CMEIs fazem homenagens no Dia Internacional da Síndrome de Down

Com o objetivo de conscientizar a população e quebrar estigmas sociais das pessoas que nascem com a trissomia do 21º cromossomo, nesta quinta-feira (21) é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. Em alusão a essa data, os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da Rede Municipal de Educação de Teresina realizaram homenagens para comemorar a vida dos estudantes com Síndrome de Down e dar visibilidade a essa temática.

A Síndrome de Down não é doença, mas uma condição genética que causa alteração no cromossomo 21 das células, fazendo com que existam três cromossomos no lugar de dois. Com apoio, esses alunos, assim como qualquer outro, têm capacidade de aprender, desenvolvendo habilidades ao longo da caminhada escolar.


A diretora do CMEI Jonas Pereira, que fica no bairro Novo Horizonte, zona Sudeste de Teresina, professora Anathalia Lins, explica que o centro promoveu celebrações e fez homenagens especialmente aos alunos Ícaro Vinícius e Maria Júlia, que há três anos estudam na unidade. “Sempre trabalhamos para ter um ambiente de respeito e inclusivo para as crianças. Os estudantes, a direção e os professores amam a companhia do Ícaro e da Júlia, que todos os dias nos ensinam que as diferenças são primordiais para um ambiente de amor”, revela.

Também como forma de comemorar esse dia, o CMEI Chico Xavier, localizado no bairro São Sebastião, zona Sudeste de Teresina, realizou uma ação para que todos os 370 alunos fossem com meias trocadas a fim de discutir sobre o respeito às diferenças no ambiente escolar. Trocar as meias é uma alternativa divertida para despertar o interesse e a curiosidade das crianças em torno da Síndrome de Down.

A diretora do CMEI Chico Xavier, professora Cristiane Vieira, explica que a iniciativa da unidade de ensino surgiu com a necessidade de os pequenos entenderem a igualdade entre eles. “Os estudantes fizeram questão de vir com meias trocadas e coloridas para a unidade. As professoras também explicaram melhor sobre a temática dentro da sala de aula. Foi uma iniciativa dinâmica, alegre e bem descontraída”, conclui.

No Dia da Síndrome de Down, Semec destaca a importância do apoio às crianças

Cerca de 300 mil brasileiros nascem com Síndrome de Down por ano. Hoje, 21 de março, é celebrado o Dia Internacional e Nacional da Síndrome de Down, uma data com o objetivo de conscientizar a população e quebrar o estigma social. Em Teresina, atualmente, são 84 crianças com a síndrome matriculadas na Rede Municipal de Teresina.

Foto: Ascom Semec

A Síndrome de Down não é doença, mas uma condição genética que causa alteração no cromossomo 21 das células, fazendo com que existam três cromossomos no lugar de dois. Com apoio, esses alunos, assim como qualquer outro, têm capacidade de aprender, desenvolvendo habilidades ao longo da caminhada escolar.

Este ano, o vereador Enzo Samuel, presidente da Câmara Municipal de Teresina, instituiu uma lei que cria o Cartão de Identificação para pessoas com Síndrome de Down e com Transtorno do Espectro Autista. A iniciativa facilita o acesso aos serviços públicos como transporte e educação. Afinal, o desenvolvimento da criança depende da sua estimulação precoce, do ambiente no qual está inserida e do incentivo das pessoas que estão à sua volta.

Segundo Amanda Kárdia, coordenadora da Divisão de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec), muitas crianças apresentam perfis de aprendizagem que demandam algum grau de apoio, por isso a boa educação garante benefícios para a vida toda, inclusive para as crianças com Síndrome de Down.

“Estamos sempre pensando na pauta de inclusão. E essa data é para lembrar o que podemos fazer para que os alunos com Síndrome de Down sintam-se confortáveis na escola, com apoio adequado, trabalho coletivo e um olhar humanizado para suas especificidades”, pontuou Amanda.

Autora de livro sobre Síndrome de Down diz que falta de informação é a maior barreira

Ascom Semec

Como ajudar crianças com Síndrome de Down a desenvolverem suas habilidades na escola é um dos principais ensinamentos do livro lançado pela professora Lorena de Jesus nesta quarta-feira (20), na Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Lorena é professora da Rede Municipal de Ensino de Teresina e produziu o livro com mais dois estudiosos do curso de pedagogia: Francisco Soares e Maria de Jesus Rodrigues.

As pesquisas iniciadas durante a graduação ganharam vida a partir das experiências dos autores com a prática em sala de aula, onde se depararam com alunos com Síndrome de Down. Até o lançamento da obra, a professora Lorena conta que vivenciou diversas situações com estudantes, tanto em escolas públicas quanto privadas, e comprovou que o preconceito e a falta de informação ainda são os grandes desafios.

“Temos poucos estudos sobre o assunto, por isso senti mais vontade de me aprofundar na área. As pessoas precisam entender que a Síndrome de Down não é uma doença, que as crianças podem aprender, basta que tenham suporte, professores preparados, família bem informada e comunidade aberta à inclusão”, explica.

Para a professora Lorena, a escola pública municipal vem avançando no que diz respeito a acessibilidade, abrindo portas para as crianças especiais. “Ainda precisamos avançar muito enquanto população, mas sinto que os professores estão mais dispostos, motivados e preparados para receberem os alunos com necessidades especiais. No livro destacamos como os recursos pedagógicos que são utilizados nas escolas ajudam no processo de inclusão e aprendizagem dessas crianças”, conclui.