Prefeitura implanta “Alô Mulher Teresina” para atender mulheres vítimas de violência

O prefeito Firmino Filho lançou nesta terça-feira (14) o “Alô Mulher Teresina”, uma experiência inovadora no país. Trata-se da implantação de uma central telefônica que vai oferecer uma rede de serviços para as mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência. Os atendimentos através do call center serão voltados também para área de saúde mental, assistência social e protagonismo feminismo com o objetivo de estimular a ressocialização e uma maior independência financeira das mulheres.

O Alô Mulher Teresina funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, através do número 0800 033 0302, e tem a possibilidade de atender, inicialmente, até 480 ligações por dia. O serviço dispõe também de um ramal de emergência que poderá ser acionado pelas mulheres em caso de alguma urgência.

Durante solenidade virtual, o prefeito Firmino Filho destacou a importância do novo serviço. “Temos trabalhado para ampliar o acolhimento às mulheres, especialmente durante a pandemia, período em que percebeu-se aumento nos casos de violência doméstica. Então, essa iniciativa vem se somar a outras ações do município para proteger e garantir, de forma inovadora, os diretos das mulheres de Teresina”.

A Secretária Nacional de Mulheres, Cristiane Britto, parabenizou a Prefeitura de Teresina pela iniciativa e destacou que o município é uma vitrine para todo o Brasil. “Teresina é um exemplo de como a rede de atendimento as mulheres pode funcionar de forma harmoniosa e eficaz”, elogiou.

De acordo com a Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, um dos destaques do novo serviço é a articulação de várias secretarias municipais, que irão prestar atendimento através de uma equipe especializada e com um acompanhamento em tempo real. “São oito pastas envolvidas nesse trabalho. É muito importante que a gente possa proporcionar um maior suporte num momento de fragilidade que as mulheres estão passando”.

O teleatendimento poderá ter ser feito em até três fases, dependendo da gravidade da situação de cada mulher. Ela poderá ser atendida por especialista por meio de ligação de voz ou vídeo. Esse serviço também contará com um ramal de emergência que poderá ser acionado pelas mulheres em caso de alguma urgência.

O sistema teleatendimento foi desenvolvido pela empesa OPT Tecnologia em Comunicação. “Esse é um canal que conta com a mais moderna tecnologia de comunicação. Quem ligar, não precisa ter crédito ou sinal de internet. A mulher pode fazer a ligação de qualquer local e ter acesso a um atendimento especializado segundo sua necessidade”, explica o CEO fundador da OPT, Dante Brazão.

O “Alô Mulher Teresina” será coordenado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e contará ainda com a parceria da Secretaria Municipal de Cidadania Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria Municipal de Economia Solidária (SEMEST), Fundação Wall Ferraz (FWF), Empresa Teresinense de Processamento de Dados (PRODATER), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) e Secretaria Municipal de Administração (SEMA).

Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres da SMPM é apresentado em evento da UFPI

O Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, da Prefeitura de Teresina, foi apresentado pela secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, em webconferência no VIII ATELIER UFPI ALASS: trabalho e formação da política de saúde, produção de conhecimento, atenção hospitalar e intersetorialidade do SUS.

Segundo Macilane Gomes, a apresentação do Plano Emergencial para a comunidade científica se configura como mais uma oportunidade para discussão de políticas públicas para as mulheres com especialistas, estudiosos, sendo assim um espaço para somar experiências.

“Como experiência na cidade de Teresina, em especial no que se remete ao enfrentamento à violência contra a mulher nesse contexto de pandemia, pontuamos os desafios e as possibilidades do teleatendimento, sobretudo dos desafios das mulheres de conhecerem e acessarem esse serviço para buscar ajuda. O evento possibilitou uma troca de saberes com pesquisadores, estudantes. Tivemos a oportunidade de interagir com o público, ouvir sugestões. Tudo isso para aperfeiçoar esse trabalho que vem sendo realizado nesse contexto tão desafiador”, destacou Macilane Gomes.

A coordenadora do evento e membro do comitê Diretivo da Alass, professora Edna Goulart, afirma que o Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres se mostra fundamental no cenário atual, em que as mulheres se encontram isoladas e em uma condição maior de risco.

“A questão que colocamos é: ‘o que fazer quando a pauta de uma defesa da vida coloca um risco em relação à outra?’. Pautarmos o Plano Emergencial de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, evidenciá-lo, explicitá-lo, dar acesso público ao conhecimento, se faz importante. Permite que para além da defesa da vida na perspectiva da saúde, que também devemos construir instrumentos legítimos e eficazes de proteção à mulher no que tange à segurança”, afirmou Edna.

Entre as temáticas debatidas no evento deste ano estavam a Reforma Sanitária e Reforma Psiquiátrica do Sistema Único de Saúde (SUS), Pandemia e desafios do SUS. No segundo momento houve a discussão sobre a relação da Biologia e o desenvolvimento de tratamento contra a Covid-19, a Gestão Estadual do SUS no Piauí, o Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres, entre outros temas.

O evento teve como objetivo discutir o trabalho no campo da saúde, a relação entre os aspectos estruturais e conjunturais e o processo de formação e produção de conhecimento dentro da Universidade. A atividade incentiva essa produção de conhecimento tanto na graduação como na pós-graduação, discutindo-a em nível nacional e internacional.

O VIII ATELIER UFPI ALASS foi coordenado pelo departamento de Serviço Social e pelo programa de Pós-Graduação de Políticas Públicas, em parceria estabelecida entre a Universidade Federal do Piauí(UFPI), Associação Latina de Análises de Sistemas de Saúde (com sede em Barcelona) e PET – Saúde Interprofissionalidade.

 

Mais de 250 mulheres recorreram ao Esperança Garcia para orientação sobre violência no isolamento

Um total de 141 mulheres procurou pela primeira vez o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) para pedir orientação em caso de violência durante esse período de isolamento social em virtude da pandemia do novo Coronavírus. Desde o início da pandemia a unidade, que é vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), faz o uso do sistema de teleatendimento para atender mulheres vítimas de violência na capital e contabilizou até o dia 12 de junho de 2020 total de 283 atendimentos.

Segundo a coordenadora do CREG, Roberta Mara, além das 141 mulheres que procuraram a unidade pela primeira vez, também foram solicitados 84 atendimentos a mulheres que já são vinculadas à unidade, entre outros tipos de atendimentos.

“Os atendimentos são realizados mediante as especificidades de cada caso por profissionais especializados, como psicólogas, assistentes sociais e membros da área jurídica. Os mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, que envolvem orientações sobre denúncias e requerimentos de medidas protetivas. Mas também são realizados acolhimentos de suporte psicológico, que auxiliam na fragilidade emocional das mulheres, e, por último, o social, que oferece apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade”, esclareceu a coordenadora.

De acordo com a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, é necessário ter um olhar atento a esses dados, como também monitorar a situação dessas mulheres após esses atendimentos. Além de destacar o período de isolamento social como um fator para o aumento nos atendimentos da unidade, a profissional atribuiu os números significativos à implantação do contraturno, que permite a realização de atendimento nos turnos manhã e tarde e também aos fins de semana e feriados.

“O Centro de Referência passou a funcionar ainda nesse período de distanciamento social de forma mais ampla, aumentando o suporte a essas mulheres que precisam de atendimento ou orientação. É importante destacar que a unidade não é um canal de denúncia, ela oferece orientação às mulheres em situação de violência. Para isso temos profissionais capacitados, uma equipe multidisciplinar para o suporte necessário”, afirmou a gerente.

Nas redes sociais, a SMPM (@smpmteresina) vem realizando desde o início desta semana uma campanha de incentivo para às mulheres procurarem ajuda no Centro de Referência Esperança Garcia ou em alguma instituição de apoio a mulheres vítimas de violência. Na oportunidade, estão sendo postados vídeos curtos de outras mulheres que estimulam a realização de denúncias e a procura pela unidade.

Caso queiram realizar notificações formais de denúncia, as mulheres vítimas de violência devem procurar a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que atualmente é o principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, que ficam localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451.

SMPM apresenta plano de enfrentamento a violência contra mulheres durante a pandemia

As políticas públicas para mulheres desenvolvidas em Teresina durante a pandemia foram apresentadas no diálogo virtual ‘Conexão Mulheres Brasil’. A reunião, promovida pela comissão piauiense da Associação Brasileira de Mulheres na Carreira Jurídica, teve o objetivo de conectar as secretarias de políticas para as mulheres no âmbito federal, estadual e municipal, além de várias entidades ligadas à rede feminina de defesa à mulher.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, após determinação de distanciamento social, a equipe da secretaria elaborou um plano estratégico de enfrentamento à violência denominado ‘Teresina Para Elas’. Este plano compreende alguns eixos estratégicos como a comunicação, buscando atender as especificidades e necessidades das mulheres neste contexto.

“Pensamos em como poderíamos fazer para as informações circularem, até chegar no público alvo, então veio a ideia das lives, rádio, gravação de vídeos, e assim estamos atuando com várias formas de comunicar. Outra estratégia utilizada foi a de articulação com a Rede de enfrentamento à violência contra à mulher para conhecer como as outras instituições também estão trabalhando neste momento”, enfatiza a secretária.

Segundo a Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto, as estratégias envolvidas no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Brasil devem ser pensadas também para as mulheres que possuem pouco ou nenhum tipo de acesso à comunicação. “Queremos levar soluções para as mulheres que não têm nenhuma condição de fazer uma denúncia. Estamos avançando para propiciar comunicação até por rádio, se for preciso, mas nós precisamos chegar a essas mulheres invisibilizadas. Isso é fazer cercear uma violação de direitos humanos. A falta de acesso a um meio para fazer uma denúncia é uma violação, precisamos combater isso”, destacou a Secretária Nacional.

Além de enfatizar a importância de fortalecer os meios de comunicação no enfrentamento à violência, a Secretária Nacional Cristiane Britto, falou ainda sobre o Plano de Combate ao Feminicídio, projeto que teve seu lançamento adiado devido à pandemia, mas deve ser retomado no segundo semestre. Ela também destacou as ferramentas de denúncia à violência, assim como a importância das delegacias virtuais nesse processo, onde a mulher não precise se dirigir à delegacia para efetivar alguma denúncia.

As mulheres de Teresina que sofrerem algum tipo de violência e precisarem de orientações, podem entrar em contato também com o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A unidade está realizando atendimentos por ligações ou via Whatsapp através do número: (86) 99416-9451, nos dois turnos, manhã e tarde e também aos finais de semana. O local disponibiliza assistência social, psicológica e jurídica a essas mulheres.

 

SMPM discute melhorias para o teleatendimento das mulheres em situação de violência

Com objetivo de discutir mecanismos de aperfeiçoamento para o teleatendimento à mulher em situação de violência na cidade de Teresina, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) realizou um encontro virtual com a participação da especialista e doutora em violência de gênero, Wânia Pasinato.

Durante a conversa, a especialista destacou que passar do atendimento presencial para o teleatendimento não é um processo fácil. “É um processo de adaptação. O atendimento remoto é um desafio para todos, não temos essa prática no Brasil, exceto no ligue 180. Temos experiências muito pontuais de atendimento que sejam feitos de forma remota, com acolhimento e encaminhamento das mulheres”, destacou a especialista.

Os atendimentos às mulheres estão sendo realizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A coordenadora do Centro, Roberta Mara, afirma que desde a adoção das medidas de isolamento, foi verificada uma maior procura pelo Whatsapp, onde houve também uma intensa demanda por orientações de denúncia. “É uma situação em que a mulher está junto com o agressor e o contato pelo Whatssap facilita essa conversa, essa busca por informações e formas de denúncias”, ressaltou a coordenadora.

Na reunião foram apresentadas sugestões para ampliação do teleatendimento durante o período de pandemia, de padronização do atendimento remoto para trazer o respaldo institucional assim que as mulheres entrarem em contato, criação de novas plataformas para auxiliar no atendimento, como aplicativos de celular, entre outras propostas.

Também participaram do encontro, a secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes; a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, assim como psicólogas e demais membros da rede de atendimento à mulher da SMPM que estão atuando nesse contexto de pandemia.

Centro atende 24 novos casos de mulheres vítimas de violência durante isolamento

Em meio a intensa crise mundial causada pelo avanço do novo coronavírus, o problema de saúde pública ainda pode trazer maiores agravantes para a população, sobretudo para as mulheres. Devido ao aumento no número de casos de violência nesse período, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que os países investissem “em serviços online e em organizações da sociedade civil” para prevenir e combater a violência de gênero durante a pandemia.

Em Teresina, desde o período de isolamento, que começou ainda no mês de março, o Centro de Referência Esperança Garcia, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), atendeu 24 novos casos de mulheres vítimas de violência através do atendimento remoto. Das mulheres que já eram acompanhadas pela unidade, 19 delas também entraram em contato nesse período para pedir orientações e suporte psicológico, chegando assim ao total de 43 atendimentos durante um mês de isolamento.

Entre os casos notificados, foram realizadas orientações no âmbito jurídico para procedimentos de partilha de bens nos casos de separação, atendimento psicológico devido à fragilidade emocional, orientações sobre descumprimento de medida protetiva, informações sobre a rede de atendimento para denúncias, dentre outros.

Também houveram casos de mulheres que buscavam orientações, não se colocando como vítimas, mas sim com o objetivo de ajudar outras mulheres que conheciam, e que segundo elas, estão sofrendo algum tipo de violência.

Para a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o número de casos notificados pelo Centro de Referência durante a pandemia reflete o cenário de isolamento que estamos vivendo devido a permanência constante de mulheres no ambiente doméstico.

“Nesse período as mulheres estão em isolamento, então esse ciclo de violência que já existia pode se acentuar ainda mais. E a gente vem percebendo um aumento no número de mulheres que procuram o Centro de Referência, que é um canal de orientação, que está realizando sua função nesse momento, oferecendo todo suporte a essas mulheres”, destacou a gerente.

Para notificações formais de denúncias, as mulheres vítimas de violência devem recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que se configura como principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar a Delegacia da Mulher das regiões Centro Sul, Sudeste e Norte pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451, de segunda a sexta, das 08h às 14h.

Agenda Março Mulher 2020 será lançada na segunda-feira (02)

Ascom/SMPM

O prefeito Firmino Filho participa, na próxima segunda-feira (02), às 08h, do lançamento da Agenda Março Mulher 2020. O evento será realizado na Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), no bairro Noivos, e contará com um bate papo com integrantes da câmara técnica, que são responsáveis por elaborar políticas públicas efetivas para as mulheres de Teresina. A conversa também será transmitida ao vivo pelo instagram @smpmteresina.

Com o tema “Garantias e Avanços dos Direitos das Mulheres – democracia, respeito, diversidade e autonomia”, as atividades da Agenda Março Mulher 2020, têm como objetivo promover a reflexão, debate e construção de novos olhares sobre a política para mulher no município, bem como construir democraticamente novas perspectivas para busca da igualdade de gênero e do enfrentamento a violência contra a mulher.

Dentro da programação de março, também será realizada a IV Conferência Municipal dos Direitos das Mulheres, que acontece no dia 31 do mesmo mês, no auditório do IFPI (Campus Teresina Central). Também será realizada a campanha virtual “ Elas Inspiram”, que esse ano homenageará mulheres que através de serviços da Prefeitura de Teresina superaram situações de vulnerabilidade social.

“Nossa programação está bem diversificada, composta com temas muito relevantes, que precisam ser debatidos. A intenção é mobilizar toda a sociedade para que a gente possa realmente propagar essa mensagem de garantias e avanços dos direitos das mulheres. Fazemos isso por meio das nossas rodas de conversas, atividades, parcerias, redes de atendimento. Existe uma rede toda a articulada para que esse trabalho ganhe, a cada ano, proporções ainda maiores e mais positivas”, destaca a Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes.

Guarda Municipal inicia em fevereiro monitoramento com mulheres em situação de violência

Os guardas municipais da Prefeitura de Teresina realizarão, a partir de fevereiro, visitas periódicas para monitorar o cumprimento das medidas protetivas de urgência de 40 mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Projeto Patrulha Maria da Penha atenderá inicialmente as mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

Para implantação do projeto, de iniciativa da Secretaria Municipal de Cidadania assistência social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), os guardas municipais participaram de capacitação no mês de janeiro. Contou ainda com visita técnica, realizada por representante da SMPM, para conhecer a experiência exitosa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde a patrulha já é executada.

Na capital gaúcha, a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, conheceu os protocolos de atendimento da organização, formas de abordagens nas situações de violência apresentadas pelas mulheres e realizou visitas às residências de mulheres que recebem acompanhamento em Porto Alegre.

“A experiência nos possibilitou conhecer como eles trabalham essa proposta de monitoramento com as mulheres. No Projeto, a visita técnica, além de agregar muitos conhecimentos, gerou também fluxos de natureza administrativa para Teresina. Poderemos alinhar alguns pontos do nosso protocolo, a partir da atuação realizada em Porto Alegre”, afirma Lidiane Oliveira.

A gerente esclarece que a ideia não é trabalhar o projeto em Teresina da mesma forma que acontece em Porto Alegre. “Cada espaço tem suas singularidades. Buscamos perceber quais foram as dificuldades enfrentadas inicialmente no processo de implantação na capital gaúcha. A ideia é trazer essas informações para que nosso serviço funcione de forma eficiente”, conclui.

No Brasil, o projeto Patrulha Maria da Penha foi implantado pela primeira vez em Porto Alegre (RS), em 2012. O estado se tornou referência no monitoramento de medidas protetivas contra mulheres vítimas de violência. Atualmente o projeto já presente em Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Paraná.

Centro de Referência Esperança Garcia atendeu mais de 300 mulheres em 2019

No período entre janeiro e novembro de 2019 o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), acompanhou 384 mulheres que sofreram algum tipo de violência na cidade de Teresina.

Segundo levantamento realizado pela SMPM, juntamente com o CREG, dessas 384 mulheres 125 foram inseridas no serviço no ano de 2019 e 259 já realizam acompanhamento na unidade. Através do atendimento especializado e trabalho de conscientização, somente nesse ano 15 dessas mulheres conseguiram romper o ciclo de violência.

Para a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o ano de 2019 para o Centro foi marcado por uma grande evolução nos atendimentos, com maior busca das mulheres pela unidade, além da implementação de novas ações.

“Acrescentamos ações de práticas integrativas e percebemos em nossa avaliação anual que foi uma ação muito atrativa para as mulheres permanecerem no serviço, o que nos possibilitou continuar acompanhando e monitorando esse atendimento. Tivemos também a implantação do grupo reflexivo, que teve muito sucesso. Em 2020 pretendemos otimizar e expandir ainda mais essas ações”, afirma Lidiane.

As ações integrativas executadas pelo CREG fazem parte do projeto “Florescer Mulher”, ação que leva terapias integrativas, oferecendo massagens relaxantes, reike e floral às mulheres atendidas pelo serviço. Neste ano, somente o projeto atendeu mais de 200 mulheres.

A gerente destacou ainda que a equipe de articulação do serviço pretende atender ainda mais mulheres no próximo ano, pois a capital conta com mais de 4.000 mulheres vítimas de violências que buscam as delegacias anualmente. “A ideia é buscar essas mulheres, saber onde elas estão. Inclusive aquelas que não vão à delegacia, que estão em casa e não denunciam por medo”, afirma.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) disponibiliza atendimento psicológico, social e jurídico para mulheres em situação de violência na capital. As mulheres atendidas no Centro participam de atividades como massoterapia, cinema, corte de cabelo, atividades artísticas e grupos de reflexão.

A sede da instituição fica localizada na Rua Benjamim Constant, região Centro-Norte. Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone (86) 3233-3798.