Ascom/Semec
Para garantir que os alunos que apresentam algum tipo de desatenção ou transtorno tenham bom desempenho no processo de alfabetização, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) está preparando os professores para melhor lidar com cada especificidade. Hoje (8), docentes de língua portuguesa do 2º ano participaram, no Centro de Formação Odilon Nunes, de uma palestra sobre métodos de inclusão das crianças com TDAH e autismo.
Na sexta-feira (12) serão professores do 1º ano. O espaço foi promovido a partir de uma parceria da Divisão de Educação Inclusiva com o Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar Professora Ceiça Carvalho. As atividades realizadas em conjunto têm apoiado os professores nas estratégias pedagógicas que transformam a realidade da sala de aula para os alunos com deficiência.
Dessa vez, o diálogo foi com foco na alfabetização das crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e autismo. Segundo a coordenadora pedagógica da Semec, Hostiza Machado, o encontro surgiu da necessidade de atender as especificidades dos alunos com transtornos que estão no ciclo de alfabetização.
“Os professores tinham essa demanda de conhecer melhor estratégias pedagógicas na perspectiva inclusiva. Então, fizemos a interlocução para ampliar as políticas voltadas para a inclusão, considerando a complexidade do tema”, explicou.
Durante a palestra, as profissionais do CMAM deram dicas que vão desde a organização da sala de aula pensando nos alunos com TDAH e autismo, à aplicação de exercícios práticos específicos para esse público. “Primeiro é preciso entender que cada aluno tem sua forma de aprender, e alguns transtornos levam a criança a falta de atenção ou agitação extrema, a escola precisa considerar isso para ter êxito no processo de alfabetização da turma por completo”, afirmou Daniela Coutinho, diretora do Centro Multidisciplinar.
Na sala de aula da professora Rejane Leão, da Escola Municipal Dom Helder Câmara, os alunos estão indo bem em leitura e escrita. Ela conta que atende três alunos com transtornos de aprendizagem e acaba de pegar novas dicas para apoiá-los ainda mais nessa etapa.
“É de fundamental importância que o professor participe das formações, conheça e estude esse assunto para saber trabalhar com seus alunos. As crianças não aprendem ao mesmo tempo, mas se você conhece os obstáculos e procura formas de superar, vai ampliando o horizonte e conseguindo extrair o melhor da turma”, disse. Segundo Rejane, palestras como essa orientam os professores sobre como conseguir apoio. “É muito bom aprender formas alternativas e saber onde procurar ajuda, até para passar informações corretas para as famílias”, conclui.





















