Reunião discute implantação da Patrulha Maria da Penha em Teresina

Eduardo Marchão

A implantação do projeto “Patrulha Maria da Penha” em Teresina foi pauta na tarde desta quinta-feira (22) durante reunião do secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, com representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), da Guarda Civil Municipal e com o vereador de Teresina, Enzo Samuel.

O projeto tem o objetivo de atender mulheres vítimas de violência que são assistidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia na capital. Ele consiste na realização de visitas periódicas às residências de 100 mulheres em situação de violência doméstica e familiar, para verificar o cumprimento das medidas protetivas de urgência e reprimir eventuais atos de violência.

“Nossa ideia é criar um formato experimental de instalação do que seria a Patrulha Maria da Penha a ser executada pela Guarda Civil Municipal, tomando como filtro o Centro de Referência Esperança Garcia. Já chegamos a um fluxo mínimo, agora, é aprimorar o projeto, e se for viável, até o mês de novembro, lançaremos o programa”, disse o secretário.

Além das visitas, o encontro apontou alternativas que podem ajudar na diminuição da violência, como o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e o desenvolvimento de um aplicativo com a possibilidade da inserção do botão do pânico.

“Vamos realizar novas reuniões para alinhar o projeto e apresentar ao prefeito Firmino Filho. Temos, também, a intenção de conhecer a execução desse projeto em Curitiba, Salvador e Belo Horizonte. Vamos buscar fazer contato para entender as dificuldades nesse processo de implantação e o alcance”, finalizou.

Professores e coordenadores são capacitados para o ensino da Lei Maria da Penha nas Escolas

Ascom/SMPM

Representantes da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizaram nesta segunda-feira (19), capacitação de professores e coordenadores do município quanto ao Ensino da Lei Maria da Penha em Cordel nas Escolas. A capacitação aconteceu no Centro de Formação Professor Odilon Nunes.

Neste primeiro momento, a atividade contou também com a participação da doutora e professora da Universidade Federal do Piauí, Bárbara Jhones, que desenvolveu uma oficina sobre o tema de forma interativa. Logo em seguida, o evento foi conduzido pela gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira.

“Na oportunidade trabalhamos a perspectiva de discutir gênero e violência dentro da realidade de onde esses professores estão inseridos. Muitas vezes são para eles que essas crianças falam sobre as violências vivenciadas no ambiente doméstico, então os professores devem estar munidos de informações para saber como e para onde encaminhar essa criança e essa família”, pontua a gerente.

Para Simone Brandão, coordenadora pedagógica da escola Marcílio Rangel de Farias, localizada na Santa Bárbara, esse é um momento importante, pois além aprender mais para ensinar às crianças sobre a Lei Maria da Penha, por meio das informações adquiridas, os professores saberão auxiliar no encaminhamento necessário para cada caso de violência identificado.

“A região da escola em que trabalho é de uma vulnerabilidade social muito grande, em que as violências acontecem de todas as formas com as crianças. com as mães. E a gente precisa levar esses esclarecimentos para que sejam tomadas as devidas providências para cada caso, além de procurar promover cada vez mais uma educação de gênero e uma equidade entre meninas e meninos”, pontua a coordenadora.

Após a capacitação dos professores, a próxima etapa é levar, a partir do dia 02 de setembro, o projeto Lei Maria da Penha em Cordel para as escolas. De início, o total de 20 escolas vão ser visitadas. A visita deve contar ainda, com a presença do Cordelista, Tião Simpatia.

Segundo dados da Secretaria da Mulher, de 2014 até 2019 foram contabilizados mais de 65 mil crianças que já tiveram a oportunidade de escutar, ler e assistir à apresentação da Lei Maria da Penha em Cordel nas escolas.

Mulheres atendidas pelo CREG rompem o silêncio no III Colóquio Vozes

Rômulo Piauilino

Promover um espaço para relato de experiência das mulheres em situação de violência. Com este objetivo, foi realizado nesta terça-feira (07), o III Colóquio Vozes – Rompendo o silêncio da violência contra mulher. O evento aconteceu no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Na oportunidade, o prefeito Firmino Filho destacou que o Colóquio é uma oportunidade para ouvir as mulheres de Teresina, especialmente aquelas que tiveram seus direitos desrespeitados. “É uma forma de ouvir os gritos de dor e sofrimento das mulheres que são castigadas na nossa cidade, onde ainda existe muito machismo praticado todos os dias”, disse.

Durante a programação, quatro mulheres deram depoimentos de como a violência começou na vida delas, como foram tratadas ao buscar ajuda e como estão tentando romper o ciclo.

A mulher de iniciais L.P.V.N. destacou o apoio recebido no CREG foi fundamental. Ela confessou que chegou destruída psicologicamente, aos prantos, e no local encontrou força e orientação por parte de toda a equipe.

“Sofri com muita violência psicológica durante 17 anos de casada, fui impedida de trabalhar e estudar, eu era totalmente dependente do agressor, até que decidi dar um basta nessa situação. Já estou com três anos que tomei a decisão de denunciá-lo e agradeço toda a equipe pelo apoio e por trabalharem minha autoestima, o que foi muito importante, pois ele fazia eu me sentir sem beleza nenhuma. Hoje estou descobrindo quem eu sou, não sabia do que eu gostava, voltei a estudar e comecei a trabalhar conquistando, assim, a minha independência”, relatou.

Segundo L.P.V.N., a decisão de agir foi pelas filhas, pois diante de tanto sofrimento e fragilidade também tiveram que ser acompanhadas pela equipe de atendimento.  “Fiz isso pelas minhas filhas, para que não vissem tudo acontecer e considerassem como algo normal. Elas também foram acompanhadas pela equipe do CREG, e hoje são mulheres seguras e decididas, e com a dor aprendemos, hoje estamos bem, estamos em paz. Hoje mais do que nunca me amo, e influencio positivamente pessoas por me considerar exemplo de superação”, disse a vendedora.

Para a secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, a denúncia e a busca da ajuda é bastante importante. Segundo ela, a violência é um processo naturalizado em nossa sociedade, e tem a ver com o processo de educação e cultura que necessita ser desconstruído. Para isso, é preciso que a mulher reconheça a violência, denuncie e procure ajuda, tanto para a violência psicológica, física, social e patrimonial.

“No momento que a mulher busca ajuda ela está avançando e rompendo o ciclo da violência. Não aguento, não aceito, reivindico, denuncio, é um grande avanço. E hoje, 07 de agosto, comemoramos 13 anos de lei Maria da Penha, que é um instrumento que serviu para avançar, mas precisamos avançar ainda mais e encorajar algumas mulheres a denunciar e buscar ajuda, porque é um ato muito importante”, afirma a secretária.

O CREG tem como objetivo atender a mulher em situação de violência doméstica, familiar e outras de gênero, por meio do trabalho da equipe multiprofissional: psicóloga, assistente social e assessora jurídica. O Centro atende das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, e fica localizado na Rua Benjamim Constant, 2170, Centro/Norte. O contato para mais informações é 3233-3798.

 

III Colóquio Vozes discute políticas de enfrentamento à violência contra mulher

Como parte da programação do Aniversário de 167 anos de Teresina, o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) promoverá o III Colóquio Vozes – Rompendo o Silêncio da Violência contra a Mulher, com a presença da Rede de enfrentamento à violência. O evento será realizado no CREG, nesta quarta-feira (07), às 8h30.

A atividade tem como principal objetivo promover um espaço para relato de experiência das mulheres em situação de violência atendidas pela Rede, reforçar o fortalecimento do fluxograma de atendimento, além de refletir sobre a Rede de atendimento à mulher em situação de violência.

Na oportunidade, cinco mulheres darão depoimentos de como a violência começou na vida delas, como foram tratadas ao buscar ajuda e como estão tentando romper o ciclo.

Para a coordenadora do Cento de Referência Esperança Garcia, Roberta Mara, a atividade é um momento de extrema importância, pois essas mulheres vão tirar silenciamento do tema e fazer uma avaliação da rede de enfrentamento.

“Será um momento onde elas estarão encorajadas a falar sobre a violência, não só no instante em que sofreram, mas o que sentiram na pele ao acionar a rede de atendimento. Através dessas mulheres vamos saber como foi passar por toda a rede estando fragilizadas”, destaca a coordenadora.

Representantes do Mato Grosso compartilham experiência exitosa de atendimento à mulher em Fórum

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realiza na próxima segunda-feira (05) o Fórum do Projeto Balançando a Rede. O evento, que acontece no auditório do Procon Municipal a partir das 8h30, será mediado pela coordenadora de Políticas Pública para Mulheres, Tai Carla, e pela subsecretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Charbel Stephanini, ambas de Campo Grande (MT).

Segundo a gerente de Transversalidade e Articulação da SMPM, Adriana Carvalho, Tai Carla e Charbel vão socializar informações da Casa da Mulher Brasileira, localizada em Campo Grande, que tem apresentado bons resultados desde sua inauguração, em 2015.

“O espaço tem um bom funcionamento e tem sido referência para vários estados, por conseguiram integrar todos os serviços de justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário e Delegacia de Atendimento à Mulher em um único lugar com atendimento 24 horas”, pontua a gerente.

A atividade contará ainda com a participação dos diversos órgãos que compõem a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, para discutir e alinhar seus papéis no fluxo de atendimento.

“Nosso principal objetivo é encontrar estratégias e intervenções exitosas para que a mulher caminhe na rede de atendimento com segurança, tendo a garantia de um acompanhamento efetivo, e assim assegurar, cada vez mais, os direitos que lhe cabem”, explica Adriana.

O Projeto Balançando a Rede se dá por meio da realização de diálogos técnicos com os órgãos que compõem a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, visando conhecer e promover melhorias na implementação dos serviços, programas, projetos e ações nas políticas públicas no município de Teresina.

 

Secretaria da Mulher participa de caminhada em protesto contra a violência às mulheres

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participa nesta quinta-feira (01) da Passeata Silenciosa em Protesto à Violência Contra a Mulher. A caminhada, denominada “Quinta-Feira Preta”, é uma realização da Sociedade de Mulheres Metodistas no Piauí e acontece na Avenida Frei Serafim, a partir das 17h.

A “Quinta-feira Preta” é uma campanha realizada em todo Brasil em que mulheres e homens saem às ruas vestidos de preto, com faixas e cartazes, com o objetivo de protestar e conscientizar sobre a violência contra a mulher.

“Essa será uma caminhada silenciosa, onde vamos chamar atenção pelo número de pessoas e pelo silêncio, pois a violência é caracterizada pelo silêncio das vítimas. Então vamos estar somando forças a essas mulheres para que elas se sintam cada vez mais seguras a romper o silêncio”, esclarece a gerente de Articulação e Transversalidade da SMPM, Adriana Carvalho.

A atividade segue a programação com diversas palestras nos dias 02, 03 e 04 de agosto na Igreja Metodista, localizada na Rua João Cabral, nº 3131, Centro de Teresina, a partir das 17h.

 

Wânia Pasinato participa de reunião com equipe interna da SMPM

Ascom/SMPM

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) recebeu, nesta segunda-feira (22), a doutora Wânia Pasinato. A consultora de projetos relacionados aos temas de violência contra a mulher irá participar da segunda etapa do projeto Balançando a Rede através de uma capacitação que tem início nesta terça-feira (23) na sede do Centro de Referência Esperança Garcia.

O projeto Balançando a Rede é responsável pela reordenação do fluxo de atendimento à mulher em situação de violência no Piauí. “Neste primeiro momento estive reunida apenas com a equipe interna, onde foram pautados alguns dos desafios do projeto e aprimoramento do fluxo de atendimento à mulher em situação de violência. Amanhã, a reunião será com toda a rede de atendimento e será exposto outro instrumento de trabalho chamado Frida, que é um formulário de avaliação para as mulheres em situação de violência”, pontuou Wânia.

Segundo Gerente de Articulação e Transversalidade, Adriana Carvalho, o entendimento do funcionamento da rede é de fundamental importância para a melhoria dos serviços. “A proposta é que a gente consiga, de fato, fazer com que a rede funcione cada vez mais através da articulação das instituições realizando um fluxo de atendimento eficaz a essas mulheres”, destacou a gerente ao acrescentar que a capacitação segue até o dia 25 de julho.

Semcaspi realiza capacitação com profissionais dos territórios Leste e Norte

Foto: Marília Lima

A equipe da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou hoje (09), o primeiro dia de capacitação sobre Notificação Compulsória de Violência. A ação faz parte de um trabalho de orientação sobre o preenchimento da ficha prevista nesses casos, utilizada para abastecer os bancos de dados do município e foi direcionada a profissionais da rede socioassistencial de Teresina.

Durante a manhã, foram discutidas situações hipotéticas e os protocolos de atendimento referentes. Conselheiros tutelares e profissionais das equipes técnicas das unidades discutiram e realizaram o preenchimento das fichas de acordo com cada caso de violência específico. A capacitação se estende ao turno da tarde, com outro grupo e acontece novamente na quinta-feira (11), nos mesmos horários e local. Os territórios contemplados serão Leste e Norte.

Segundo Sofia Helena Mendes Fialho, suplente do Conselho Tutelar, momentos como esse são de grande importância. “A capacitação vem agregar mais valores e esclarecer alguns pontos que a gente tem dúvida. Focamos na contabilização da violência dentro de todo o âmbito da família, da criança ao idoso. Também houveram esclarecimentos com relação à rede de proteção e por quais os canais podemos entrar em contato através da denúncia. Como conselheira tutelar, somos uma porta de entrada para receber essas denúncias e acompanhar todo o processo”, afirma.

De acordo com a coordenadora da Gerência de Direitos Humanos da Semcaspi, Deusa Fernandes, os profissionais tiveram a oportunidade de compreender a necessidade dessa notificação e de fazer parte de uma troca de experiências entre assistência social e saúde. “Esse momento foi bastante rico, principalmente por conta da experiência de preenchimento dessa ficha. A intenção é que possamos cobrir toda a rede socioassistencial com essa capacitação”, destaca.

Prefeitura inicia implantação do Observatório da Violência contra a Mulher

Tem início nesta terça-feira (09) a primeira fase da implantação do Observatório Mulher Teresina, um serviço que reúne indicadores relacionados às mulheres em várias esferas e que também vai verificar a efetividade da Lei Maria da Penha. Durante os dias 9 e 10, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realiza oficinas para colher informações dos órgãos parceiros e pensar coletivamente o modelo de atuação do projeto.

O Observatório Mulher Teresina é resultado de uma parceria com o Senado Federal, que está realizando uma experiência pioneira na cidade. Trata-se de uma “caixa de ferramentas” para avaliar as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres na capital. “Vamos trabalhar na produção, sistematização e análise de dados”, explica secretária Marcilane Gomes.

A previsão é que o serviço seja lançado no mês de agosto, dentro da programação do aniversário da cidade. “Essa é uma ação prevista no Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres e vem também como desdobramento do Diagnóstico da violência contra a mulher. A gente fica feliz com o fato de o Senado ter olhado para esse nosso levantamento, que possibilita uma visão macro dos dados”, comentou Marcilane.

As oficinas acontecem no Auditório do Procon, no período da manhã. Além das secretarias municipais relacionadas à educação, saúde e assistência social, participam representantes da Universidade Federal do Piauí, Defensoria Pública e de Delegacias especializadas em atendimento à mulher.