Semcaspi lança campanha de prevenção e enfrentamento ao abuso sexual e violência contra crianças e adolescentes

A Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Públicas (Semcaspi), por meio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV), lança nesta terça-feira, (11), a campanha “Respeite-me! Meu Corpo Não é Brincadeira, Chega de Violência Contra Crianças e Adolescentes”. O lançamento da campanha acontecerá, a partir das 7h, no cruzamento das avenidas Frei Serafim e Desembargador Pires de Castro, no Centro de Teresina.

Os dados de atendimentos dos Conselhos Tutelares de Teresina pela Semcaspi, referentes ao ano de 2020, apontam que foram registrados 165 casos de violência física, 113 de violência psicológica, e 107 de abusos sexuais. Somente em 2021, de janeiro a fevereiro, foram contabilizados 25 casos de violência física, 13 de violência psicológica e 23 casos de abuso sexual.

De acordo com Eliana Lago, secretária da Semcaspi, a campanha tem como objetivo dar visibilidade as formas de prevenir e enfrentar tais violações contra crianças e adolescentes, trazendo em destaque a rede de proteção que a Semcaspi disponibiliza.

“A negligência, a violência física e a psicológica e ainda o abuso sexual estão no topo do ranking de atendimento dos conselhos tutelares de Teresina. A campanha vai atuar na prevenção e no enfrentamento a estas violências, levando informação e conhecimento para este público sobre a nossa rede de proteção. Temos em nossa rede de proteção os Cras, os Creas, e os conselhos tutelares, que são a porta de entrada para atendimentos de pessoas em situação de risco social ou que já tiveram os seus direitos violados”, esclarece.

Segundo Villar Neto, coordenador do SCFV, a campanha vai trabalhar a prevenção e o enfrentamento ao abuso sexual e a violência contra criança e adolescente em Teresina, orientando a sociedade na forma de agir diante de uma ocorrência.

“As crianças e adolescentes vítimas de violência apresentam diversas mudanças de comportamento, que devem ser observadas e refletem no humor, no isolamento, no desempenho escolar ou até mesmo, o surgimento de comportamento sexual inadequado. As violências contra este público, muitas vezes, acontecem no seio familiar. Estamos alertando a sociedade para identificar e denunciar estas situações, mesmo que de forma anônima, para que os órgãos competentes possam averiguar as situações e dar os devidos encaminhamentos”, explicou.

I CONCURSO DE VÍDEO SOCIOEDUCATIVO
A campanha “Respeite-me! Meu corpo não é brincadeira! Chega de violência contra criança e adolescente” promoverá também o I Concurso de Vídeo Socioeducativo, no período de 10 de maio, até 23h55, do dia 12 de maio deste ano. O (a) candidato (a) deverá produzir um vídeo caseiro, publicar no Instagram e marcar o perfil oficial da Semcaspi.

O concurso é voltado para todas as crianças e adolescentes de 06 a 17 anos, que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV) de cada território trabalhado pela política de assistência social de Teresina, tanto na zona urbana quanto rural.

Semcaspi realiza I Concurso de Vídeo Socioeducativo em alusão ao Dia de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso Sexual Infantojuvenil

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti) e do Serviço Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), está realizando o I Concurso de Vídeo Socioeducativo, em alusão ao dia da prevenção e enfrentamento ao abuso sexual infantojuvenil. Os vídeos caseiros deverão ser publicados no Instagram no período de 10 até 23h55min do dia 12 de maio deste ano e os candidatos deverão marcar o perfil oficial da Semcaspi.

O concurso de vídeos caseiros faz parte da campanha “Respeite-me! Meu corpo não é brincadeira! Chega de violência contra criança e adolescente”, que será lançada na terça-feira, (11/05).

 

Segundo Eliana Lago, secretária da Semcaspi, o concurso tem como objetivo estimular o desenvolvimento da criatividade e da iniciativa das crianças, de 6 a 11 anos; e dos adolescentes, de 12 a 17 anos, diante da temática do abuso sexual infantojuvenil.

“A proposta é envolver esse público em um concurso de vídeos caseiros, que ajudem a refletir e expressar à temática, tendo como ponto central o respeito ao corpo da criança e do adolescente. O público infantojuvenil irá expressar formas de prevenção e enfrentamento ao abuso sexual contra esta população, de forma lúdica e didática”, pontuou.

Franciana Beleense, coordenadora do Aepeti, explica que o objetivo deste concurso é promover uma reflexão sobre o respeito ao corpo da criança e do adolescente com mensagens no formato que o candidato preferir e deverão obedecer aos devidos critérios.

“Esperamos que a sociedade compreenda que todos têm direito de dizer não, sempre que se sentir ameaçado em relação à sexualidade. É preciso compreender que o carinho é diferente de abuso sexual e quando é carinho não precisa ser escondido. Precisamos proteger a infância e a adolescência, para que não cresçam com a sexualidade comprometida. O concurso vai premiar os melhores vídeos caseiros, que faça referência ao tema, com mensagem em prosa, verso, uma música ou o que a imaginação desejar”, esclareceu.

O resultado do concurso será divulgado no dia 18 de maio e os vídeos mais curtidos serão premiados: primeiro lugar um troféu; segundo lugar uma medalha; e o terceiro, com um prêmio surpresa.

CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO

– Poderão participar todas as crianças e adolescentes de 06 a 17 anos, que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vinculo (SCFV) de cada território trabalhado pela Política de Assistência Social de Teresina, tanto na zona urbana quanto rural;

– Para participar basta desenvolver um vídeo caseiro que faça referência ao tema, pode ser em prosa, em verso, uma música ou como a imaginação fluir, de no máximo 60 segundos, sendo gravado na horizontal;

– Os critérios de avaliação serão analisados os seguintes itens: criatividade e relevância; do tema para o universo infantojuvenil. Ganharão os vídeos mais curtidos que obedecer aos devidos critérios;

– Serão selecionados ao todo 08 trabalhos, sendo 01 criança e 01 adolescente de cada território, sendo eles: norte, sul, leste e sudeste;

– A equipe examinadora será formada por um representante do CMDCAT, 01 represente do CMAS, um representante da GPSB, 01 representante da GDH, sendo coordenada pela Coordenação da AEPETI.

Semcaspi, PM e Sasc firmam parceria para ações de combate às drogas e violência nos abrigos

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) firmou parceria, nessa segunda-feira (03/05), com a Polícia Militar do Piauí (PM/PI) e a Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc), para promover ações educativas de combate às drogas e violência nos três abrigos em Teresina, onde estão acolhidos indígenas venezuelanos. As ações estão previstas para acontecerem na próxima segunda-feira (10/05), e atuarão, inicialmente, com as crianças.

As ações socioeducativas serão realizadas por meio do Programa Educacional de Resistências às Drogas (Proerd), que tem como público-alvo crianças e os pais ou responsáveis.

Segundo Eliana Lago, secretária da Semcaspi, proporcionando a este público conhecimento e informações.

“A Prefeitura de Teresina está desenvolvendo um plano de autonomização dos indígenas venezuelanos para que os mesmos consigam sair do abrigo, trabalhando e se sustentando. Até porque o abrigo é uma situação temporária. E esta parceria com o Proerd vai contribuir para que os acolhidos tomem conhecimento das leis brasileiras e exerçam a cidadania”, pontuou a secretária.

Para a major Jocilene Dias, coordenadora estadual do Proerd da PM/PI, a iniciativa tem como objetivo levar informações a respeito de prevenção às drogas e à violência para as famílias acolhidas nos abrigos, por meio de palestras educativas e variadas ações educativas.

“Fomos convidados a participar desta ação com os venezuelanos a fim de levar ações educativas tanto para crianças quanto para adultos trazendo noções de algumas informações bem importantes para eles do cotidiano, tanto dentro destes locais quanto fora. Vamos atuar de forma educativa! Com crianças, vamos levar estas falas com algumas ações lúdicas e bem especiais. Já com os adultos, não será muito diferente, mas serão pontuadas informações sobre o perigo do uso de substâncias legais e ilegais, a fim de gerar este conhecimento e de colaborar com o fortalecimento deste grupo com ações positivas”, esclareceu.

De acordo com Santiago Oliveira, coordenador do abrigo do Buenos Aires, estas ações educativas ajudam os acolhidos a compreenderem o papel da Polícia Militar com informações e esclarecimentos de lei.

“É importante a participação da Polícia Militar nestas atividades educacionais para que os acolhidos possam compreender o papel da política de maneira educativa e não de maneira intimidadora. O que vai acontecer com projetos de esclarecimento e de informação pedagógica”, orientando sobre as leis do Brasil, inclusive, a Lei Maria da Penha”, destacou.

PATRULHA

Para trabalhar a prevenção da violência familiar nos abrigos dos indígenas venezuelanos em Teresina, a Semcaspi terá o apoio da Patrulha Maria da Penha, que vai desenvolver atividades, inicialmente, com as mulheres.

A capitã Solange Silva, subcomandante da Patrulha Maria da Penha, explica que o tema violência familiar terá como base a Lei Maria da Penha e será apresentado por meio de oficinas.

“Vamos trabalhar de forma preventiva e lúdica, de forma que os imigrantes entendam como a violência doméstica familiar é tratada aqui no Brasil e também conhecer o trabalho da Patrulha Maria da Penha. Além disto, queremos fortalecer e encorajar as mulheres que, de alguma forma, possam sofrer violência dentro dos abrigos”, pontuou.

A proposta da ação é promover a inclusão dos indígenas venezuelanos na sociedade civil brasileira Fotos(Ascom/Semcaspi)

 

Guarda Civil de Teresina participa de blitz de combate à violência contra a mulher

Panfletagem no Dirceu e praças do centro de Teresina /Fotos: Ascom CGM

A Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM), por meio da Guarda Maria da Penha, participou de blitz educativa para o combate à violência contra a mulher. Atualmente, a equipe especializada da GCM  monitora 81 mulheres vítimas de violência doméstica para  garantir o cumprimento das medidas protetivas determinadas pela Justiça.

A panfletagem ocorreu nesta quinta-feira (28) na Avenida Joaquim Nelson, no Grande Dirceu, e em praças do centro de Teresina.

“Participar dessa blitz educativa da Polícia Militar só fortalece o combate à violência contra a mulher. A Policia Militar tem a Patrulha Maria da Penha e a Guarda Civil Municipal tem a Guarda Maria da Penha que existe desde maio do ano passado e essa integração é excelente para a sociedade”, pontua a guarda municipal Amanda Café, coordenadora da Guarda Maria da Penha.

O comandante da GCM, coronel Nixon Frota, reforça a importância da integração entre as duas instituições no combate à violência contra a mulher e em outros projetos com impacto social. “É importante esse trabalho de conscientização. A experiência foi muito positiva para divulgar a importância de ambos os programas e futuras parcerias”, completa Nixon Frota.

Prefeitura assina acordo com PRF para melhorar segurança viária e enfrentamento da violência em Teresina

Rômulo Piauilino

O prefeito Firmino Filho assinou, nesta terça-feira (15), um acordo de cooperação técnica entre a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e Polícia Rodoviária Federal no Estado do Piauí. A parceria tem o objetivo de melhorar a segurança viária e enfrentamento da violência em Teresina através do compartilhamento de dados e tecnologias.

“Essa parceria permite que a gente possa dividir uma plataforma com a PRF e compartilhar o um conjunto de informações que melhorarão as condições de segurança, tráfego e mobilidade na nossa cidade“, declarou o prefeito Firmino Filho.

O superintendente da PRF no Piauí, Stenio Pires, explica que a troca de informações será feita através da utilização das câmeras da Prefeitura e de rádio digital, o primeiro a ser instalado no Piauí. “É um trabalho vanguardista que estamos realizando junto à Prefeitura para oferecer um retorno muito maior à sociedade teresinense. Com o rádio digital teremos uma comunicação muito mais eficiente entre os órgãos e, numa situação de urgência, por exemplo, vai haver uma comunicação muito mais rápida e eficiente envolvendo a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Guarda  Municipal, Defesa Civil e o SAMU”.

De acordo com Weldon Bandeira, superintendente da Strans, o acordo permitirá aumento da percepção de segurança no município, ampliação das capacidades de flagrantes em tempo hábil para abordagem, rapidez na recuperação de veículos furtados e roubados, e fortalecimento das atividades de fiscalização de trânsito. “Em 2021, o serviço será ampliado com a conclusão do Centro de Comando e Controle Operacional (CCO), que contará com 479 câmeras instaladas pelas vias e corredores de ônibus da cidade”, destacou.

O sistema de rádio digital e a utilização de câmeras da Prefeitura de Teresina serão usados a partir de fevereiro. Equipes da PRF e Strans se reunirão nos meses de dezembro e janeiro para acertar os detalhes técnicos. O Acordo será vigente por sessenta meses, a partir da data de sua assinatura, passível de prorrogação futura.

Serviço Amor de Tia realiza programação pela não violência contra a mulher em Teresina

As unidades do Amor de Tia, serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), iniciaram hoje (25) uma programação de 16 dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa faz uma alusão ao Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, lembrado na data de hoje.

O momento contou com atividade de conscientização das mães acompanhadas pelo serviço, exposição de vídeos e entrega de materiais informativos. Segundo a gerente de Articulação e Transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho, o momento é bastante importante, pois serve como forma de sensibilizar também a população para o problema.

“Devemos levar para a sociedade uma reflexão de igualdade, de respeito e de valores para que nós mulheres possamos viver e conviver em uma sociedade mais justa e mais igualitária”, destacou a gerente.

Nesta quarta-feira, homens e mulheres também foram às ruas com faixas e cartazes para protestar e conscientizar a população sobre a problemática em Teresina. A ação foi uma iniciativa da Associação de Prostitutas Estado do Piauí (APROSPI) e do movimento Mulheres Articuladas, com apoio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). A caminhada partiu da Avenida Frei Serafim, em frente à igreja São Benedito, e encerrou no Tribunal de Justiça do Piauí.

Segundo Célia Gomes, presidente da APROSPI, esse dia não poderia passar em branco na capital. “Muitas mulheres na nossa cidade e no mundo estão sofrendo as diversas formas de violência, feminicídios, algo que não deveria pra acontecer. Essa é também mais uma forma de mostrar que elas não estão sozinhas, além de encorajá-las à denúncia e ao engajamento nessa luta”, esclareceu.

Dia 25 de novembro

Esta data foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs Mirabal. Las Mariposas, como eram conhecidas, as irmãs Mirabal Patria, (Minerva e Maria Teresa), foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960, na República Dominicana.

Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente.

Mulheres atendidas no Esperança Garcia debatem sobre medidas protetivas nesta quarta (28)

Será realizado nesta quarta-feira (28), a partir das 10h, através da plataforma Google Meet, mais uma edição do Grupo Reflexivo para as mulheres em situação de violência atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia, serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

A atividade terá como tema principal as medidas protetivas, recurso judicial que pode ser solicitado pelas mulheres em situação de violência no momento de registro do Boletim de Ocorrência (B.O), a fim de coibir e prevenir a violência de gênero. O encontro tem como objetivo levar informação e conhecimento às mulheres atendidas pelo serviço, além de proporcionar um espaço de acolhimento e compreensão.

O Grupo Reflexivo terá a participação da assistente social e da assessora jurídica do Centro de Referência Esperança Garcia, além de um representante da Guarda Maria da Penha, serviço implantado pela Prefeitura de Teresina que disponibiliza equipe exclusiva para a fiscalização das medidas protetivas de mulheres em situação de violência na capital.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia, Roberta Mara, muitas mulheres ainda possuem dúvidas relacionadas ao tema, que precisam ser esclarecidas. “Algumas delas ainda não sabem direito do que se trata essas medidas protetivas, como solicitar, como ocorre o trâmite, entre outras questões. Então, é muito importante esse momento com a equipe especializada para esclarecer essas dúvidas, essas mulheres precisam estar por dentro dessas informações, com consciência dos seus direitos”, destaca.

Desde o início da pandemia, com as determinações de isolamento social, as atividades do Grupo Reflexivo têm acontecido virtualmente. Diferentes temáticas já foram discutidas durante os encontros online, entre elas, o empoderamento feminino, saúde mental, rede de atendimento à mulher, entre outros assuntos.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência psicossocial e jurídica. A unidade fica localizada na Rua Benjamin Constant, 2170, região Centro-Norte de Teresina. Mais informações pelo número (86) 99416-9451.

Lei obriga condomínios a comunicarem violência doméstica

A partir de agora os condomínios residenciais e comerciais de Teresina serão obrigados a comunicar aos órgãos de segurança a ocorrência ou indícios de ocorrência de violência doméstica ou familiar contra mulher, criança, adolescente ou idoso em seu interior. É o que determina a Lei Municipal nº 5.540, sancionada pelo prefeito Firmino Filho.

De acordo com a norma, os prédios de residência ou comerciais, através de seus síndicos e/ou administradores, devem comunicar à Delegacia de Polícia Civil e aos órgãos de segurança pública especializados sobre a ocorrência ou indícios de ocorrência de violência doméstica ou familiar em suas unidades privadas ou em áreas comuns dos locais.

A comunicação, ainda de acordo com a Lei, deverá ser realizada de imediato através de ligação telefônica ou aplicativo móvel nos casos de ocorrência em andamento e por escrito, por via física ou digital, nas demais hipóteses no prazo de até 24 horas da ciência do fato, contendo informações que possam contribuir para a identificação das possíveis vítima e agressor.

Além disso, os condomínios deverão fixar em suas áreas comuns cartazes, placas ou comunicados informando sobre o disposto na Lei, incentivando os moradores a notificarem o síndico ou administrador quando souberem da ocorrência ou indícios de ocorrência de violência no interior do local. Caso o condomínio não cumpra a Lei, pode ser penalizado com advertência e multa, que pode variar entre R$ 500 e R$5 mil.

“Essa é mais uma ferramenta para enfrentarmos a violência contra esses grupos mais vulneráveis, especialmente durante a pandemia, quando sabemos que esses casos aumentaram. Para tanto, reforçamos a importância da participação de todos para que esse dispositivo legal seja cumprido à risca”, afirma o prefeito Firmino Filho.

A Lei é de autoria dos vereadores Graça Amorim, Ítalo Barros, Teresinha Medeiros, Luiz Lobão, Pollyanna Rocha, Evandro Hidd, Cida Santiago, Gustavo Carvalho e Zé Filho.

 

 

 

 

 

 

 

Mulheres que romperam ciclo de violência relatam suas experiências no Colóquio Vozes

A IV edição do “Colóquio Vozes: rompendo o silêncio da violência contra a mulher” reuniu nesta sexta-feira (28), em evento virtual, mulheres que sofreram violência doméstica e que fizeram relatos de suas experiências. O evento foi promovido pelo Centro de Referência Esperança Garcia e faz parte da programação do Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, e também do aniversário de Teresina.

Além dos relatos da superação da violência, três mulheres tiveram a oportunidade de falar um pouco sobre suas experiências, o que as encorajou a buscar ajuda, como conseguiram romper o ciclo de violência e todo o processo de acolhimento que receberam pela Rede de apoio.

M.V.L.A (abreviação do nome da vítima por sigilo e segurança), de 40 anos, afirmou que sofreu violência física, psicológica e moral do antigo companheiro. Na época, ela procurou a Defensoria Pública e foi encaminhada ao Centro de Referência Esperança Garcia.

“No Centro de Referência eu tive orientações, ajuda com psicólogas, terapeutas, elas me acolheram super bem. Só assim eu tive uma noção mais clara de tudo que eu estava passando, e que aquilo não era certo.  Assim tive mais força para seguir com todo o processo judicial. Hoje eu só tenho que agradecer essa casa e todas as instituições que me acolheram”, desabafou.

Já R.R.S (abreviação do nome da vítima por sigilo e segurança), relatou todo o processo que passou desde que resolveu denunciar a violência sofrida com o  ex-companheiro, e destaca que se sente mais segura com o acompanhamento recebido através da Guarda Maria da Penha

“Fui encaminhada para o Centro de Referência por uma das instituições judiciais que passei, e sempre fui bem acolhida nesse espaço. Como tenho medida protetiva, sou acompanhada pela Guarda Maria da Penha. É muito bom receber a visita deles em casa, a gente se sente mais segura. Estou me superando cada vez mais, cheguei aqui com a autoestima muito baixa e só tem melhorado”, relatou.

O Centro de Referência Esperança Garcia é um órgão vinculado à SMPM e acolhe mulheres em situação de violência doméstica e familiar na cidade de Teresina, com orientações nas áreas social, jurídica e psicológica. Por ocasião da pandemia do novo coronavírus, o atendimento está sendo realizado de maneira remota através do número: 0800 033 0302 (Alô Mulher Teresina), nos turnos manhã e tarde, e também aos fins de semana.

Participaram do evento online representantes do Ministério Público do Piauí, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Fundação Municipal de Saúde (FMS), Guarda Municipal, entre outras.

 

Mulheres relatam como romperam ciclo de violência em evento virtual nesta sexta-feira (28)

Como parte da programação do Aniversário de 168 anos de Teresina e em alusão ao Agosto Lilás, o Centro de Referência Esperança Garcia promove a IV edição do “Colóquio Vozes: rompendo silêncio da violência contra a mulher”. O evento será realizado virtualmente pela plataforma Google Meet, nesta sexta-feira (28) a partir das 11h.

O momento servirá como um espaço para relato de experiência das mulheres em situação de violência atendidas pela Rede, reforçar o fortalecimento do fluxograma de atendimento, além de possibilitar uma reflexão sobre a assistência oferecida.

Durante a atividade, cinco mulheres terão alguns minutos para compartilhar suas histórias de enfrentamento à violência, o que as encorajou a procurar ajuda e como conseguiram superar a situação vivenciada.

De acordo com a gestora da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), Macilane Gomes, o Colóquio é um espaço de protagonismo para as mulheres, que a partir do acesso aos serviços da Rede de atendimento, conseguiram romper o ciclo da violência.

“É um momento de voz para essas mulheres, oportunidade em que elas poderão relatar como estão se sentindo, como foi todo o processo que vivenciaram, toda sua experiência. Através Colóquio podemos perceber como essas mulheres encorajam outras e como elas veem a própria atuação da Rede. Dessa forma elas acabam contribuindo para melhorar cada vez mais esse trabalho. É um momento ímpar”, declara a secretária.

Segundo a Coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia, Roberta Mara, as mulheres terão oportunidade de relatar como estão sendo atendidas pela Rede, e assim contribuir para o aperfeiçoamento do serviço.

“Cada ano percebemos que ele fortalece mais ainda essa relação entre as instituições, pois é uma avaliação que a própria mulher faz sobre o atendimento que está recebendo. Esses relatos possibilitam, que nós enquanto instituições, melhoremos cada vez mais o trabalho realizado com elas”, explica Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia é um órgão vinculado à SMPM e acolhe mulheres em situação de violência doméstica e familiar na cidade de Teresina, com orientações nas áreas social, jurídica e psicológica. Por ocasião da pandemia do novo coronavírus, o atendimento está sendo realizado de maneira remota através do número: 0800 033 0302 (Alô Mulher Teresina), nos turnos manhã e tarde, e também aos fins de semana.