas apresentadas durante a audiência. “Nós já ofertamos aos professores da rede municipal de ensino formações contínuas para um melhor processo de ensino-aprendizado e assim poderemos fazer com políticas voltadas à valorização da cultura afro”, afirma.