E. M. Parque Piauí receberá Dia D da Educação Inclusiva e Educação Ambiental Inclusiva

Será na Escola Municipal Parque Piauí, zona Sul de Teresina, o Dia D da Educação Inclusiva e Educação Ambiental Inclusiva, marcado para 27 de maio. O evento vai reunir diversas instituições, como a Secretaria Municipal de Educação (Semec), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Piauí (OAB-PI).

Fotos: Ascom Semec

O Dia D será de palestras, rodas de conversas e oficinas com temáticas ligadas aos direitos da pessoa com deficiência, políticas públicas educacionais nessa área e as principais estratégias para garantir uma educação pública cada vez mais inclusiva, pensando também em um perspectiva de sustentabilidade.

Amanda Kárdia, coordenadora de Educação Inclusiva da Semec, conta que os parceiros estão alinhando as ações para o evento. “Teremos muitas informações importantes e compartilhamento de ideias que devem beneficiar nossos alunos. A expectativa é de um dia de muitos ganhos para a educação”, destaca Amanda.

 Semec realiza oficina destacando adaptações inclusivas

Com intuito de melhor atender aos estudantes com deficiência, o Centro Municipal de Educação (CMEI) Santa Maria realizou uma oficina, destinada aos professores da unidade com foco nas estratégias de adaptações  de atividades, ministradas pela professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) Euna Nayara.

Durante a palestra, a educadora orientou aos demais profissionais sobre ideias a serem utilizadas para obter um melhor rendimento escolar dos estudantes, através de adaptações nas atividades rotineiras pedagógicas.

Dentre as estratégias, Euna Nayara apresentou o Plano Educacional Individualizado (PEI).  O PEI é um instrumento de planejamento que deve ser elaborado pelo professor, a partir de uma avaliação do aluno com necessidade educacional específica.

O intuito é dar um caráter individual a cada aluno, com estratégias adequadas para que ele possa aprender, assim como os outros alunos, no ensino regular.  A diretora do Centro, professora Maria da Conceição Teixeira Soares, destaca que a oficina atende às expectativas dos professores de sempre buscar o aprimoramento de seus conhecimentos com as atividades pedagógicas.

Foto: Ascom Semec

Educação Inclusiva de Teresina deve ganhar força com parceria do Estado e apoio na Assembleia Legislativa

Educação inclusiva foi a pauta em destaque no diálogo entre a deputada estadual Simone Pereira e o secretário municipal de Educação, professor Nouga Cardoso, nesta terça-feira (10). Antes de assumir o cargo oficialmente, a parlamentar buscou a Secretaria Municipal de Educação (Semec) para conferir como funcionam as políticas de inclusão para alunos da Rede, por ser modelo de referência no Piauí.

O secretário Nouga destacou os avanços nessa área nos últimos dois anos, especialmente com a ampliação do número de auxiliares de apoio à inclusão. A gerente da Divisão de Educação Inclusiva, Amanda Kárdia, apresentou dados de atendimento dos alunos com deficiência, pontuando a necessidade de expandir as ações em outros municípios. A equipe da Semec deve consolidar um relatório para a deputada Simone, que prometeu levar a pauta como prioritária em seu mandato.

“É muito bom ver parlamentares dispostos a contribuir com a causa, que sempre foi uma prioridade para a Prefeitura de Teresina. Estamos dialogando sobre parcerias, como a Prefeitura e o Estado podem andar juntos na consolidação de políticas públicas que garantam escolas verdadeiramente inclusiva em todos os ciclos acadêmicos”, disse Nouga.

Semec comenta importância da revogação de decreto que segregava alunos com deficiência

Equipe da Educação Inclusiva (Foto: Ascom/Semec)

Uma das primeiras medidas do novo presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, foi revogar um medida do último governo que segregava pessoas com deficiência em escolas especiais. O texto que edita o decreto foi uma das normas prioritárias, assinada nas primeiras horas do mandato do presidente e publicado no Diário Oficial da União.

Bolsonaro queria criar a “Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida”, que incentivada a criação de escolas e turmas separadas para pessoas com deficiência. A revogação de Lula extingue definitivamente a medida e marca a posição do novo governo em relação ao tema.

Em Teresina, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) já mantinha um posicionamento de incluir cada vez mais os alunos com deficiência em todas as atividades propostas dentro e fora de sala de aula. A equipe da Divisão de Educação Inclusiva avalia como positiva a revogação da proposta anterior, já que considera que a verdadeira inclusão acontece com todos no mesmo caminho, sem segregação.

“Esse passo representa vitória do histórico de luta da pessoa com deficiência, estamos bem felizes. Na prática, o decreto anterior modificava a política nacional de educação especial na perspectiva de educação inclusiva, era um perigoso retrocesso. Foi construído sem diálogo e representava segregação, pois negava as pessoas com deficiência o direito de estudar na escola regular”, explica Amada Kárdia, coordenadora de Educação Inclusiva da Semec. “O que precisamos agora é avançar e combater os retrocessos através de espaços de convivência mais inclusivos, pautados no respeito às diferenças, à diversidade e singularidade dos nossos estudantes”, completa.

Secretaria Municipal de Educação realizará o I Evento Inclusivo no dia 12/12

A Secretaria Municipal de Educação (Semec), por meio da Divisão de Educação Inclusiva (DEI), realiza no próximo dia 12/12 o I Evento Inclusivo, no auditório do Centro de Formação Profissional Professor Odilon Nunes, zona Norte de Teresina.

A programação do evento conta com uma mesa redonda com o tema “Percurso Inclusivo: do diagnóstico às práticas inclusivas”, com a participação do Dr. Anderson Garcez, psiquiatra infantil do Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar (CMAM); da doutoranda Camila Siqueira, que é professora de Atendimento Educacional Especializado do Instituto Dom Barreto (IDB); e da doutoranda Milena Viana, psicóloga e professora da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

“Neste evento, além da mesa redonda, faremos o encerramento das formações para os professores que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Rede Municipal de Ensino de Teresina e a entrega dos certificados das 9 turmas do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) de 2022”, informa a coordenadora de Formação em Educação Inclusiva da Semec, Cássia Dias.

Os interessados em participar da mesa redonda devem se inscrever de forma online no link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe7pmJ2JrqUdqsRdTGTwO5LENICMKuCZ8IyIbrgvTFxbZf2fg/viewform. Serão disponibilizadas apenas 200 vagas.

Divisão de Educação Inclusiva da Semec participa de treinamento de atualização

A equipe de formação em educação inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec) participou de um treinamento de atualização promovido pelo Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), da Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid). Além da capacitação, o evento teve como objetivo estreitar a relação entre as instituições.

Fotos: Ascom Semec

“Recebemos o convite da psicóloga Maria Andréia Marques, gerente de Reabilitação Intelectual do Ceir, para o treinamento Atualização em Educação Inclusiva. Nossa equipe, formada por Alessandra Meneses, Elayne Dias e eu, participamos da capacitação, que teve a finalidade de proporcionar aos professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e sala regular do município uma proximidade com psicólogas e psicopedagogas do Centro e permitir uma formação pedagógica permanente”, explica a coordenadora de formações em educação inclusiva da Semec, Cássia Dias.

O setor de reabilitação cognitiva do Ceir atende crianças com síndrome de Down, autismo, dentre outras deficiências intelectuais de grau moderado a severo. Uma vez que a maioria das crianças que lá fazem tratamento são alunos da Rede Municipal de Ensino, há a intenção de aproximar e alinhar as ações da Divisão de Educação Inclusiva da Semec com a equipe do Centro.

“É imprescindível para o acompanhamento de nossos alunos, especialmente da educação especial, que tenhamos estudos interdisciplinares que envolvam, dentre outras áreas, a psicologia, a psicopedagogia e as neurociências. E trabalhar em conjunto com instituições especializadas, assim podemos oferecer um atendimento cada vez melhor aos educandos”, conclui Cássia Dias.

Profissionais da educação inclusiva municipal participarão de debate na TV sobre Libras

Para marcar os 20 anos da lei que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como uma das línguas oficiais do país, profissionais da educação inclusiva da Prefeitura de Teresina participarão de um programa de TV dedicado ao tema. A transmissão será nesta segunda-feira (25), às 20h.

A coordenadora do projeto de formação de professores em uma perspectiva inclusiva, Cassia Dias, e a professora de Libras, Josy Silva, foram convidadas para falar sobre o brincar que inclui a Língua Brasileira de Sinais. Também participará do momento a fisioterapeuta e idealizadora da empresa Brincar Adapta Fácil, Camila Andrade.

“Cassia e Josy levarão ao público um olhar com base na realidade da educação inclusiva e no que temos realizado com as crianças, nos avanços possíveis a partir do ensino de Libras para a comunidade escolar e a importância de construir uma rede de inclusão a partir da escola”, anuncia Amanda Kárdia, coordenadora da Divisão de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec).

Uma educação inclusiva

A Semec atualmente oferece um curso gratuito de Língua Brasileira de Sinais para profissionais da Educação, incluindo técnicos da Secretaria, e para a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). A capacitação avança em três níveis, desde o básico, e ajuda no atendimento ao público surdo. Outra novidade nessa temática é a formação de professores em uma perspectiva inclusiva, com um projeto de capacitação continuada que prepara todos os docentes para melhor apoiar seus alunos com deficiência.

Semec apresenta projeto de educação inclusiva para professores

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) realizou na manhã desta terça-feira (22), no Centro de Formação Odilon Nunes, a apresentação do projeto de ampliação de formação inclusiva para profissionais de educação da Rede Municipal de Ensino. O objetivo é ampliar a capacitação do corpo docente e sua implementação terá início no próximo dia 4 de abril.

“Fizemos a apresentação do projeto para o secretário de Educação, Nouga Cardoso, e equipe técnica da Semec, mostrando como vai acontecer essa formação, que envolve todos os segmentos da Secretaria, desde gestores, pedagogos, superintendentes e professores”, explica a coordenadora da Divisão de Educação Inclusiva da Semec, Amanda Kárdia.

Na oportunidade, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), Antônio Amaral, conheceu a proposta de formação inclusiva. “Vim a convite do professor Nouga para ver como se dá a capacitação dos profissionais e pretendo levar para a cidade de Cocal dos Alves, onde sou professor de Matemática, o modelo de formação e as experiências exitosas da Secretaria Municipal de Educação de Teresina”, afirma.

“O nosso grande desejo é melhorar a qualidade de atendimento das crianças que são matriculadas na Rede Municipal de Ensino e para que isto ocorra é necessário que os nossos professores e profissionais da educação recebam a formação e estejam qualificados para tal. Dessa forma os alunos que tenham alguma necessidade especial são melhores acolhidos”, finaliza o secretário de Educação, Nouga Cardoso.

Mãe fala sobre rotina escolar de filha com síndrome de down em escola pública de Teresina

“Síndrome de Down não atrapalha nada, o que atrapalha é a desinformação e o preconceito”. Esse é o recado da Márcia Mendes, mãe da pequena Hirla Maiune, de 5 anos, que nasceu com Síndrome de Down e desenvolveu ao longo dos anos um monte de habilidades: carinhosa, educada, inteligente. “É o que todo mundo fala”, conta a mãe, orgulha.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas uma mutação do material genético humano. As organizações que batalham pela causa, principalmente contra o preconceito, buscam conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.

Maiune começou a estudar aos 3 anos no Centro Municipal de Educação Infantil Tia Eutália, na zona Sudeste, onde aprendeu as primeiras letras e absorveu lições importantes de cidadania, sociabilização e autoestima. A menina era acompanhada semanalmente por uma psicopedagoga, que ofereceu suporte para os primeiros passos escolares. Até a mãe recebeu ajuda. Márcia era orientada a como contribuir ensinando as atividades em casa.

Depois passou a estudar no CMEI Tom Jobim, no Vale do Gavião. Lá recebeu o suporte de uma auxiliar de apoio a inclusão, que oferece ajuda em tarefas mais complexas ao tempo que ensina sobre autonomia. Na escola, aprendeu a largar as fraldas, se alimentar sozinha e participar de todas as atividades, seguindo os passos dos colegas.

Para a diretora do CMEI, Clara de Assis, a educação é direito de todos e começa pelo acolhimento. “Primeiramente precisamos entender o que é a Síndrome de Down, para apoiá-la em sua rotina, direcionando conteúdos em um formato que seja mais compreensível, dentro de suas habilidades. Temos a sorte de poder contar com a parceria da mãe, e juntas valorizamos cada conquista dela, para que se sinta sempre acolhida, que tenha a escola como sua segunda casa e obtenha sucesso”, explicou a gestora.

E para quem pensa que para por aí, a menina estuda música, se dedica na fisioterapia e está em busca de um esporte que se apaixone. “Um dos primeiros apoios que recebi foi da escola, para perceber que minha filha não é diferente de ninguém. Ela pode aprender igual, brincar igual e passar lições de vida que nem imaginamos. Claro que precisei me preparar para acompanhar seu desenvolvimento, no seu tempo, mas vale muito a pena”, declarou a mãe.

Márcia Mendes deixa um recado para as outras famílias: “Os pais precisam acreditar mais nos seus filhos, acreditar que uma criança com Síndrome de Down não é limitada, é capaz de fazer tudo. O que é limitada é a capacidade de quem está do lado de ensinar, de estimular. Quanto mais incentiva, mais ela consegue. Pra mim ela é uma criança normal, quero vê-la na universidade, trabalhando, porque sei que ela é capaz”, conclui a supermãe.

SEMEC e OAB/PI se reúnem para falar sobre educação inclusiva

Fotos: Ascom Semec

O secretário municipal de Educação, Nouga Cardoso, esteve em reunião com Membros da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CDDPD) da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB/PI) nesta quarta-feira (13) para falar sobre educação inclusiva.

Na ocasião estiveram presentes o presidente da OAB/PI, Celso Barros Coelho Neto, a psicóloga e integrante da Comissão, Natália Reis e o presidente da CDDPD, Joaquim Santana, que entregaram um documento com recomendações de ações voltadas para a educação inclusiva.

Atualmente, mais de 3 mil alunos com necessidades especiais estão matriculados em escolas da Prefeitura de Teresina. Segundo Joaquim Santana, é papel da Comissão acompanhar e cobrar medidas que facilitem o acesso e a permanência dessas crianças na escola. “Confiamos na sensibilidade do secretário e nos colocamos à disposição para auxiliar no que for preciso, no sentido de desenvolver ações que sejam eficazes e permanentes”, disse o advogado.

Temas como aulas de Libras, auxiliares de apoio à inclusão, acessibilidade nas escolas, entre outros, foram discutidos no encontro. O secretário Nouga Cardoso, acolheu as recomendações e se comprometeu em dar uma resposta à OAB/PI, o mais breve possível. Ele acrescentou que a Semec está comprometida em atender as demandas possíveis para garantir uma educação de qualidade.

“Vamos discutir em equipe e em breve, teremos uma nova reunião para apresentar os encaminhamentos. Temos uma série de atrasos relacionados aos direitos das pessoas com deficiência, é preciso um olhar mais sensível para as políticas públicas de inclusão. Esse diálogo é importante e todo apoio bem-vindo”, concluiu o secretário.