Teresina realiza audiência pública para apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos

A audiência pública para apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Teresina já tem data definida, acontece nesta sexta-feira (27) de março. O evento, aberto ao público, será realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI) e marcará a divulgação dos resultados do mapeamento das áreas de risco no município, além das propostas de prevenção desses cenários.

A iniciativa é promovida pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e pela Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, em parceria com a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdef), Secretaria Municipal de Articulação Institucional (Semai) e Coordenação Agenda Teresina 2030.

De acordo com o pesquisador do SGB, Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada, a audiência pública representa uma etapa estratégica do processo. “Este é o momento de compartilhar o diagnóstico técnico com a população e gestores, promovendo o diálogo e permitindo que as recomendações sejam compreendidas e incorporadas ao planejamento municipal, com foco na prevenção de desastres e na redução de riscos”, destacou.

Após a apresentação, o documento será oficialmente entregue à Prefeitura de Teresina. Com base nas informações técnicas, caberá ao município definir prioridades e implementar ações estruturais e não estruturais voltadas à redução dos riscos identificados. O conteúdo completo do PMRR também será disponibilizado para consulta pública no site da Defesa Civil e Serviço Geológico do Brasil.

O secretário municipal de Defesa Civil de Teresina, coronel José Nunes, destaca a importância do plano para o fortalecimento das ações preventivas no município. “O PMRR é um instrumento fundamental para orientar nossas ações. O trabalho técnico realizado permitiu identificar com precisão as áreas de risco, o que fortalece a atuação da Defesa Civil e contribui diretamente para a proteção da população”, afirmou.

Elaboração do PMRR em Teresina

Previsto na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012), o PMRR é um instrumento técnico de gestão que orienta os municípios na identificação, classificação e mitigação de riscos.

Em Teresina, os trabalhos tiveram início em outubro de 2024 e foram desenvolvidos em três etapas, concluídas em julho de 2025. Durante esse período, equipes do SGB, com apoio da Defesa Civil e participação de representantes comunitários, realizaram vistorias em diversos bairros para identificar áreas sujeitas a inundações e processos erosivos, classificando os níveis de risco com base em critérios técnicos.

Na etapa seguinte, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), realizou a revisão detalhada dos setores classificados como de risco alto e muito alto, elaborando propostas de intervenções estruturais para prevenção dos riscos.

Arte gráfica: Ascom Semdef

Prefeitura de Teresina inicia mapeamento com drones para regularização fundiária na Vila Padre Cícero

Mapeamento com drones para regularização fundiária (Foto: Ascom Eturb)

A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Coordenação de Regularização Fundiária da Eturb, iniciou o levantamento aerofotogramétrico com uso de drone e o levantamento topográfico na Vila Padre Cícero, zona Leste. A ação integra mais uma etapa do processo de Regularização Fundiária Urbana (REURB) na capital.

Os serviços incluem a coleta de dados georreferenciados e a delimitação do núcleo urbano, fundamentais para a organização territorial da área. De acordo com o coordenador de Regularização Fundiária, Derivan Abreu Gonçalves, a orientação é garantir maior celeridade na execução dos trabalhos, com o objetivo de agilizar a entrega dos resultados à população.

Mapeamento com drones para regularização fundiária (Foto: Ascom Eturb)

O levantamento aerofotogramétrico é uma técnica de mapeamento aéreo realizada com drones, capaz de capturar imagens e dados com alta precisão. A tecnologia permite identificar e delimitar terrenos, construções e ocupações, contribuindo diretamente para o planejamento urbano e a criação de um cadastro técnico mais eficiente. Além disso, facilita a identificação de áreas consolidadas e de imóveis em situação irregular, subsidiando o desenvolvimento de projetos urbanísticos.

Segundo o engenheiro da Eturb, Felipe Cruz, um dos principais diferenciais da aerofotogrametria é a capacidade de cobrir grandes áreas em um curto período de tempo. “Essa agilidade torna a ferramenta essencial para projetos de grande escala, como o planejamento urbano, o monitoramento ambiental e o apoio a obras públicas”, destacou.

Mapeamento com drones para regularização fundiária (Foto: Ascom Eturb)

O objetivo da regularização fundiária é legalizar imóveis construídos sem licença prévia ou com documentação incompleta, além de atualizar registros que estejam desatualizados junto ao município. Conforme explica Derivan Abreu

Além disso, imóveis irregulares enfrentam dificuldades para serem vendidos, não podem ser utilizados em processos de herança ou doação e ficam fora de diversas garantias legais. Por isso, a regularização é considerada essencial para assegurar direitos e valorizar o patrimônio dos moradores.

Catalisa Gov entra na segunda fase com mapeamento de desafios e foco em soluções

Foto: SECTI

O programa Catalisa Gov, iniciativa que busca identificar e solucionar desafios da gestão pública por meio da inovação, entrou em sua segunda fase em Teresina, com foco nas demandas da população.

Desenvolvido em parceria com o Sebrae, o programa tem como objetivo mapear problemas, priorizar soluções e propor ações estratégicas que impactem diretamente a eficiência dos serviços públicos.

Nesta sexta-feira, 24, a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) se reuniu com o Sebrae, representado pela consultora Bruna Neves, para tratar do mapeamento dos desafios e da priorização de soluções que compõem a segunda etapa do programa.

O secretário-executivo de Ciência e Inovação da SECTI, Carlos Giovanni, explicou como está sendo feita a análise dos desafios.
“Estamos utilizando ferramentas de design thinking para diagnosticar os problemas e desafios nas SDUs, SEMA e FMS. Esta etapa inicial é fundamental para identificar quais problemas serão tratados com soluções inovadoras e, assim, melhorar a gestão pública e os serviços oferecidos à população”, destacou.

Bruna Neves, do Sebrae, detalhou o trabalho de mapeamento realizado pelo programa.
“Esta é uma reunião de alinhamento do mapeamento e priorização de desafios que compõem a segunda etapa do Catalisa Gov. Estamos apresentando os desafios mapeados, os impactos, as causas e as consequências, além do contexto dos problemas levantados nas SDUs, SEMAM, FMS, SEMA e demais órgãos participantes”, pontuou.

O Catalisa Gov segue avançando para transformar desafios em soluções que beneficiem a população.

Prefeitura de Teresina discute novo sistema de cadastro de agentes culturais de Teresina

Discussão do sistema de cadastro de agentes culturais de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), realizou reunião com a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) para tratar sobre o novo sistema de cadastro de agentes culturais de Teresina, que será lançado em breve. A iniciativa tem como objetivo organizar e fortalecer o mapeamento dos artistas e produtores culturais da capital, possibilitando uma atuação mais eficiente na elaboração de políticas públicas voltadas ao setor.

O sistema funcionará como uma plataforma de identificação e registro de agentes culturais, permitindo que artistas, grupos, coletivos e produtores se cadastrem e fiquem aptos a participar de editais e projetos promovidos pela Fundação. Além disso, o cadastro possibilitará a emissão de uma carteirinha de identificação, que trará informações sobre o artista e sua área de atuação.

Durante a visita, o superintendente da Fundação Monsenhor Chaves, Abiel Bomfim, destacou a importância da parceria entre os órgãos municipais e os avanços na criação da ferramenta. “Estamos andando aqui com a técnica da Secti, uma visita de trabalho. A secretaria tem ajudado a Fundação, assim como ajuda toda a Prefeitura. Especificamente no caso da visita de hoje, tratamos do sistema de cadastro dos artistas da cidade, uma espécie de mapa cultural de Teresina, onde a gente pretende cadastrar os artistas, conhecer, ter acesso aos dados — quantos são, onde moram — para que seja trabalhada política pública de forma técnica, mas voltada para o segmento cultural.”

O novo sistema de cadastro está em fase final de ajustes e deve ser disponibilizado ao público futuramente. A expectativa é que a ferramenta se torne um importante instrumento de gestão e valorização da cultura teresinense.

Secti realiza primeira reunião com Fundação Monsenhor Chaves para criação do cadastro municipal de artistas

Reunião Secti e Fundação Monsenhor Chaves (Foto: Ascom Secti)

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) realizou, nesta sexta-feira (17), a primeira reunião de apresentação do sistema que dará origem ao Cadastro Municipal de Artistas de Teresina (Sisarte). O encontro contou com a presença da equipe técnica da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FMC).

A iniciativa marca o início de uma parceria entre os dois órgãos para o desenvolvimento de uma plataforma que vai reunir informações sobre os artistas locais. O objetivo é mapear a produção cultural de Teresina e facilitar o acesso a políticas públicas voltadas ao setor.

Segundo o programador da Secti, Hudson Moura, o Sisarte será uma ferramenta estratégica para fortalecer a política cultural do município. “O Sisarte será o nosso cadastro municipal de artistas, voltado a conhecer melhor a base cultural de Teresina. A partir dele, o artista poderá emitir sua carteirinha municipal, formar grupos e participar dos editais da Fundação Cultural. Hoje foi feita a primeira entrega do sistema, mostrando como funcionará o cadastro e todo o fluxo interno para a Fundação”, explicou.

Reunião Secti e Fundação Monsenhor Chaves (Foto: Ascom Secti)

O superintendente executivo da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Abiel Bonfim, ressaltou a importância da parceria. “Estamos reunidos com a equipe técnica da secretaria para tratar do sistema de cadastro dos artistas da cidade, uma espécie de mapa cultural de Teresina. Queremos conhecer quem são, onde estão e como atuam, para que possamos desenvolver políticas públicas mais técnicas e voltadas ao segmento cultural”, afirmou.

O sistema, desenvolvido pela Secti, será uma importante ferramenta de mapeamento da cena artística teresinense, contribuindo para o fortalecimento da cultura local e para a valorização dos artistas da capital.

Catalisa Gov entra na segunda fase em Teresina com foco nas demandas da população

Oficina Catalisa Gov (Foto: Consultoria do Sebrae)

O Catalisa Gov, programa nacional que incentiva a inovação aberta no setor público, já está em sua segunda fase em Teresina. Desenvolvido pela Secti – Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o Sebrae -PI, o projeto ajuda a Prefeitura a testar soluções inovadoras para os desafios da gestão pública.

A iniciativa aproxima governo, empreendedores e startups, estimulando a inovação e a busca por serviços mais eficientes para a população.

Com mais de 900 mil habitantes, Teresina é a cidade mais populosa do Piauí. Por isso, é fundamental que o mapeamento de desafios vá além da operação da Prefeitura e considere também as necessidades da população.

Oficina Catalisa Gov (Foto: Consultoria do Sebrae)

Nesta etapa, são realizadas oficinas de Mapeamento e Priorização de Desafios Públicos. Nelas, gestores, coordenadores e servidores de diferentes áreas se reúnem para apontar as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia de cada secretaria e superintendência. A ideia é mapear muito mais que a operação da Prefeitura Municipal de Teresina, ir além disso entendendo as demandas da população.

As oficinas já aconteceram na SDU Leste, SDU Sudeste, SDU Centro e na Secretaria Municipal de Administração (Sema). Em breve, serão realizadas também na Semam e na SDU Norte, ampliando ainda mais a participação e o diálogo entre as áreas da gestão municipal.

Depois do mapeamento, os desafios serão divulgados em editais de chamamento público. Empresas e startups poderão apresentar propostas, e as melhores ideias seguirão para testes por meio dos Contratos Públicos de Solução Inovadora (CPSI), trazendo mais eficiência e impacto positivo para a gestão e para a população.

Teresina avança para a fase final do mapeamento de áreas de risco

Foto: ASCOM/Defesa Civil

A cidade de Teresina iniciou, nesta semana, a etapa final do mapeamento das áreas de risco, com foco na formulação de soluções para reduzir o grau de vulnerabilidade em regiões classificadas como de risco alto e muito alto. Os trabalhos seguem até o dia 7 de agosto e contam com o apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Durante esse período, os especialistas realizarão novas visitas aos pontos críticos já identificados em fases anteriores. O objetivo é propor intervenções estruturais, como obras de drenagem, contenção de encostas e melhorias urbanas e ações não estruturais.

O secretário municipal de Defesa Civil, coronel José Nunes, destacou a importância da iniciativa para a proteção da população. “Esse trabalho é essencial para garantirmos mais segurança às comunidades que vivem em áreas vulneráveis. Com base nessas análises, poderemos agir de forma mais eficaz, prevenindo desastres e protegendo vidas”, afirmou.

De acordo com o engenheiro civil Gabriel Araújo, do IPT, esta etapa foca exclusivamente nas regiões com maior grau de risco. Ele reforça que a intenção não é promover remoções em massa, mas sim tornar a permanência das famílias mais segura.

“Nosso trabalho agora é propor soluções técnicas viáveis. Isso inclui desde intervenções físicas até estratégias de educação e ordenamento territorial. A ideia é assegurar que as pessoas possam continuar vivendo nessas áreas, mas com o suporte necessário para que isso ocorra de forma segura e sustentável”, explicou.

Com a finalização dessa fase, o município contará com um planejamento robusto para mitigar os impactos de deslizamentos, alagamentos e outros eventos naturais. A previsão é de que o plano completo seja entregue à Prefeitura de Teresina até dezembro de 2025.

Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)

A partir do diagnóstico final, será elaborado o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento estratégico que vai orientar a execução de ações preventivas e corretivas para minimizar os riscos mapeados. Entre as medidas previstas estão obras de infraestrutura, melhorias no sistema de drenagem urbana, reforço no saneamento básico e diretrizes para o controle da ocupação irregular em áreas vulneráveis.

Parceria com o programa Periferia sem Risco

Teresina também integra o programa Periferia sem Risco, iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades. A capital piauiense está entre as dez cidades brasileiras selecionadas para participar do projeto, que busca reduzir os impactos de desastres naturais em territórios periféricos. A ação promove o fortalecimento do planejamento urbano, a atualização de metodologias de avaliação de risco e a capacitação de profissionais para atuação em contextos marcados pela vulnerabilidade e pelos efeitos da crise climática.

SDU Sudeste avança no mapeamento de terrenos baldios na região e inicia nova etapa de notificações

SDU Sudeste avança no mapeamento de terrenos baldios (Foto: Ascom SDU Sudeste)

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sudeste, segue com o trabalho de mapeamento de terrenos baldios nos bairros da zona sudeste de Teresina. A ação tem como objetivo identificar áreas abandonadas que estejam em desacordo com o Código de Postura do Município, garantindo mais segurança, salubridade e organização urbana para a população.

Na primeira etapa da operação, foram registrados 130 terrenos baldios, sendo 95 no bairro Manoel Evangelista, 29 no Parque Poti (mapeamento ainda em andamento) e 6 no Residencial Firmino Filho (ainda em andamento). A partir desse levantamento, a SDU Sudeste dará início à segunda fase do trabalho: a identificação dos proprietários e o envio de notificações, conforme prevê a legislação municipal.

SDU Sudeste avança no mapeamento de terrenos baldios (Foto: Ascom SDU Sudeste)

De acordo com o Código de Postura de Teresina, os terrenos devem estar murados, limpos e com calçada, evitando o acúmulo de lixo, proliferação de vetores e riscos à vizinhança. O descumprimento pode acarretar penalidades, incluindo multas e demais sanções administrativas.

O superintendente da SDU Sudeste, Isaac Meneses, destaca a importância da ação. “Nosso objetivo é garantir que os espaços urbanos sejam cuidados e utilizados de forma adequada. Além de melhorar a paisagem da cidade, essa ação contribui para a segurança e a saúde pública nos bairros”, afirma.

SDU Sudeste avança no mapeamento de terrenos baldios (Foto: Ascom SDU Sudeste)

A coordenadora de Fiscalização da SDU Sudeste, Rose Cury, reforça que a atuação da equipe é contínua. “Estamos percorrendo os bairros, registrando as irregularidades e encaminhando para os procedimentos legais. É um trabalho minucioso, mas essencial para manter a cidade organizada e segura para todos”, explica.

A SDU Sudeste orienta os moradores que identifiquem terrenos abandonados ou em situação irregular a entrarem em contato com a superintendência para que sejam incluídos no cronograma de fiscalização. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (86) 98828-1717 ou pelo e-mail ascomsdusudeste@gmail.com.

Superintendente da SDU Norte visita a Vila Firmino Filho para verificar demandas da população

Superintendente da SDU Norte visita a Vila Firmino Filho (Foto: Ascom SDU/Norte

O superintendente da SDU Norte, Alan Brandão, semanalmente, visita as comunidades para verificar de perto as demandas dos moradores, com o objetivo de se aproximar da população e averiguar, de forma presencial, as possíveis soluções para os problemas mais sensíveis e mais urgentes trazidos para o órgão. A visita desta quarta-feira (23), foi realizada na Vila Firmino Filho, no loteamento Mocambinho.

“Os moradores nos chamaram para conferir um ponto de descarte de lixo na via pública nas margens do Rio Parnaíba, aqui a situação traz muitos transtornos, afetando a saúde e trazendo malefícios. Isso não pode continuar, por isso, trouxe comigo os encarregados de serviços urbanos da nossa superintendência, para juntos, chegarmos a uma solução para o caso”, ressaltou o superintendente.

A visita foi um convite da presidente da Associação de Moradores, dona Alcionira Belchior, que denuncia a ação dos “sujões”. “Além de jogar lixo, ainda tocam fogo, colocando em risco a nossa comunidade. Aqui temos idosos, crianças e mulheres que ficam à mercê. Não aguentamos mais”.

Superintendente da SDU Norte visita a Vila Firmino Filho (Foto: Ascom SDU/Norte

O superintendente revelou que uma das ações será uma parceria com o ‘Projeto Ide 11 horas’, que transforma áreas de descarte de lixo em jardins. “Estamos mapeando a zona norte e as regiões mais sensíveis, já conversamos com o irmão Kleps, idealizador do projeto, que é um parceiro nessa luta”, ressalta.

Outra ação para prevenir o descarte irregular seria a possibilidade de uma cerca no local, além da instalação de câmeras. “Aqui é margem do rio, área verde e não podemos instalar Ponto de Recolhimento de Resíduos- PRR, mas vamos verificar todas as possibilidades e ações que a SDU possa tomar para contribuir com o fim desse lixão. Estou com a equipe aqui para avaliação e posterior ação”, finalizou Alan Brandão.

Crime Ambiental

Como denunciar? A população pode enviar mensagens para o número (86) 9 9402-3074 (WhatsApp do Lixo Zero) para relatar casos de descarte irregular. Além das notificações, os infratores estão sujeitos à multas, já que o descarte incorreto de lixo é uma infração ambiental. “É uma questão de educação e responsabilidade de cada cidadão”, reforçou o superintendente.

Geólogos iniciam segunda etapa de monitoramento das áreas de risco em Teresina

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Os técnicos do Serviço Geológico do Brasil (SGB), deram início à segunda etapa do monitoramento das áreas de risco em Teresina. O trabalho envolve o mapeamento detalhado de regiões vulneráveis a eventos geo hidrológicos, como inundações e deslizamentos de terra. Com base nos resultados, as áreas analisadas serão classificadas em níveis de risco médio, alto e muito alto.

A ação segue até o dia 22 de fevereiro, abrangendo tanto áreas urbanas quanto rurais da cidade. O trabalho conta com o apoio da Defesa Civil de Teresina, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), e das Superintendências de Desenvolvimento Urbano e Rural (SDUs).

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Segundo o geólogo, Marcos Oliveira, que integra a equipe de monitoramento, esse mapeamento é essencial para evitar tragédias e garantir segurança à população. “Nosso objetivo é fornecer um diagnóstico detalhado sobre as áreas mais vulneráveis da cidade, permitindo que as autoridades adotem medidas preventivas eficazes. A partir desse estudo, será possível planejar intervenções que minimizem os impactos de possíveis desastres naturais, como deslizamentos e enchentes”, explicou.

Nesta quarta-feira (12), os técnicos estiveram nas zonas Sudeste e Sul da capital, acompanhados pelo secretário municipal da Defesa Civil, coronel José Nunes. O secretário destacou a importância do trabalho realizado pelo SGB para a gestão de riscos no município.

“O monitoramento realizado pelos especialistas do SGB é fundamental para que possamos agir de maneira preventiva. Com essas informações, poderemos direcionar investimentos e medidas que reduzam os riscos e protejam a população, especialmente diante das mudanças climáticas”, afirmou o gestor.

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)

Após a conclusão do mapeamento e da análise do cenário, será elaborado o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), um documento que orientará a implementação de medidas estruturais e não estruturais para mitigar os riscos identificados. Entre as ações previstas, estão obras de infraestrutura, melhorias no saneamento e estratégias para evitar ocupações em áreas de risco.

Parceria com o Programa Periferia sem Risco

Teresina foi contemplada pelo programa Periferia sem Risco, iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), do Ministério das Cidades. O programa visa reduzir os impactos de desastres naturais em áreas vulneráveis, fortalecendo o planejamento urbano, revisando metodologias de avaliação de risco e capacitando profissionais para atuar na mitigação de desastres, especialmente diante dos desafios impostos pela crise climática.

Bairros monitorados

As áreas contempladas pelo mapeamento incluem bairros das zonas urbanas e rurais de Teresina:

Zona Sudeste: Jardim dos Pássaros, Vila Washington Feitosa, Curva São Paulo, Loteamento Parque do Sol, Mariana Fortes, Redonda, Vila Verde, Comprida;

Zona Sul: Vila Ferroviária, Ilhotas, Porenquanto, Parque Vitória, Areias, Santo Antônio, Vila da Paz, Ocupação Terra Prometida, Vila Nova Parnaíba, Prainha, Loteamento Jataí, Portal da Alegria, Torquato Neto, Brasilar, Pedra Miúda, Vila Irmã Dulce, Palitolândia, Vila Santa Cruz;

Zona Norte: Aroeiras, Santa Rosa, Parque Brasil, Cidade Industrial, Santa Maria da Codipi, Edgar Gayoso, Nova Brasília, Itaperu, Água Mineral, Vila Cristalina, Poty Velho, Mocambinho, Bom Jesus, Buenos Aires;

Zona Leste: Satélite;

Área Rural: Santana, Parque Bumerangue, Chapadinha, Alegria, Poção, Cantinho Sul, Chapadinha Sul, Serafim, Cebola, Angolar, Formosa, Boquinha, Santa Rosa, Taboca do Pau Ferrado, Lagoa da Mata, Fazenda Nova, Lagoa de Dentro, Mano Gayoso, Cancela, Matapasto, Povoado Santa Helena, São Vicente, Nova Laguna, Santa Luz, Boqueirão.

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)