Escola faz parceria com Conselho Tutelar para realizar busca ativa dos alunos

Ascom/ Semec

Localizada no Povoado Boa Hora, zona rural de Teresina, a Escola Municipal Conselheiro Saraiva vem buscando formas de garantir que todos os seus 496 alunos tenham acesso às atividades pedagógicas não presenciais. Porém, mesmo com o esforço da equipe gestora em distribuir atividades impressas e até visitar famílias que moram mais distantes, 29 alunos ainda não estavam participando das aulas.

Para ajudar no diálogo com os pais, a escola passou a contar com o apoio do Conselho Tutelar da zona Norte e do posto de saúde da região. O objetivo é reforçar o acompanhamento dessas famílias, mostrando a importância de manter a rotina de estudo das crianças.

Segundo o diretor da unidade de ensino, José Israel, esses alunos possuem condições de acesso às aulas não presenciais, mas não frequentam. “Nosso papel é garantir que todos participem. Já entramos em contato com os pais diversas vezes e um carro de som faz a convocação nas comunidades. São alunos que não moram tão distante, podem pegar as atividades impressas na escola ou participar por outras plataformas. Então formamos o grupo para uma busca ativa e uma conversa de conscientização”, ressalta o gestor.

As primeiras visitas já surtiram efeito. Oito alunos voltaram a participar das aulas e entregar as tarefas esta semana, levando a escola a alcançar 96% de frequência em suas aulas remotas.

“A parceria com os profissionais do Conselho Tutelar e do posto de saúde está sendo fundamental. Não é uma cobrança, mas um diálogo sobre o trabalho sério que desenvolvemos pelo aprendizado dos alunos em um período que exige esforço de todos”, conclui Israel.

Alunos da rede municipal de ensino continuam aprendendo em casa

Ascom/ Semec

“Eu finjo que meu quarto é a sala de aula”, revela Pedro Henrique, de seis anos, aluno da Escola Municipal Murilo Braga. É assim que 90 mil alunos da Rede Municipal de Teresina têm se adaptado à rotina de estudos em casa. São 60 mil somente no Ensino Fundamental.

O regime de atividades não presenciais, implementado em Teresina no mês de junho, permite aos alunos acesso ao conteúdo estruturante de disciplinas como língua portuguesa e matemática, mas também oferece atividades diversificadas, como a prática de educação física.

Pedro Henrique acorda cedo todos os dias, veste a farda e começa a maratona de estudos pela TV. A programação só encerra no final da tarde, quando todos os exercícios estão respondidos e enviados para os professores via Whatsapp. “Eu sinto muita falta da escola, mas gosto das aulas na TV”, disse o menino.

Izabel de Freitas, mãe do Pedro Henrique, conta que organizou um espaço de estudos para o filho e tenta mantê-lo dentro de uma rotina estruturada. “Tem que parecer a escola mesmo, e vem dando certo, ele interage com a TV, levanta a mão e até responde a professora pela tela”, declara a mãe.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semec), o ensino à distância vai continuar por todo o ano de 2020. “As atividades são contabilizadas para o calendário letivo. Pais e professores estão se dedicando diariamente, é um esforço conjunto para não parar o processo de ensino-aprendizagem, mesmo nesse novo cenário”, explica Irene Lustosa, secretária executiva de ensino.

Na casa do Vitor Gabriel, a organização com os horários também garante o acompanhamento de todas as atividades propostas. Ele é aluno do 1º ano na Escola Municipal Vinícius de Moraes e não perde uma aula pela TV. Ao todo, cinco canais locais transmitem o conteúdo em horários específicos para cada ano escolar.

“Eu acompanho de perto para ter certeza que ele está fazendo tudo certo. Estamos em casa, mas não podemos parar, sei que é importante que meu filho participe todos os dias, por isso seguimos as orientações da escola”, conclui Eudes, mãe do Vitor.

PMT vai aplicar mais de 100 mil testes de Covid-19 em alunos e professores

A Prefeitura de Teresina está adquirindo 110 mil testes de diagnósticos de Covid-19 para aplicar em todos os alunos, professores e funcionários da rede municipal de ensino antes da retomada das aulas. A ação faz parte de uma série de medidas que estão sendo adotadas pelo município, que ainda não fixou data para a abertura das escolas. O objetivo é garantir segurança de todos os envolvidos nesse processo.

Na prática, os alunos deverão seguir medidas como distanciamento mínimo de 2 metros durante toda a rotina escolar, inclusive na sala de aula. Em sistema de rodízio, apenas 30% da turma vai assistir aula presencial, com máscaras de proteção e sem atividades em grupo. A Secretaria Municipal da Educação (Semec) também vai utilizar um aplicativo de celular para dar suporte ao acompanhamento diário sobre a condição de saúde dos profissionais e dos alunos.

As unidades de ensino passarão por sanitizações frequentes e serão equipadas com álcool 70% e lavatórios de mãos na entrada, além de termômetros para medição da temperatura. Quadras esportivas, playground e aulas passeio continuam proibidos, enquanto serão estimuladas práticas ao ar livre, e com menor quantidade de crianças.

Segundo Kátia Dantas, secretária municipal de Educação, os estudantes do Ensino Fundamental devem ser os primeiros a retornar. “Voltaremos apenas no momento certo, quando as autoridades de saúde autorizarem e quando for prudente para garantir mais proteção aos nossos alunos. Estamos em fase de conclusão do planejamento. A ideia é voltar aos poucos, mantendo também as aulas não presenciais. Sabemos a opinião dos pais, professores, diretores e pedagogos, alinhamos com as medidas restritivas e logo iniciaremos a preparação das escolas”, afirma.

O planejamento para a retomada das atividades escolares foi elaborado por um comitê com representantes de todos os setores da Secretaria Municipal de Educação, além do Conselho Municipal de Educação e da Fundação Municipal de Saúde.

Alunos de escolas municipais se preparam para provas online da Olimpíada de Ciências

As escolas municipais de Teresina já estão preparando os alunos para a Olimpíada Nacional de Ciências, que tem sua primeira fase marcada para agosto. Com as aulas presenciais suspensas, os estudos acontecem em casa, utilizando ferramentas virtuais para o aprendizado.

A Olimpíada é organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e tem como principal objetivo despertar o interesse dos jovens pelo estudo das ciências. Em Teresina, participam alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental. A primeira prova será aplicada pela internet, com duas horas para completar as 20 questões objetivas.

O Programa Cidade Olímpica Educacional, que oferecia aulas em disciplinas específicas aos sábados, agora prepara os estudantes da Rede Municipal por uma plataforma online. A coordenadora de Ciências do Programa, Simone Rodrigues, explica que a preparação envolve dedicação de alunos e professores em um momento de reinvenção.

“Nossas aulas presenciais foram interrompidas, mas temos um histórico de excelentes resultados em olimpíadas de conhecimento, então não podemos deixar isso para trás. O grupo está envolvido no programa de estudos da ONC, que é complexo e contempla também outras disciplinas, mas nos adaptamos muito bem a essa nova realidade, utilizando a tecnologia ao nosso favor”, conta Simone.

A plataforma do Cidade Olímpica possibilita o compartilhamento de vídeos, textos e atividades para que os alunos estudem todos os dias. Os professores mantêm a aula semanal, mas agora online, interagindo com os alunos e motivando para a competição que está próxima.

“As chamadas de vídeo ajudam a tirar dúvidas e principalmente na socialização mais afetiva, extremamente importante para o desempenho nas competições. Estamos animados e com expectativas de medalhas”, conclui a coordenadora.

Escola Municipal Conselheiro Saraiva entrega atividades na casa dos alunos da zona rural

A direção da Escola Municipal Conselheiro Saraiva montou equipe de profissionais para visitar alunos da zona rural de Teresina e realizar a entrega de atividades escolares. Ao todo, 113 alunos que moram nas regiões mais remotas, receberam as atividades e orientações sobre os estudos em casa. Foram contemplados os estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental à Educação de Jovens e Adultos.

A ação foi realizada após a direção da escola perceber que parte dos seus alunos não estavam acessando as plataformas de conteúdos das atividades pedagógicas. Segundo o diretor José Israel, na região próxima à escola, muitas famílias não possuem televisão e nem mesmo celular.

A escola mobilizou os membros do Conselho, associação de moradores e profissionais do posto de saúde para visitar os alunos nas comunidades Boa Hora, Cajazeiras, Centro do Sítio, Santa Inês, São Vicente, Matapasto e Assentamento Santo Antônio II, distribuindo pessoalmente as tarefas impressas, em locais de difícil acesso.

“O objetivo foi garantir o direito de aprender desses alunos e evitar que os pais se aglomerem na escola em busca do material. Então, cumprimos os protocolos de segurança e fomos de casa em casa”, relata o gestor. Ainda segundo ele, 100% dos alunos com deficiência receberam o material necessário para desenvolverem suas habilidades.

“A professora de AEE (Atendimento Educacional Especializado) participou da ação e nos ajudou a entregar as atividades direcionadas, garantindo a inclusão mesmo em um momento tão difícil. Estamos nos adaptando e fazendo o melhor para minimizar os prejuízos que a pandemia trouxe à educação dessas crianças”, finalizou Israel.

Alunos com deficiência recebem material e acompanhamento para atividades em casa

Mais de 90 mil alunos da Rede Municipal de Teresina estão realizando suas atividades pedagógicas em casa, desde a suspensão das aulas presenciais como medida de proteção contra o coronavírus. Nesse novo contexto de aulas não presenciais, a Prefeitura de Teresina encontrou uma forma de continuar apoiando os alunos com deficiência no desenvolvimento de suas habilidades.

A Divisão de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e as unidades de ensino enviaram para casa dos alunos especiais kits escolares com material concreto para que sejam executadas as atividades sugeridas. Esse é o mesmo tipo de material utilizado por eles nas escolas, sendo uma importante ferramenta de aprendizagem.

A turma também participa das atividades online, responde as tarefas impressas e assiste as aulas transmitidas pela TV. A ideia é oferecer a maior quantidade de plataformas para acesso aos conteúdos e garantir um ritmo de aprendizagem. A educação inclusiva oferece, ainda, o acompanhamento dos professores de AEE (Atendimento Educacional Especializado), que orientam as famílias no uso do material dourado, jogos e outros elementos que foram enviados nos kits.

Segundo Samara Moura, chefe da Divisão de Educação Inclusiva, cada criança recebeu um material adaptado para sua condição, mas os pais também estão recebendo dicas de tarefas para realizar com material que têm em casa.

“Mantemos nas escolas da Prefeitura um planejamento para o desenvolvimento cognitivo desses alunos, e mesmo em meio às dificuldades causadas pela pandemia, tentamos levar para eles exercícios complementares ao regime de atividades não presenciais, de acordo com suas individualidades. Passamos dicas de tarefas que podem ser feitas com o que tem em casa, como garrafas, folhas, carvão, cerâmica e etc, tudo com intencionalidades ligadas às habilidades. Os pais e professores são nossos grandes aliados”, disse Samara.

A professora Leila Santos acompanha 18 alunos da Rede Municipal, todos com autismo. Ela conta que têm sido um grande desafio, mas o retorno é positivo. “Tenho contato online com as famílias e com as crianças, orientando sobre como organizar a rotina e conciliar as atividades pedagógicas com as terapias. Tivemos mesmo que nos reinventar para utilizar a tecnologia a nosso favor, e eles se dão muito bem, recebo depoimentos emocionantes dos pais”, afirma a professora.

 

Alunos da Rede Municipal criam rotina de estudos com aulas transmitidas pela TV

A sala de aula agora é em casa. Desde a suspensão das aulas presenciais nas unidades de ensino da Rede Municipal por conta da pandemia do novo coronavírus, os alunos precisaram se adaptar a uma nova realidade na rotina de estudos. O celular, o computador e agora a televisão viraram as principais ferramentas de aprendizagem em tempos de isolamento social, onde a educação precisou ganhar novos formatos.

Nesta semana, mais de 60 mil alunos matriculados no Ensino Fundamental das escolas da Prefeitura passaram a assistir aulas pela TV. A transmissão por meio de quatro canais locais é uma das estratégias para alcançar os estudantes e manter o ritmo de aprendizado.

Amanda Costa é tia do estudante João Felipe e tem acompanhado as atividades pedagógicas do sobrinho, que faz o 2º ano. Segundo ela, o segredo para conseguir a concentração da criança é montar uma rotina como na escola. “Todos os dias ele segue uma programação, veste a farda, tem o lugar certo para estudar e assiste a TV como em sala de aula, depois vamos fazer juntos as atividades propostas. Não conseguimos muito essa concentração pela internet, então o conteúdo pela TV tem sido a melhor opção para ele”, explica a tia.

Yudi Carvalhedo, aluno do 7º ano da Escola Municipal Jornalista João Emílio Falcão, conta que sente falta da escola, mas tem gostado de acompanhar as atividades pela televisão. “Na escola é bem melhor, claro, mas com as aulas da TV consigo aprender bem. Fecho a porta do quarto e ninguém me atrapalha. No final da tarde respondo os exercícios e envio para os professores pelo aplicativo. É por lá que nos comunicamos todos os dias”, conta.

Os professores e as plataformas online dão suporte para o aprendizado. Além dos aplicativos de troca de mensagens e videoconferência, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) mantém a plataforma “Em casa eu aprendo” hospedada em seu site. São vídeos produzidos por professores, dicas de leitura, atividades para responder em casa e conteúdo direcionado para cada ano escolar.

De acordo com diretora da Escola Municipal Thereza Noronha, Simone Barbosa, a escola foi encontrando mecanismos para alcançar cada aluno segundo suas necessidades. “Estamos utilizando todas as ferramentas possíveis, vencendo os obstáculos para tornar essa nova forma de educação cada vez mais ampla e acessível. Tudo isso é novidade para nós gestores, professores e também para os alunos e as famílias, mas acreditamos que podemos fazer o melhor juntos. A televisão trouxe uma oportunidade de maior de alcance, outra alternativa importante para o acesso do aluno aos conteúdos. Tenho recebido retornos positivos quanto a isso. A expectativa é de que em breve possamos voltar de forma presencial, mas por enquanto vamos fazer dar certo com o que temos”, concluiu a diretora.

 

CMEI Érico Veríssimo faz carreata para manter contato com alunos

A equipe escolar do CMEI Érico Veríssimo, localizado no Povoado Taboca do Pau Ferrado, para manter o contato e diminuir a saudade das crianças, realizou uma carreata pelo bairro, passando na frente da casa de cada aluno. A ação é também de mobilização das famílias para o início das aulas remotas na próxima segunda-feira, dia 15.

As crianças vestiram a farda da escola e aguardaram ansiosas a passagem dos carros. Os professores levantaram cartazes com mensagens carinhosas, afirmando que logo tudo isso vai passar. As aulas estão suspensas desde o dia 19 de março, como medida de proteção contra o novo Coronavírus.

Segundo a diretora Layana Costa, a carreata foi uma forma de dizer para as famílias que a escola ainda está presente. “Os pais se sentem muito perdidos, sozinhos, nesse período de isolamento social. Fizemos um momento emocionante, para mostrar que estamos juntos, e agora é hora de um maior engajamento, pois iniciaremos as aulas remotas. Temos um plano de ação estruturado para esse novo formato, e isso inclui ter as famílias por perto”, pontua a gestora.

Famílias de alunos participantes do PROFESP recebem kits de alimentação

Ascom/Semec

O 2º Batalhão de Engenharia de Construção (2° BEC) realizou a entrega de 40 kits de alimentos para famílias dos alunos da Escola Municipal Deputado Antônio Gayoso, atendidas pelo Programa Forças no Esporte (Profesp). A ideia é diminuir os impactos causados pelo novo coronavírus.

O PROFESP é um programa social desenvolvido pelo Ministério da Defesa em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), os ministérios da Cidadania, da Educação e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com o objetivo de oferecer horas a mais de atividades educativas orientadas por professores e militares, utilizando o esporte a favor do aprendizado.

A entrega aconteceu de forma agendada, em dois momentos, o primeiro no dia 16 de abril e o segundo nessa quinta-feira (13), evitando assim aglomerações.

Escolas da Prefeitura distribuem merenda escolar para famílias de alunos

Os diretores das escolas da Rede Municipal de Ensino de Teresina estão distribuindo gêneros alimentícios que ficaram nas unidades de ensino desde a suspensão das aulas no mês de março. A merenda está sendo entregue aos pais que mais precisam e deve ajudar a manter as famílias em isolamento social, necessário para reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus.

A logística de distribuição dos alimentos foi planejada pelos conselhos escolares. O grupo contabilizou a quantidade de produtos para a montagem de kits e definiu os beneficiados, já que não serão suficientes para todas as famílias de alunos. Ao todo, vão ser entregues, até o fim da semana, 17.785 kits de merenda escolar. A prioridade são os inscritos no Programa Bolsa Família, principalmente com uma maior quantidade de crianças matriculadas.

Na Escola Municipal Casa Meio Norte, bairro Cidade Leste, a direção esvaziou o depósito e conseguiu montar 67 kits, que já foram distribuídos. “Analisamos data de validade, conservação, tudo para garantir que os kits cheguem da melhor forma para as famílias. Priorizamos aquelas que possuem mais alunos matriculados conosco. Essa ação chega em ótima hora para quem tanto precisa”, disse a diretora Osana Santos.

Segundo a secretária executiva de Gestão da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Katia Dantas, os alimentos devem chegar para famílias que mais necessitam. “Os produtos possuem prazo de validade e não podemos deixar que estraguem, por isso os conselhos se reuniram e decidiram o melhor direcionamento para esses gêneros alimentícios. A distribuição é para quem realmente mais precisa, e está seguindo medidas de segurança. A direção da escola entra em contato com os pais e agenda o horário de entrega”, finaliza.