Teresina avança na construção do Plano Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência baseada em Gênero

Construção do Plano Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência baseada em Gênero (Foto: Ascom SMPM)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), em parceria com o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas e com o apoio da Agenda 2030, deu mais um passo importante na construção do Plano Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência baseada em Gênero.

Nesta etapa, foi realizada a apresentação da metodologia que orientará a elaboração do documento, reunindo representantes da rede de enfrentamento e de atendimento à mulher em situação de violência, além de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e órgãos públicos parceiros.

A iniciativa marca o início da construção participativa do Plano, que tem como propósito consolidar políticas integradas de prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência contra as mulheres em Teresina.

Construção do Plano Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência baseada em Gênero (Foto: Ascom SMPM)

Construção participativa e integrada

Durante o encontro, foram detalhadas as etapas do processo, que incluirão:

Diagnóstico situacional da violência de gênero no município;

Escuta ativa de mulheres e profissionais da rede;

Oficinas temáticas e consultas públicas.

O objetivo é garantir que o Plano reflita as necessidades reais e específicas das mulheres teresinenses, respeitando a diversidade e as características de cada território.

Construção do Plano Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência baseada em Gênero (Foto: Ascom SMPM)

Compromisso com a vida das mulheres

A secretária da SMPM destacou que o Plano será um instrumento estratégico para fortalecer a rede de proteção e orientar ações intersetoriais. “Estamos construindo um plano com a participação de quem está na ponta, ouvindo as mulheres e as instituições que atuam diariamente no enfrentamento à violência. É um compromisso coletivo por uma cidade mais justa e segura para todas.”

O Plano Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência baseada em Gênero integrará as políticas públicas municipais de direitos humanos e segurança, com foco em prevenção, acolhimento, atendimento humanizado e garantia de direitos.

Com essa ação, Teresina reafirma seu compromisso com a vida das mulheres e com o fortalecimento das políticas de equidade de gênero, promovendo uma rede cada vez mais articulada, eficiente e comprometida com a eliminação de todas as formas de violência.

Teresina avança no fortalecimento do acolhimento às mulheres com visita à Casa da Mulher Brasileira em São Luís

Visita à Casa da Mulher Brasileira em São Luís (Foto: Ascom SMPM)

A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres de Teresina realizou, em parceria com o Centro de Referência Esperança Garcia e a Casa da Mulher Brasileira, uma visita técnica à unidade da Casa da Mulher Brasileira em São Luís, no Maranhão. A atividade teve como foco principal o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres na capital piauiense.

Durante a visita, a comitiva conheceu de perto os fluxos de atendimento e os protocolos adotados pela unidade maranhense, que há oito anos atua de forma integrada no acolhimento e na proteção de mulheres em situação de violência. O intercâmbio proporcionou uma rica troca de experiências e o contato direto com boas práticas que podem servir de modelo para o aprimoramento dos serviços em Teresina.

Visita à Casa da Mulher Brasileira em São Luís (Foto: Ascom SMPM)

A iniciativa é parte de um esforço contínuo da gestão municipal para qualificar o atendimento oferecido às mulheres, com base em experiências exitosas já implementadas em outras capitais brasileiras. A expectativa é que as informações coletadas durante a visita técnica contribuam para a construção de um atendimento mais humanizado, ágil e eficaz, fortalecendo a rede de proteção e garantindo mais segurança e dignidade às mulheres teresinenses.

A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres reafirma, com essa ação, seu compromisso com a promoção de direitos, o enfrentamento à violência de gênero e a construção de uma cidade mais justa e segura para todas.

Agenda Teresina 2030 e Semec dão início a projeto que propõe fim da violência contra crianças

Reunião Agenda Teresina 2030 e Semec (Foto: Agenda Teresina 2030)

Os alunos e funcionários de 26 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), farão parte de um projeto que busca o fim da violência contra a criança. Por iniciativa da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), e da Secretaria Municipal de Educação (Semec), o projeto Cria na Paz, que integra o programa Pé de Infância, busca provocar a reflexão e a mudança de comportamento em toda a comunidade escolar. Coordenadores pedagógicos e diretores dos CMEIs participaram de uma capacitação para se familiarizarem com a temática.

O Cria na Paz é uma caixa de ferramentas baseada em uma metodologia especial criada pela Urban95 para incentivar a construção da cultura de paz e de educação não violenta dentro das escolas. As atividades envolvem professores e servidores das unidades de ensino, alunos e seus familiares. A metodologia guia o trabalho com propósito de promover o surgimento de comportamentos positivos, permitindo um maior cuidado com as crianças pequenas. Os pedagogos serão responsáveis por intermediar e guiar a interação da equipe escolar e famílias, divulgando os conteúdos da caixa de ferramentas “Cria na Paz”.

“Estamos reativando, em parceria com a Semec, esse projeto tão significativo para as crianças da rede municipal de ensino. Ele propõe que crianças, seus cuidadores, professores e servidores dos CMEIs sejam envolvidos nessa pauta da não violência. Isso é de extrema importância para o desenvolvimento saudável e pleno delas, um direito básico de cada um desses pequenos”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A iniciativa propõe que cada CMEI adote o calendário de ações e eventos. Entre as propostas de interação positiva com os alunos e suas famílias estão ferramentas de comunicação via WhatsApp, rodas de conversa, atividades lúdicas e materiais impressos que poderão ser fixados na escola.

“Essa mudança de comportamento, que, em partes, é culturalmente naturalizada como o educar, e, na verdade, buscar um pouco essa ideia de que o Cria na Paz, ele vem para uma educação não violenta, principalmente focada nos familiares”, afirma Elisa Carvalho, ponto focal da primeira infância da Agenda Teresina 2030.

Este é o terceiro ano em que Teresina abraça o Pé de Infância. A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), é responsável pela articulação do desenvolvimento de ações e políticas públicas para a primeira infância, além de ser ponto focal da Urban95 no município.

Programa Lixo Zero intensifica ações após ato de violência contra servidoras da limpeza

Programa Lixo Zero intensifica ações após ato de violência contra servidoras da limpeza

O Programa Lixo Zero da Prefeitura de Teresina, subordinado à Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (ETURB), sob a coordenação de Altino Álex, vai intensificar suas ações após três servidoras da limpeza serem vítimas de violência na quinta-feira (06).

O ato de violência aconteceu na Rua 13 de Maio, no Centro de Teresina. Uma das vítimas foi atingida com um soco no rosto após advertir um motorista, que avançava com seu veículo, sobre uma área devidamente sinalizada e interditada para a execução do serviço de higienização. O agressor foi conduzido à Central de Flagrantes.

As ações do programa serão intensificadas em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), a Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) e os fiscais da prefeitura.

Este episódio de violência reforça a necessidade de conscientização e respeito ao trabalho dos servidores públicos, especialmente aqueles que cuidam da higiene urbana. O caso serve como alerta para que todos respeitem os trabalhadores que mantêm a cidade limpa e saudável.

O prefeito Silvio Mendes condenou veementemente o ato de violência e anunciou que a municipalidade oferecerá todo o suporte necessário às trabalhadoras vitimadas, incluindo amparo psicológico e acompanhamento do caso pelas forças de segurança do município.

Programa Lixo Zero – Como Ajudar

Envie sua denúncia pelo WhatsApp: (86) 9402-3074.
Informe o local e, se possível, envie fotos ou vídeos como prova. Sua identidade será mantida em total sigilo.

O objetivo é educar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos, além de combater o descarte irregular de lixo.

Consequências para Infratores:

Multas variam de R$ 473,17 a R$ 4.731,76, dependendo do impacto ambiental causado pelo descarte irregular.

Por que Denunciar?

  • Para conscientizar a população sobre a importância da limpeza urbana.
  • Para manter Teresina limpa e organizada, contribuindo para a saúde pública e a qualidade de vida dos cidadãos.

A Prefeitura de Teresina reitera seu compromisso com a segurança e bem-estar de seus servidores e com a preservação do meio ambiente.

Programa Lixo Zero intensifica ações após ato de violência contra servidoras da limpeza

SMPM explica sobre a diferença entre relacionamentos abusivos e saudáveis e como procurar ajuda

Grupo reflexivo com as mulheres em situação de violência, atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia( CREG). Foto (Ascom/SMPM).

De acordo o Anuário do Fórum de Segurança Pública, em 2022, mais de 50% dos assassinatos foram cometidos por companheiros e 19,4% por ex-companheiros. Um outro dado alarmante é que 69,3% dos crimes aconteceram dentro de casa. Esses dados demonstram como muitas mulheres ainda estão à mercê de seus parceiros amorosos, comprovando a importância de observar o ciclo da violência e se manter em constante alerta para identificar os sinais de mudança.

Maria Gabriela Andrade, assistente social do Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), um serviço da Prefeitura de Teresina especializado em atendimento às mulheres em situação de violência, explicou que os sinais mais recorrentes para que a vítima possa identificar se está em um relacionamento saudável ou abusivo: “Em um relacionamento abusivo o parceiro tende a monitorar e diminuir constantemente o outro, mudar hábitos que fazem parte de quem a pessoa, nesse caso vítima é”, complementa a profissional. “Geralmente esse agressor não entende os sentimentos da parceira e faz joguinhos emocionais, tendo sempre uma justificativa para o comportamento abusivo, isola a companheira de amigos e familiares e vive criticando a vítima”.

Andrade também explica que um relacionamento saudável é baseado no respeito, carinho, atenção, cumplicidade, confiança e autonomia, enquanto o relacionamento abusivo é definido como uma relação que apresenta abusos de ordem física e/ou emocional. “A relação se torna abusiva quando uma das pessoas utiliza o poder para manipular e controlar o outro”, detalha.

Ainda sobre os sinais, a assistente social do Creg conta sobre as características de um relacionamento saudável para que a vítima saiba identificar em qual relacionamento ela está: “Já no relacionamento saudável a pessoa tem liberdade para o que deseja, não precisa está modificando seu comportamento, recebe apoio constante, tem privacidade, confiança e o casal sabe lidar muito bem com as diferenças”, frisa a assistente social

Por isso, é fundamental que as mulheres estejam atentas aos sinais de um relacionamento abusivo, como ciúme excessivo, controle, invasão de privacidade, afastamento de outras pessoas, destruição da autoestima, destaca a Secretária Karla Berger. Além disso, é importante que as mulheres busquem ajuda profissional e apoio de familiares e amigos para sair dessa situação e se proteger do agressor. “Não se trata de amor, mas de abuso. E ninguém merece viver assim”, complementa a gestora.

Grupo Reflexivo no Creg

Para solucionar e prevenir o aumento desses casos, o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), realizou nesta quinta-feira (27), um grupo reflexivo com as mulheres em situação de violência atendidas pela unidade.

Durante o encontro, foram abordadas as temáticas sobre como identificar sinais de um relacionamento abusivo e como romper com o ciclo da violência, promovendo a conscientização das mulheres acerca das características de um relacionamento abusivo e do saudável, sobre as possíveis sutilezas de um relacionamento tóxico, bem como suas consequências e auxiliar na busca pela prevenção à violência contra a mulher.

Leia mais:https://antigo-smpm.pmt.pi.gov.br/creg-realiza-encontro-com-mulheres-em-situacao-de-violencia-sobre-relacionamentos-saudaveis-e-abusivos/

Procure o CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Psicológica, Patrimonial ou Moral? Entenda tipos de violência contra a mulher e como acessar o CREG

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM). Ao todo, neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, vítimas de violências física, psicológica, moral e patrimonial.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), explica que existem vários tipos de violência contra as mulheres, mas que apesar disso, algumas manifestações de violências costumam não serem percebidas pela vitima. “Existem vários tipos de violência que podem ser praticados contra as mulheres, como a física, a psicológica, a moral, a sexual e a patrimonial. No entanto, nem sempre essas violências são reconhecidas pelas próprias vítimas, que podem naturalizar, minimizar ou justificar as agressões que sofrem”, destaca a gestora.

Violência psicológica

A violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

Esses comportamentos visam fazer a mulher se sentir inferior, culpada ou dependente dele. Muitas vezes, uma mulher não percebe que está sendo vítima de violência psicológica, mas seus efeitos podem ser graves, levando a problemas como depressão, ansiedade e até mesmo ideação suicida.

Violência patrimonial

A violência patrimonial é uma forma de agressão que envolve os bens, recursos e direitos da mulher. O agressor pode se apropriar, destruir ou reter objetos, documentos ou valores pertencentes à mulher, além de impedir seu acesso a eles.

Essa forma de violência busca prejudicar a mulher financeiramente, limitando sua autonomia e independência. Por exemplo, quando o parceiro deixa de pagar a pensão alimentícia dos filhos, fica com objetos pessoais da mulher, esconde ou rasga seus documentos, ou realiza outras ações semelhantes.

Violência moral

A violência moral é uma forma de agressão que atinge a honra e a aceitação da mulher. O agressor pode difamar, caluniar ou ferir a mulher, disseminando falsas ou ofensivas sobre sua conduta moral, sexual ou profissional.

Essa forma de violência busca desmoralizar e desqualificar a mulher perante a sociedade, afetando sua imagem e confiança. Por exemplo, quando o parceiro espalha boatos sobre a vida íntima do casal, a insulta na presença de outras pessoas ou menospreza seu trabalho e estudos.

Violência sexual

A violência sexual é uma forma de agressão que viola a liberdade e a integridade sexual da mulher. O agressor pode forçá-la ou coagi-la a praticar ou testemunhar atos sexuais contra sua vontade, ou mesmo impedir que ela utilize métodos contraceptivos ou abortivos.

Essa forma de violência visa submeter-se e dominar a mulher sexualmente, desrespeitando seu corpo e seus direitos reprodutivos. Por exemplo, quando o parceiro obriga a mulher a fazer sexo sem preservativo, a força a ter relações sexuais contra sua vontade ou a impedir de interromper uma gravidez indesejada.

Violência física

A violência física é uma forma de agressão que causa danos ou lesões corporais na mulher. O agressor pode utilizar força física ou armas para bater, aplicar, puxar, morder, cortar, queimar ou ferir a mulher de alguma maneira.

Essa forma de violência visa machucar e marcar o corpo da mulher, demonstrando poder e superioridade. Por exemplo, quando o parceiro dá um tapa no rosto da mulher, puxa seu cabelo, aperta seu braço ou usa água quente ou ácido para feri-la.

Violência institucional

A violência institucional é um tipo de agressão que ocorre nos espaços públicos onde a mulher busca ajuda ou proteção. Os agentes públicos podem tratar a mulher com descaso, preconceito ou negligência, dificultando seu acesso aos serviços e aos direitos.

É um tipo de violência que visa desestimular e desencorajar a mulher de denunciar e romper o ciclo da violência doméstica. Por exemplo, quando o policial não registra o boletim de ocorrência da mulher, quando o médico não faz o exame de corpo de delito da mulher, quando o juiz não concede a medida protetiva para a mulher.

Procure o Creg

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Atendimentos às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8% comparado ao ano passado

Atendimentos às mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Foto (Ascom/SMPM).

Comparado ao ano de 2022, os atendimento às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8%. Entre janeiro a julho de 2022 foram contabilizados 886 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, enquanto que no mesmo período de 2023 foram de 1.176, destacando um aumento de 310 atendimentos. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM).

Roberta Mara, coordenadora do Serviço, explica a importância dessa informação: “Entendemos que as mulheres estão buscando o atendimento por sentirem confiança e credibilidade no Centro de Referência Esperança Garcia”. Roberta ainda destaca que desde o funcionamento da unidade, em 2008, nenhuma mulher que passou pelo serviço foi vítima de feminícidio. “Esses dados são positivos para que a gente possa prevenir casos de violência mais sérias que resultem na morte das mulheres”, finaliza.

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Semcaspi promove ato na Praça Rio Branco em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra idosos na quinta (15)

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) vai promover nesta quinta-feira, (15), de 8h às 12h, na Praça Rio Branco, Centro, uma manhã de ações alusivas ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a pessoa idosa. O ato de conscientização contará com: tendas informativas e apresentações culturais dos grupos dos Centros de Convivência.

A iniciativa tem a parceria do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDI); Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Teresina (Conade-TE); Defensoria Pública do Piauí; Ministério Público do Piauí; Fundação Municipal de Saúde (FMS); e Fundação Wall Ferraz (FWF). Além disso, Semcaspi levará os serviços dos CRAS e CREAS.

De acordo com Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a manhã de ações para conscientizar a violência contra a pessoa idosa é uma forma de informar a população sobre os tipos de violência e as formas de denunciar.

“A população idosa também é um público da Semcaspi e atuamos tanto na prevenção de violação, quanto no enfrentamento dela. Momentos como este ajudam a fazer com que a informação chegue a quem mais precisa dela, a sociedade. A violência contra o idoso acontece em várias classes sociais e precisa ser denunciada. Atuamos com os CREAS, que recebem as denúncias de violência ou qualquer tipo de violação, e com as ILPIs, que acolhem idosos com direitos violados. Já na prevenção, disponibilizamos por meio dos CRAS, os serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos”, ressaltou.

Para Maria Auxiliadora, presidente do CMDI, a ideia da manhã de ações é acolher a população idosa, apresentando a elas e aos passantes, os seus direitos e a rede de proteção disponibilizada.

“A proposta é promover a divulgação das formas de violência, como denunciar, mas também mostrar a potencialidade das pessoas idosas. Informando sobre os direitos e fomentando a valorização destas pessoas. Queremos chamar atenção das pessoas idosas e da sociedade em geral”, pontuou.

PRAIA DE VERÃO

Dois grupos de idosos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos irão se apresentar, na noite desta quarta-feira, (14), às 19h, no palco da Praia de Verão, no Teresina Shopping. A parceria visa divulgar o trabalho realizado com idosos do SCFV e as potencialidades dos assistidos.

Protocolo ‘Quem ama cuida’ está disponível para download

Encontra-se disponível para download o “Quem ama cuida – Protocolo de prevenção e atendimento às crianças e aos adolescentes em situações de risco e vulnerabilidade social”. O documento foi distribuído durante o mês de maio nas Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da Rede Municipal de Educação.

O protocolo agrega um conjunto de orientações e recomendações para o enfrentamento de situações em que os direitos das crianças e adolescentes estejam ameaçados, focando no fortalecimento de ações que visem minimizar o contexto de violência vivenciado nos dias atuais, propiciando a realização de atividades contra o bullying, racismo, homofobia e extremismo, além de outros assuntos.

Acesse o link e faça o download completo do manual: https://antigo-semec.pmt.pi.gov.br/documents/12628/

SMPM discute violência contra a mulher com trabalhadores da construção da Casa da Mulher Brasileira

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, em parceria com o Ministério Público, levou nesta quarta-feira (14), a discussão sobre violência de gênero para os trabalhadores da obra da Casa da Mulher Brasileira. A conversa aconteceu logo no início da manhã e foi mediada pela promotora Maria do Amparo.

A secretária municipal, Karla Berger, destaca a importância da ação. “É muito importante que esses trabalhadores também sejam incluídos nessa luta, a batalha pelo fim da violência contra a mulher é de todos nós. Eles são parte da construção desse espaço que vai atender tantas mulheres, que vai humanizar essa assistência para as mulheres da nossa cidade, então é importante que eles tenham consciência dessa importância.”, explicou a secretária.

A Promotora Maria do Amparo explica que a inclusão dos homens na luta pelo fim da violência doméstica é essencial. “É fundamental incluir os homens, trazê-los para serem multiplicadores da não violência contra as mulheres. No nosso diálogo de hoje conseguimos conversar e fazê-los entender esse conceito da violência doméstica e ainda alertar para os riscos desse crime.”, destacou a promotora.

A Casa da Mulher Brasileira (CMB) é um dispositivo que atua com rede de proteção e atendimento humanizado às mulheres em situação de violência em diversos estados do Brasil. Teresina terá em breve a primeira unidade de apoio ao público feminino do Piauí, localizado na Zona Norte da Capital.