Em Teresina, mulheres em situação de vulnerabilidade recebem assistência social por meio do Serviço Florescer

Mulheres em situação de vulnerabilidade recebem assistência (Foto: Ascom/SMPM)

O Serviço Florescer é um serviço da Prefeitura de Teresina, oferecido pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), que visa oferecer apoio psicossocial, jurídico e profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas que sofrem violência doméstica ou familiar. O serviço funciona desde 2017 e já atendeu mais de mil mulheres na capital piauiense.

O serviço, que já existe desde 2015, foi reestruturado na gestão do prefeito Dr Pessoa. Anteriormente, o espaço era destinado apenas para mães, e agora, funciona sem restrição para mulheres que estejam em situação de vulnerabilidade em Teresina. ” Após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado cada vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão, o serviço passou a funcionar de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Nas unidades do Serviço Florescer, distribuídas na Zona Sul, Sudeste, Norte e Zona Rural (Comunidade Salobro), os espaços contam com uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas, e educadoras sociais que realizam atendimentos individuais e coletivos, oficinas, palestras e encaminhamentos para a rede de proteção e garantia de direitos das mulheres. Além disso, o projeto oferece cursos de capacitação profissional em parceria com entidades públicas e privadas, visando promover a autonomia financeira e a inserção no mercado de trabalho das usuárias.

As crianças que possuem de um a dois anos e onze meses também podem ingressar no serviço. O Florescer, que funciona em quatro unidades em Teresina, possui vagas para 100 crianças em cada sede. Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

O trabalho desenvolvido no Florescer segue pilares de cidadania e dignidade à mulher de Teresina. Visando o empoderamento financeiro são ofertados cursos como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento. Todas as capacitações são realizadas em parceria com a Fundação Wall Ferraz, entre outros.

“São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, conta Maria Lourdes, a Malu, coordenadora do Florescer Sudeste.

Benildes Machado, uma das mulheres atendidas pelo serviço, reforça o que foi dito pela coordenadora. A dona de casa, que não tem emprego fixo e possui um filho atendido pelo Florescer, se formou como manicure profissional e pretende ter um empreendimento para sua liberdade financeira. “Abracei o curso como todas as amigas atendidas. Olha, é empoderador saber que podemos exercer um trabalho feito com as nossas mãos. Dignifica-me”, conta a mulher.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 07:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

SMPM informa sobre como identificar a violência psicológica e como agir em casos de agressão

Grupos de mulheres que são assistidas pela SMPM (Foto: Ascom/SMPM)

No primeiro semestre de 2023, ingressaram 158 novas mulheres no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Ao todo, neste período, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência, inclusive vítimas de violência psicológica.

De acordo com a secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) Karla Berger, a violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

“A violência psicológica muitas vezes se inicia de forma sutil, quando nem mesmo a vítima nem consegue perceber o que de fato está acontecendo”, frisa Karla. “Esse tipo de violência possui características peculiares o que torna mais difícil a identificação tanto pela mulher como pelas pessoas que convivem com ela, por isso a importância de saber sobre o assunto e identificar os sinais”, destaca a gestora.

1-Perda da essência

Deve-se observar se houve alguma mudança de padrão entre o que a pessoa era e o que ela é agora. Isso inclui mudanças em como ela é percebida fisicamente, emocionalmente e socialmente. A vítima para de exercer alguns hobbies, muda a sua forma de vestir ou detalhes que antes eram importantes. Em sua vida íntima, essa pessoa pode estar em constante tensão pelo o que pode ou não dizer, e pelo o que pode ou não fazer.

2- Distanciamento e controle

Novamente, trata-se de observar se há uma mudança de padrão. A face oculta dessa violência é o distanciamento onde o agressor costuma ter o controle, buscando saber o que a vítima faz, com quem e onde. Isso acaba isolando a vítima de familiares e amigos.

3- O que contam e como contam

Nesse caso as vítimas costumam contar pouco ou nada sobre o relacionamento, o parceiro e o que ele faz. E se contar algo pode ser que busque justificar as ações do agressor. Essas atitudes revelam uma faceta do abuso: a culpa sentida pela pessoa violentada.

4- Dependências emocionais e dúvidas

Com a pessoa que sofre abuso psicológico, existe um apego ao agressor que se estende em intensidade e duração além do que é habitual, e é diferente da dependência saudável que existe nas interações humanas.

A vítima perde autonomia não tendo controle sobre seus próprios horários dependendo do agressor para tomar decisões. A pessoa violentada duvida de tudo e demonstra insegurança. Isso, junto com a dependência emocional, é fruto da constante manipulação a que ela está sendo submetida.

5-Como se comporta quando está com o parceiro (Agressor)

É importante saber que nesse caso as pessoas que exercem a violência psicológica tendem a ter perfis nascistas. As vítimas, sobretudo quando estão com o agressor não tomam iniciativas, não opinam, calam-se e concordam.

 

Procure o CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda
Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Psicológica, Patrimonial ou Moral? Entenda tipos de violência contra a mulher e como acessar o CREG

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM). Ao todo, neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, vítimas de violências física, psicológica, moral e patrimonial.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), explica que existem vários tipos de violência contra as mulheres, mas que apesar disso, algumas manifestações de violências costumam não serem percebidas pela vitima. “Existem vários tipos de violência que podem ser praticados contra as mulheres, como a física, a psicológica, a moral, a sexual e a patrimonial. No entanto, nem sempre essas violências são reconhecidas pelas próprias vítimas, que podem naturalizar, minimizar ou justificar as agressões que sofrem”, destaca a gestora.

Violência psicológica

A violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

Esses comportamentos visam fazer a mulher se sentir inferior, culpada ou dependente dele. Muitas vezes, uma mulher não percebe que está sendo vítima de violência psicológica, mas seus efeitos podem ser graves, levando a problemas como depressão, ansiedade e até mesmo ideação suicida.

Violência patrimonial

A violência patrimonial é uma forma de agressão que envolve os bens, recursos e direitos da mulher. O agressor pode se apropriar, destruir ou reter objetos, documentos ou valores pertencentes à mulher, além de impedir seu acesso a eles.

Essa forma de violência busca prejudicar a mulher financeiramente, limitando sua autonomia e independência. Por exemplo, quando o parceiro deixa de pagar a pensão alimentícia dos filhos, fica com objetos pessoais da mulher, esconde ou rasga seus documentos, ou realiza outras ações semelhantes.

Violência moral

A violência moral é uma forma de agressão que atinge a honra e a aceitação da mulher. O agressor pode difamar, caluniar ou ferir a mulher, disseminando falsas ou ofensivas sobre sua conduta moral, sexual ou profissional.

Essa forma de violência busca desmoralizar e desqualificar a mulher perante a sociedade, afetando sua imagem e confiança. Por exemplo, quando o parceiro espalha boatos sobre a vida íntima do casal, a insulta na presença de outras pessoas ou menospreza seu trabalho e estudos.

Violência sexual

A violência sexual é uma forma de agressão que viola a liberdade e a integridade sexual da mulher. O agressor pode forçá-la ou coagi-la a praticar ou testemunhar atos sexuais contra sua vontade, ou mesmo impedir que ela utilize métodos contraceptivos ou abortivos.

Essa forma de violência visa submeter-se e dominar a mulher sexualmente, desrespeitando seu corpo e seus direitos reprodutivos. Por exemplo, quando o parceiro obriga a mulher a fazer sexo sem preservativo, a força a ter relações sexuais contra sua vontade ou a impedir de interromper uma gravidez indesejada.

Violência física

A violência física é uma forma de agressão que causa danos ou lesões corporais na mulher. O agressor pode utilizar força física ou armas para bater, aplicar, puxar, morder, cortar, queimar ou ferir a mulher de alguma maneira.

Essa forma de violência visa machucar e marcar o corpo da mulher, demonstrando poder e superioridade. Por exemplo, quando o parceiro dá um tapa no rosto da mulher, puxa seu cabelo, aperta seu braço ou usa água quente ou ácido para feri-la.

Violência institucional

A violência institucional é um tipo de agressão que ocorre nos espaços públicos onde a mulher busca ajuda ou proteção. Os agentes públicos podem tratar a mulher com descaso, preconceito ou negligência, dificultando seu acesso aos serviços e aos direitos.

É um tipo de violência que visa desestimular e desencorajar a mulher de denunciar e romper o ciclo da violência doméstica. Por exemplo, quando o policial não registra o boletim de ocorrência da mulher, quando o médico não faz o exame de corpo de delito da mulher, quando o juiz não concede a medida protetiva para a mulher.

Procure o Creg

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina. Foto (Ascom/SMPM).

As mulheres e as crianças atendidas pelo Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), tiveram um dia especial nesta quinta-feira (13). Elas encerraram a colônia de férias com uma visita aos parques ambientais da cidade, onde puderam desfrutar de momentos de diversão, aprendizado e contato com a natureza.

O Serviço Florescer tem como objetivo oferecer apoio e oportunidades para as mulheres que sofrem vulnerabilidade social em regiões descentralizadas da cidade. Além de acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, o serviço também promove atividades educativas, culturais e recreativas para as mulheres e seus filhos.

Nesta semana, a colônia de férias foi uma das atividades que acontecem no mês de julho em todas as unidades do Serviço Florescer. Foram realizadas oficinas de criatividade, banhos de piscina e momentos de interação entre as famílias. A ideia era estimular a criatividade, a autonomia e a autoestima das mulheres, além de fortalecer os vínculos afetivos entre as atendidas e seus filhos.

Para encerrar a colônia, as mulheres e as crianças foram levadas para conhecer os parques ambientais da cidade, como o Parque da Cidade, o Parque das Crianças, Praça do Promorar, Parque da Cidadania. Nos espaços, as mulheres puderam brincar, aprender e se conectar com a natureza, propiciando um momento de lazer, integração e conscientização ecológica.

Uma das participantes da colônia foi Pamela Oliveira, que é atendida pelo Serviço Florescer há mais de um ano. Ela conta que as atividades oferecidas pelo serviço foram fundamentais para ela pudesse empreender no seu negócio de bolos enquanto o seu filho fica em um local seguro. Ela também destaca a importância de compartilhar os momentos oferecidos pelo Florescer com seu filho de um ano e dez meses.

“Apesar das dificuldades em que algumas mães têm de comparecer por causa do trabalho, é muito importante a participação desses momentos com seu filho”, comenta Pamela. “Hoje, nessa atividade, nos divertimos bastante e vivemos momentos únicos”, finaliza.

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger, ressalta que a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma lúdica e divertida. Ela também elogia o trabalho das equipes do Serviço Florescer, que se dedicaram para realizar as atividades com criatividade e carinho.

“A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atraente”, destaca Karla. “Parabenizo todas as mulheres que participaram dessa experiência incrível e todas as profissionais que se empenharam para tornar isso possível”, conclui.

Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta

das 7hh:30 às 17h

Unidades: Florescer Norte

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Florescer Sudeste
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Atendimentos às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8% comparado ao ano passado

Atendimentos às mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Foto (Ascom/SMPM).

Comparado ao ano de 2022, os atendimento às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8%. Entre janeiro a julho de 2022 foram contabilizados 886 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, enquanto que no mesmo período de 2023 foram de 1.176, destacando um aumento de 310 atendimentos. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM).

Roberta Mara, coordenadora do Serviço, explica a importância dessa informação: “Entendemos que as mulheres estão buscando o atendimento por sentirem confiança e credibilidade no Centro de Referência Esperança Garcia”. Roberta ainda destaca que desde o funcionamento da unidade, em 2008, nenhuma mulher que passou pelo serviço foi vítima de feminícidio. “Esses dados são positivos para que a gente possa prevenir casos de violência mais sérias que resultem na morte das mulheres”, finaliza.

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Prefeitura de Teresina atende mais de 1000 mulheres em situação de vulnerabilidade pelo Serviço Florescer

Em toda capital, 1006 mulheres em situação de vulnerabilidade são atendidas com qualificação profissional, serviços de saúde e justiça, além de realizar atividades de desenvolvimento psicossocial com suas crianças, pela Prefeitura de Teresina, por meio do Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças – Florescer. As atividades do serviço são executadas por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

O serviço, que já existe desde 2015, foi reestruturado na gestão do prefeito Dr Pessoa. Anteriormente, o espaço era destinado apenas para mães, e agora, funciona sem restrição para mulheres que estejam em situação de vulnerabilidade em Teresina. ” Após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão, o serviço passou a funcionar de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

As crianças que possuem de um a dois anos e 11 meses também podem ingressar no serviço. O Florescer, que funciona em quatro unidades em Teresina, possui vagas para 100 crianças em cada sede. Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Juntas somos mais fortes

O trabalho desenvolvido no Florescer segue pilares de cidadania e dignidade à mulher de Teresina. Visando o empoderamento financeiro são ofertados cursos como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento. Todas as capacitações são realizadas em parceria com a Fundação Wall Ferraz, entre outros.

“São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, conta Maria Lourdes, a Malu, coordenadora do Florescer Sudeste.

Benildes Machado, uma das mulheres atendidas pelo serviço, reforça o que foi dito pela coordenadora. A dona de casa, que não tem emprego fixo e possui um filho atendido pelo Florescer, se formou como manicure profissional e pretende ter um empreendimento para sua liberdade financeira. “Abracei o curso como todas as amigas atendidas. Olha, é empoderador saber que podemos exercer um trabalho feito com as nossas mãos. Dignifica-me”, conta a mulher.

Outro ponto trabalhado dentro do projeto de aperfeiçoamento do Florescer é a introdução do atendimento psicológico nas unidades. Nas três unidades, as coordenadoras relataram que a terapia foi bem aceita entre as mulheres.

“Saúde mental é um tema de urgência. Na zona Rural, ainda há um estigma sobre apoio psicológico, por ser algo cultural e do machismo, claro. A mulher é construída para ser forte, um pilar da família, que não pode demonstrar ‘fraqueza’. Mas elas receberam muito bem, querem participar e estão assíduas nas sessões, o que mostra que o cuidado não é apenas com o corpo, mas com a mente”, contou a coordenadora do Florescer Salobro, Layse Oliveira Leal.

O Florescer é um ponto de começo. Dentro dos programas, as mulheres criam amizades e vínculos com as atendidas e funcionárias. Grupos de danças, como os realizados pelo Florescer Norte, foram iniciativas das próprias mulheres para estarem cada vez mais conectadas.

Nova inauguração

No dia 8 de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da SMPM e a Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD Norte), inauguraram a quinta sede do Serviço Florescer. O prédio da nova unidade está localizado na região da grande Santa Maria da Codipi, zona Norte da capital.

 

Nas unidades são oferecidas oficinas profissionalizantes, auxílio à saúde mental, empoderamento e desenvolvimento às mulheres, além das atividades educacionais destinadas às suas crianças. “É um presente para as mulheres da capital neste Dia Internacional da Mulher, o 8 de Março”, destaca a secretária Karla Berger. “Com isso, a Prefeitura de Teresina, na gestão do Doutor Pessoa, reafirma o compromisso e cuidado com aquelas que mais precisam de assistência social na cidade”, finaliza.

Segundo Welton Bandeira, superintendente da SAAD Norte, Welton Bandeira, foram investidos na obra cerca de R$ 420.000,00 oriundos dos cofres públicos municipais. “Estamos muito felizes em poder entregar esta reforma. Foram gastos exatamente R$ 419.093,73 de recursos próprios da Prefeitura de Teresina. Todas as dependências do local foram readequadas para receber as mulheres que serão assistidas pelo serviço. Contabilizados 371,04m² de construção, nossa expectativa é que as mulheres se sintam muito valorizadas”, afirma o gestor.

O novo espaço conta com uma estrutura moderna, composto de salas amplas, banheiros, cozinha, área recreativa, projetado para oferecer o suporte necessário para as mulheres e crianças beneficiadas pelo serviço.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 07:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Em Teresina, mulheres em situação de violência podem ter acesso a assistência jurídica, psicológica e social pelo CREG

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, através da Prefeitura Municipal de Teresina, disponibiliza o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG). O local é um espaço para acolher e garantir que as mulheres possam romper o ciclo da violência dentro de casa, no ambiente de trabalho ou outras violências cometidas contra mulheres.

Dentro do CREG, os atendimentos, que vão desde assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional, podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

“O espaço é um local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

Um fator indispensável para que se alcance a igualdade de gênero é a intervenção socioeducativa nos diversos segmentos da sociedade. A coordenadora do CREG, Roberta Mara, destaca que é necessário que a própria população se engaje em denunciar e acolher a mulher que está em situação de violência, principalmente aquelas que residem longe dos serviços de acolhimento, nas zonas rurais e mais afastadas do Centro.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, conta Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade para nos procurarem”, reforçou a coordenadora.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção.

Onde encontrar o CREG?
Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00. (86) 3233-3798/99416-9451

Evento reuniu mulheres empreendedoras no Teatro João Paulo II

Como forma de incentivar as mulheres a seguir o caminho do empreendedorismo, aconteceu na noite de ontem (10/03), no Teatro João Paulo II, na zona Sudeste de Teresina, a sexta edição do Empreende Mulher, evento que reúne empreendedoras dos mais diversos bairros da cidade, que buscam através através da união, a inspiração para montar ou melhorar seus empreendimentos. Esta edição do Empreende Mulher teve como temática a inteligência emocional, para que as participantes possam ter a capacidade de identificar os os próprios sentimentos e os dos outros, além de criar motivações para que elas possam gerir bem as emoções.

Fotos: Ascom FMC

De acordo com Janara Ribeiro, diretora do Teatro João Paulo II, e organizadora do evento, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso de muitas empreendedoras, já que a maioria das situações vividas no trabalho exigem habilidades de relacionamento e compreensão humana. Segundo ela, as duas últimas subdivisões da inteligência emocional, por exemplo, dizem respeito à interação com o outro, fazendo com que essas habilidades sejam importantes para a organização de grupos, capacidade de negociar e liderança.

“Em situações de conflito, a necessidade de se ter inteligência emocional no trabalho bem desenvolvida é nítida. Quando alguém não sabe ao certo o que sente, não é empático e não dosa suas reações, o problema é inflamado e dificilmente resolvido. Acontecem ofensas, mágoas e prejuízo para o trabalho e para o clima organizacional, porém a inteligência emocional não é necessária apenas para promover a melhor saída em situações de conflito”, disse Janara Ribeiro, falando ainda que mesmo quando existem relações de qualidade satisfatória, essa capacidade bem desenvolvida pode trazer impactos positivos na satisfação e na produtividade dos colaboradores.

Rosana Oliveira é uma das empreendedoras que estava na plateia do Empreende Mulher, ela conta que através do projeto, a exemplo dela, muitas mulheres estão se transformando, inclusive valorizando seus empreendimentos. Para Rosana, esse tipo de iniciativa faz com que as mulheres empreendedoras se sintam mais valorizadas, já de acordo com ela, muitas das vezes as mulheres têm mais dificuldades de alcançar sucesso por estarem em uma situação onde tem que se dedicar ao lar e ao empreendedorismo.

“Graças ao Empreende Mulher hoje eu sou uma nova mulher empreendedora, antes eu chamava minha loja, de lojinha, e agora passei a chamar de negócio, e isso melhorou consideravelmente a minha auto-estima e com isso consegui melhorar as vendas. Eu trabalho no ramo da beleza, e esse evento me fez inclusive entender melhor minhas clientes, sempre criando um plano de trabalho baseado na realidade delas”, disse Rosana Oliveira.

O Empreende Mulher é realizado por um grupo de mulheres empreendedoras e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Teresina, por meio das ações de descentralização das atividades da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. Para saber mais sobre os próximos eventos do Empreende Mulher, basta acessar o site cultura.pmt.pi.gov.br, ou seguir a página cultura_the no Instagram.

Teresina terá apresentação musical em alusão ao Dia Internacional da Mulher neste sábado (11)

Em comemoração ao mês da Mulher, a Prefeitura de Municipal de Teresina (PMT), por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), vai promover a apresentação musical “Filhas do Sol”. O evento é gratuito, no Complexo Francisco das Chagas Júnior (debaixo da Ponte JK), e acontece neste sábado (11), na zona leste de Teresina, a partir das 18h.

O festival reúne artistas da música local, com o objetivo de celebrar a força e a potência das mulheres piauienses. Ednardo Leão, gerente de promoção cultural da FMC, explica que as mulheres do setor musical têm se manifestado com ênfase na cena cultural em Teresina.

“Este evento é para valorizar a força das mulheres artistas da nossa cidade. Todas as atrações são mulheres de vários gêneros e estilos simbolizando a diversidade da capital”, disse Ednardo Leão, reafirmando o compromisso do prefeito Dr. Pessoa em valorizar as mulheres e suas potencialidades.

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) estará presente no evento disponibilizando informações de acesso e conhecimento dos serviços de gênero oferecidos pela Prefeitura de Teresina. De acordo com a secretária Karla Berger, o apoio da SMPM neste evento é importante para somar forças e integrar os diferentes setores de assistência oferecidos no município.

“Filhas do Sol é um presente para as mulheres da capital. Neste final de semana, iremos celebrar a força da mulher com música, festa e também muita informação”, destaca Karla. “Assim, poderemos alcançar mais mulheres e fazer de Teresina uma cidade cada vez mais gentil com nossas teresinenses”, finaliza.

Ao todo, serão mais de 10 apresentações de música e dança. Confira:

Monise Borges
Bia Magalhães
Irla Milena
As Fulô do Sertão
Aya’s
Tânia Nery
Banda Acácias
Tudo Vira Samba
Adê Porfírio
Jamile Jah
Corpo de Ballet do Teatro do BoI

Mulheres são homenageadas em café da manhã na Semec

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) realizou na manhã desta quinta-feira (09) um café da manhã em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento ocorreu no Centro de Formação Odilon Nunes, zona Norte de Teresina.

“As mulheres estão se destacando cada vez mais em suas atividades e cabe a nós fazer com que mais políticas públicas sejam desenvolvidas em prol delas, deixando para trás um legado triste de discriminação e de não reconhecimento de valores”, disse o secretário municipal de Educação, professor Nouga Cardoso.

O secretário executivo de Ensino da Semec, Reinaldo Ximenes, também falou para as professoras que representaram a categoria na ocasião. “Sou um privilegiado por estar cercado de mulheres, tanto em casa como no trabalho, com quem eu aprendo muito todos os dias. São vocês que me assessoram, me aconselham, são essenciais para tornar a nossa vida melhor e aqui na Semec fazer com que a gente cresça e melhore a cada dia”.