Semcaspi participa de capacitação sobre proteção às famílias indígenas venezuelanas

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) está participando da Capacitação sobre a Proteção e Atendimento às Famílias Venezuelanas, que teve início nesta segunda-feira, (27), no auditório da Escola Fazendária. A capacitação, que segue até esta terça-feira, (28), reuniu os órgãos competentes no atendimento aos indígenas venezuelanos.

Fotos: Ascom Semcaspi

A iniciativa é uma idealização da Secretaria Estadual de Educação do Piauí (Seduc), por meio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). O evento reuniu, além da Semcaspi, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome, a Sasc e a Semec.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, o atendimento e proteção que os indígenas necessitam é possível ser feito com a união das políticas públicas.

“A importância de capacitações com esta é muito grande. Tendo em vista que com estas capacitações a gente atende diretamente à necessidade dos trabalhadores que estão no dia a dia com as famílias indígenas e suas adversidades. Desta forma, a gente avança no atendimento das políticas sociais para esta população. As principais demandas dessas famílias são: emprego, educação e moradia e estamos mobilizando os órgãos competentes para sensibilizar os olhares e de fato impactar a vida destas pessoas”, ressaltou.

Vanusa Nunes, assistente sênior de campo da ACNUR, explica as dificuldades que abrangem o atendimento no acolhimento das famílias indígenas venezuelanas.

“São muitos os desafios! Para além da barreira linguística, grande parte dessa população não teve acesso ao letramento, além da dificuldade nas barreiras culturais de adaptação, a questão do acesso à saúde por uma perspectiva multicultural de atendimento, considerando que, além de refugiados e imigrantes, eles são indígenas. A educação também é uma dificuldade e o acesso ao trabalho tem suas especificidades que precisam ser consideradas”, cita.

Barbara Anne, gestora do ensino fundamental da Semec, conta que a capacitação tem como objetivo principal trazer experiências e conhecimento aprofundado sobre os indígenas venezuelanos acolhidos em Teresina.
“Essa capacitação faz um elo entre as políticas públicas que cercam essa comunidade. Quanto ao atendimento realizado pela Semec, demos início às aulas com crianças de seis a 17 anos, em três unidades de ensino na capital. Agora, no ano de 2023, iniciaremos o atendimento das crianças da educação infantil, entre quatro e seis anos”, destacou.

AUMENTO DOS INDÍGENAS VENEZUELANOS NO BRASIL
 
Mônica Silva, analista técnica de políticas sociais do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome, explica que, desde 2016, o fluxo migratório dos venezuelanos indígenas e não indígenas tem crescido no Brasil e há diversas questões sociais.

“O trabalho com estas famílias é bastante complexo, por necessitar de olhares diversos às questões sociais, aos diferentes públicos, às vulnerabilidades, riscos sociais. Tudo isso precisa ser debatido e levado aos diferentes profissionais que atuam com estes públicos. Hoje, eles estão em todas as regiões brasileiras, com todas as suas especificidades, até porque os territórios são diferentes, mas também bastante similares, seja de moradia, acolhimento, alimentação, educação, saúde, benefício social. É preciso ampliar os diálogos, unir as políticas públicas, a fim de combater a crise humanitária”, pontuou.

 

Semcaspi realiza entrega de material escolar para indígenas venezuelanos

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) promoveu na manhã desta terça-feira, (10), durante a primeira semana de adaptação, a entrega de material escolar para indígenas venezuelanos, acolhidos em abrigos de Teresina. Os indígenas venezuelanos, que possuem entre 06 a 17 anos de idade, iniciarão no dia 06 de março deste ano.

Fotos: Ascom Semcaspi

A inclusão dos indígenas venezuelanos nas escolas é uma iniciativa da Semcaspi e da Secretaria Municipal de Educação (Semec). As aulas tanto no período de adaptação como do ano letivo acontecerão em três escolas: Escola Municipal Iolanda Raulino, bairro Poti Velho; Escola Municipal Dona Isabel Pereira, bairro Santo Antônio; e na Escola Municipal Mocambinho, bairro Mocambinho.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a importância da iniciativa é que estes venezuelanos vão passar a ter acesso à educação e os pais poderão ser inseridos no mercado de trabalho.

“A inclusão dos venezuelanos nas escolas é um compromisso do Dr. Pessoa e Graças a Deus, nós estamos vivendo este momento histórico e vamos entregar os kits escolares às crianças venezuelanos. Um marco na gestão. A nossa meta é oferecer qualificação e capacitação, como temos há algum tempo feito, fazendo com que cada família tenha seu emprego e renda e possa ter sua independência financeira”, ressaltou.

Segundo Reinaldo Ximenes, secretário executivo de ensino da Semec, apesar da educação indígena não ser obrigatória no município, a Semec assumiu esta responsabilidade.

“Estamos dando início a inserção das crianças venezuelanas em um ambiente escolar, sendo primeiro contato destas crianças com a escola. Ficarão dois meses em processo de adaptação, para em março, quando iniciar o ano letivo, serem inseridas neste processo de aprendizagem. O objetivo é dar dignidade para os venezuelanos. Tirar eles das ruas e dos sinais, e colocar estas crianças onde elas devem estar, que é no ambiente escolar”, destacou.

TROCAS CULTURAIS

As equipes nas escolas que receberão os indígenas venezuelanos passaram por uma preparação e promoverão compartilhamento de informações culturais do Brasil e da Venezuelana.

Para Claudionia Ribeiro, diretora da Escola Municipal Iolanda Raulino, a inserção dos indígenas venezuelanos no ambiente escolar representa um desafio para os profissionais da educação, como para os próprios alunos. “A gente está iniciando este novo desafio aqui na escola. São 18 alunos venezuelanos. A nossa equipe se preparou para este momento e foi muito rico. A ideia é além de alfabetizar com ensino do Português e da Matemática, ensinar também sobre os nossos costumes e também passar para outros alunos a cultura dos venezuelanos. A intenção é fazer com que eles nunca percam as tradições deles”, pontuou.

SEMAM e SEMJUV realizam trilha ecológica com participação de indígenas venezuelanos

Foi uma manhã de Domingo diferente para os indígenas venezuelanos acolhidos por Teresina. Como uma das ações do aniversário de 169 anos da capital, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMAM) e a Secretaria Municipal da Juventude (SEMJUV) promoveram uma trilha ecológica dentro do Parque da Cidade.

Fotos: Ascom SEMAM

A ação faz parte da nova política de educação ambiental e social que a Prefeitura de Teresina vem implementando nos últimos meses dentro da gestão. “Estou aqui hoje diante de vocês muito emocionada por que imagino tudo que já passaram. Participar desse momento de alegria, com suas famílias ter esse contato com a Natureza é um momento pra celebrarmos”, destacou a secretária Elisabeth Sá.

O Parque da Cidade, é uma das áreas verdes de maior preservação ambiental em Teresina. O espaço está passando por uma ampla reforma e todas as suas trilhas foram revitalizadas.

Ao longo do percurso, um guia que trabalha há mais de 20 anos no parque, foi explicando e falando sobre rica e diversa fauna e flora do local.

“Esse evento foi não só para divulgar a importância do meio ambiente e sua relação com o homem, mas principalmente fortalecer a parceria entre Secretaria do Meio Ambiente e SEMJUV, além de propiciar uma socialização do povo venezuelano, jovem, por meio das atividades realizadas no parque, como café da manhã e trilha educativa”, comentou a secretária da Juventude, Eliana Lago.

Indígenas venezuelanos iniciam curso de capacitação sobre educação financeira

O curso de capacitação sobre educação financeira, com indígenas venezuelanos, da etnia Warao, teve início na manhã dessa quinta-feira, (27), no Centro de Convivência “Saber Viver”, do Bairro Matadouro, zona Norte de Teresina. Ao total, 48 indígenas venezuelanos estão matriculados.

Fotos: Ascom Semcaspi

A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), da Enactus Estácio Ceut, da Fundação Cajuína e do Teresina Transforma.

Segundo Eliana Lago, secretária da Semcaspi, este curso de capacitação faz parte de um cronograma de ações em prol dos indígenas venezuelanos.

“Estamos realizando, com parceiros e colaboradores, uma série de capacitações envolvendo os venezuelanos para, justamente, incentivar a busca de uma profissão. O projeto que estamos pondo em prática é apresentar as possibilidades de trabalho existentes em nossa cultura, para que eles melhor se adaptem e se integrem na sociedade, fazendo com que tenham independência financeira”, esclareceu a secretária.

De acordo com Richard Reis, vice-presidente da Enactus Estácio Ceut, além do curso de capacitação de educação financeira, vai haver capacitação para que eles aprendam a língua portuguesa.

“Desde o início, a gente buscou conhecer e tem o desejo de respeitar a cultura deles. Para toda a capacitação, haverá um interprete para estar, diretamente, atendendo a gente, fazendo com que possam entender o que está sendo dito. Já que a maioria não fala a língua portuguesa, boa parte fala só o Warao, que é a língua nativa deles, outra parte fala só espanhol e a outra, que é um número bem reduzido, fala português. E também vai ter capacitações para linguagem, para que eles aprendam o Português. Porque sabemos que é importante para eles se socializar, trabalhar e ter a independência”, citou Richard Reis.

Santiago Oliveira, Coordenador do Abrigo Buenos Aires, ressalta que os indígenas venezuelanos que estão matriculados no curso mostraram interesse no que irão aprender e estão receptivos. “Apesar das dificuldades com a linguagem, os indígenas venezuelanos têm apresentado interesse pela capacitação. A gente tem visto isso neles, a vontade de aprender a trabalhar com algo e de participar das dinâmicas. Com estas iniciativas, eles terão o olhar de fora dos abrigos, se adaptando melhor ao convívio de nós, brasileiros”, pontuou.

Semcaspi lança projeto com atividades lúdicas para crianças nos abrigos de indígenas venezuelanos

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, por meio da Gerência de Políticas Integradas (GPI), realizará neste sábado, (22), às 9h, no abrigo Emater, a abertura do Projeto Atividades Lúdicas com Crianças Warao. A iniciativa irá atender as crianças dos três abrigos que residem os indígenas venezuelanos em Teresina.

Foto: Ascom Semcaspi

O Projeto Atividades Lúdicas com Crianças Warao tem como objetivo acolher as crianças, indígenas venezuelanas, oportunizando a criação de um espaço lúdico, afetivo, social e motor.

Segundo Eliana Lago, secretária da Semcaspi, o Projeto Atividades Lúdicas vai reunir atividades brincantes, dentro de um formato lúdico pedagógico, para as crianças, indígenas venezuelanas.

“O Projeto Atividades Lúdicas veio para sanar uma inquietação nossa, que é tirar as crianças venezuelanas da ociosidade e fazer com que elas tenham acesso a jogos ou brincadeiras, com uso ou não de brinquedos. Além deste projeto, estamos articulando, desde o início da nossa gestão, com a Semec para que estas crianças tenham acesso ao ensino regular nas escolas da capital”, pontuou a secretária.

Para Débora Ferraz, gerente de Políticas Integradas da Semcaspi, o Projeto de Atividades Lúdicas fará ações nos três abrigos, neste mês de maio inicia no abrigo do Emater e nos meses seguintes, nos abrigos localizados nos bairros Buenos Aires e Poti Velho.

“A gente entende que no brincar a criança pode se desenvolver motora e cognitivamente, a solucionar problemas e criar saídas. Ao mesmo tempo, o brincar significa acolhimento, Integração de olhares e culturas distintas. Temos nesse projeto algumas linhas de atuação: a parte lúdica, contação de estórias; desenhos e jogos de lúdico/pedagógicos e movimento corporal através da dança; e a parte motora, jogos de mesa e recreação”, esclareceu Débora Ferraz.