Semel realiza I Cidade Inclusão

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Teresina (SEMEL), cumprindo o seu papel de disseminar a prática do esporte e lazer pela capital, lança na manhã dessa sexta-feira (30) o I Cidade Inclusão. O evento tem como objetivo oferecer à população, que tem alguma condição psicofísica especial e que sofre com poucas possibilidades, de se inserir em espaços públicos de esporte e lazer.

“Determinamos que toda a capital deve ser assistida com o trabalho da SEMEL e então nós voltamos para essa população, para trabalhar na inserção dela no contexto do esporte e lazer”, explica o secretário da SEMEL, Miguel Rosal.

Cerca de 500 pessoas de 11 entidade e seus familiares foram convidados para o Cidade Inclusão que acontece a partir das 8:30 da manhã na sede da AABB, zona Leste da cidade. O evento vai contar com jogos de futebol, basquete, vôlei, recreação, apresentações de música e dança realizados entres os assistidos.

A SEMEL também leva através da equipe da Gerência de Lazer, apresentação de teatro de bonecos, show de mágica com palhaços e a distribuição de kits esportivos para as entidades presentes, como forma de incentivar cada vez mais o lazer e o esporte entre essa população.

Essa é a primeira Cidade Inclusão e a expectativa é de que o evento passe a fazer parte do calendário oficial da cidade.

“Essa é uma parte da sociedade que precisa ser mais beneficiada com o esporte e o lazer. A SEMEL está muito orgulhosa com esse evento e o apoio de todas as entidades que trabalham com esse público especial”, finaliza o secretário.

Professora da Rede Municipal aprende Libras e ensina para seus alunos

Ascom/ SEMEC

O curso de Libras oferecido aos educadores pela Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) está sendo multiplicado e têm alcançado até as crianças. No Centro Municipal de Educação Infantil Valquíria Ferraz Sousa, zona Sul de Teresina, a professora Ana Maria ensina tudo que aprende para sua turma, crianças de cinco e seis anos de idade.

A professora frequenta as aulas de Língua Brasileira de Sinais para aperfeiçoar suas práticas enquanto educadora. O conjunto de formas gestuais é utilizado pelos deficientes auditivos para comunicação, sendo a segunda língua oficial do Brasil.

Enquanto Ana Maria aprende em diferentes módulos essa forma de comunicação, na escola ela multiplica com as crianças e amplia o significado de educação inclusiva. Os pequenos do II Período da Educação Infantil já conhecem o alfabeto completo, palavras simples e músicas.

“Considero essa formação em Libras muito importante para minha profissão, sou alfabetizadora e quero que meus alunos já construam esse novo aprendizado logo”, declara. Ana Maria aproveita as atividades na escola para treinar a prática com as crianças, estimulando apresentações, diálogos e a multiplicação do conhecimento. “Trago a didática que aprendo no curso para nossas aulas, assim eles aprendem junto comigo”, ressalta a professora.

Projeto trabalha conteúdos do currículo escolar sob a ótica da inclusão

Ascom/Semec

Tolerância, solidariedade, respeito mútuo, diversão e muito aprendizado puderam ser compartilhados na Escola Municipal Lunalva Costa, localizada na zona Sudeste de Teresina. Um projeto desenvolvido pela professora Rosilene Sena, responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) em parceria com o professor de sala regular Ítalo Rômulo, rendeu bons frutos neste primeiro semestre.

O projeto “Reconhecendo as diferenças, criando possibilidades” alinhou e adaptou conteúdos da sala de aula regular em aplicações com atividades coletivas que favoreciam o aprendizado e a maior aceitação, sobretudo dos alunos especiais.

Trabalhando conteúdos como contos de fadas e fábulas, a equipe coordenadora do projeto desafiou os alunos a dramatizarem histórias infantis, adaptando o roteiro dessas narrativas, focando em valores e condutas positivas para o crescimento e formação cidadã dos alunos.

“Tivemos rodas de conversas com turmas onde haviam conflitos de relacionamentos envolvendo alunos com alguma necessidade especial. Realizamos atividades com argila para confecção de personagens e adaptamos narrativas infantis incluindo diversas deficiências nas narrativas para que as crianças pudessem vivenciar e aprender a lidar com as diferenças” pontuou Rosilene Sena.

O professor Ítalo Rômulo enfatizou que um dos destaque do projeto foi o fato de que todos os alunos, ao passo em que aprendiam valores, vivenciavam na prática conteúdos do currículo escolar.

Projeto de inclusão ensina alunos sobre respeito e diversidade

Ascom/Semec

O que para muitos poderia parecer uma dificuldade, a chegada de um aluno com deficiência intelectual na Escola Municipal Roberto Cerqueira Dantas, zona Norte, foi uma oportunidade de aprendizado. A turma do 4º ano do Ensino Fundamental não só acolheu muito bem o Francisco Antônio, como criou um projeto direcionado para ele.

“Eu e meu amigo Francisco” é o nome do projeto que ensina aos alunos a importância da inclusão. Todos os dias um aluno da turma assume o papel de colaborador do Francisco nas atividades rotineiras em sala de aula. A ideia é apoiá-lo em suas limitações e incentivar suas habilidades, incluindo o aluno em todas as produções.

O professor Francisco Rodrigues é o idealizador do projeto. Ele explica que a ação acontece naturalmente e trouxe ganhos visíveis. “Ninguém faz nada no lugar do Francisco, mas ajuda, apoia e incentiva. Também não fazemos nada sem ele, é um aluno extremamente esforçado e que tem surpreendido na superação de algumas dificuldades, como a leitura. O mais importante é que ele se sente acolhido e feliz”, conta.

A turma é destaque na escola por protagonizar ações de interação. Ao todo, o 4º ano participa de seis projetos de leitura, inclusão, tecnologia, protagonismo, entre outros. Os exercícios estimulados pelo professor estão ajudando na formação de jovens mais interessados em seu papel social. “Esses são os desafios da educação integral que tanto falamos, trabalhar com os alunos a empatia, o respeito e a inclusão”, conclui.

Exposição na Casa da Cultura promove inclusão com descrição de obras para deficientes visuais

Renato Bezerra

Visitar uma exposição de arte, assistir uma apresentação de balé são opções de entretenimento incluídas na agenda de boa parte da população. Porém, há um grupo que, não fosse a técnica da audiodescrição, estaria privado do acesso a estes bens culturais. Através de parte deste recurso, usando apenas a descrição, os deficientes visuais da Associação dos Cegos do Piauí puderam apreciar a exposição “Eu, oca” na Casa da Cultura, na tarde desta terça-feira (30).

O recurso da audiodescrição coloca em áudio todos os detalhes do que é visto em um filme, peça teatral ou mesmo ao descrever uma obra de arte, para que deficientes visuais tenham acesso à informação. Desde o ano passado, com a exposição do artista Cícero Manoel, a Casa da Cultura deu início ao processo de adaptação para todos os públicos através de uma parceria com a Associação Regional de Audiodescritores.

“A Casa da Cultura sempre se coloca no lugar de escuta. Aqui é um espaço plural, e essa pluralidade exige que a gente consiga se adaptar para todos. Nossa intenção é que esse trabalho deixe de ser um evento esporádico e se torne algo dentro da rotina das atividades realizadas na Casa da Cultura”, comentou Josy Brito, diretora da casa.

As obras expostas na exposição “Eu, oca”, dos artistas piauienses Avelar Amorim, Amaral, Mika e Rosa, foram descritas pelo professor Branco, especialista em deficiência visual e membro da Associação Regional de Audiodescritores. “É preciso que os artistas se preocupem, quando pensarem em seus trabalhos, em atender esse público. Fizemos uma pesquisa em 2017 e constatamos que as pessoas com deficiência têm sede de conhecer os artistas e suas obras, mas infelizmente elas não estão adaptadas”, lamenta o especialista.

Beatriz Rodrigues, consultora em audiodescrição e revisora braille, está incluída no grupo de teresinenses deficientes visuais e que lutam por acessibilidade comunicacional. “Nosso anseio não é só por acessibilidade arquitetônica, de rampas, de elevadores com vozes sonoras. Queremos uma acessibilidade que contemple a audiodescrição, porque o deficiente visual quer ir ao cinema, ao teatro, mas não vai porque sabe que não terá acesso ao que está sendo exposto”, disse Beatriz ao sugerir que a Casa da Cultura ofereça audiodescrição em todos os eventos.

“Chega um momento que não queremos apenas estudar, queremos a mesma inclusão dada as outras pessoas. Sugeri para a Josy a realização de uma oficina de dança para os deficientes. Amo dançar e gostaria muito de participar”, completou.

Especialista em educação inclusiva elogia iniciativas da Rede Municipal

O dia 2 de abril é marcado pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data para derrubar os mitos sobre esse transtorno neurológico que afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança. Somente nas escolas da Prefeitura de Teresina, estão matriculadas mais de 500 crianças autistas.

Ascom Semec

Para fortalecer o apoio aos alunos com esse transtorno, a coordenadora de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Teresa Fortes, participou da X Jornada de Autismo do Piauí, organizada pela Associação de Amigos dos Autistas (AMA). O evento destacou este ano a união de parceiros para a inclusão, destacando o papel da escola, família e terapeutas.

Um dos convidados da Jornada foi o educador paulista Lucelmo Lacerda de Brito, que é especialista em políticas de inclusão e pesquisador do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no contexto escolar. Lucelmo aproveitou a viagem à Teresina para conhecer uma sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Rede Municipal de Educação.

O pesquisador visitou, no fim de semana, a Escola Municipal Ministro Ruben Ludwig, no bairro Pedra Mole. A diretora e a professora de AEE mostraram os diferentes recursos utilizados no contraturno para auxiliar os alunos especiais, principalmente os autistas.

“Ele ficou bastante impressionado com o trabalho de inclusão desenvolvido nas unidades de ensino. Hoje contamos com ações que tornam o ambiente escolar acessível e acolhedor para todos os alunos, respeitando suas especificidades. Essa troca de experiências foi bastante proveitosa, a escola mostrou como faz e o Lucelmo deixou dicas valiosas”, concluiu Teresa Fortes.

Conade completa 19 anos de defesa e promoção da pessoa com deficiência

Ascom Semcaspi

Defender, normatizar, disciplinar, acompanhar, avaliar, assessorar e fiscalizar os serviços prestados à pessoa com deficiência pelas políticas públicas. Essas são as missões do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). O órgão completa, neste mês de março ,19 anos de atuação em Teresina. Criado através da Lei Municipal Nº 2.893 de 22 de março do ano de 2000, o Conade é uma órgão permanente de colegiado, deliberativo e com autonomia decisória.

O Conselho é um espaço onde governo e sociedade devem discutir, formular e decidir as diretrizes para as políticas públicas de promoção e defesas de direitos. É formado por seis representantes do poder público municipal e outros seis representantes de entidades da sociedade civil organizada. O órgão fiscaliza políticas como o Transporte Eficiente, além de instituir datas de conscientização sobre a deficiência, como do Dia Municipal da Pessoa com Deficiência, comemorado no 22 de março, desde 2012.

Inclusa na história do Conselho está a fiscalização de toda a política da pessoa com deficiência em Teresina. A vistoria do transporte eficiente, dos semáforos sonoros, dos terminais de ônibus, do Centro Dia para pessoas com deficiência, da Central de Libras, além da promoção de inclusão no mercado, em parceria com Fundações como a Wall Ferraz e muitas outras ações passam pela mesa do CONADE. A acessibilidade nos meios de trabalho também é assegurada por meio de menções honrosas concedidas às empresas cujo espaço se adequam à NBR 9050, que prevê a qualidade de vida e à inclusão dos deficientes e aqueles com mobilidade reduzida.

“O Conselho é importante, pois trata-se da instância das reclamações da população com deficiência e encaminha à Gerência de Direitos Humanos ou ao Ministério Público, para que o problema seja resolvido. A essas questões nós nos apegamos e procuramos defender”, destaca Antenilton Marques da Silva, vice-presidente do Conade.

“O Conade completa 19 anos e são 19 anos de muitas conquistas pra cidade de Teresina. Controle social é um dos importantes avanços que a Constituição de 88 promoveu, a partir da composição de órgãos paritários, organizações governamentais e não governamentais, discutindo a política pública e ao mesmo tempo finalizando, traz importantes consequências no dia-a-dia da nossa comunidade”, reforça o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Dia Municipal da Pessoa com Deficiência

Ainda em comemoração à data, no dia 11 de abril, acontecerá o Simpósio do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SINCONADE). Durante o evento, que acontece no Auditório da Semcaspi, todas as entidades do poder público municipal e da sociedade civil organizada vão se reunir para debater a causa da pessoa com deficiência. A sede do CONADE fica localizada na Rua Álvaro Mendes, 861, no térreo do prédio da Semcaspi, Centro de Teresina. A população pode entrar em contato, por meio do (86) 3215-2906.

1º Seminário Municipal “Mulher e mundo do trabalho” segue com inscrições abertas

O 1º Seminário Municipal: Mulher e Mundo do Trabalho: desafios da inclusão socioprodutiva está com inscrições abertas. Realizado pela Fundação Wall Ferraz e Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, o evento visa promover discussão acerca dos programas de profissionalização e inclusão socioprodutiva, além de fortalecer as políticas de geração de trabalho e renda entre as mulheres no município.

O Seminário vai discutir os desafios históricos e atuais enfrentados pelas mulheres, apresentação das leis municipais que tratam da relação mulher e mundo do trabalho, profissionalização e inclusão socioprodutiva no município de Teresina. Também serão ofertados os workshops “Mulher e Liderança no Mundo do Trabalho”, “Empreendedorismo entre as Mulheres” e ainda a palestra “Mulher no cenário da Ciência e Tecnologia”.

A presidente da Fundação Wall Ferraz, Samara Pereira, ressalta que o Seminário visa fortalecer o acesso e a inclusão das mulheres teresinenses ao mercado de trabalho. “É uma inovação no município. Será um momento de articulação entre as diversas instituições que desenvolvem ações para promoção da mulher no mundo do trabalho. Será um momento de troca de informação, formação e difusão da legislação local acerca do que já temos instituído legalmente para o acesso da mulher ao mercado de trabalho”, explica.

O evento tem como público alvo as instituições de profissionalização e inclusão socioprodutiva do município, instituições que atuam em defesa da mulher, estudantes universitários, coletivos e grupos de mulheres organizadas, conselhos de direitos e sociedade em geral. O Seminário acontece na próxima quarta-feira, 3 de abril, das 8h às 17h, no auditório do IFPI Central. As inscrições podem ser realizadas no site da FWF.

Programa Lagoas do Norte faz monitoramento da violência em escolas

Um dos trabalhados realizados pelo Programa Lagoas do Norte é contribuir para que as famílias que residem na sua área de abrangência possam ver, a cada dia, a violência mais distante de suas realidades. E as escolas da região, ambiente importante nesse contexto, tem recebido ações de monitoramento. Uma parceria com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas trouxe especialistas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flasco) para a realização de estudo e capacitação de profissionais.

 

As ações estão acontecendo em 11 escolas da área e inseridas no contexto do programa Vila Bairro Segurança, com os projetos “Educando para prevenir” e “Paz na escola”. As especialistas Miriam Abramovay, Ana Paula da Silva e Eleonora Figueiredo estão, desde o ano passado, desenvolvendo o projeto para sensibilizar os gestores, professores e a Guarda Civil Municipal sobre a questão. A equipe está elaborando um diagnóstico e planejando ações pontuais em cada unidade de ensino, além de um projeto geral para ser debatido e implementado junto aos alunos.

 

A intenção desse projeto é minimizar a ocorrência de violência nas escolas, melhorar o relacionamento entre os alunos, professores e gestores das unidades, diminuir os índices de evasão, repetência e abandono. Uma das estratégias é envolver esses agentes no planejamento e execução das ações.

 

“O Programa Lagoas do Norte vem desenvolvendo ações de enfrentamento à violência na região dos 13 bairros em que está inserido. Agora, nessa segunda fase do programa, contratamos a consultoria do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para construir esse diagnóstico das escolas que servirá como base para a proposição de intervenções em cada uma das escolas. O objetivo principal é reduzir todas as formas de violências no ambiente escolar, propiciando que essas crianças e adolescentes desenvolvam suas habilidades e possam se tornar adultos com uma compreensão mais ampla de vida”, afirma Márcio Sampaio, diretor do Lagoas do Norte.

 

Já na sua segunda etapa, esse projeto está promovendo uma capacitação em Convivência Escolar e Metodologia de Intervenção. Nessa fase, grupos de servidores foram divididos e foram às escolas para a coleta de informações, a partir de entrevistas com alunos, professores e diretores, além de observações do ambiente escolar. Os resultados apresentados indicam, entre os alunos, a existência de casos de bullying, automutilação, agressão física e depressão.

 

“Pudemos constatar que as escolas têm muito boa infraestrutura, são bem cuidadas, de primeiro mundo, fora do contexto brasileiro. Percebemos também que os diretores estão interessados. Então, nossa ideia é um projeto de convivência escolar porque sabemos que a violência se dá no cotidiano e através das relações sociais”, comenta Miriam Abramovay, coordenadora da Área de Juventude e Políticas Públicas da Flasco e doutoranda na École Doctorale EPIC – Education Psychologie Information et Communication – Université Lumiere Lyon 2, França.

 

Ela explica que, a partir desse diagnóstico das escolas, será proposta uma intervenção específica para cada unidade de ensino. “Pode ser que numa escola seja necessário que se coloquem monitores na hora do recreio para coordenar atividades com os alunos, evitando que eles brinquem de forma violenta, por exemplo”.

 

Investimentos vão além das obras

Já em sua segunda fase de execução, o Programa Lagoas do Norte vem realizando projetos não apenas na área de infraestrutura, mas também em educação, assistência social, modernização da gestão pública e diversas outras áreas. O objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem na sua região de abrangência.

 

Além dessa intervenção para melhoria do ambiente escolar, o Programa Lagoas do Norte fez a reforma da Casa Punaré. O espaço, situado no bairro Parque Alvorada, e coordenado pela Semcaspi recebe adolescentes do sexo masculino que estão em situação de vulnerabilidade e violência. Lá, eles são atendidos por uma equipe multidisciplinar e participam de monitorias nas áreas de esporte, arte e lazer. A reforma foi finalizada recentemente e o prédio recebeu novos espaços para o trabalho junto às crianças, como uma sala de escuta, biblioteca e banheiros adaptados. A obra custou R$ 469.427,57.

 

Também pensando na empregabilidade de homens e mulheres que vivem na região, o Programa Lagoas do Norte estabeleceu uma parceria com a Fundação Wall Ferraz e está ofertando dois cursos de capacitação na área da construção civil: pintor de obra e aplicador de revestimento cerâmico. São 50 vagas, sendo 25 para cada curso, destinadas a homens e mulheres que residem na área de abrangência do programa. Os cursos têm o objetivo de capacitar essas pessoas para que elas trabalhem em obras que estejam sendo realizadas na própria região onde vivem.

 

Os (as) interessados (as) precisam ter pelo menos 18 anos, ensino fundamental incompleto, residir nos 13 bairros compreendidos pelo PLN e estar desempregado. No ato da inscrição, é necessário que o candidato apresente a cópia da carteira de trabalho e comprovante de que reside nos bairros atendidos pelo Lagoas do Norte (Acarape, Aeroporto, Alto Alegre, Itaperu, Mafrense, Matadouro, Mocambinho, Nova Brasília, Olarias, Parque Alvorada, Poti Velho, São Francisco e São Joaquim).

 

O curso de pintor de obras terá um total de 80 horas/aula e acontecerá no prédio da administração do Parque Lagoas do Norte. Já o curso de aplicador de revestimento cerâmico será ministrado no Centro de Capacitação do bairro Parque Alvorada e totalizará 140 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas nos próprios locais das aulas até o dia 11 de março.