Semec e Semplan trazem para Teresina projeto internacional

A Secretaria Municipal de Educação (Semec), em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), realizou formação com servidores sobre o Programa Aprender Brincando, na manhã desta terça-feira (26), no Centro de Formação Professor Odilon Nunes, zona norte de Teresina. A palestra do projeto “Pé de Infância” foi ministrada por convidadas vindas de São Paulo, Cice Galouro e Mariana Pedroso, representantes da iniciativa URBAN95 e do Instituto Allma HUB.

O evento teve como objetivo orientar a coordenação da Educação Infantil da Semec acerca de propostas para mudança nos paradigmas, de modo a estimular dentro das famílias de estudantes de CMEIs a cultura da não violência e da afetividade entre pais e filhos.

“Programa Pé de Infância busca tratar as crianças como protagonistas, por isso trabalhamos, sobretudo, com as escolas que acreditamos ser o órgão de maior confiança da família e o ponto de partida para a mudança de comportamento das crianças e de seus pais”, pontua Cice.

 

Segundo a Gerente de Educação Infantil da Semec, professora Marinalva Sena, o Aprender Brincando vem para promover a integração das famílias e aproximar-lhes da escola, o tempo de qualidade com as crianças, o acompanhamento da vida escolar e outros tipos de troca entre comunidade escolar e pais.

“Em período pós-pandêmico, onde crianças ficaram mais ansiosas e depressivas, sem muito contato social e socialização, essa parceria visa a trabalhar com a criança seus aspectos físicos, emocionais, psicomotores”, afirma a gestora.

Por meio de conteúdos literários, musicais, audiovisuais, as orientações represadas procuram unir brincadeiras com ações pedagógicas, a fim de proporcionar uma educação que respeite o tempo próprio de desenvolvimento dos estudantes.

“A mudança de paradigmas tradicionais da educação é trabalhada principalmente no projeto Caixa de Ferramentas. Buscamos substituir comportamentos nocivos, em geral culturais, enraizados, os quais mal se percebe a prática, e estudar estratégias que poderiam ser efetivadas para um melhor desenvolvimento integral das crianças”, acrescenta Mariana Pedroso.

A URBAN95 é uma rede internacional que busca trabalhar a perspectiva das cidades segundo 95 cm, no caso uma analogia com a altura das crianças, de modo que a iniciativa busca tornar o mundo acessível e respeitoso para os cidadãos em seus anos iniciais. Ao trazer para Teresina as ações da organização, a parceria Semec e Semplan busca estimular a cultura de paz e o desenvolvimento saudável para toda a comunidade escolar da Rede Municipal de Ensino.

Município discute proposta de parceria para alavancar a piscicultura na zona Rural

A Prefeitura de Teresina, por determinação do prefeito Dr Pessoa, através da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), e Fundação Wall Ferraz (FWF), esteve reunida na manhã desta quarta-feira (20), junto a presidência do SEBRAE Piauí, para discutir a proposta de investimento no setor agropecuário da capital e buscar parcerias. O objetivo é potencializar esse segmento para desenvolver suas atividades com tecnologia de ponta para produzirem cada vez mais peixes, especificamente da espécie ‘tilápia’. A produção de peixes seria feita por um sistema intensivo baseado no conceito de sustentabilidade e tecnologia.

A proposta foi apresentada pela gerente de operações da Zug Tecnologies, Nair Queiroz, aos secretários de Planejamento, João Henrique Sousa, Maykon Silva e ao presidente do Sebrae, Filemon Paranaguá. Um novo encontro com representantes da Prefeitura de Teresina deve ocorrer amanhã, quinta-feira (21), na sede da Secretaria Municipal de Produção Agropecuária da capital.

A Fundação Wall Ferraz, em parceria com a Fundação Reciclar, já realizou um curso de “Piscicultura Intensiva em Tanques Suspensos”, na zona Rural da capital, este ano na capital. Os mais de 500 alunos estão certificados e habilitados para trabalhar o funcionamento do sistema com Tanques Suspensos, que se destaca pelas altas taxas de produtividade e outras características únicas que facilitam o manejo, permitindo o controle da qualidade e temperatura da água e do ambiente de confinamento dos alevinos.

Viver+Teresina transforma área de lixão em parque focado no esporte, lazer e arborização

Teresina vai se transformando em uma capital voltada para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Com esse propósito, o Viver+Teresina, grupo da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, trabalha seus projetos com os conceitos mais modernos de cidades inteligentes: sustentabilidade, inovação e resiliência urbana. É o caso da obra que o grupo vem realizando no bairro Nova Brasília, zona norte, em uma área que era usada pela população como lixão.

Tradicionalmente, carroceiros e população em geral do entorno da lagoa do bairro iam diariamente depositar lixo de forma irregular, inclusive animais mortos. O problema não se refletia apenas no mau cheiro e aparecimento de parasitas, mosquitos e roedores. Ambientalmente falando, o lixo afetou por muitos anos a lagoa, provocando sua degradação.

Ao redor desse problema existem uma Unidade Básica de Saúde, igrejas, residências, comércio, terminal de integração de transporte e uma escola. O trânsito de veículos e pedestres é intenso.

A obra de urbanização que o Viver+Teresina está realizando no local iniciou em julho e tem orçamento de pouco mais de R$ 2 milhões, com recursos da CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril.

Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital e esse será o primeiro espaço público da cidade a receber o equipamento; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de vôlei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

Teresina aquece

A cidade já tem sofrido os efeitos das mudanças climáticas. O aquecimento da temperatura em nível crítico – o dobro da média mundial – se reflete em períodos mais prolongados de B-R-O Bró, chuvas mais intensas e, com isso, impactos na infraestrutura urbana (alagamentos, deslizamentos de terra, arboviroses e outros).

Uma forma de mitigar esses efeitos é construindo e destinando à população espaços arborizados, com respeito às lagoas e aos rios e toda a fauna existente, para prática esportiva ao ar livre.

Ciranda Formativa: PMT lança estratégia para incentivar ações voltadas para a Primeira Infância 

A Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, vinculada a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), realizou na manhã desta terça-feira (12), o 1º Encontro da Ciranda Formativa, uma estratégia de engajamento e capilarização da pauta da Primeira Infância entre as Secretarias Municipais. O encontro aconteceu no Centro de Formação Professor Odilon Nunes, das 10h às 12h30.

Estiveram no evento representantes da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM), Secretaria Municipal de Política Pública para as Mulheres (SMPM) e Fundação Municipal de Cultura (FMC).

A ‘Ciranda Formativa’ tem como propósito envolver gestores, servidores e equipes técnicas na pauta da primeira infância, alinhar conhecimentos sobre o tema, formar e consolidar a visão da gestão pública sobre as ações para a primeira infância, e dar visibilidade aos programas, políticas e ações de primeira infância já desenvolvidas na cidade.

Durante o evento, foi apresentado o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) e foi feita a assinatura do Pacto pela Primeira Infância pelos secretários municipais Nouga Batista (SEMEC), João Henrique Sousa (SEMPLAN), Luís André (SEMAM), Allan Cavalcante (SEMCASPI) e Karla Berger (SMPM). Além disso, os participantes do encontro tiveram palestra com a equipe da Rede Urban95 sobre “Políticas Públicas para a primeira Infância”.

“A primeira infância é onde se solidifica a formação de caráter e personalidade, onde se firmam muitas memórias. Por isso, precisamos investir nessa idade em ações e políticas públicas. Nosso Prefeito Dr Pessoa tem tido este olhar atencioso e, enquanto planejamento, temos buscado atender estas demandas com parcerias estratégicas e muitas atividades, através da agenda Teresina 2030”, explica João Henrique Sousa, Secretário Municipal de Planejamento e Coordenação.

O encontro apresentou às secretarias envolvidas a proposta de ciclos formativos intersetoriais sobre a primeira infância, articulado pela URBAN95 e o Município, sob a orientação do Centro de Criação de Imagem Popular – CECIP. As Secretarias envolvidas serão responsáveis pela realização das cirandas formativas, a serem efetivadas no período de setembro deste ano a março de 2024.

“Teremos oito encontros com os secretários e servidores técnicos para que possamos tirar do papel o Plano Municipal para 1ª infância e implantá-lo. Teresina é uma das poucas capitais do Brasil a ter este material tão valioso e essencial para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à primeira infância”, disse Jivago Gonçalves, secretário executivo da Semplan, durante apresentação do PMPI.

As temáticas a serem abordadas nas cirandas formativas contemplam uma visão de criança como cidadã, sujeito de direitos, produtora de cultura e saberes. Tendo como referência as contribuições da psicologia, pedagogia, sociologia e neurociência trazidas pelo Plano Nacional da Primeira Infância. Os conteúdos a serem discutidos são comuns às mais diversas áreas como: saúde, educação, planejamento, assistência social, trânsito e transporte, finanças, cultura, esporte e lazer.

“O projeto que se inicia hoje visa reunir gestores públicos para pensar juntos sobre políticas para a primeira infância. Essa atividade é mais uma das inúmeras que ocorrem simultaneamente na cidade, dentro da grande iniciativa chamada URBAN 95, que é uma iniciativa que pensa a cidade sob a ótica da primeira infância. Nós entendemos que uma cidade adaptada, uma cidade boa para as crianças é uma cidade boa para todos. Então nós conseguiremos fazer isso somente com os gestores públicos sensibilizados”, explica Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

“Nós assinamos aqui um termo de compromisso, que é o pacto da primeira infância do município de Teresina. Várias secretarias estiveram presentes e nós, enquanto Semcaspi, não podemos nos isentar de participar deste momento. Afinal de contas, a política de assistência social também envolve esse público, que é a  primeira infância. E aqui reafirmamos esse compromisso da política de assistência social com as crianças do município de Teresina”, disse o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Allan Cavalcante.

PMPI

O Plano Municipal Pela Primeira Infância (PMPI) sintetiza as diretrizes, metas e ações voltadas para crianças de até 6 anos, especialmente as mais vulneráveis. Foi elaborado de forma participativa, com auxílio das diferentes secretarias e órgãos públicos da administração municipal, poder legislativo, judiciário e sociedade civil, e contemplou a escuta e participação das crianças – sujeito de direito a quem se destina o PMPI.
O documento está disponível no site da Semplan e pode ser acessado por meio do link: https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/plano-municipal-pela-primeira-infancia/ .

URBAN 95

A Urban95 é um programa que oferece suporte e acompanhamento para construir diagnósticos sobre a primeira infância, implementar o Plano Municipal pela Primeira Infância e promover ações de requalificação de espaços públicos, mobilidade para famílias, gestão de dados e melhorias de serviços para a primeira infância. Integram a rede Urban95 Brasil 24 municípios.

Prefeitura de Teresina participa do lançamento da 3ª edição da Frente Parlamentar em Defesa do BIM

Evento no Congresso Nacional em Brasília (Fotos: Ascom/SEMPLAN)

A Prefeitura de Teresina, através do Núcleo BIM (Building Information Modeling), vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), participou na última semana, do lançamento da  3ª edição da Frente Parlamentar em Defesa do Sistema de Modelagem da Informação da Construção (FPBIM), em Brasília, no Congresso Nacional.

O evento contou com a presença do Secretário Municipal de Planejamento e Coordenação, João Henrique Sousa, e da Coordenadora do Nubim, Virgínia Emanuella. O encontro foi conduzido pelo presidente da Frente, Júlio Lopes. “A FPBIM é uma entidade associativa que defende interesses comuns, constituída por representantes de todas as correntes de opinião política da Câmara dos Deputados e tem como objetivo estimular a ampliação, pelo poder público, do uso de novas tecnologias de modelagem de informação”, explica o presidente da Frente.

BIM, significa Building Information Modelling (Modelagem de informação da construção), um método com uso de tecnologia, que consiste em reproduzir um “gêmeo digital” em 3D de uma obra que será executada para ter exatidão entre o que é projetado e o que será edificado. Um protótipo de catalogação de informações sobre o universo de projetos, uso e manutenção. Diante da obrigatoriedade federal da utilização dessa tecnologia, o mercado se volta à utilização BIM, consequentemente, fazendo com que a cidade ganhe também.

“Basicamente, os elementos principais são: a redução dos custos das obras, o menor tempo de projeto, quando esse é replicado, execução de obra dentro do prazo planejado e um maior controle na sua manutenção. Muita coisa que é difícil em obras públicas pode ser viabilizada com o BIM, por exemplo aumento na qualidade dos materiais, ambientes modernizados e a permanência em sua vida útil” explica a coordenadora do NUBIM, a servidora e arquiteta Virgínia Emanuella.

“Esse é um trabalho essencial para o desenvolvimento de novos projetos dos municípios e Teresina tem olhado de forma especial para esta tecnologia com o objetivo de avançar de forma assertiva em seus projetos. O Prefeito Dr Pessoa busca sempre essa assertividade no trabalho do município e o BIM, com certeza, traz essa qualidade e modernização necessária”, conclui João Henrique Sousa.

Os objetivos da Frente são promover ações para disseminar a importância do uso do BIM (sigla em inglês para Modelagem da Informação da Construção) e estimular o uso da ferramenta pelo poder público na construção de obras no país. O BIM possibilita a correção de erros quase automaticamente e com isso, as obras podem ficar até 20% mais baratas e levam 30% menos tempo para serem concluídas.

Agenda 2030 programa lançamento do Plano de Ação Climática de Teresina

Teresina ganhará um plano que institui as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas e seus efeitos. O Plano de Ação Climática, elaborado pela Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan. O órgão está finalizando o relatório para que seja apresentado à população em outubro.

O Plano de Ação Climática contempla estudos da atual situação da cidade e projeta os cenários de médio e longo prazos para aumento da temperatura média registrada na cidade, alagamentos, queimadas, riscos de desabamentos e outros efeitos da mudança climática.

Teresina tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

A localização da cidade, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Ainda de acordo com esse estudo, “quando se trata da crise climática, a situação de Teresina é de risco a extremo risco, de acordo com dados do Índice de Vulnerabilidade do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, 2014). Teresina apresenta valores que performam abaixo da média nacional, para as variáveis “vulnerabilidade à mudança climática”4, “exposição”5, “sensibilidade”6 e “capacidade adaptativa”7. Teresina apresenta, portanto, alta vulnerabilidade à mudança climática, extrema exposição, alta sensibilidade e baixo risco com relação à capacidade adaptativa (que apresenta resultados apenas em nível nacional) (CAF, 2014 apud TERESINA, 2018c). É importante reconhecer que a mudança climática impacta nos territórios dentro da cidade de forma diferente, expondo populações vulneráveis a um risco maior de sofrerem com efeitos mais severos. Nesse caso, o índice reflete uma média da realidade local, mas não evidencia os pontos de maior fragilidade.”

De acordo com o Relatório de Vulnerabilidade Climática do Piauí, publicado em 2019, Teresina apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. A cidade já sofreu com eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em 2019 e 2020, que resultaram em prejuízos para as famílias e para o comércio local.

Em consonância com os ODS, a Prefeitura também tem adotado medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como a elaboração do Plano de Ação Climática e a Análise de Risco Climático, objeto deste produto, visando minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população. A avaliação de risco climático inclui a avaliação da exposição, das ameaças climáticas e das vulnerabilidades das cidades ao longo do tempo.

Agenda 2030 e IAB reúnem gestores em oficina para formatação de plano com foco na primeira infância

A Agenda 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), a Urban95 e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) realizaram hoje (28) uma oficina junto a representantes de diversos órgãos da Prefeitura de Teresina para a formatação do Plano Bairro Amigável à Primeira Infância.

A iniciativa tem como principal objetivo fazer um levantamento de todas as ações que possam estar sendo planejadas ou executadas que tenham como foco as crianças de 0 a 6 anos e, com base nisso, unificar as estratégias de atuação.

“Teresina tem um Plano Municipal para a Primeira Infância e lá estão previstas diversas ações transversais e essas secretarias e superintendências são protagonistas dessas ações. O que estamos fazendo é a convergência delas com o único propósito de proporcionar às nossas crianças uma cidade que as possa oferecer um ambiente mais acolhedor, estimulante, saudável e seguro”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

O encontro aconteceu na sede do programa Viver+Teresina, também integrante da Semplan. O grupo tem em fase de planejamento diversas obras e iniciativas voltadas para a construção de espaços de brincadeira, estímulo e aprendizado.

“Para nós essa oficina proporcionou um contato mais estreito com esses outros órgãos que serão aqueles que utilizarão e coordenarão esses equipamentos que estamos projetando. Então, é muito importante que possamos trabalhar em conjunto”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Além da equipe do Viver+Teresina, participaram da oficina representantes da Secretaria Municipal de Educação – Semec; Fundação Municipal de Saúde – FMS; Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (SEMP); Superintendência Municipal de Ações Descentralizadas – SAAD Norte; e Guarda Municipal.

Semplan participa de rodada de apresentações de projetos de enfrentamento à crise climática promovida pela C40 Cities

Teresina tem se inserido na discussão nacional e mundial acerca da crise climática, cujos efeitos tem se intensificado, como se percebe com as ondas de calor, ciclones, seca intensa e chuvas extemporâneas. Durante toda a semana passada, a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) esteve presente na Academia Urbanshift de Financiamento para a adaptação Climática para Cidades Brasileiras, evento promovido pela C40 Cities, uma rede global das principais cidades do mundo que estão unidas em ação para enfrentar a crise climática.

A Academia Urbanshift de Financiamento para a Adaptação Climática para Cidades Brasileiras é uma capacitação para financiamento de projetos bem-sucedidos de resiliência climática em todo o Brasil. Participaram as cidades de Belém, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas, Porto Seguro, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Teresina.

Também estiveram representantes do Gap Found, do Banco Mundial, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), The Nature Conservancy do Brasil (TNC Brasil), do World Resources Institute Brasil (WRI Brasil) e dos Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei América do Sul), entidades especialistas em financiamento para apoiar projetos de adaptação climática.

O secretário executivo de Planejamento Estratégico e Gestão da Semplan, Jivago Gonçalves, e o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, representaram a Prefeitura de Teresina no evento.

“Teresina teve essa grande oportunidade de participar de uma academia de financiamento climático, onde pudemos manter contato com instituições nacionais e internacionais para apresentar nossos desafios, que são muitos. Conseguimos falar um pouco da nossa cidade, dos problemas que temos e de soluções. Temos certeza que conseguimos nos aperfeiçoar para elaborarmos um bom projeto e obtermos o apoio de instituições para o enfrentamento às mudanças climáticas na nossa capital”, afirma Leonardo Madeira.

Viver+Teresina: ao completar 171 anos, Teresina vive desafios de se tornar sustentável e inovadora

Teresina sempre conviveu com esse calor, que estimulou até a criação de uma expressão para caracterizar o período do ano em que ele se intensifica: B R O Bró (terminação “bro” dos meses setembro, outubro, novembro e dezembro). E nesses 171 anos, a cidade que se criou nas margens de rios, lagoas e riachos, já sente os efeitos das mudanças climáticas e inicia um trabalho para preservar suas reservas naturais, com respeito ao meio ambiente e foco na sustentabilidade. Trata-se do Viver+Teresina, que tem como proposta para utilizar soluções de engenharia e arquitetura baseadas na natureza de forma inovadora para que a cidade possa conviver melhor com essa quentura que está se intensificando a cada ano por conta das mudanças climáticas.

Lançado em abril deste ano, o Viver+Teresina é um grupo ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan que se baseia em estudos sobre a real e atual situação da capital no contexto da emergência climática para buscar um freio desse processo.

Com base nos estudos realizados pela equipe da Agenda 2030, também ligada à Semplan, constatou-se que Teresina tem apresentado nível de aquecimento superior ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

Causas e efeitos

A localização de Teresina, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Ainda de acordo com estudo do Cesu, “quando se trata da crise climática, a situação de Teresina é de risco a extremo risco, de acordo com dados do Índice de Vulnerabilidade do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, 2014). Teresina apresenta valores que performam abaixo da média nacional, para as variáveis “vulnerabilidade à mudança climática”4, “exposição”5, “sensibilidade”6 e “capacidade adaptativa”7. Teresina apresenta, portanto, alta vulnerabilidade à mudança climática, extrema exposição, alta sensibilidade e baixo risco com relação à capacidade adaptativa (que apresenta resultados apenas em nível nacional) (CAF, 2014 apud TERESINA, 2018c). É importante reconhecer que a mudança climática impacta nos territórios dentro da cidade de forma diferente, expondo populações vulneráveis a um risco maior de sofrerem com efeitos mais severos. Nesse caso, o índice reflete uma média da realidade local, mas não evidencia os pontos de maior fragilidade.”

De acordo com o Relatório de Vulnerabilidade Climática do Piauí, publicado em 2019, Teresina apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. A cidade já sofreu com eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em 2019 e 2020, que resultaram em prejuízos para as famílias e para o comércio local.
Em consonância com os ODS, a Prefeitura também tem adotado medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como a elaboração do Plano de Ação Climática e a Análise de Risco Climático, objeto deste produto, visando minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população. A avaliação de risco climático inclui a avaliação da exposição, das ameaças climáticas e das vulnerabilidades das cidades ao longo do tempo.

O Viver+Teresina, como braço operacional, propõe iniciativas que busquem, por exemplo, a diminuição dos pontos de calor na cidade. Além de novos parques, aumentando a cobertura vegetal, alguns equipamentos públicos deverão ser reformulados, como os mercados públicos. Esses locais concentram grande número de pessoas principalmente aos fins de semana e deverão ter sua estrutura repensada para que sejam pontos em que a temperatura seja mais amena, propício ao caminhar dos frequentadores, e com melhor organização do seu funcionamento. Também estão no escopo dos investimentos, a urbanização de áreas alagáveis degradadas, transformando-as em locais de prática esportiva, cultural e social, com foco na sustentabilidade e recuperação ambiental. Ainda estão no radar, projetos que buscam melhorar a drenagem e acesso ao saneamento, criação de um ecossistema de inovação e fortalecimento social a partir de fomento à economia sustentável.

A equipe é multidisciplinar e busca desenvolver um trabalho transversal com outros órgãos do município, elaborando projetos e ações com foco em inovação e soluções baseadas na natureza. Ela vem passando por qualificações técnicas e se aperfeiçoando constantemente. A preocupação é em desenvolver e aplicar novas soluções baseadas na natureza, com foco em sustentabilidade, utilização de materiais reaproveitados, inovação e uma nova forma de implementação de obras públicas.

Para este ano, estão programados R$ 17 milhões em investimentos. Entre as obras estão: Urbanização Nova Brasília

Já iniciada, a obra que já está sendo licitada é trata da urbanização de uma área próxima à lagoa no bairro Nova Brasília, orçada mais de R$ 2 milhões. Serão implementados equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização. A obra compreende o trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS da Nova Brasília.

O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele, estão previstas a instalação de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de volei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos construídos com madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

Parque Primeira Infância

Em parceria com a Urban95 e Agenda 2030, o Viver+Teresina está elaborando o projeto de um parque totalmente voltado para a primeira infância que será construído no residencial Parque Brasil, localizado na Grande Santa Maria da Codipi. O parque tem uma proposta inovadora, tanto no uso de materiais não convencionais como no seu objetivo.

As equipes realizaram processos de escuta ativa e elaboraram um diagnóstico da situação de vulnerabilidade dessa comunidade e das condições de vida das crianças de 0 a 6 anos e seus cuidadores. Com base nesse diagnóstico, concluiu-se que há a necessidade de um espaço de convivência, brincadeira e ludicidade para essas crianças. O projeto está sendo pensado para contemplar áreas de brincar, jardins, convivência e experimentação da natureza, além de espaços para que os cuidadores também possam socializar. Estarão contidos nesse projeto diversos tipos de materiais inovadores para que as crianças possam desenvolver a motricidade, os sentidos e a socialização entre elas. Além disso, o espaço será totalmente arborizado, contribuindo para que a comunidade possa ter uma área verde, o que ajuda na queda das temperaturas e sensação térmica.

O projeto está em fase de elaboração e deverá ser licitado no segundo semestre desse ano.

Fossas ecológicas

Esse projeto-piloto contempla a construção de 50 fossas ecológicas no povoado Santa Luz, zona rural leste de Teresina. O projeto, já finalizado, utiliza pneus e resto de entulho para construir os equipamentos e proporcionar que famílias em situação de vulnerabilidade possam ter acesso a saneamento, atendendo a um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU.

O sistema da fossa ecológica é sustentável porque reutiliza pneus e restos de entulho de construção. A camada de pneus funciona como uma câmara de fermentação do material que vem do vaso do banheiro. Ao redor da camada e pneus, é colocada uma outra de entulho cerâmico que abrigam os microorganismos que decompõem o esgoto. Por cima fica uma camada grossa de brita, seguida por uma de areia e outra de terra. Esse sistema permite a perfeita decomposição de todo o material que vem do vaso do banheiro e finaliza com a evaporação do que sobra, que é água.

Na camada mais superficial, estão plantas de espécies frutíferas com folhas grandes, como bananeiras. É essencial que sejam desse tipo porque elas requerem mais água para se desenvolverem.

Se houver nos dejetos qualquer agente que cause doenças nos dejetos que chegam ao sistema fica retido, já que o sistema é todo fechado por uma parede de cimento. Por isso, os frutos produzidos pelas plantas são comestíveis. Existem estudos comprovando a qualidade dos alimentos produzidos e a inexistência de microorganismos provenientes dos dejetos.
Em cada sistema de fossas são utilizados 28 pneus. Elas medem 1,40m de altura; 1,30m de largura e 5m de comprimento. A construção segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Cada família beneficiada será atendida também com treinamento sobre o manejo adequado do sistema, para que ele funcione plenamente.

O projeto piloto contemplará a construção de 50 fossas na comunidade Santa Luz, zona rural leste de Teresina. A equipe de agentes de saúde da região estão fazendo um mapeamento para a definição das famílias que serão beneficiadas. E a equipe social do Viver+Teresina está fazendo o reconhecimento de campo para, em breve, iniciar o processo de escuta ativa junto à comunidade.

 

Jardins de chuva

Quando se pensa em drenagem, a imagem que se cria na mente é de um conjunto de galerias e canais por onde a água da chuva deve se escoada, com alto investimento e obras que demoram para serem finalizadas.

Porém, o Viver+Teresina está elaborando um projeto que objetiva diminuir o impacto das fortes chuvas nos bairros mais atingidos em todas as zonas da cidade. Os jardins de chuva são estruturas com camadas filtrantes no solo e plantas que permitem o escoamento de parte da água das chuvas de forma mais rápida. Por não necessitarem de grande espaço para serem construídas, essas estruturas podem ser espalhadas por toda a cidade.
O projeto está em fase de concepção e elaboração.

Urbanização do São Joaquim

O Viver+Teresina vai iniciar em breve a urbanização de uma área de degradação ambiental no bairro São Joaquim. O projeto foi construído em parceria com a população e contemplará a instalação de equipamentos esportivos, de lazer e socialização para todas as faixas etárias.

Além disso, voltará um olhar especial para a lagoa, degradada por conta do acúmulo de lixo ao longo de muitos anos. Além do lixo que é jogado pela população, a lagoa recebe esgoto, o que compromete sua fauna e flora. O projeto está em fase de finalização e em breve será licitado.

Agenda 2030 e ONU fazem parceria para desenvolvimento de ações sobre efeito das mudanças climáticas na população de Teresina

A população mais socialmente e financeiramente vulnerável é a mais afetada pelas mudanças climáticas. O calor e os eventos extremos provocam o envelhecimento precoce e várias enfermidades e isso será objeto de uma parceria entre a Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, escritório da ONU voltado para populações em situação de vulnerabilidade.

A cooperação foi discutida em reunião entre o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira; Luana Silva e Pedro Pinheiro, do Programa de Gênero, Raça e Etnia da UNFPA, em Brasília, nesta quinta-feira (10).

“Vamos assinar um memorando de intenções com a UNFPA para desenvolver vários trabalhos. Vamos fazer uma pesquisa importante para avaliar os impactos das mudanças climáticas sobre o envelhecimento precoce da população e vários aspectos de saúde, especialmente na população mais vulnerável”, afirma Leonardo Madeira.

Os termos da cooperação preveem a realização do estudo e capacitação dos servidores de secretarias estratégicas da Prefeitura de Teresina, como as que trabalham políticas públicas nas áreas de assistência social, mulheres e saúde.

O Fundo de População das Nações Unidas é o organismo da ONU responsável por questões populacionais e atua junto a estados e municípios no apoio ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas para setore da população mais vulnerável sob vários aspectos.