Prefeitura de Teresina capacita produtores rurais selecionados para o projeto de Difusão de Galinhas Caipiras e Fortalecimento da Agricultura Familiar

A Prefeitura de Teresina em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Instituto Federal do Piauí está capacitando produtores rurais selecionados para o Projeto de Difusão de Galinhas Caipiras e Fortalecimento da Agricultura Familiar na capital.

O Projeto, realizado com recursos do MDS e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) através do Agroamigo, tem como objetivo promover a criação e o manejo da galinha caipira da raça canela-preta por agricultores familiares inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

A primeira etapa seguirá com a capacitação dos produtores rurais, por meio de cursos, workshops e treinamentos contínuos realizados por professores especializados. Durante a segunda etapa, serão construídas as instalações para produção de galinhas caipiras. Em seguida, na terceira etapa, os produtores receberão acompanhamento das suas unidades produtivas por técnicos especializados durante 3 anos.

Através dessa iniciativa, mais de 70 agricultores familiares selecionados pela SDR, receberão capacitação em manejo de Criação de Galinhas Caipiras e apoio técnico pelo IFPI proporcionando meios para a geração de renda e oportunidades de trabalho através da avicultura caipira.

A execução do projeto capacitará as famílias no manejo e criação de galinhas caipiras, promovendo formação em empreendedorismo, comercialização, gestão, associativismo e cooperativismo, além de incentivar a geração de renda e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

Prefeitura de Teresina abre processo para aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar

A Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR), abriu Chamada Pública para aquisição de gêneros alimentícios de agricultores familiares, por meio da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimento- PAA.

A iniciativa visa fomentar a participação dos agricultores familiares locais, fortalecer a agricultura regional e ampliar os canais de escoamento da produção, ao mesmo tempo em que promove uma alimentação saudável e adequada visando atender as demandas de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

As entidades recebedoras deverão preencher o formulário padrão de cadastro (clique aqui), que é apenas a primeira etapa. Após preencher e enviar os dados cadastrais, a entidade deve enviar todos os documentos obrigatórios exclusivamente para o e-mail: paaentrega@gmail.com.

LOCAL DO CADASTRO

O cadastramento dos agricultores fornecedores será realizado presencialmente na Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR). Os agricultores deverão comparecer munidos de toda a documentação exigida para o cadastro, realizando a entrega dos documentos no endereço: Rua Firmino Pires, 165, Centro, Teresina–PI, no horário de atendimento das 8h às 12h (dias úteis), conforme o cronograma desta Chamada Pública.

CLIQUE AQUI para ter acesso ao edital.

Alunos da Escola Ubiraci Carvalho visitam a CEASA e aprendem sobre alimentação saudável na prática

Alunos da Escola Ubiraci Carvalho visitam a CEASA (Foto: Ascom Semec)

Nesta segunda-feira (19), os alunos do 9º ano ‘A’ da Escola Municipal Ubiraci Carvalho participaram de uma experiência educativa e transformadora: uma visita guiada à Central de Abastecimento (CEASA) de Teresina. A ação faz parte da primeira atividade da Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) em parceria com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A atividade contou com a participação de 28 alunos, acompanhados pela nutricionista, Ana Luísa Machado e pelo professor de Geografia, Francivaldo, que vem desenvolvendo, em sala de aula, uma proposta pedagógica voltada à conscientização sobre alimentação saudável. A visita teve como objetivo principal aproximar os estudantes da origem dos alimentos que consomem, além de promover a valorização dos agricultores e comerciantes que integram a cadeia produtiva.

Alunos da Escola Ubiraci Carvalho visitam a CEASA (Foto: Ascom Semec)

A visita foi guiada por Juliana, responsável pela comunicação da CEASA, que apresentou os principais setores do espaço, explicando a rotina de trabalho, os horários de funcionamento, os processos de comercialização e os diversos tipos de alimentos comercializados no local.

Durante a atividade, os alunos também realizaram entrevistas com os vendedores, conversando diretamente com trabalhadores que fazem parte da cadeia de abastecimento alimentar do estado. As conversas revelaram histórias de vida, desafios e a importância do trabalho realizado diariamente por agricultores e feirantes.

Outro destaque da visita foi o conhecimento sobre o funcionamento do Banco de Alimentos da CEASA. A iniciativa arrecada doações de produtos que seriam desperdiçados ao longo da cadeia produtiva e os redistribui para instituições sociais, contribuindo no combate à fome e à insegurança alimentar.

Alunos da Escola Ubiraci Carvalho visitam a CEASA (Foto: Ascom Semec)

A proposta é que, após a experiência, os estudantes criem um mural de exposição com os aprendizados mais relevantes, destacando os fatos curiosos, as histórias que mais os impactaram e os alimentos novos que descobriram.

Por meio de práticas como esta, a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), reforça seu compromisso com uma educação contextualizada e integrada, em que os alunos assumem o papel de protagonistas na construção do conhecimento e no desenvolvimento de uma consciência crítica sobre saúde, alimentação e cidadania.

Encerram hoje (05) as inscrições da Chamada Pública da Semec para agricultura familiar

A Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Educação (Semec), comunica que termina nesta segunda-feira (05) o prazo de inscrições para a Chamada Pública da agricultura familiar. Podem se inscrever no processo os fornecedores individuais, e também os grupos formais e informais de agricultores familiares. A ação tem o objetivo de adquirir gêneros alimentícios da agricultura familiar para o uso nas refeições dos estudantes da Rede Pública Municipal no ano letivo de 2024.

Para participar da Chamada Pública é preciso apresentar os Documentos de Habilitação e o Projeto de Venda, por um Representante Legal dos Grupos, através do Sistema Eletrônico de Informações SEI. Além disso, os interessados devem acessar o edital com todas as informações através do link https://antigo-semec.pmt.pi.gov.br/agricultura-familiar-2/.

Conforme o edital, a análise dos projetos de vendas e das documentações exigidas serão feitas na próxima quarta-feira (08), na sede da Semec. Mais do que contribuir para a valorização da produção, a Chamada Pública fortalece a economia local ao incentivar a participação de grupos formais, informais e fornecedores individuais.

Prefeitura de Teresina realiza “Feira no Condomínio” no Parque Terrazo Poti

Prefeitura de Teresina realiza “Feira no Condomínio” no Parque Terrazo Poti. Foto (Ascom/Semp).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP), realizará neste sábado (7) mais uma edição da “Feira no Condomínio”. O evento acontecerá das 8 h às 12 h no Condomínio Parque Terrazo Poti, no bairro Gurupi, zona Sudeste da cidade.

A feira tem como objetivo fomentar a comercialização de produtos agroecológicos na capital, proporcionando aos moradores dos condomínios o acesso a produtos de boa qualidade, sem uso de agrotóxicos, além de proporcionar aos feirantes mais uma opção de comercialização de seus produtos.

O secretário da Semp, Paulo Roberto da Iluminação, falou da importância da realização da feira para os moradores dos condomínios, os produtores e feirantes que participam do projeto.

“A Feira no Condomínio tem sido um sucesso, com o objetivo sempre de ajudar os pequenos agricultores a realizarem a comercialização de seus produtos, além de proporcionar aos moradores dos condomínios produtos com qualidade, vindos diretamente do campo. Projetos como esses incentivam a produção agrícola da cidade, gerando renda aos pequenos produtores. Desde a sua primeira edição, tem crescido o número de feirantes e de síndicos querendo participar e levar a feira para seus condomínios”, comentou.

A Feira no Condomínio é uma realização da Secretaria de Produção Agropecuária (SEMP), em parceria com a Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas Rural (SAAD Rural) e com os pequenos produtores da capital.

Secretaria Municipal de Produção Agropecuária fará o monitoramento em 45 hortas comunitárias da cidade

Secretário da SEMP, Paulo Roberto da Iluminação , em visita técnica na horta comunitária do bairro Santa Luzia . Foto (Ascom/SEMP).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP), tem realizado visitas técnicas nas hortas comunitárias da cidade, com o objetivo de conhecer de perto as demandas e fazer os encaminhamentos necessários para o desenvolvimento da produção e trazer benefícios aos horticultores. Nesta semana, a horta comunitária do bairro Santa Luzia, na zona Sul da capital, foi a beneficiada com a visita técnica da equipe da SEMP.

Segundo o secretário da SEMP, Paulo Roberto da Iluminação, a visita às hortas comunitárias de Teresina agora farão parte do calendário semanal da secretaria.

“Resolvemos conhecer de perto todas as hortas de nossa cidade, saber das demandas e encaminhá-las para serem solucionadas. Nosso objetivo é prestar serviço aos produtores agrícolas de forma eficaz, onde possam usufruir dos benefícios que o poder público pode ofertar, além de ampliar as parcerias e proporcionar uma qualidade de vida aos agricultores familiares, gerando renda e levando o alimento saudável para a mesa dos teresinenses”, destacou Paulo Roberto da Iluminação.

Dentre as demandas apresentadas pelos horticultores da horta do bairro Santa Luzia estão: limpeza do espaço, devido o grande acúmulo de mato ao entorno da horta, melhorias na iluminação do local, acompanhamento técnico e recebimento de insumos para ampliar a produção.

Atualmente, a Prefeitura de Teresina realiza assistência técnica em 45 hortas comunitárias e 21 campos agrícolas, situados nas zonas Rural e Urbana da capital, onde é prestada uma assistência holística, sistêmica e permanente.

Produtores rurais participam da Feira de Agricultura Familiar nesta sexta-feira (28)

Ascom/Semcaspi

“Antes a gente lutava muito. Produzia, mas se acabava ali na areia porque não tinha como a gente sair para vender. Depois que começou a feira, melhorou muito”, afirma Rosinete Pinheiro de Sousa, de 60 anos. Ela participa da Feira da Agricultura Familiar do Município desde 2016, mas trabalha com horticultura há 15 anos no Povoado Ave Verde. Em março, a feira completa quatro anos de existência e, ao longo destes anos, tem sido a principal fonte de renda para muitas famílias teresinenses que residem na zona rural.

Toda sexta-feira, o dia de trabalho da Francisca Ribeiro de Araújo Lima, de 47 anos, começa bem cedo. A horticultora acorda às 3h da manhã para finalizar a organização da sua mercadoria e aguardar o carro da Prefeitura de Teresina, que vai buscá-la no Assentamento Alegria. “A gente começa a se organizar na praça 5h30, 6h os clientes já estão chegando. Dependendo do que a gente traz, eu faço R$400 ou R$500 por feira. Eu tenho dois filhos e meu marido que trabalha comigo. Da feira eu sustento minha família”, afirma Francisca.

As feiras têm como objetivo incentivar a comercialização dos produtos agroecológicos produzidos nas comunidades rurais que integram o Projeto de Transição de Produção Convencional para Produção Orgânica no município de Teresina e gerar renda para as famílias. O cronograma do evento é dividido em dois locais. Na segunda e na última sexta-feira do mês acontece na Praça Rio Branco e na primeira e penúltima sexta-feira é a vez da Universidade Federal do Piauí receber os agricultores.

A presidente da Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (CMAPO), Carlota Joaquina de Sousa Rosal, destaca que a realização das feiras livres possibilita desenvolvimento sustentável e maior segurança alimentar para os consumidores. “As feiras de base agroecológica, na Praça Rio Branco e na UFPI, se configuram como um espaço de comercialização, de troca de experiência e de acesso à cultura. Essas feiras contribuem muito para a melhoria de vida das famílias agricultoras de nosso município e dos consumidores teresinenses, pois oferece produtos de isentos de agrotóxicos”, explica.

A assistente social Conceição Andréa Lopes Teixeira, da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e coordenadora da CMAPO, explica que o trabalho realizado nas comunidades utiliza metodologias participativas que buscam o envolvimento dos produtores de modo mais consciente na transição da forma tradicional de produzir alimentos para a forma agroecológica.

“Nós fomos vendo quais as comunidades que tinham potencialidades, pois a legislação de orgânica não permite produção em área urbana por conta da condição da área, como índices de contaminação do solo, presença de esgotos e poluição do ar. Também foi utilizada uma metodologia de diagnóstico rápido-participativo; com o processo, eles percebem que são seres participantes e sujeitos da ação. Nós os incentivamos e, hoje, todas as comunidades têm associações formalizadas e mantém um caixa para terem independência financeira”, afirma.

O trabalho da assistência social junto às famílias que trabalham com agroecologia em Teresina engloba diversas áreas que envolvem diretamente sociedade, sustentabilidade e alimentação saudável, visando garantir direitos que dão dignidade à vida dessas pessoas e trabalha com a perspectiva de promover relações sociais justas e saudáveis. Conceição Andréa Lopes ainda destaca que a agroecologia é um posicionamento político que se preocupa com as relações sociais e o meio ambiente.

“A agroecologia preza pela preservação da saúde dos trabalhadores e pela não existência de exploração de trabalho, por isso apoia a produção familiar. A agroecologia é regida por princípios. Um deles trata diretamente das relações, entre horticultores e horticultoras, agricultores e agricultoras, em que as condições individuais e de grupo têm que ser respeitadas. A alimentação saudável e a preservação do meio ambiente possibilitam que os agricultores produzam mais, dessa forma, eles terão uma condição financeira melhor e também uma melhor qualidade de vida”, finaliza a assistente social.

Há mais de 20 anos trabalhando com cultivo no Assentamento Alegria, Domingos Mariano de Sousa participa do projeto há quatro anos. Para ele, a produção agroecológica é muito importante tanto para quem consome como para quem produz e também para o meio ambiente. “Hoje trabalhamos de forma mais saudável, bom para a natureza, bom para se alimentar e bom para quem trabalha porque a gente trabalha com segurança. Somos responsáveis por alimentar as pessoas com um alimento saudável, que é muito bom para quem produz como para quem vai consumir um produto limpo”, declara o agricultor.

Recentemente, o prefeito Firmino Filho entregou a obra de revitalização do campo agrícola com sistema de irrigação do Assentamento Alegria, e há mais dois campos sendo revitalizados. Na ocasião, o prefeito também oficializou a entrega de 10 triciclos e materiais de plantio, por meio de convênio com a Fundação Banco do Brasil, que irá beneficiar todas as comunidades assistidas pelo projeto. As comunidades rurais que fazem parte do Projeto são: Vale da Esperança, Camboa 1, Camboa 2, Ave Verde, Assentamento 17 de Abril, Cerâmica Cil, Alegria, Soim 1, Soim 2 e Serra do Gavião.

A Feira da Agricultura Familiar é organizada pela Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (CMAPO), órgão vinculado administrativamente à Superintendência de Desenvolvimento Rural de Teresina (SDR), e pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), através da Gerência de Segurança Alimentar e Nutrição (GSAN), em parceria com o Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Universidade Federal do Piauí (UFPI).