Escolas da Rede Municipal terão novos projetos culturais em 2022

Cultura nas escolas é a proposta de parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC). Um encontro entre o secretário da Semec, professor Nouga Cardoso, e o presidente da Fundação, Ênio Portela, levou a encaminhamentos para já planejar ações culturais nas unidades de ensino da Rede para o ano de 2022.

A parceria é no mesmo sentido do projeto com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), envolver os órgãos municipais para beneficiar crianças e adolescentes em diversos aspectos.

Com a FMC, a ideia é proporcionar atividades artísticos-culturais como aulas de balé, artes e banda escola. “Estamos planejando um conjunto de atividades para movimentar as unidades de ensino, ampliar a visão de mundo dos estudantes e oferecer uma formação mais completa”, disse o secretário executivo de Ensino da Semec, Kleytton dos Santos.

Secretário da Semec, professor Nouga Cardoso, e o presidente da Fundação, Ênio Portela / foto: Ascom Semec

Projeto público leva música para jovens do bairro Dagmar Mazza

Tocar um instrumento musical, ou fazer parte de uma banda é o sonho de muitos jovens da periferia, porém por conta dos gastos com cursos particulares, muitos desistem e acabam seguindo outros rumos, por conta disso, o município de Teresina vem investindo na qualificação profissional de novos talentos. Através do , dezenas de jovens estão obtendo experiência na área musical, como por exemplo, 30 jovens que moram na região do bairro Dagmar Mazza, na zona Sul da capital e que estão matriculados na Banda Escola Tom Jobim.

A banda é regida pelos maestros Paulo Brito e Edson Queiroz, juntos eles fazem um trabalho de socialização, aproveitando o interesse dos jovens que desejam seguir um caminho que não seja o da criminalidade. Segundo Paulo, ele é um exemplo vivo do sucesso desse projeto, pois antes de ser maestro, ele foi aluno do Projeto Banda Escola, além dele muitos dos alunos que já passaram pelo projeto, estão contratados por bandas da cidade e até de outros estados

“Aqui aprendi tudo o que eu sei sobre música e instrumentos, é um trabalho gratificante, pois estou no mesmo local que aprendi, oferecendo conhecimento para que outros jovens possam ter a mesma oportunidade que tive quando eu era aluno. Estamos em uma comunidade carente oferecendo algo que é diferente para muitos, é um trabalho árduo, porém muito gratificante”, conta o maestro Paulo Brito, enfatizando ainda que por conta da pandemia, estão sendo realizadas apenas duas aulas semanais, onde os jovens têm acesso a aulas de Saxofone, Clarinete, Flauta transversal, Trompete, Trombone, Tuba, Bombardino, Trompa, Bateria e Percussão.

Um dos alunos do projeto é o jovem Rafael Mendes, de 17 anos, ele conta que foi um amigo que lhe convidou para participar das aulas, e que hoje a Banda Escola vem mudando sua vida através da música. Sempre com boas notas na escola, ele conta que vai continuar se dedicando aos estudos e que pretende seguir a profissão de músico e que sonha em seguir os passos dos seus professores.

“Esse projeto é muito importante para o nosso amadurecimento profissional, eu por exemplo não sabia nada de música ou instrumentos, hoje já estou me familiarizando com o Saxofone e em breve estarei nos palcos presenteando o público com meu talento”, diz Rafael Mendes.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, Ênio Portela, conta que o projeto vem atendendo jovens de todas as regiões da cidade, levando oportunidades de forma igualitária para todos. O presidente afirma que a meta da atual gestão é garantir que o projeto Banda Escola atenda mais comunidades, inclusive as rurais, atendendo a uma solicitação do prefeito Dr. Pessoa, que quer a descentralização dos projetos culturais.

“Assumimos recentemente a missão de comandar a cultura do município, já estamos visitando algumas casas e projetos a fim de executar um trabalho que venha a garantir a todos os munícipes o acesso igualitário à cultura. Esse projeto em específico é um dos mais importantes que temos, pois está encravado dentro das comunidades, chegando diretamente aos jovens, que são os que mais precisam do olhar público, por isso iremos trabalhar para que tenhamos as ferramentas necessárias para melhorar ainda mais essas bandas que desenvolvem um excelente trabalho social”, afirma Ênio Portela.

O Projeto Banda Escola atua especialmente em algumas escolas municipais espalhadas pelas quatro regiões da cidade e tem como objeto levar conhecimento através da música para jovens carentes de Teresina. Para saber como participar, basta acessar o site cultura.teresina.pi.gov.br ou seguir o instagran @culturateresina.

Prefeitura de Teresina promove diálogo com profissionais da cultura

Ocorreu no final da tarde desta quarta-feira (19), no Palácio da Música, Centro de Teresina reunião entre a gestão pública municipal e profissionais da cultura que prestam serviço para a Prefeitura de Teresina, através de associações culturais. O encontro, idealizado pelo vice-prefeito e secretário de Finanças, Robert Rios, contou com a presença do presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima, dirigentes das associações e profissionais da cultura.

O maestro Aurélio Melo, da Orquestra Sinfônica de Teresina, contou durante o encontro que ficou feliz com o canal de diálogo aberto pela prefeitura e que, a partir de agora, as associações culturais irão se unir a pasta da cultura para ajudar a elaborar o novo plano cultural para o município.

“É bom ver uma gestão que trabalha ouvindo a classe artística, por isso ajudaremos a gestão a garantir que esse processo de mudança seja feito da melhor forma, a fim de garantir a manutenção dos projetos já existentes”, pontuou o maestro Aurélio Melo.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima, reafirmou o compromisso da entidade com a cultura local e que sempre vai trabalhar buscando o melhor para a classe artística e para população beneficiada com os projetos culturais.

“Houve sim alguns atropelos de informações, porém sabemos da determinação do prefeito Dr. Pessoa e do vice Robert Rios de melhorar a relação com os profissionais da cultura”, afirma Scheyvan Lima, enfatizando ainda que uma das missões da pasta que ele comanda é levar a cultura para a região periférica e rural do município.

Reunião tratou sobre novos projetos para a cultura em Teresina (Fotos: Ascom/FMC)

Robert Rios fala sobre investimentos

Indagado sobre o futuro da cultura teresinense, o vice-prefeito e secretário de Finanças, Robert Rios, afirmou que a cidade conta com alguns prédios construídos para incentivar a cultura, porém, segundo ele, estes espaços precisam ser readequados para garantir oportunidades a novos artistas e se aproximar da população.
Robert Rios também falou sobre o projeto da FMC de ampliar a parceria com a Secretaria Municipal de Educação e ainda sobre melhorar os investimentos para a cultura para que outros profissionais ou jovens tenham a oportunidade de divulgar seus trabalhos.
“Uma cidade que não valoriza a cultura é uma cidade morta, essa gestão tem sim o compromisso de dar uma nova cara para a área cultural, por isso, queremos aumentar os recursos para que eles também possam ser aplicados em projetos que venham a beneficiar os teresinenses que moram em comunidades distantes da região central”, afirma Robert Rio, esclarecendo ainda que está fazendo uma análise dos projetos culturais para que possa ajudar à Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves a melhorar a cultura da cidade.

Para ficar por dentro das notícias relacionadas às políticas públicas voltadas para o setor cultural, basta acessar o site cultura.Teresina.pi.gov.br.

 

Contratos com ONGs que administram pastas culturais seguem até dezembro

Visando a garantia da execução dos projetos culturais já existentes, a Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, irá prorrogar até o mês de dezembro o contrato com ONGs que prestam serviços para o poder público municipal. Essa medida visa dar tempo para que o novo modelo de gestão seja amplamente debatido entre a prefeitura, classe artística e a população em geral sem pôr em risco o andamento dos projetos.

Na nova proposta, está a ampliação dos projetos culturais e ainda uma maior contratação de profissionais da área da cultura, dando mais oportunidades aos artistas da capital. Após debatido e finalizado, o projeto será encaminhado para votação na Câmara Municipal de Teresina, dando total transparência ao processo.

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa reafirma o seu compromisso com a cultura da capital e que a gestão está totalmente aberta para o diálogo. “O que estamos fazendo é uma gestão transparente, onde todos são ouvidos independente de questões partidárias”, afirma o prefeito Dr. Pessoa.

Atualmente a gestão municipal tem contratos na área da cultura com a Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina  e Associação dos Amigos do Balé da Cidade, juntas elas administram as orquestras municipais, Banda Escola, Balé da Cidades e diversos cursos realizados no Palácio da Música e nos teatros municipais.

Para ficar bem informado sobre as ações da cultura no município de Teresina, basta acessar o site cultura.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Prefeito Dr. Pessoa prorroga até dezembro os contratos culturais (Foto: Rômulo Piauilino / Semcom)

Prefeitura de Teresina garante a continuidade e ampliação de projetos culturais

A Prefeitura de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), está elaborando um novo modelo administrativo para o gerenciamento financeiro da Orquestra Sinfônica, Orquestra Sanfônica, Sinfônica de Violões, Balé da Cidade, Banda 16 de Agosto e outras tantas iniciativas culturais desenvolvidas na capital. Além de mantidas, essas ações serão ampliadas em toda a cidade.

Após elaborada, a proposta será enviada para aprovação da Câmara de Vereadores. “Todos esses projetos são importantes patrimônios imateriais que fazem parte da história cultural do nosso município. A chance deles acabarem é zero, isso nunca foi debatido e nem será, pois nossa intenção é ampliar as atividades culturais, dando mais oportunidades de acesso, principalmente aos que residem na periferia ou em áreas rurais”, explica Scheyvan Lima, presidente da FMC .

Uma das mudanças diz respeito à administração financeira desses projetos, que anteriormente ficava a cargo de Organizações Sociais (OS) contratadas pela FMC para o desenvolvimento das atividades culturais. Apesar de legal do ponto de vista jurídico, esse modelo de gestão dos recursos públicos foi encerrado e será substituído em uma nova configuração, já em discussão por todos os agentes envolvidos.

Além de um uso eficiente dos recursos públicos, as mudanças administrativas visam democratizar o acesso à cultura e o estabelecer de uma relação mais direta com o setor artístico local. “Os contratos foram encerrados, mas os projetos culturais continuarão. Iremos construir, com a sociedade civil, conselho municipal de cultura e artistas, uma nova ferramenta administrativa para o financiamento de todos esses projetos”, finaliza Scheyvan.

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves enfatiza que todo esse processo de mudança ocorrerá de forma transparente, sempre ouvindo a classe artística e à população. Para ficar informado(a) sobre as notícias relacionadas às políticas públicas municipais na área da cultura, basta acessar o site cultura.teresina.pi.gov.br.

A Prefeitura de Teresina está elaborando um novo modelo administrativo para o gerenciamento financeiro dos projetos culturais Foto(Ascom/FMC)

Nota de esclarecimento – Projetos culturais

Sobre o suposto fim de projetos culturais desenvolvidos na cidade, informação divulgada na tarde desta terça-feira (11/05) nas redes sociais e na imprensa, a Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves , vem a público esclarecer que não existe nenhuma possibilidade dos projetos serem extintos, pois beneficiam diretamente e indiretamente dezenas de teresinenses e se trata de um leque de patrimônio imaterial da cidade, construído com muito esforço e parte inseparável da história de nossa capital.

O que ocorrerá de verdade?

Apenas o fim de intermediários na contratação destes profissionais, ou seja, o fim de contratos com ongs e associações. Isso irá gerar uma economia direta aos cofres públicos, criando ainda a possibilidade do aumento de profissionais contratados nas mais diversas áreas da cultura.

A Fundação Municipal de Cultura esclarece ainda que é preciso ter cuidado com as fakenews, pois elas acabam colocando em risco o direito do cidadão de ter acesso a verdade. Para qualquer dúvida relacionada a cultura o cidadão poderá acessar o site cultura.teresina.pi.gov.br ou as redes sociais da instituição.

Lei A. Tito Filho investe cerca de R$ 700 mil em projetos culturais de Teresina

Um dos projetos de incentivo cultural mais importante da cidade está se reestruturando e promete incrementar ainda mais o cenário artístico piauiense. Estruturado pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Monsenhor Chaves, a Lei A. Tito Filho já investiu mais de R$ 360 mil nos projetos aprovados no último edital, e serão aplicados mais R$ 340 mil ainda neste ano, totalizando mais de R$ 700 mil. A previsão é de quitar todos até o início do próximo ano.

O último edital da Lei A. Tito Filho aprovou 35 projetos, que começaram a ser pagos em 2018 com recursos do Tesouro Municipal. De acordo com o coordenador da Lei, Jairo Cezar Sherlock, a prioridade foi com os de valores mais baixos. “Já foram pagos 14 projetos de diversas áreas, alguns inclusive já foram executados, com a prestação de contas aprovadas, ou estão em fase de execução. A previsão é passar parte de 2019 ainda pagando uma parte significante e no início do ano que vem finalizarmos todos, inclusive de valores mais altos. E os recursos estão sendo diretos do Fundo Municipal de Cultura, sem o intermédio das empresas que apoiam”, explica.

No total, o último edital da Lei A. Tito Filho previu um montante de quase R$ 1 milhão para investimento em várias áreas da cultura como dança, teatro, música, literatura, artes visuais. Desse valor, estão sendo pagos pouco mais de R$ 700 mil até o fim do ano, e o restante em 2020. “Os valores menores foram pagos na sua totalidade, o que dá mais agilidade para o artista seguir com os seus projetos”, acrescenta Jairo.

A escritora Renata Flávia foi uma das beneficiadas pelo projeto com seu livro Lustre de Carne, lançado neste ano pela Lei A. Tito Filho. Para ela, o projeto é de grande importância para os artistas que não conseguem tirar suas produções da gaveta por falta de recursos. “A Lei A.Tito é indispensável para aqueles artistas que precisam fazer sua arte circular, mas ainda não possuem os meios. Sua abertura de incentivo a todas as artes coloca a cidade em movimento, gera visibilidade e autoestima ao artista. É de extrema importância, principalmente no cenário que temos em Teresina, esse impulso”, destaca.

A LEI

A Lei A. Tito Filho (Lei nº 2.194) foi criada em 1993 e já possibilitou o financiamento de centenas de projetos em várias áreas, o que tem contribuído para incrementar o cenário cultural da cidade.

A Lei recebeu esse nome em homenagem ao Professor Arimatéa Tito Filho, escritor, que foi membro da Academia Piauiense de Letras e grande incentivador da produção e valorização da cultura teresinense.

A Lei A. Tito Filho contempla as áreas de música, teatro, dança, cinema, fotografia e vídeo, literatura, folclore, artesanato, artes plásticas, patrimônio histórico, cultural e natural, de natureza material e imaterial, bem como pesquisas nas áreas referidas. O objetivo do incentivo é a exibição, utilização e circulação pública dos bens culturais deles resultantes.