Prefeitura promove 2ª edição do “Invista-se” que oferece roupas gratuitas a mulheres em situação de violência

Cores, estilos e sorrisos invadiram o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) com a realização do “Invista-se”, projeto de empoderamento femininino, uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, oferecido por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). A ação de autocuidado e beleza aconteceu nesta sexta-feira (18) na sede do CREG, no Centro, e ofereceu gratuitamente roupas e acessórios para mulheres em situação de violência atendidas pela unidade.

No espaço foi montado uma loja com mais de 200 peças de roupas novas à disposição, expostas em mesas. Ao todo, 49 mulheres assistidas participaram de uma roda de conversa sobre autoestima e empoderamento, em seguida, cada uma delas foi oportunizada com um look completo a sua escolha, tamanho e necessidade.

Está é a segunda edição do “Invista-se”. O projeto surgiu de um desejo da própria Secretária da Mulher, Karla Berger. “O Invista-se partiu da minha percepção de especialista em moda. Noss equipe pensou muito – de fazer com que essas mulheres tenham a sensação de participarem de uma experiência de autocuidado onde elas escolhem as roupas que vão se sentir bonitas, empoderadas e isso traz uma sensação de bem-estar. É um momento em que acabam esquecendo dos problemas que passam”, destacou Karla Berger.

Parceria

O “Invista-se” homenageia às mulheres e contou com a parceria e apoio da loja Vivanne, das empresárias Viviane Feitosa e Vanessa Feitosa. Um mix de todos os produtos da marca, tecidos planos e o jeans de variados modelos e tamanhos foram disponibilizados. A ação possui um viés social que faz nascer um espaço de reflexão e fortalecimento da autoestima das mulheres atendidas pela SMPM.

Para Viviane é uma satisfação fazer parcerias assim. “Trabalhamos o empreendedorismo feminino e para nós e muito importante hoje está aqui ajudando muitas mulheres na autoestima com moda. Trouxemos um mix de todos os produtos da empresa e é uma parceria que vamos fidelizar”, ressaltou a empresária.

Frequentadora há um ano o CREG, Maria dos Santos*, estava animada em poder escolher novas roupas. “Estou muito agradecida é algo que renova minha vida, o look que ganhei já quero ‘inaugurar’ hoje no aniversário do meu filho”, disse. “O CREG nos deu uma acolhida diferente que levantou nossa autoestima. Eu tenho três filhos e não tenho como estar comprando roupas novas porque eu penso em comprar o que comer para eles, isso para mim foi maravilhoso”, afirmou Francisca Barbosa.*

Em 2021 cerca de 400 mulheres foram beneficiadas no serviço Florescer com o primeiro “Invista-se”. “Essa parceria da PMT com a iniciativa privada é muito bem-vinda, queremos que os empresários se envolvam com a Secretária da Mulher e as demais secretarias com projetos como esse”, finalizou Karla Berger.

*Nomes fictícios usados para preservar a imagem das assistidas.

8 de março: mulheres são fundamentais na educação de Teresina

“É difícil tentar decifrar essas mulheres nesse intenso universo de emoções, força e sensibilidade. E mais difícil ainda é entender que a mulher quebrou barreiras, enfrentou o mundo, não perdeu o seu valor e não abriu mão do mais importante, que é ser mulher”. Como diz o poema de autoria da servidora Vera Linda, da Secretaria Municipal de Educação (Semec), pouca gente conhece as histórias de luta e superação que marcam o 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Em Teresina, elas estão dia a dia quebrando barreiras para enfrentar o preconceito e construir uma cidade melhor. Na educação, são maioria. A Semec, por exemplo, é construída majoritariamente por mulheres. São 3.526 servidoras em cargos administrativos, na sala de aula, planejando, avaliando, cozinhando e cuidando de todos os aspectos que envolvem o processo ensino aprendizagem.

Maria de Lourdes é uma dessas guerreiras. Com 70 anos de idade e 45 dedicados à educação pública municipal, dona Lourdes, merendeira da Escola Municipal Mascarenhas de Morais, é a servidora com mais tempo de casa. E ela nem pensa em se aposentar.

“Trabalho na mesma escola desde 1986 e faço tudo cantando, sorrindo, porque amo o que faço. Ajudei a chamar os primeiros alunos, fico muito feliz quando vejo ex-alunos com suas vidas feitas, família e o mesmo carinho comigo. Me considero uma batalhadora, mas uma batalhadora extremamente feliz. Conheço meus meninos pelo nome, sei como gostam da comida, não quero deixar nunca esse lugar, pois sei que sou parte fundamental dele, assim como ele é tudo para mim”, disse dona Lourdes, conhecida e querida por toda a comunidade escolar.

O que é o 8 de Março?

Foi em 1908, nos Estados Unidos, a primeira comemoração do Dia da Mulher, quando quase 2 mil delas aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política do país. Somente em 1945 a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 60 o movimento feminista se fortaleceu, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas. Na escola, bem como em todos os outros espaços sociais, esse é um dia para reforçar a história das mulheres na conquista de seus direitos e dicutir as violências sofridas até hoje.

Jovens mulheres enfrentam desafios para se dedicarem a música

Quem acompanha a música, sabe das dificuldades que sempre foi encontrar mulheres instrumentistas, já que elas ainda estão em um número bem pequeno, isso comparado ao universo masculino que ainda domina o mercado musical. Na capital do Piauí, um projeto que é desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), na periferia da cidade, vem mudando essa realidade, pois está colocando cada vez mais um número maior de jovens mulheres no mercado de trabalho.

O Projeto Banda Escola atua diretamente em oito comunidades, beneficiando dezenas de crianças e jovens, muitos destes de famílias carentes e que não dispõem de recursos para financiar cursos na área da música, que custam caro e geralmente são realizados em locais distantes. Além dos alunos do sexo masculino, o projeto conta com 30 jovens mulheres, sendo que algumas delas já atuam profissionalmente no mercado, tendo até exemplo de uma ex-aluna que hoje é professora e se dedica a repassar seus ensinamentos para os jovens.

Brenda Souza foi aluna do professor Micael Fidelis na Banda Escola Heitor Villa-Lobos, que atua no bairro Piçarreira. Foto: Ascom FMC

Brenda Souza foi aluna do professor Micael Fidelis na Banda Escola Heitor Villa-Lobos, que atua no bairro Piçarreira zona leste de Teresina. Ela começou meio que tímida, mas com o passar dos tempos, foi se destacando e atualmente é professora da banda na qual foi aluna. Brenda destaca que por atuar diretamente na periferia, o projeto funciona como uma espécie de proteção aos jovens em situação de risco e que muitos são os casos onde os jovens saíram da criminalidade e hoje vivem da música.

“Hoje, assim como antigamente, a cultura, a banda de música, tem um papel fundamental na formação profissional e da integridade de caráter das crianças, já que a maioria delas vivem em situação de risco de vulnerabilidade social. As jovens atendidas pelo projeto vivenciam algo novo, uma experiência que muda vidas, e isso é muito gratificante para quem trabalha diretamente nessa linha de frente”, conta Brenda Souza, evidenciando a importância do Projeto na vida de diversas crianças e adolescentes das mais diversas comunidades da cidade.

PRECONCEITO E DESAFIOS

Irislene Rocha – Aluna da Banda Escola Maria Yeda Cada, na Vila Irmã Dulce. Foto: Ascom FMC

Outro exemplo de superação vem da Banda Escola Maria Yeda Cada, na Vila Irmã Dulce, zona Sul de Teresina, onde estuda a jovem Irislene Rocha, de 22 anos, aluna do Professor Vitalino Luz, e que desde os nove anos de idade, vem lutando pelo sonho de tocar um instrumento musical. Irislene toca saxofone, ela conta que o primeiro desafio foi enfrentado dentro de sua própria casa, onde seu pai era totalmente contra a ideia de ver uma mulher tocando um instrumento musical.

Sem se abater com as críticas, Irislene correu atrás de seus sonhos e conquistou uma formação técnica na sua área musical. Casada com um músico, ela aguarda a chegada do primeiro filho, e garante que continuará como aluna no projeto, mas que em breve pretende buscar novos desafios, assim como fez a jovem Brenda Sousa.

“Meu pai veio de outra geração, onde naquele tempo o marxismo era dominante, mas todo esse preconceito foi embora quando ele me viu tocando pela primeira vez, fato que fez ele passar a sentir orgulho de me ter como filha, já que eu também comecei a ganhar dinheiro com a música”, conta Irislene Rocha, que após receber a aprovação do pai, teve que enfrentar desafios para tocar em eventos, já que ela não possuía o seu próprio saxofone.

Ana Maria, com 18 anos, já sabe a importância do seu papel dentro da Banda Escola e para toda a sociedade, aluna das turmas de saxofone tenor, ela já observou que existem um aumento de mulheres participantes do projeto. Ela conta que a sociedade machista e patriarcal a qual estamos inseridos, ser uma mulher instrumentista é ocupar mais um espaço e levar a representatividade feminina em todos os espaços.

Alunas da Banda Escola Aurélio Melo, no Vale do Gavião. Foto: Ascom FMC

“Como mulher, eu vejo que no projeto , vamos conseguir dominar esses espaços, na banda em que toco por exemplo, o número de mulheres é um tanto superior a quantidade de homens, inclusive tem uma maestrina mulher. Me sinto feliz por poder fazer parte de tudo isso, e ver cada vez mais, nós mulheres de todos os lugares estaremos no mercado lutando de igual para igual com o homens”, frisa Ana Maria.

Atualmente o Projeto Banda Escola funciona nos bairros Dagmar Mazza, Parque Itararé, Piçarreira, Santa Maria da Codipi, Mocambinho, Vale do Gavião, Porto Alegre e na Vila Irmã Dulce. A ideia do prefeito Dr. Pessoa e do presidente da FMC, Ênio Portela, é fortalecer ainda mais essa ferramenta, inclusive a levando para comunidades rurais, para contribuir ainda mais com o enriquecimento cultural da juventude teresinense.

Mulheres determinadas que controlam o trânsito por toda a Teresina

Lugar de mulher é onde ela quiser e na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) não poderia ser diferente. Tem mulher trabalhando no administrativo, no atendimento ao público, no vídeomonitoramento de trânsito e tem mulher competente na Gerência de Operações e Fiscalização de Trânsito de Teresina, que faz parte da Diretoria de Operações e Fiscalização de Trânsito (DOFT).

Fotos: Ascom Strans

Carla Sales, gerente da DOFT, fala sobre a reação do cidadão teresinense nas ruas quando se deparam com uma mulher na função de agente de trânsito.

“Nas ruas eles admiram quando nos veem. Tem admiração e muito respeito pelo cidadão teresinense nas ruas e também dentro do ambiente de trabalho por parte dos colegas agentes de trânsito”, enfatiza a gerente.

Silmara Santana é agente de trânsito desde 2007. Já Raimunda Percy começou a trabalhar na fiscalização em 2006 e Carla Sales está há 17 anos na profissão. Ao todo são 134 agentes de trânsito em todo a Teresina, porém, apenas 15% desses servidores são do sexo feminino. Em Teresina são 20 agentes de trânsito e dentre elas uma mulher comanda o operacional nas ruas, a frente da Gerência de Operações e Fiscalização de Trânsito da Strans. A realidade mostra que a profissão ainda é dominada pelo sexo masculino, mas, as nossas agentes afirmaram ter tudo para mudar.

Segundo a gerente de Operações e Fiscalização de Trânsito da Strans, Carla Sales, as mulheres que trabalham como agentes de trânsito, em alguns momentos, tem uma aceitação melhor da população devido à paciência e o “jeito de mulher” ao conversar, explicar e mostrar o porquê da autuação.

“A nossa profissão não é amada, ela é respeitada, mas estamos ali pra autuar e ai quando uma mulher vem e mostra que não somos donos da razão, mas temos que fazer o nosso trabalho, eles aceitam mais a punição”, ressalta Carla Sales.

A gerente fala sobre o orgulho da profissão. “Eu olho pras meninas e falo, incentivo, eu tenho muito orgulho e admiração, eu tenho orgulho por eu ser uma agente de trânsito”, destaca.

As mulheres ganham cada vez mais espaço na sociedade, não importa se a profissão é predominantemente masculina, as mulheres trabalham igualmente e exercem bem o seu papel. A Strans tem orgulho destas servidoras que desempenham tão bem o seu papel, com farda ou não, na rua ou no administrativo, a mulher tem espaço e reconhecimento pela Prefeitura de Teresina.

SMPM leva campanha educativa em bares e restaurantes para falar sobre assédio

No mês de fevereiro, a equipe da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), está percorrendo bares e restaurantes de Teresina e realizou panfletagem para falar da campanha “Assédio: isso não é brincadeira” com os proprietários dos locais. O objetivo está voltado para conscientizar a sociedade e prevenir que esse tipo de violência aconteça.

O primeiro dia da visita ocorreu nesta quinta-feira (24), e foi executado de forma descentralizada atingindo as regiões Leste e Centro. A secretária da Mulher, Karla Berger falou da importância de conscientizar as pessoas sobre o assédio e pelo fim dessa violência contra a mulher.

“É preciso mostrar ações em locais que as mulheres frequentam e alertar sobre como procurar ajuda”, relata a secretária. “A campanha tem o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade pelo fim da violência contra as mulheres, ainda mais com o assédio tão presente em nossos dias em locais públicos e privados”, disse.

Os banheiros femininos receberam colagens de materiais. Além disso, a equipe da SMPM  divulgou os serviços especializados da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia existentes.

O Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Piauí (Abrasel/PI), Eduardo Rufino afirmou que a iniciativa é de extrema importância. “Com certeza a Abrasel apoia a campanha. Achamos importante mostrar que as mulheres podem se defender de algumas maneiras, inclusive na justiça, para tentar não serem assediadas”, frisou.

“Toda ação é válida e um dos objetivos da campanha é mostrar os canais de denúncias”, justificou Enya Maria, do Núcleo de articulação da SMPM, reafirmando que a blitz é importante até porque os bares são frequentados pelo público feminino.

Na sexta-feira (25), a ação acontecerá nas zonas Norte, Sul e Sudeste. Durante o mês de fevereiro, nas redes sociais da SMPM estão ocorrendo uma série de postagens, lives e vídeos educativos sobre a conscientização do assédio.

SMPM discute política habitacional para mulheres com movimento nacional 

Os problemas da política habitacional enfrentada por mulheres teresinenses foi debatida em reunião da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Pensando nisso, a secretária da Mulher, Karla Berger, recebeu nesta segunda-feira (21), o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), que expôs algumas das dificuldades enfrentadas na capital pelo gênero feminino.

Segundo Karla Berger, a secretaria vai realizar um levantamento de mulheres e casas que podem receber mulheres em situação de vulnerabilidade e violência. “Nosso objetivo é oferecer saídas para as mulheres agredidas, principalmente se ela tem um problema habitacional, para que a SMPM possa realizar a articulação e assistência necessária”, ressalta.

O MNLM é um movimento social brasileiro criado em julho de 1990 com representação de 14 estados. Na ocasião, Anísia Teixeira, a representante do movimento no Piauí, apresentou alguns dos problemas que envolvem falta de habitações, além de apontar possíveis soluções a nível regional.

“Essas casas e prédios ociosos em Teresina, alguns sem regularização, podem servir para as mulheres que não têm para onde ir. Muitas vezes um abrigo não é conveniente e seguro para essa mulher. Então o ideal é destinar esses imóveis às mulheres em situação de violência doméstica ou familiar ou que tenham alguma deficiência”, considerou Anísia Teixeira.

Segundo a representante, além da falta de acesso à moradia é preciso incentivar a autonomia financeira das mulheres. “Queremos discutir incentivo a política habitacional para mulheres, além disso viemos apresentar quais empreendimentos são organizados por mulheres na cidade como as lavanderias, as feiras e outros. Nossa intenção é incentivar a independência financeira dessas mulheres”, finalizou.

Dentro da agenda, o MNLM realizará audiências públicas com os vereadores municipais. No dia 25 de março será promovido uma ação sobre o feminicídio na capital.

SMPM reúne mulheres do Promorar para apresentação do Serviço Florescer na zona Sul de Teresina

O dia de trabalho da equipe técnica da Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), na manhã desta terça-feira (15) foi ao encontro das mulheres no bairro Promorar, na zona Sul de Teresina. A reunião com a presença da secretária da Mulher, Karla Berger ocorreu no Centro de Referência da Assistência Social – CRAS III, e fez uma apresentação do Serviço Florescer Sul – com previsão de inauguração para o dia 8 de março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

O encontro também teve o intuito de ouvir sobre as demandas das moradoras e representantes das lideranças comunitárias da Vila São Jorge, Santa Rita, Wall Ferraz, residencial Betinho e do grande Promorar para fortalecer o serviço.

O Florescer acolhe mulheres e seus filhos de 1 ano a 2 anos e onze meses de idade que estão em situação de vulnerabilidade, além de levar serviços assistenciais, jurídicos e atendimento psicológico. Para a secretária, é necessário prestar um olhar de assistência social maior para a região.

“Viemos ouvir as mulheres da comunidade e tirar as dúvidas que elas tenham do Florescer. Queremos discutir ações que possam melhorar serviço”, relata Karla Berger. “É necessário que essas mulheres, que muitas vezes sofrem dupla jornada e violências de gênero, possam ser atendidas de forma humanizada ”, disse a secretária da SMPM.

A zona Sul é a 2° região da capital que mais possui mulheres. Atualmente, a maior demanda do local diz respeito à atenção às mulheres e suas crianças. A presidente da associação de moradores do Residencial Betinho, Helena Augusta, enfatizou que o acesso ao serviço vai somar para combater as desigualdades na região de forma descentralizada.

“Há muitas vilas desassistidas e estou ansiosa pelo serviço, principalmente porque vai beneficiar aquelas mulheres que trabalham e não tem onde deixar seus filhos. A comunidade precisa e é muito válido”, relatou.

Uma das colocações da presidente da Associação de Moradores da Vila Santa Rita, Rita Leandro ressalta a importância do Serviço no acolhimento às mulheres usuárias de entorpecentes. “Pedimos que tanto as mães usuárias de drogas como aquelas que só convivem com usuários e são violentadas sejam inseridas. O Florescer é um trabalho amplo para a comunidade, é um sonho para a zona Sul”, pediu.

O Florescer Sul disponibilizará um total de 120 vagas na unidade. O serviço não tem limite de vagas para mulheres e podem ser realizadas durante todo o ano. “Nosso objetivo é trabalhar de forma unida com a comunidade para articular o melhor atendimento no novo serviço” concluiu a coordenadora do Florescer Sul, Iara Carvalho.

Nova unidade do Serviço Florescer Norte II está em fase de conclusão

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), em conjunto com a Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas Sul (SAAD Norte), realizaram nesta segunda-feira (14) uma visita de conclusão da nova sede do serviço Florescer II. O novo prédio está situado no bairro Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina.

O Serviço Florescer fornece atendimento integral às mulheres em situação de vulnerabilidade e suas crianças de 1 a dois anos e 11 meses. A nova sede do Florescer é uma ampliação, tendo em vista que já existe uma unidade no bairro Matadouro, na Zona Norte.

“Estamos em uma visita no Florescer Norte II, junto a Saad Norte. Essa obra é uma realização da Prefeitura de Teresina durante a gestão do prefeito Dr. Pessoa”, ressalta Karla. “A nova inauguração do Serviço na região é uma estratégia de política descentralizada para atingir as mulheres nas zonas mais vulneráveis da nossa cidade”, reforça a secretária da Mulher.

O novo espaço está equipado com estrutura moderna com amplas salas, banheiros, cozinha, área recreativa, tudo projetado para oferecer o suporte necessário para as mulheres e crianças beneficiadas pelo serviço. Serão ofertadas capacitações profissionais às mulheres, apoio à saúde mental através de consultas psicológicas, estratégias de fortalecimento e empoderamento das mulheres por meio de ações de saúde, assistência social e justiça.

A data de inauguração está marcada para o mês de maio, com previsão de 120 vagas para crianças e ilimitadas para mulheres. A superintendente da SAAD Norte comentou da execução, rapidez da obra e dos benefícios do serviço para a região.

“Temos um cronograma na SAAD Norte e cobramos muito para cumprir as obras e o Florescer foi uma prioridade que nós demos de entregá-lo na data certa. É um trabalho muito gratificante porque vai beneficiar as mulheres e suas crianças vão estar protegidas”, frisa a secretária. “Além disso, estaremos entregando em breve esse prédio fruto de uma gestão integrada, é isso que o prefeito Dr. A pessoa quer dar o melhor para as pessoas que realmente precisam”, ressaltou Ana Paula.

Florescer na Zona Sul

O novo Florescer Sul, será inaugurado no dia 8 de março, dentro da programação em alusão ao mês da mulher, na vila Santa Rita, região do bairro Promorar, zona Sul de Teresina. Serão disponibilizadas um total de 120 vagas na unidade para crianças, mediante inscrições. O serviço não tem limite de vagas para mulheres e pode ser realizado durante todo o ano.

Foto: Divulgação (SMPM)

Número de mulheres que romperam com o ciclo da violência através do CREG aumentou em 2021

Um levantamento do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) por meio da Prefeitura de Teresina, apontou que em 2021, aumentou o número de mulheres que conseguiram romper com o ciclo de violência através dos atendimentos no espaço.

Conforme o levantamento das profissionais do CREG, os dados mostram ainda que em 2020 ocorreram apenas 10% dos desligamentos, em 2021 foram 38,4%, um comparativo três vezes maior. Para a coordenadora do CREG, o crescimento dos números de desligamentos do centro é um indicativo positivo, visto que mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Compreendemos que realmente o serviço está direcionado para um objetivo. O que a gente mais quer é que a mulher rompa com o ciclo da violência, inclusive este é um dos nossos indicadores se a mulher venceu e superou a violência”, pontua Roberta Mara, coordenadora do Creg.

Dos atendimentos em 2012, cerca de 278 mulheres fizeram o desligamento do CREG, 107 foram por rompimento do ciclo de violência. Em comparação com 2020, foram 100 ocorrências, destes apenas 10 foram por rompimento do ciclo de violência.

Roberta explica que um fator indispensável para que se alcance esse desligamento vem da intervenção da própria mulher. Ela esclarece que o centro não tem ligação com a família da vítima, mas que o seu papel é fundamental visando evitar que a violência volte a acontecer.

“A família é imprescindível nesse processo, mas temos o contato com a mulher. Em certos casos, algumas mulheres desistem do serviço e não temos o retorno dela, mas de fato confiamos na fala delas”, explica Roberta Mara. De janeiro a dezembro de 2021, foram realizados 2.620 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina.

Para a secretária da SMPM, Karla Berger, o GREG é um importante instrumento de proteção à mulher. “O Serviço não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. No CREG as mulheres encontram o atendimento jurídico, psicológico e social assim ela quebra o silêncio saindo do ciclo de violência em que vive”, destaca Karla.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

SMPM reúne especialistas e religiosas para tratar do cuidado à saúde mental e do empoderamento das mulheres

No mundo onde há intolerância, violência, os direitos das mulheres são desrespeitados. Essa e outras questões nortearam a mesa de discussão “Interface da Saúde Mental e da religião no empoderamento das mulheres”, que foi realizada pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) no auditório da Faculdade UniNassau (unidade Redenção) na manhã desta quinta-feira (27).

O encontro reuniu especialistas da saúde psíquica e representantes das religiões evangélica, umbanda e candomblé que fomentaram diálogos sobre as interfaces de experiências exitosas relativas à promoção e atenção do cuidado e fortalecimento da saúde mental das mulheres, numa perspectiva de gênero.

A secretária da Mulher, Karla Berger, defende que o momento oferece uma conexão de outras pastas para o enfrentamento de vulnerabilidades que acometem as mulheres com maior frequência. “Acreditamos que debater em outras interfaces, como a saúde e a religião, também pode provocar outros instrumentos para o empoderamento feminino”, detalha. “Vimos a religiosidade como um fator importante no seu desenvolvimento”, avalia a secretária.

O evento seguiu as normas sanitárias devido ao aumento de casos da Covid-19 e foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet, onde os participantes interagiram com perguntas. A educadora social e representante do candomblé, Assunção Aguiar lembrou que a saúde da mulher “foi a mais afetada por episódios extremos de violações, principalmente se ela for negra, e sofrer racismo isso a fragiliza”, observa.

Presente à mesa, o médico psiquiatra Samuel Robson refletiu dois pontos: “na perspectiva da saúde vemos o adoecimento das mulheres por conta do aumento da violência que elas sofrem, no empoderamento elas tendem a buscar um poder do que é justo. A condição é que a sociedade busque um nível de paz para alcançar a transformação”, considerou o psiquiatra.

 

A saúde mental das mulheres teresinenses foi discutida como peça chave pelo psicólogo Wellington Rodrigues. “São 11 mil medidas protetivas só no Piauí e isso tem adoecido as mulheres. São elas que buscam mais os atendimentos psicológicos e isso reflete que ela quer ficar bem”, atentou.

“O que entendo como a religiosidade pode estar auxiliando para as mulheres é na forma dela construir seus espaços na vida, na forma dela vivenciar e enfrentar o seu sofrimento além de ter uma buscar por um alívio e a religião promove isso na vida”, sintetizou, ainda durante a roda, a professora evangélica, Layone Holanda.

Para debater os assuntos finais, os especialistas sustentam que é preciso ter um diálogo com para um cenário de transformação. “A espiritualidade tem que trazer o acolhimento mais é com o empoderamento das mulheres que conseguimos reduzir a desigualdade” concluiu a Terapeuta Holística e representante da Umbanda, Mãe Eufrazina de Iansã.